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Plano de aula > Língua Portuguesa > 6º ano > Análise linguística/Semiótica

Plano de aula - Vírgula ou “e”: atribuição de sentidos na construção de orações

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 6º ano do Fundamental sobre vírgula e "e" na construção de frases

Plano 01 de 3 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Maria Ruth De Castro Almeida Barbosa

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é a primeira aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. A finalidade desse conjunto de planos é perceber o uso da vírgula em orações coordenadas como meio de atribuição de sentido.

Materiais necessários: computador, projetor, caneta laser (se possível, para destacar vírgulas e conjunção “e” durante a análise das frases), quadro e giz, duas sementes (preferencialmente grandes, como a de abacate ou no mínimo de ameixa, a fim de que os alunos possam visualizá-la de seus lugares; se não tiver, use borrachas dos alunos, avisando antes que é pra imaginarem que são sementes de uma árvore), um dicionário (que tenha a palavra “síndeto”), cartões com frases para serem interpretadas por gestos.

Sugestão: havendo possibilidade e interesse, a turma pode assistir ao filme, inclusive desenvolvendo um trabalho em parceria com o professor de Ciências.

Dificuldades antecipadas: A percepção das mudanças de sentido entre as frases, seja pela acentuação ou emprego da conjunção, pode ser difícil para o aluno em um primeiro momento e talvez por isso, ele não queira participar espontaneamente das atividades orais. Se isso acontecer, você professor, conhecedor de sua turma, deverá indicar um aluno para falar, além de conduzir o raciocínio dele para o alcance do objetivo traçado.

Referências sobre o assunto:

COSTA, Roberto Sérgio. Dicionário de gêneros textuais. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2008. p. 160.

GARCIA, Othon M. Coordenação e ênfase. In: Comunicação em prosa moderna. 27.ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010, pp. 51-52.

KOCH, Ingedore G. Villaça. A coesão sequencial. In: A Coesão Textual. Coleção Repensando a Língua Portuguesa. São Paulo: Contexto, 2000. pp. 52-60.

UCHÔA, Carlos Eduardo Falcão. Do valor do emprego da vírgula no ensino da análise sintática. In: Sobre o ensino da análise sintática: história e redirecionamento. Série Língua e Ensino Reflexões e Propostas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010. pp. 122-134.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Peça aos alunos que leiam o slide. Pergunte quantos verbos há na frase (quatro). Diga que estão diante de um período composto por quatro orações. Pergunte, então, o que acham que é um período composto ou se poderiam concluir, a partir do exemplo, o que é um período composto (aquele formado por mais de uma oração).

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações:

  • Mostre o slide aos alunos e pergunte se alguém sabe do que o texto trata, observando o título, a imagem e o quadro ao final. (Provavelmente dirão que deve ser o resumo de um filme; se conhecerem o conceito de resenha, dirão que se trata de uma)
  • Diga-lhes que o texto é uma resenha de uma animação, ou seja, um texto que faz uma espécie de resumo da animação, mas não conta a história toda; serve como um incentivo para ver ou não o que é resenhado. Há também a resenha crítica, em que o autor emite uma opinião sobre o filme ou o livro que é resenhado, o que não é o caso da que está sendo apresentada. Atenção: Para mais informações sobre o gênero resenha, consulte o Dicionário de Gêneros Textuais, conforme bibliografia citada no slide 1 deste plano.
  • Peça a um aluno que leia o texto em voz alta e pergunte à turma se acha que a animação seria interessante e por quê. (Resposta pessoal) Deixe apenas que uma criança fale, para não haver dispersão do foco, que são as orações coordenadas assindéticas do texto.
  • Diga que, agora que já sabem do que trata o filme, irão localizar, na resenha, os períodos compostos, ou seja, aqueles formados por mais de uma oração. Veja que apenas os dois primeiros períodos não são compostos.
  • Pergunte por que foi importante a autora do texto usar períodos compostos e não apenas simples e o que acontece quando usamos períodos compostos. (Nós percebemos melhor a relação entre as ideias, elas não parecem ficar soltas)
  • Peça que releiam o 3º e o 4º períodos (Lá, não há plantas reais, as pessoas compram o ar. e ninguém questiona isso. Como a maioria das pessoas dali, Ted vivia normalmente, não se preocupava com isso, não se importava com as árvores de plástico nas ruas e casas)
  • Pergunte aos alunos o que essas frases têm em comum, com relação à escrita. (Poderão dizer que têm vírgulas, poderão dizer que têm vírgula ou que falam de mais de uma ação, ou que são períodos compostos.)
  • Pergunte se as ações descritas nesses períodos compostos são independentes do ponto de vista gramatical. (Sim.) Diga, então, que, quando isso ocorre, temos orações coordenadas.

