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Plano de aula > Língua Portuguesa > 8º ano > Análise linguística/Semiótica

Plano de aula - O uso das orações subordinadas substantivas para a confiabilidade de uma informação

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 8º ano do Ensino Fundamental sobre análise linguística e semiótica.

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Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Leandra Antoneli da Silva Franco

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é a primeira aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. A finalidade desse conjunto de planos é identificar a estrutura da oração subordinada substantiva em um artigo de opinião.

Materiais necessários: Caderno, caneta, PC, Datashow, Internet, Google Drive, canetas ou gizes coloridos para escrever no quadro, cópia (ou projeção) do texto informativo usado para esta aula.

Dificuldades antecipadas: Identificar as partes que compõem a estrutura da oração subordinada substantiva, além dos vários sujeitos que integram um texto.

Referências sobre o assunto:

BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. Disponível em: <https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.../BECHARA_ModernaGramaticaPortuguesa.pdf?>. Acesso em: 28 out. 2018.

CRISCUOLO, Ana Carolina Sperança. Orações Subordinadas Substantivas sob uma perspectiva funcionalista-cognitivista: uma proposta de descrição e ensino. Araraquara/SP: Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, 2011. Disponível em: <https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/103544/criscuolo_acs_dr_arafcl.pdf?sequence=1&isAllowed=y>. Acesso em: 4 nov. 2018.

CEREJA, W.; COCHAR, T. Português Linguagens, 9, 8 ed. São Paulo: Atual Editora, 2014.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos

Orientações:

  • Comece a aula questionando os alunos por que o acesso às informações é extremamente importante para o desenvolvimento escolar, social, profissional, entre outros contextos sociais.
  • Pergunte-lhes de quem eles podem obter informações. Espera-se que a resposta seja de várias fontes, oficiais ou não, como pais, professores, jornais, sites, revistas…
  • Quando as informações são adquiridas por textos impressos ou orais, pergunte como eles percebem que elas são confiáveis. Neste quesito, eles podem responder que a própria fonte (a emissora, o jornal...), quem é o divulgador (apresentador, jornalista...), as características do discurso (qualidade das informações, recursos como dados estatísticos, argumentos de autoridade, citações…) podem determinar a credibilidade.

Introdução select-down

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Tempo sugerido: 3 minutos

Orientações:

  • Projete ou escreva no quadro o título do slide “Em nome do autor”.
  • Converse com os alunos sobre o que eles pensam sobre as palavras “nome” e “autor”. Chame a atenção deles para a noção de nome como algo que individualiza qualquer ser e autor para alguém que é responsável pela criação de algo (geralmente associado à produção textual). A partir das respostas levantadas, peça que eles relacionem esse título com a importância da confiabilidade das informações. Espera-se que eles associem-no à importância do nome do autor (jornalista, articulista, enfim, quem é o responsável pelo discurso informativo). Além disso, questione-os se eles acreditam nas informações devido à pessoa que as forneceu, ou seja, se o autor de um texto pode dar credibilidade ao que se lê.
  • Diga-lhes que “Em nome do autor” é um artigo de opinião escrito pela colunista/jornalista Marina Aranha, cujo texto pode ser encontrado impresso ou on-line na revista Revide, de circulação em Ribeirão Preto (SP) e região.

Material necessário:

Texto “Em nome do autor” para impressão: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/79qSDs6CBcNCf3uNwA2sJWtVqZHBPmAk8Ew9UPk4PtpJ2g73TTZJmzybUz2U/atividade-para-impressao-texto-lp08-10ats01.pdf

ARANHA, Marina. “Em nome do autor”. In: Revide. Ribeirão Preto: VIDE Editorial Revistas e Periódicos Ltda. nº 939, 02.11.18.

Disponível em: <https://www.revide.com.br/blog/marina-aranha/em-nome-do-autor/>. Acesso em: 4 nov. 2018.

Desenvolvimento select-down

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Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações:

  • O ideal é entregar uma cópia do texto para cada aluno, mas, caso isso não seja possível, pode-se pedir que compartilhem uma cópia a cada dois-três ou baixem o texto para leitura em seu próprio celular.
  • Peça aos alunos que leiam o texto tentando identificar os sujeitos presentes e o efeito de confiabilidade nas passagens em negrito.
  • Além disso, oriente-os a construírem a tabela no caderno e já irem preenchendo-a com as informações pedidas tiradas dos trechos em destaque.
  • Espera-se que percebam a estrutura da oração subordinada substantiva, de forma geral.
  • As respostas esperadas para essa oração são:

Sujeito = “A tendência”; verbo = “é”; conjunção = “que” e complemento = “esse comportamento cresça”.

