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Plano de aula > Língua Portuguesa > 7º ano > Análise linguística/Semiótica

Plano de aula - Fatores que influenciam na variação linguística

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 7º ano do EF sobre Fatores que influenciam na variação linguística

Plano 01 de 3 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Isabel Fernandes, Silvia Albert

 

Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é primeira aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. A finalidade desse conjunto de planos é produzir textos que apresentem características do português informal e do português formal e sistematizar ideias relacionadas aos conceitos de variedade da língua e norma-padrão.

Materiais necessários: Computador conectado à internet, projetor multimídia e tela.

Cartas de épocas diferentes, impressas e colocadas dentro de um envelope.

Dificuldades antecipadas: Alunos podem não reconhecer nem legitimar variedades da língua diferentes da norma-padrão, achando que, para se comunicar com eficiência, basta “falar certo”.

Referências sobre o assunto: http://museudalinguaportuguesa.org.br/wp-content/uploads/2017/09/Saber-uma-li?ngua-e?-separar-o-certo-do-errado.pdf

Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa/ Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998.

BAGNO, Marcos. O preconceito linguístico. São Paulo: Ed. Loyola, 2002

BAGNO, Marcos. Não é errado falar assim. Em defesa do português brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2010.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Compartilhe o tema da aula com os alunos.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações:

  • Comece a aula conversando com os alunos sobre a língua portuguesa. Pergunte se eles já ouviram alguma das frases abaixo:
  • A nossa língua é muito difícil;
  • O Brasil é um país grande, mas apesar disso, falamos uma única língua;
  • O português falado hoje é pior do que o de antigamente;
  • Para saber bem uma língua, basta “não cometer erros”.

  • Converse sobre esses e outros mitos. Apoiando-se na resposta dos alunos, você poderá perceber quais concepções eles têm da língua materna e quais representações fazem dela.
  • Depois, converse sobre o português falado aqui e em Portugal. Leia as questões projetadas no slide ou escritas no quadro: “O Brasil é um país em que se fala uma única língua? Por que é difícil compreender o português falado em Portugal? Brasileiros das regiões Norte, Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste falam exatamente do mesmo jeito? É possível perceber, em falantes nascidos na mesma cidade, diferenças no modo de falar? Quais diferenças? As pessoas falam do mesmo jeito que escrevem? Nós nos expressamos da mesma maneira em todos os lugares e momentos? É possível identificar as características sociais do falante (sua origem geográfica, nível sociocultural, sexo, idade) depois de ouvir algumas poucas palavras pronunciadas por ele?” .
  • À medida que os estudantes forem respondendo, registre as ideias deles no quadro.
  • É desejável que, a partir dessa conversa, os alunos comecem a perceber que uma língua não existe de forma absoluta. A língua portuguesa, assim como qualquer outra língua do mundo, pode variar. Pode haver variação geográfica (brasileiros do Norte, do Nordeste, do Sudeste, do Centro-Oeste e do Sul não falam exatamente do mesmo jeito); pode haver diferenças em função do segmento social do qual o falante procede (se a pessoa é escolarizada, ela fala ou escreve diferente daquela que não teve essa oportunidade); pode haver também variação em função dos diferentes graus de intimidade entre as pessoas e da situação comunicativa (entre familiares usamos linguagem informal e, no trabalho, dependendo da situação, temos de usar uma linguagem formal); também pode haver variação se a modalidade de linguagem usada for a falada ou a escrita.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações:

  • Organize a classe em oito grupos. Para cada grupo, dê um envelope em que há dois textos do arquivo: link aqui. Um deles será necessariamente o fragmento da carta de Pero Vaz de Caminha, portanto, todos os grupos irão recebê-lo. O segundo deve variar entre os outros quatro textos que estão no arquivo: . Para organizar os envelopes, portanto, você terá de providenciar oito cópias do texto 1 e duas cópias dos demais.
  • Peça aos alunos para lerem os dois textos que estão no envelope e tentarem responder às questões colocadas no slide ou na lousa.
  • Garanta tempo para os estudantes explorarem os textos e escreverem as hipóteses levantadas, no caderno.

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Slide Plano Aula

Orientações:

  • Comece a socialização das respostas. Primeiro, peça para falarem sobre o texto de Caminha. Explique que o texto original da carta é o que está escrito em itálico. Comente que certamente eles teriam muitas dificuldades de compreendê-lo, se não fosse adaptado ao português contemporâneo. Conte que Pero Vaz de Caminha era um escrivão e endereçou a carta ao rei D. Manuel I, rei de Portugal, no princípio de maio de 1500. O texto original, se comparado ao texto adaptado para o português moderno, dá pistas de que a língua portuguesa mudou muito de 1500 para cá.