Dica: Se possível, assista à animação, posteriormente, em parceria com o professor de Ciências; enquanto em Português pode-se trabalhar a narrativa como um todo, em Ciências, poderá ser trabalhada a questão de preservação do meio-ambiente.

Materiais complementares: computador, projetor e slide.

Desenvolvimento select-down

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Orientações:

  • Diga aos alunos que agora irão analisar duas frases da resenha lida, comparando-as com outras bem parecidas. Mostre-lhes o slide.
  • Explique que, na coluna A, temos as frases que foram retiradas do texto e, na coluna B, temos frases parecidas. Peça-lhes que leiam as frases da linha 1.
  • Dê tempo para isso. Continue, perguntando o que elas têm em comum e o que elas têm de diferente. (Algum aluno poderá falar que dizem a mesma coisa. Se isso acontecer, volte a pergunta para a turma, questionando se ninguém vê diferença nenhuma. Provavelmente, algum aluno perceberá que na primeira frase só aparece uma conjunção “e” e na outra, várias, ou que na primeira frase há mais vírgulas que na segunda.)
  • Prossiga a análise, questionando se na frase B não há a conjunção “e”. (Resposta possível: sim, mas só no final). Nesse caso, reforce que a frase só apresenta a conjunção ‘e’ ligando os dois últimos elementos.
  • Pergunte que recurso a autora usou para não ficar repetindo o ‘e’ na frase A. (A vírgula.) Diga-lhes, então, que a vírgula é um recurso para separar orações coordenadas assindéticas. Pergunte se imaginam o que seja isso. Escute os alunos e proponha ler, em um dicionário, o significado da palavra “síndeto”.
  • Leia o significado. (Aqui, é apresentado o significado disponibilizado pelo Dicionário Online Aulete: “Emprego de conjunção coordenativa aditiva entre palavras, entre termos de uma oração ou entre orações coordenadas” (Disponível em http://www.aulete.com.br/s%C3%ADndeto. Acesso em 29/12/2018)).
  • Pergunte o que entenderam, perguntando que palavra nas frases da coluna B seria a conjunção aditiva - frise a palavra aditiva (e). Explique que, em muitas palavras, o “a” inicial pode indicar negação ou privação, como em “amoral” - sem moral - ou “ateu” - não crê em Deus.
  • Pergunte, então, o que seria “assindética”. (Seria o que não tem o síndeto, ou seja, que não tem a conjunção aditiva “e”).
  • Peça que leiam as frases da linha 2 e pergunte o que percebem. (“A mesma coisa.”, será a resposta provável.) Reforce, então, a ideia de que a vírgula, na primeira frase da linha 2, foi utilizada para evitar a repetição da conjunção “e”.
  • Parabenize a turma pela descoberta e prossiga dizendo que apesar de usarmos a vírgula para separar as orações às vezes, também pode-se repetir o “e”, como forma de mostrar intenções diferentes do autor. Nesse caso, ele faz uso de uma figura de linguagem chamada polissíndeto. Diga-lhes que “poli” é um prefixo que indica “muitos”, e pergunte, então, porque essa figura se chamaria “polissíndeto”. (Porque usa várias vezes a conjunção.)
  • Pergunte se o fato de mudarmos o jeito de escrever também muda o sentido da frase. (Talvez alguns alunos digam que não muda nada, que é uma questão de escolha de registro. Outros podem falar que muda, mas que não sabem explicar o quê.)
  • Peça à turma que preste atenção à maneira como você lerá as frases.
  • Releia as duas frases da linha 1, ressaltando os “e” da segunda. Se tiver uma caneta laser em mãos, aponte-a para as vírgulas e conjunções “e”. Pergunte o que acharam. (Provavelmente dirão que a segunda parece mais cansativa ou mais lenta, devido à repetição de “e”.)
  • Leia as duas frases da linha 2 para os alunos, ressaltando os “e” da frase, e pergunte se perceberam a mesma coisa que nas frases da linha 1. (Provavelmente, os alunos dirão que sim.)
  • Afirme que, como foi dito, na coluna B temos frases com um recurso literário; portanto, o uso repetido da conjunção “e” para ligar orações coordenadas não é adequado em outros tipos de texto, como a resenha que foi lida. Pergunte, então, observando as frases da coluna A, para que foi usada a vírgula no período da letra A, linha 2. (Para separar orações coordenadas assindéticas.)
  • Continue o diálogo, a fim de conduzir o pensamento dos alunos para as devidas conclusões sobre a escrita com vírgulas e com ‘e’. Pergunte de que maneira as ações parecem ter acontecido de forma mais rápida ou mais lenta. (A primeira frase parece ser de forma mais rápida que a segunda.)
  • Questione qual das duas mostraria que as ações foram mais cansativas, mais difíceis para a personagem. (A segunda.) Depois, pergunte qual das duas é mais adequada para a resenha se o objetivo for mostrar que as cenas se passam rapidamente, que não há cansaço para a personagem da animação nem para o leitor. (A primeira.)