Em “A tendência é que esse comportamento cresça”, pode-se começar pela pergunta básica: quem é o sujeito dessa oração? Ou perguntar ao verbo quem ou o que é? “A tendência”. Além disso, questione o que seria uma tendência e qual sentido essa palavra traz. Uma resposta possível é que ela traz uma perspectiva de futuro não muito distante, mais como uma atividade prestes a se concretizar e que lançará “moda”, ou seja, será reproduzida por muitos.

Na sequência, pede-se a identificação do verbo. Nesse caso, o que se diz sobre a tendência: “é”.

Peça para repararem que entre as duas orações (em que a primeira, chamada de oração principal ou matriz, tem um verbo e a segunda, chamada de subordinada ou encaixada, outro) há uma palavra que as une: a conjunção “que” (também chamada de conjunção integrante, pois integra a oração subordinada).

Termina-se a estrutura com o complemento da Oração Principal: A tendência é o quê? “que esse comportamento cresça”. (Oração Subordinada Substantiva).

6. Além da parte estrutural da Oração Subordinada Substantiva, chame a atenção dos alunos para a construção do sujeito/autor presente na passagem em destaque. Pergunte-lhes o que acham dessa construção em relação ao sujeito se colocar ou não no discurso. Instigue-os a perceberem que há uma impessoalidade no uso de “A tendência” como se fosse a reprodução de uma ideia que é geral a todos.

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Orientações:

  • As respostas esperadas para essa oração são:

Sujeito = sem; verbo = “é fato”; conjunção = “que” e complemento = “estamos mais digitalizados”.

  • Espera-se que percebam a estrutura da oração subordinada substantiva:

Em “é fato de que estamos mais digitalizados”, pode-se começar pela pergunta básica: quem é o sujeito dessa oração? Ou perguntar ao verbo quem ou o que é fato? Nesse caso, o aluno deve perceber que não há sujeito nesta primeira oração (chamada de Principal ou Matriz). Além disso, questione a expressão usada “é fato”. Qual o sentido que ela embute? Uma resposta possível é que ela embute uma intenção de verdade irrefutável. Mas o que seria “fato”?

Na sequência, pede-se a identificação do verbo. Nesse caso, pode-se explicar que “é fato” corresponde a uma locução verbal.

Peça para repararem que entre as orações (em que a primeira, chamada de oração principal ou matriz, tem um verbo e a segunda, chamada de subordinada ou encaixada, outro) há duas palavras que as unem: a preposição “de”, usada inadequadamente nessa construção, e a conjunção “que” (também chamada de conjunção integrante, pois integra a oração subordinada).

Termina-se a estrutura com o complemento da Oração Principal: É fato o quê? “que estamos mais digitalizados”. (Oração Subordinada Substantiva)

3. Nesta oração, chame a atenção deles se eles percebem o sujeito colocado no discurso ou não. Espera-se que eles identifiquem o sujeito oculto “nós” e que ele representa duas “vozes”: a da Marina, autora do texto em questão, e a do leitor. Ademais, que eles percebam que o “nós” dá uma ideia de cumplicidade na troca de informações.

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Orientações:

  • As respostas esperadas para essa oração são:

Sujeito = sem; verbo = “é preciso”; conjunção = sem e complemento = “separar o joio do trigo”.

  • Espera-se que percebam a estrutura da oração subordinada substantiva:

Em “É preciso separar o joio do trigo”, pode-se começar pela pergunta básica: quem é o sujeito dessa oração? Ou perguntar ao verbo quem ou o que é preciso? Os alunos precisam estar atentos que também nessa Oração Principal não há o sujeito: quem é preciso. Além disso, questione qual a ideia de ser preciso e qual sentido a expressão traz. Uma resposta possível é trazer a noção de urgência, de realização de algo.

Na sequência, pede-se a identificação do verbo. Nesse caso, pode-se perguntar o que é preciso: “separar” (verbo que se apresenta no infinitivo, isto é, sem conjugação).