Materiais complementares:

Acesse aqui a carta de Caminha ao rei.

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Orientações:

  • Como nem todos os alunos ficaram com os mesmos textos, leia a carta de Olavo para Amélia, projetada no slide (ou impressa). Informe que ela foi publicada no livro “Cartas do coração - Uma antologia do amor”, organizado por Elisabeth Orsini (Rio de Janeiro, Editora Rocco, 1999, p.41).
  • Pergunte quais grupos estão com esta carta e peça para eles comentarem. É importante que os estudantes percebam se tratar de uma carta de amor. Observe com eles as palavras, expressões e frases que identificam isso: “cegamente”, “loucamente”, “a mais pura”, “a mais santa”, “serás minha, inteiramente minha, unicamente minha”. Questione: Uma carta de amor feita hoje seria parecida com esta escrita no final do século 19? Observe com os alunos a quantidade de pontos de exclamação que aparece na carta, revelando o ardor dos namorados. Vale comentar também o uso do pronome “tu”, como na frase: “Amo-te porque és para mim a melhor, a mais pura, a mais santa de todas as criaturas.” Mencione que hoje é mais comum usarmos o pronome “você” para referir-se à segunda pessoa (aquela com quem se fala). Da mesma maneira, o uso da expressão “a gente” em lugar do pronome “nós”.
  • Informe que o Olavo, que assina a carta, é Olavo Bilac, um poeta muito importante da literatura brasileira. Ele escreveu para Amélia de Oliveira.

Materiais complementares:

Acesse aqui a carta de Amélia a Olavo.

ORSINI, Elisabeth, org. Cartas do coração – Uma antologia do amor. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p. 41

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Slide Plano Aula

Orientações:

  • Leia a carta para o Cau, projetada no slide (ou impressa). Pergunte quais grupos estão com esta carta e peça para eles comentarem.
  • Questione: Vocês acreditam que a carta foi escrita por uma pessoa jovem ou velha? Como foi possível saber isso? Quem escreve a carta tem supostamente qual idade? Vocês usam alguma das gírias da carta ou conhecem alguém que as utilizam? Quais são as gírias atuais? Em quais textos as gírias poderiam ser escritas? Em quais textos não poderiam? Tudo bem usar gíria em qualquer momento e lugar?
  • Informe que a carta foi escrita em 1985.

Materiais complementares:

Acesse aqui a carta a Cau.

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Slide Plano Aula

Orientações:

  • Leia a carta para o subprefeito, projetada no slide (ou impressa). Pergunte quais grupos estão com esta carta e peça para eles comentarem.
  • Observe com os alunos o uso de pronomes de tratamento (“Exmo. Sr.”, “Vossa Senhoria”). Conte que se trata de uma carta de solicitação. Explique que reclamar, reivindicar, formalizar um pedido, fazer um agradecimento, oferecer um serviço ou exigir o que é de direito, por exemplo, são atos relacionados à vida em sociedade. Uma maneira de formalizar esses atos é escrevendo cartas. Diferentemente das pessoais, as cartas que circulam em espaços públicos têm fórmulas mais ou menos fixas de organização e exigem o uso de uma linguagem mais formal. Em consequência, escolhemos palavras e expressões mais adequadas a essas situações.

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Slide Plano Aula

Orientações:

  • Leia o email projetado no slide (ou impressa). Pergunte quais grupos estão com essa mensagem e peça para eles comentarem.
  • Informe que se trata de um email datado de janeiro de 2017. Peça para os alunos observarem os campos “de”, “para” e “assunto”. Fundamental perceberem também que, diferentemente dos textos anteriores, o e-mail tem mais de um destinatário. O autor do texto dirige a mensagem a vários amigos.
  • Pergunte: É possível saber, pelo teor do texto, algo mais sobre o autor da mensagem? É jovem ou velho? Trata-se de uma pessoa escolarizada ou não? Há gírias no texto? Que outras características sociais do autor do e-mail (origem geográfica, nível sociocultural, idade) podemos identificar pelas características do texto?

Materiais complementares:

Acesse o e-mail para impressão aqui.

Fechamento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos

Observações:

  • Projete o slide ou escreva no quadro a frase: “Toda a língua está irremediavelmente sujeita à variação e mudança”.
  • Estimule os alunos, apoiando-se nas cartas analisadas, a mostrar de quais maneiras a mudança e a variação podem acontecer.
  • Registre as contribuições dos estudantes no quadro. É esperado eles perceberem que a língua pode mudar no tempo e variar no espaço geográfico. A língua pode, também, em um mesmo espaço, variar em função da inserção social dos interlocutores ou do grau de intimidade entre eles.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é primeira aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. A finalidade desse conjunto de planos é produzir textos que apresentem características do português informal e do português formal e sistematizar ideias relacionadas aos conceitos de variedade da língua e norma-padrão.