  • Prossiga a análise, perguntando se uma das duas formas é considerada mais correta que a outra. (Talvez, por ser uma escrita mais comum, alguns alunos digam que só se deve usar a vírgula para separar as orações coordenadas e a conjunção apenas separando a última ação. Se isso acontecer, continue perguntando, até que alguém responda que as duas são corretas, em situações diferentes, sendo o uso da vírgula o mais comum. Diante disso, espera-se que os alunos percebam a importância da intencionalidade. Então, é importante que você conclua que o que vai definir o uso de vírgulas ou de repetição da conjunção ‘e’ é a intenção comunicativa de quem escreve. Diga que há pessoas, por exemplo, que preferem filmes mais dramáticos, outras querem ações mais rápidas… Peça-lhes que se atentem, novamente, às frases do lado A e pergunte se, da forma como estão escritas, mostram que a animação é mais dinâmica ou mais dramática. (Dinâmica.) Conclua, dizendo que até pela forma que uma resenha está escrita, já podemos saber como ocorrem as ações do vídeo e que isso é muito interessante. Ressalte que aquele que escreve, se tem conhecimento da gramática, irá usá-la a seu favor, mas que isso nem sempre acontece, pois, muitas vezes, quem se escreve não está atento a isso. Reforce que a gramática está a serviço do texto, da comunicação.
  • Mais uma vez, peça à turma atenção para as frases da coluna A. Diga-lhes que nelas foi usada a conjunção “e” para ligar apenas as duas últimas ações. Proponha que pensem na possibilidade de usar, também ali, a vírgula, e se seu uso mudaria o sentido da frase. (Essa é uma pergunta difícil para os alunos porque, normalmente, frases desse tipo trazem a conjunção “e” separando as ações finais. Então, caso ninguém diga que é possível, afirme que seria possível, sim, essa substituição. Pergunte, então, novamente, se isso alteraria o sentido da frase.” (O sentido também muda; com o uso do ‘e’ é como se terminasse a afirmação; com o uso da vírgula, é como se fosse uma ação esperada.)
  • Peça aos alunos que se atentem à frase frase 2A, no slide, para que percebam outro aspecto interessante da escrita. Peça-lhes que digam quais as ações que são feitas pelo menino. Enquanto os alunos vão respondendo, você pode ir levantando os dedos das mãos, como se contasse quantas ações foram feitas. (Procura o homem, ouve sua história, consegue uma semente, enfrenta a hostilidade de O’hare e tenta plantar uma árvore.) Pergunte, então, quantas ações eles citaram. (Cinco.)
  • Questione se seria possível afirmar que uma ação tem relação de dependência com a outra, no sentido de uma completar a ideia da outra. (Espera-se que digam que não. Talvez, contudo, algum aluno diga que sim, afirmando que, se o menino não conversasse com o homem, talvez não conseguisse a semente para tentar plantar uma árvore. Se isso acontecer, pergunte se seria possível parar a frase onde está cada vírgula, dizendo, por exemplo, “O menino procura o homem.”, “O menino ouve sua história.”, “O menino consegue uma semente.’” (Sim.) Conclua, então, que, se é possível fazer isso, é sinal de que as ações são independentes e, por isso, são chamadas de coordenadas, como já foram anteriormente classificadas durante a explicação.
  • Peça aos alunos que se sentem em duplas. Essa união possibilitará discussões entre os alunos, a fim de se chegar às conclusões necessárias.
  • Mostre-lhes o segundo slide do desenvolvimento. (Ver próximo slide e dar sequência às atividades nele propostas.) Diga-lhes o que farão. Eles deverão observar as frases e decidir o que usar nos quadrinhos de cada frase - se é a vírgula ou a conjunção “e”, lembrando que há frases em que poderão usar os dois, em locais diferentes, obviamente. Deixe que os alunos pensem e conversem sobre isso, sem fazer interferência.
  • Faça a correção das frases, pedindo, primeiramente, a uma dupla que fale como completou os quadrinhos da primeira frase, explicando por que completaram de tal forma (nas letras A e C, faça-os chegarem à conclusão de que usaram a vírgula para separarem as orações coordenadas assindéticas, além de mostrarem a intencionalidade registrada entre parênteses. Pergunte se as outras duplas também concordam com a resposta ou não, pedindo, se necessário, à dupla que acertou que explique o uso da pontuação ou da conjunção. Repita a ação para a correção das demais frases. (Gabarito: a) Ele acordou, tomou banho, penteou-se, tomou café e saiu para encontrar o Umavez-ildo. b) Ted corria e olhava para trás e corria de novo e olhava para trás novamente. c) As pessoas achavam normal a vida que levavam: comprar ar , trabalhar , não questionar.)