Peça para repararem que entre as orações (em que a primeira, chamada de oração principal ou matriz, tem um verbo e a segunda, chamada de subordinada ou encaixada, outro,) desta vez, não há uma palavra que as une: a conjunção integrante.

Termina-se a estrutura com o complemento Oração Principal: É preciso o quê? “separar o joio do trigo” (Oração subordinada Substantiva)

  • As respostas esperadas para essa oração são:

Sujeito = sem; verbo = “é preciso”; conjunção = sem e complemento = “não optar por ficar com o primeiro”.

  • Espera-se que percebam a estrutura da oração subordinada substantiva:

Em “É preciso não optar por ficar com o primeiro (joio)”, pode-se começar pela pergunta básica: quem é o sujeito dessa oração? Ou perguntar ao verbo quem ou o que é preciso? Como já foi explicado anteriormente, não há sujeito na Oração Principal, além do sentido pretendido pelo uso da locução verbal ser o mesmo.

Na sequência, pede-se a identificação do verbo. Nesse caso, segue a mesma explicação da oração analisada antes (no número 1)..

Como já visto, não existe a conjunção integrante.

Termina-se a estrutura com o complemento da Oração Principal: É preciso o quê? “não optar por ficar com o primeiro (joio)”. (Oração Subordinada Substantiva).

5. Mais uma vez, o aluno deverá perceber que embora não apareça de forma explícita o sujeito das orações anteriores, há ainda a ideia do “nós” não só como cúmplices, mas também como responsáveis pela ação: nós precisamos separar o joio do trigo e nós precisamos não optar por ficar com o joio.

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Orientações:

  • Explique aos alunos que o slide acima traz uma passagem do texto que está sendo analisado, mas que não há nela nenhum trecho com destaque para sistematizarem.

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Orientações:

  • As respostas esperadas para essa oração são:

Sujeito = “ninguém”; verbo = “sabia”; conjunção = “o que” e complemento = “estava acontecendo”.

  • Espera-se que percebam a estrutura da oração subordinada substantiva:

Em “Ninguém sabia ao certo o que estava acontecendo”, pode-se começar pela pergunta básica: quem é o sujeito dessa oração? Ou perguntar ao verbo: Quem sabia? “Ninguém”. Além disso, questione qual o sentido que essa palavra traz. Uma resposta possível é que indefine o sujeito, pois, contextualizando o ocorrido (explosões e estouros na madrugada), a maioria estaria dormindo ou dentro de casa e, portanto, não saberia o que estaria acontecendo.

Na sequência, pede-se a identificação do verbo. Nesse caso, pode-se perguntar ninguém o quê: “sabia”.

Peça para repararem que entre as orações (em que a primeira, chamada de oração principal ou matriz, tem um verbo e a segunda, chamada de subordinada ou encaixada, outro) há uma palavra que as une: a conjunção “que” (também chamada de conjunção integrante, pois integra a oração subordinada).

Termina-se a estrutura com o complemento da Oração Principal: ninguém sabia ao certo o quê? “o que estava acontecendo” (Oração Subordinada Substantiva)

3. As respostas esperadas para essa oração são:

Sujeito = “ninguém”; verbo = “sabia”; conjunção = “quais” e complemento = “seriam os motivos dos estouros”.

4. Espera-se que percebam a estrutura da oração subordinada substantiva:

O sujeito e o verbo são os mesmos da oração anterior, além do efeito de sentido pretendido (“indefinir” tanto o sujeito quanto os detalhes sobre os estouros).

5. Peça para repararem que entre as orações (em que a primeira, chamada de oração principal ou matriz, tem um verbo e a segunda, chamada de subordinada ou encaixada, outro) há uma palavra que as une: a conjunção “quais”, concordando com os motivos (também chamada de conjunção integrante, pois integra a oração subordinada).

6. Termina-se a estrutura com o complemento da Oração Principal: ninguém sabia ao certo o quê? “quais seriam os motivos dos estouros”. (Oração Subordinada Substantiva)

7. As respostas esperadas para essa oração são:

Sujeito = “nós/oculto”; verbo = “sabermos”; conjunção = “o que” e complemento = “acontecia”.