Materiais necessários: Computador conectado à internet, projetor multimídia e tela.

Cartas de épocas diferentes, impressas e colocadas dentro de um envelope.

Dificuldades antecipadas: Alunos podem não reconhecer nem legitimar variedades da língua diferentes da norma-padrão, achando que, para se comunicar com eficiência, basta “falar certo”.

Referências sobre o assunto: http://museudalinguaportuguesa.org.br/wp-content/uploads/2017/09/Saber-uma-li?ngua-e?-separar-o-certo-do-errado.pdf

Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa/ Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998.

BAGNO, Marcos. O preconceito linguístico. São Paulo: Ed. Loyola, 2002

BAGNO, Marcos. Não é errado falar assim. Em defesa do português brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2010.

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Orientações: Compartilhe o tema da aula com os alunos.

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Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações:

  • Comece a aula conversando com os alunos sobre a língua portuguesa. Pergunte se eles já ouviram alguma das frases abaixo:
  • A nossa língua é muito difícil;
  • O Brasil é um país grande, mas apesar disso, falamos uma única língua;
  • O português falado hoje é pior do que o de antigamente;
  • Para saber bem uma língua, basta “não cometer erros”.

  • Converse sobre esses e outros mitos. Apoiando-se na resposta dos alunos, você poderá perceber quais concepções eles têm da língua materna e quais representações fazem dela.
  • Depois, converse sobre o português falado aqui e em Portugal. Leia as questões projetadas no slide ou escritas no quadro: “O Brasil é um país em que se fala uma única língua? Por que é difícil compreender o português falado em Portugal? Brasileiros das regiões Norte, Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste falam exatamente do mesmo jeito? É possível perceber, em falantes nascidos na mesma cidade, diferenças no modo de falar? Quais diferenças? As pessoas falam do mesmo jeito que escrevem? Nós nos expressamos da mesma maneira em todos os lugares e momentos? É possível identificar as características sociais do falante (sua origem geográfica, nível sociocultural, sexo, idade) depois de ouvir algumas poucas palavras pronunciadas por ele?” .
  • À medida que os estudantes forem respondendo, registre as ideias deles no quadro.
  • É desejável que, a partir dessa conversa, os alunos comecem a perceber que uma língua não existe de forma absoluta. A língua portuguesa, assim como qualquer outra língua do mundo, pode variar. Pode haver variação geográfica (brasileiros do Norte, do Nordeste, do Sudeste, do Centro-Oeste e do Sul não falam exatamente do mesmo jeito); pode haver diferenças em função do segmento social do qual o falante procede (se a pessoa é escolarizada, ela fala ou escreve diferente daquela que não teve essa oportunidade); pode haver também variação em função dos diferentes graus de intimidade entre as pessoas e da situação comunicativa (entre familiares usamos linguagem informal e, no trabalho, dependendo da situação, temos de usar uma linguagem formal); também pode haver variação se a modalidade de linguagem usada for a falada ou a escrita.

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Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações:

  • Organize a classe em oito grupos. Para cada grupo, dê um envelope em que há dois textos do arquivo: link aqui. Um deles será necessariamente o fragmento da carta de Pero Vaz de Caminha, portanto, todos os grupos irão recebê-lo. O segundo deve variar entre os outros quatro textos que estão no arquivo: . Para organizar os envelopes, portanto, você terá de providenciar oito cópias do texto 1 e duas cópias dos demais.
  • Peça aos alunos para lerem os dois textos que estão no envelope e tentarem responder às questões colocadas no slide ou na lousa.
  • Garanta tempo para os estudantes explorarem os textos e escreverem as hipóteses levantadas, no caderno.

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Orientações:

  • Comece a socialização das respostas. Primeiro, peça para falarem sobre o texto de Caminha. Explique que o texto original da carta é o que está escrito em itálico. Comente que certamente eles teriam muitas dificuldades de compreendê-lo, se não fosse adaptado ao português contemporâneo. Conte que Pero Vaz de Caminha era um escrivão e endereçou a carta ao rei D. Manuel I, rei de Portugal, no princípio de maio de 1500. O texto original, se comparado ao texto adaptado para o português moderno, dá pistas de que a língua portuguesa mudou muito de 1500 para cá.