Materiais complementares: computador, projetor, dicionário. Caso não disponha do computador e do projetor, a tabela e as atividades podem ser passadas no quadro ou, para não perder tempo, ser apresentadas em cartazes. Seria interessante, ainda, uma caneta laser, para destacar as vírgulas e as conjunções, durante a análise das frases.

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Slide Plano Aula

Orientações:

  • Peça aos alunos que se sentem em duplas. Essa união possibilitará discussões entre os alunos, a fim de se chegar às conclusões necessárias.
  • Mostre-lhes o slide acima. Diga-lhes o que farão. Eles deverão observar as frases e decidir o que usar nos quadrinhos de cada frase - se é a vírgula ou a conjunção “e”, lembrando que há frases em que poderão usar os dois, em locais diferentes, obviamente. Deixe que os alunos pensem e conversem sobre isso, sem fazer interferência.
  • Faça a correção das frases, pedindo, primeiramente, a uma dupla que fale como completou os quadrinhos da primeira frase, explicando por que completaram de tal forma (nas letras A e C, faça-os chegarem à conclusão de que usaram a vírgula para separarem as orações coordenadas assindéticas, além de mostrarem a intencionalidade registrada entre parênteses. Pergunte se as outras duplas também concordam com a resposta ou não, pedindo, se necessário, à dupla que acertou que explique o uso da pontuação ou da conjunção. Repita a ação para a correção das demais frases. (Gabarito: a) Ele acordou, tomou banho, penteou-se, tomou café e saiu para encontrar o Umavez-ildo. b) Ted corria e olhava para trás e corria de novo e olhava para trás novamente. c) As pessoas achavam normal a vida que levavam: comprar ar , trabalhar , não questionar.)

Materiais complementares: computador, projetor, caneta laser (desejável, para destacar vírgulas e conetivo). Caso não disponha desses recursos, a tabela e as atividades podem ser passadas no quadro ou, para não perder tempo, ser apresentadas em cartazes.