8. Nesta terceira oração, temos o mesmo verbo, a mesma conjunção e o mesmo complemento da oração 1 (com algumas mudanças bem sutis, como “o que estava acontecendo” para “o que acontecia”). No entanto, a principal mudança foi em relação ao sujeito: se antes ele era indefinido (“ninguém”), agora ele representa a primeira pessoa do plural “nós” (ainda que de forma oculta), colocando como conhecedores do assunto, em primeira mão, os jornalistas e os leitores desse texto. Como se houvesse um tom de confiabilidade na informação.

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Tempo sugerido:

Orientações:

  • Explique aos alunos que o slide acima traz uma passagem do texto que está sendo analisado, mas que não há nela nenhum trecho com destaque para sistematizarem.

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Tempo sugerido:

Orientações:

  • As respostas esperadas para essa oração são:

Sujeito = “nós”/oculto; verbo = “reclamamos”; conjunção = sem e complemento = “do fato de o ambiente on-line ser uma terra sem Lei”.

  • Espera-se que percebam a estrutura da oração subordinada substantiva:

Em “Reclamamos tanto do fato de o ambiente on-line ser uma terra sem Lei”, pode-se começar pela pergunta básica: quem é o sujeito dessa oração? Ou perguntar ao verbo quem reclama? Tem-se um sujeito oculto (“nós”) pelo uso da conjugação do verbo: “reclamamos”. Ademais, usar o nós no discurso traz cumplicidade e identificação com o texto, afinal é uma ação que fazemos com certa frequência.

Na sequência, pede-se a identificação do verbo. Nesse caso, pode-se perguntar “nós” o quê?: “Reclamamos”.

Mais uma vez não há conjunção integrante.

Termina-se a estrutura com o complemento da Oração Principal: Reclamamos tanto do quê? “do fato de o ambiente on-line ser uma terra sem Lei” (Oração Subordinada Substantiva)

  • As respostas esperadas para essa oração são:

Sujeito = sem; verbo = “será”; conjunção = “que” e complemento = “estamos, enquanto jornalistas, fazendo-nos indispensáveis na reprodução dos fatos?”.

  • Espera-se que percebam a estrutura da oração subordinada substantiva:

Em “E será que estamos, enquanto jornalistas, fazendo-nos indispensáveis na reprodução dos fatos?”, pode-se começar pela pergunta básica: quem é o sujeito dessa oração? Ou perguntar ao verbo quem será? De novo, não há sujeito na Oração Principal.

Na sequência, pede-se a identificação do verbo: “será”.

Peça para repararem que entre as orações (em que a primeira, chamada de oração principal ou matriz, tem um verbo e a segunda, chamada de subordinada ou encaixada, outro) há uma palavra que as une: a conjunção “que” (também chamada de conjunção integrante, pois integra a oração subordinada).

Termina-se a estrutura com o complemento da primeira parte da oração: E será o quê? “que estamos, enquanto jornalistas, fazendo-nos indispensáveis na reprodução dos fatos?” (Oração Subordinada Substantiva)

5. Nessa passagem, seria interessante pedir aos alunos que identifiquem o sujeito das duas orações (nós), mas que expliquem se ele tem a mesma interpretação em ambas. Espera-se que reparem que na primeira vez que se usa o nós (de forma oculta), ele engloba tanto a autora desse texto quanto o leitor (afinal, reclamar é uma atividade de todos); no entanto, na segunda vez, ela deixa bem claro que o nós é, na verdade, os jornalistas (os únicos que seriam “indispensáveis na reprodução dos fatos”).

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Tempo sugerido: 14 minutos

Orientações:

Em relação à estrutura:

  • Peça aos alunos para voltarem ao preenchimento das tabelas e observarem a sequência da estrutura da oração subordinada substantiva.
  • Espera-se que eles percebam que há uma repetição estrutural:

Na Oração Principal ou Matriz: pode ou não haver o sujeito.

Tanto na Oração Principal quanto na Oração Subordinada Substantiva há um verbo ou uma locução verbal.

A oração subordinada substantiva pode ser introduzida ou não pela conjunção integrante. Esta é usada quando se diz que a oração está desenvolvida, e quando não se tem a conjunção, diz-se que ela é reduzida.

Em relação ao artigo de opinião:

  • Qual a intenção da jornalista ao criar um texto com tantos sujeitos? Compartilhar uma informação com o leitor, mas de forma mais íntima, como se houvesse um diálogo para discutir a falta de “credibilidade” dos textos informativos que circulam hoje em especial pelas redes sociais.
  • De quem é a função de publicar e divulgar as informações aos leitores de forma séria e verídica? Dos jornalistas, cuja função é ir atrás das notícias, checar a sua veracidade e relevância e retransmiti-las.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é a primeira aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. A finalidade desse conjunto de planos é identificar a estrutura da oração subordinada substantiva em um artigo de opinião.