Materiais complementares:

Acesse aqui a carta de Caminha ao rei.

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Orientações:

  • Como nem todos os alunos ficaram com os mesmos textos, leia a carta de Olavo para Amélia, projetada no slide (ou impressa). Informe que ela foi publicada no livro “Cartas do coração - Uma antologia do amor”, organizado por Elisabeth Orsini (Rio de Janeiro, Editora Rocco, 1999, p.41).
  • Pergunte quais grupos estão com esta carta e peça para eles comentarem. É importante que os estudantes percebam se tratar de uma carta de amor. Observe com eles as palavras, expressões e frases que identificam isso: “cegamente”, “loucamente”, “a mais pura”, “a mais santa”, “serás minha, inteiramente minha, unicamente minha”. Questione: Uma carta de amor feita hoje seria parecida com esta escrita no final do século 19? Observe com os alunos a quantidade de pontos de exclamação que aparece na carta, revelando o ardor dos namorados. Vale comentar também o uso do pronome “tu”, como na frase: “Amo-te porque és para mim a melhor, a mais pura, a mais santa de todas as criaturas.” Mencione que hoje é mais comum usarmos o pronome “você” para referir-se à segunda pessoa (aquela com quem se fala). Da mesma maneira, o uso da expressão “a gente” em lugar do pronome “nós”.
  • Informe que o Olavo, que assina a carta, é Olavo Bilac, um poeta muito importante da literatura brasileira. Ele escreveu para Amélia de Oliveira.

Materiais complementares:

Acesse aqui a carta de Amélia a Olavo.

ORSINI, Elisabeth, org. Cartas do coração – Uma antologia do amor. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p. 41

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Orientações:

  • Leia a carta para o Cau, projetada no slide (ou impressa). Pergunte quais grupos estão com esta carta e peça para eles comentarem.
  • Questione: Vocês acreditam que a carta foi escrita por uma pessoa jovem ou velha? Como foi possível saber isso? Quem escreve a carta tem supostamente qual idade? Vocês usam alguma das gírias da carta ou conhecem alguém que as utilizam? Quais são as gírias atuais? Em quais textos as gírias poderiam ser escritas? Em quais textos não poderiam? Tudo bem usar gíria em qualquer momento e lugar?
  • Informe que a carta foi escrita em 1985.

Materiais complementares:

Acesse aqui a carta a Cau.

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Orientações:

  • Leia a carta para o subprefeito, projetada no slide (ou impressa). Pergunte quais grupos estão com esta carta e peça para eles comentarem.
  • Observe com os alunos o uso de pronomes de tratamento (“Exmo. Sr.”, “Vossa Senhoria”). Conte que se trata de uma carta de solicitação. Explique que reclamar, reivindicar, formalizar um pedido, fazer um agradecimento, oferecer um serviço ou exigir o que é de direito, por exemplo, são atos relacionados à vida em sociedade. Uma maneira de formalizar esses atos é escrevendo cartas. Diferentemente das pessoais, as cartas que circulam em espaços públicos têm fórmulas mais ou menos fixas de organização e exigem o uso de uma linguagem mais formal. Em consequência, escolhemos palavras e expressões mais adequadas a essas situações.

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Orientações:

  • Leia o email projetado no slide (ou impressa). Pergunte quais grupos estão com essa mensagem e peça para eles comentarem.
  • Informe que se trata de um email datado de janeiro de 2017. Peça para os alunos observarem os campos “de”, “para” e “assunto”. Fundamental perceberem também que, diferentemente dos textos anteriores, o e-mail tem mais de um destinatário. O autor do texto dirige a mensagem a vários amigos.
  • Pergunte: É possível saber, pelo teor do texto, algo mais sobre o autor da mensagem? É jovem ou velho? Trata-se de uma pessoa escolarizada ou não? Há gírias no texto? Que outras características sociais do autor do e-mail (origem geográfica, nível sociocultural, idade) podemos identificar pelas características do texto?

Materiais complementares:

Acesse o e-mail para impressão aqui.

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Tempo sugerido: 5 minutos

Observações:

  • Projete o slide ou escreva no quadro a frase: “Toda a língua está irremediavelmente sujeita à variação e mudança”.
  • Estimule os alunos, apoiando-se nas cartas analisadas, a mostrar de quais maneiras a mudança e a variação podem acontecer.
  • Registre as contribuições dos estudantes no quadro. É esperado eles perceberem que a língua pode mudar no tempo e variar no espaço geográfico. A língua pode, também, em um mesmo espaço, variar em função da inserção social dos interlocutores ou do grau de intimidade entre eles.

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