Materiais necessários: Caderno, caneta, PC, Datashow, Internet, Google Drive, canetas ou gizes coloridos para escrever no quadro, cópia (ou projeção) do texto informativo usado para esta aula.

Dificuldades antecipadas: Identificar as partes que compõem a estrutura da oração subordinada substantiva, além dos vários sujeitos que integram um texto.

Referências sobre o assunto:

BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. Disponível em: <https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.../BECHARA_ModernaGramaticaPortuguesa.pdf?>. Acesso em: 28 out. 2018.

CRISCUOLO, Ana Carolina Sperança. Orações Subordinadas Substantivas sob uma perspectiva funcionalista-cognitivista: uma proposta de descrição e ensino. Araraquara/SP: Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, 2011. Disponível em: <https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/103544/criscuolo_acs_dr_arafcl.pdf?sequence=1&isAllowed=y>. Acesso em: 4 nov. 2018.

CEREJA, W.; COCHAR, T. Português Linguagens, 9, 8 ed. São Paulo: Atual Editora, 2014.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos

Orientações:

  • Comece a aula questionando os alunos por que o acesso às informações é extremamente importante para o desenvolvimento escolar, social, profissional, entre outros contextos sociais.
  • Pergunte-lhes de quem eles podem obter informações. Espera-se que a resposta seja de várias fontes, oficiais ou não, como pais, professores, jornais, sites, revistas…
  • Quando as informações são adquiridas por textos impressos ou orais, pergunte como eles percebem que elas são confiáveis. Neste quesito, eles podem responder que a própria fonte (a emissora, o jornal...), quem é o divulgador (apresentador, jornalista...), as características do discurso (qualidade das informações, recursos como dados estatísticos, argumentos de autoridade, citações…) podem determinar a credibilidade.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos

Orientações:

  • Projete ou escreva no quadro o título do slide “Em nome do autor”.
  • Converse com os alunos sobre o que eles pensam sobre as palavras “nome” e “autor”. Chame a atenção deles para a noção de nome como algo que individualiza qualquer ser e autor para alguém que é responsável pela criação de algo (geralmente associado à produção textual). A partir das respostas levantadas, peça que eles relacionem esse título com a importância da confiabilidade das informações. Espera-se que eles associem-no à importância do nome do autor (jornalista, articulista, enfim, quem é o responsável pelo discurso informativo). Além disso, questione-os se eles acreditam nas informações devido à pessoa que as forneceu, ou seja, se o autor de um texto pode dar credibilidade ao que se lê.
  • Diga-lhes que “Em nome do autor” é um artigo de opinião escrito pela colunista/jornalista Marina Aranha, cujo texto pode ser encontrado impresso ou on-line na revista Revide, de circulação em Ribeirão Preto (SP) e região.

Material necessário:

Texto “Em nome do autor” para impressão: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/79qSDs6CBcNCf3uNwA2sJWtVqZHBPmAk8Ew9UPk4PtpJ2g73TTZJmzybUz2U/atividade-para-impressao-texto-lp08-10ats01.pdf

ARANHA, Marina. “Em nome do autor”. In: Revide. Ribeirão Preto: VIDE Editorial Revistas e Periódicos Ltda. nº 939, 02.11.18.

Disponível em: <https://www.revide.com.br/blog/marina-aranha/em-nome-do-autor/>. Acesso em: 4 nov. 2018.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações:

  • O ideal é entregar uma cópia do texto para cada aluno, mas, caso isso não seja possível, pode-se pedir que compartilhem uma cópia a cada dois-três ou baixem o texto para leitura em seu próprio celular.
  • Peça aos alunos que leiam o texto tentando identificar os sujeitos presentes e o efeito de confiabilidade nas passagens em negrito.
  • Além disso, oriente-os a construírem a tabela no caderno e já irem preenchendo-a com as informações pedidas tiradas dos trechos em destaque.
  • Espera-se que percebam a estrutura da oração subordinada substantiva, de forma geral.
  • As respostas esperadas para essa oração são:

Sujeito = “A tendência”; verbo = “é”; conjunção = “que” e complemento = “esse comportamento cresça”.

Em “A tendência é que esse comportamento cresça”, pode-se começar pela pergunta básica: quem é o sujeito dessa oração? Ou perguntar ao verbo quem ou o que é? “A tendência”. Além disso, questione o que seria uma tendência e qual sentido essa palavra traz. Uma resposta possível é que ela traz uma perspectiva de futuro não muito distante, mais como uma atividade prestes a se concretizar e que lançará “moda”, ou seja, será reproduzida por muitos.

Na sequência, pede-se a identificação do verbo. Nesse caso, o que se diz sobre a tendência: “é”.

Peça para repararem que entre as duas orações (em que a primeira, chamada de oração principal ou matriz, tem um verbo e a segunda, chamada de subordinada ou encaixada, outro) há uma palavra que as une: a conjunção “que” (também chamada de conjunção integrante, pois integra a oração subordinada).

Termina-se a estrutura com o complemento da Oração Principal: A tendência é o quê? “que esse comportamento cresça”. (Oração Subordinada Substantiva).

6. Além da parte estrutural da Oração Subordinada Substantiva, chame a atenção dos alunos para a construção do sujeito/autor presente na passagem em destaque. Pergunte-lhes o que acham dessa construção em relação ao sujeito se colocar ou não no discurso. Instigue-os a perceberem que há uma impessoalidade no uso de “A tendência” como se fosse a reprodução de uma ideia que é geral a todos.

Slide Plano Aula

Orientações:

  • As respostas esperadas para essa oração são:

Sujeito = sem; verbo = “é fato”; conjunção = “que” e complemento = “estamos mais digitalizados”.

  • Espera-se que percebam a estrutura da oração subordinada substantiva:

Em “é fato de que estamos mais digitalizados”, pode-se começar pela pergunta básica: quem é o sujeito dessa oração? Ou perguntar ao verbo quem ou o que é fato? Nesse caso, o aluno deve perceber que não há sujeito nesta primeira oração (chamada de Principal ou Matriz). Além disso, questione a expressão usada “é fato”. Qual o sentido que ela embute? Uma resposta possível é que ela embute uma intenção de verdade irrefutável. Mas o que seria “fato”?

Na sequência, pede-se a identificação do verbo. Nesse caso, pode-se explicar que “é fato” corresponde a uma locução verbal.

Peça para repararem que entre as orações (em que a primeira, chamada de oração principal ou matriz, tem um verbo e a segunda, chamada de subordinada ou encaixada, outro) há duas palavras que as unem: a preposição “de”, usada inadequadamente nessa construção, e a conjunção “que” (também chamada de conjunção integrante, pois integra a oração subordinada).

Termina-se a estrutura com o complemento da Oração Principal: É fato o quê? “que estamos mais digitalizados”. (Oração Subordinada Substantiva)

3. Nesta oração, chame a atenção deles se eles percebem o sujeito colocado no discurso ou não. Espera-se que eles identifiquem o sujeito oculto “nós” e que ele representa duas “vozes”: a da Marina, autora do texto em questão, e a do leitor. Ademais, que eles percebam que o “nós” dá uma ideia de cumplicidade na troca de informações.

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Orientações:

  • As respostas esperadas para essa oração são:

Sujeito = sem; verbo = “é preciso”; conjunção = sem e complemento = “separar o joio do trigo”.

  • Espera-se que percebam a estrutura da oração subordinada substantiva:

Em “É preciso separar o joio do trigo”, pode-se começar pela pergunta básica: quem é o sujeito dessa oração? Ou perguntar ao verbo quem ou o que é preciso? Os alunos precisam estar atentos que também nessa Oração Principal não há o sujeito: quem é preciso. Além disso, questione qual a ideia de ser preciso e qual sentido a expressão traz. Uma resposta possível é trazer a noção de urgência, de realização de algo.

Na sequência, pede-se a identificação do verbo. Nesse caso, pode-se perguntar o que é preciso: “separar” (verbo que se apresenta no infinitivo, isto é, sem conjugação).

Peça para repararem que entre as orações (em que a primeira, chamada de oração principal ou matriz, tem um verbo e a segunda, chamada de subordinada ou encaixada, outro,) desta vez, não há uma palavra que as une: a conjunção integrante.

Termina-se a estrutura com o complemento Oração Principal: É preciso o quê? “separar o joio do trigo” (Oração subordinada Substantiva)

  • As respostas esperadas para essa oração são:

Sujeito = sem; verbo = “é preciso”; conjunção = sem e complemento = “não optar por ficar com o primeiro”.

  • Espera-se que percebam a estrutura da oração subordinada substantiva:

Em “É preciso não optar por ficar com o primeiro (joio)”, pode-se começar pela pergunta básica: quem é o sujeito dessa oração? Ou perguntar ao verbo quem ou o que é preciso? Como já foi explicado anteriormente, não há sujeito na Oração Principal, além do sentido pretendido pelo uso da locução verbal ser o mesmo.

Na sequência, pede-se a identificação do verbo. Nesse caso, segue a mesma explicação da oração analisada antes (no número 1)..

Como já visto, não existe a conjunção integrante.

Termina-se a estrutura com o complemento da Oração Principal: É preciso o quê? “não optar por ficar com o primeiro (joio)”. (Oração Subordinada Substantiva).

5. Mais uma vez, o aluno deverá perceber que embora não apareça de forma explícita o sujeito das orações anteriores, há ainda a ideia do “nós” não só como cúmplices, mas também como responsáveis pela ação: nós precisamos separar o joio do trigo e nós precisamos não optar por ficar com o joio.

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Orientações:

  • Explique aos alunos que o slide acima traz uma passagem do texto que está sendo analisado, mas que não há nela nenhum trecho com destaque para sistematizarem.
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Orientações:

  • As respostas esperadas para essa oração são:

Sujeito = “ninguém”; verbo = “sabia”; conjunção = “o que” e complemento = “estava acontecendo”.

  • Espera-se que percebam a estrutura da oração subordinada substantiva:

Em “Ninguém sabia ao certo o que estava acontecendo”, pode-se começar pela pergunta básica: quem é o sujeito dessa oração? Ou perguntar ao verbo: Quem sabia? “Ninguém”. Além disso, questione qual o sentido que essa palavra traz. Uma resposta possível é que indefine o sujeito, pois, contextualizando o ocorrido (explosões e estouros na madrugada), a maioria estaria dormindo ou dentro de casa e, portanto, não saberia o que estaria acontecendo.

Na sequência, pede-se a identificação do verbo. Nesse caso, pode-se perguntar ninguém o quê: “sabia”.

Peça para repararem que entre as orações (em que a primeira, chamada de oração principal ou matriz, tem um verbo e a segunda, chamada de subordinada ou encaixada, outro) há uma palavra que as une: a conjunção “que” (também chamada de conjunção integrante, pois integra a oração subordinada).

Termina-se a estrutura com o complemento da Oração Principal: ninguém sabia ao certo o quê? “o que estava acontecendo” (Oração Subordinada Substantiva)

3. As respostas esperadas para essa oração são:

Sujeito = “ninguém”; verbo = “sabia”; conjunção = “quais” e complemento = “seriam os motivos dos estouros”.

4. Espera-se que percebam a estrutura da oração subordinada substantiva:

O sujeito e o verbo são os mesmos da oração anterior, além do efeito de sentido pretendido (“indefinir” tanto o sujeito quanto os detalhes sobre os estouros).

5. Peça para repararem que entre as orações (em que a primeira, chamada de oração principal ou matriz, tem um verbo e a segunda, chamada de subordinada ou encaixada, outro) há uma palavra que as une: a conjunção “quais”, concordando com os motivos (também chamada de conjunção integrante, pois integra a oração subordinada).

6. Termina-se a estrutura com o complemento da Oração Principal: ninguém sabia ao certo o quê? “quais seriam os motivos dos estouros”. (Oração Subordinada Substantiva)

7. As respostas esperadas para essa oração são:

Sujeito = “nós/oculto”; verbo = “sabermos”; conjunção = “o que” e complemento = “acontecia”.

8. Nesta terceira oração, temos o mesmo verbo, a mesma conjunção e o mesmo complemento da oração 1 (com algumas mudanças bem sutis, como “o que estava acontecendo” para “o que acontecia”). No entanto, a principal mudança foi em relação ao sujeito: se antes ele era indefinido (“ninguém”), agora ele representa a primeira pessoa do plural “nós” (ainda que de forma oculta), colocando como conhecedores do assunto, em primeira mão, os jornalistas e os leitores desse texto. Como se houvesse um tom de confiabilidade na informação.

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Tempo sugerido:

Orientações:

  • Explique aos alunos que o slide acima traz uma passagem do texto que está sendo analisado, mas que não há nela nenhum trecho com destaque para sistematizarem.

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Tempo sugerido:

Orientações:

  • As respostas esperadas para essa oração são:

Sujeito = “nós”/oculto; verbo = “reclamamos”; conjunção = sem e complemento = “do fato de o ambiente on-line ser uma terra sem Lei”.

  • Espera-se que percebam a estrutura da oração subordinada substantiva:

Em “Reclamamos tanto do fato de o ambiente on-line ser uma terra sem Lei”, pode-se começar pela pergunta básica: quem é o sujeito dessa oração? Ou perguntar ao verbo quem reclama? Tem-se um sujeito oculto (“nós”) pelo uso da conjugação do verbo: “reclamamos”. Ademais, usar o nós no discurso traz cumplicidade e identificação com o texto, afinal é uma ação que fazemos com certa frequência.

Na sequência, pede-se a identificação do verbo. Nesse caso, pode-se perguntar “nós” o quê?: “Reclamamos”.

Mais uma vez não há conjunção integrante.

Termina-se a estrutura com o complemento da Oração Principal: Reclamamos tanto do quê? “do fato de o ambiente on-line ser uma terra sem Lei” (Oração Subordinada Substantiva)

  • As respostas esperadas para essa oração são:

Sujeito = sem; verbo = “será”; conjunção = “que” e complemento = “estamos, enquanto jornalistas, fazendo-nos indispensáveis na reprodução dos fatos?”.

  • Espera-se que percebam a estrutura da oração subordinada substantiva:

Em “E será que estamos, enquanto jornalistas, fazendo-nos indispensáveis na reprodução dos fatos?”, pode-se começar pela pergunta básica: quem é o sujeito dessa oração? Ou perguntar ao verbo quem será? De novo, não há sujeito na Oração Principal.

Na sequência, pede-se a identificação do verbo: “será”.

Peça para repararem que entre as orações (em que a primeira, chamada de oração principal ou matriz, tem um verbo e a segunda, chamada de subordinada ou encaixada, outro) há uma palavra que as une: a conjunção “que” (também chamada de conjunção integrante, pois integra a oração subordinada).

Termina-se a estrutura com o complemento da primeira parte da oração: E será o quê? “que estamos, enquanto jornalistas, fazendo-nos indispensáveis na reprodução dos fatos?” (Oração Subordinada Substantiva)

5. Nessa passagem, seria interessante pedir aos alunos que identifiquem o sujeito das duas orações (nós), mas que expliquem se ele tem a mesma interpretação em ambas. Espera-se que reparem que na primeira vez que se usa o nós (de forma oculta), ele engloba tanto a autora desse texto quanto o leitor (afinal, reclamar é uma atividade de todos); no entanto, na segunda vez, ela deixa bem claro que o nós é, na verdade, os jornalistas (os únicos que seriam “indispensáveis na reprodução dos fatos”).

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Tempo sugerido: 14 minutos

Orientações:

Em relação à estrutura:

  • Peça aos alunos para voltarem ao preenchimento das tabelas e observarem a sequência da estrutura da oração subordinada substantiva.
  • Espera-se que eles percebam que há uma repetição estrutural:

Na Oração Principal ou Matriz: pode ou não haver o sujeito.

Tanto na Oração Principal quanto na Oração Subordinada Substantiva há um verbo ou uma locução verbal.

A oração subordinada substantiva pode ser introduzida ou não pela conjunção integrante. Esta é usada quando se diz que a oração está desenvolvida, e quando não se tem a conjunção, diz-se que ela é reduzida.

Em relação ao artigo de opinião:

  • Qual a intenção da jornalista ao criar um texto com tantos sujeitos? Compartilhar uma informação com o leitor, mas de forma mais íntima, como se houvesse um diálogo para discutir a falta de “credibilidade” dos textos informativos que circulam hoje em especial pelas redes sociais.
  • De quem é a função de publicar e divulgar as informações aos leitores de forma séria e verídica? Dos jornalistas, cuja função é ir atrás das notícias, checar a sua veracidade e relevância e retransmiti-las.

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