Fechamento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Apresente o slide para a turma. (Se preferir, escreva as perguntas no quadro.)
  • Peça que se organizem em dois grupos, por fileiras: do meio para a direita e do meio para a esquerda.
  • Diga aos alunos que os dois grupos terão três minutos para discutirem quais seriam as respostas das perguntas acima. Avise que escolherão uma pessoa de cada grupo para, ao término do tempo, dizer a resposta. Dê o tempo que foi estabelecido.
  • Informe que o tempo terminou e peça que o representante de cada grupo venha à frente para dizerem as respostas - uma por vez (Usamos a vírgula para separar orações coordenadas assindéticas. O uso repetitivo do “e” é um recurso literário e só deve ser usado em textos literários, com intenções que o justifiquem.)
  • Parabenize as respostas se estiverem certas. Se não, provoque o raciocínio dos alunos, recorrendo aos exemplos trabalhados no desenvolvimento.

Materiais complementares: computador e projetor ou quadro e giz.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é a primeira aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. A finalidade desse conjunto de planos é perceber o uso da vírgula em orações coordenadas como meio de atribuição de sentido.

Materiais necessários: computador, projetor, caneta laser (se possível, para destacar vírgulas e conjunção “e” durante a análise das frases), quadro e giz, duas sementes (preferencialmente grandes, como a de abacate ou no mínimo de ameixa, a fim de que os alunos possam visualizá-la de seus lugares; se não tiver, use borrachas dos alunos, avisando antes que é pra imaginarem que são sementes de uma árvore), um dicionário (que tenha a palavra “síndeto”), cartões com frases para serem interpretadas por gestos.

Sugestão: havendo possibilidade e interesse, a turma pode assistir ao filme, inclusive desenvolvendo um trabalho em parceria com o professor de Ciências.

Dificuldades antecipadas: A percepção das mudanças de sentido entre as frases, seja pela acentuação ou emprego da conjunção, pode ser difícil para o aluno em um primeiro momento e talvez por isso, ele não queira participar espontaneamente das atividades orais. Se isso acontecer, você professor, conhecedor de sua turma, deverá indicar um aluno para falar, além de conduzir o raciocínio dele para o alcance do objetivo traçado.

Referências sobre o assunto:

COSTA, Roberto Sérgio. Dicionário de gêneros textuais. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2008. p. 160.

GARCIA, Othon M. Coordenação e ênfase. In: Comunicação em prosa moderna. 27.ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010, pp. 51-52.

KOCH, Ingedore G. Villaça. A coesão sequencial. In: A Coesão Textual. Coleção Repensando a Língua Portuguesa. São Paulo: Contexto, 2000. pp. 52-60.

UCHÔA, Carlos Eduardo Falcão. Do valor do emprego da vírgula no ensino da análise sintática. In: Sobre o ensino da análise sintática: história e redirecionamento. Série Língua e Ensino Reflexões e Propostas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010. pp. 122-134.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Peça aos alunos que leiam o slide. Pergunte quantos verbos há na frase (quatro). Diga que estão diante de um período composto por quatro orações. Pergunte, então, o que acham que é um período composto ou se poderiam concluir, a partir do exemplo, o que é um período composto (aquele formado por mais de uma oração).

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações:

  • Mostre o slide aos alunos e pergunte se alguém sabe do que o texto trata, observando o título, a imagem e o quadro ao final. (Provavelmente dirão que deve ser o resumo de um filme; se conhecerem o conceito de resenha, dirão que se trata de uma)
  • Diga-lhes que o texto é uma resenha de uma animação, ou seja, um texto que faz uma espécie de resumo da animação, mas não conta a história toda; serve como um incentivo para ver ou não o que é resenhado. Há também a resenha crítica, em que o autor emite uma opinião sobre o filme ou o livro que é resenhado, o que não é o caso da que está sendo apresentada. Atenção: Para mais informações sobre o gênero resenha, consulte o Dicionário de Gêneros Textuais, conforme bibliografia citada no slide 1 deste plano.
  • Peça a um aluno que leia o texto em voz alta e pergunte à turma se acha que a animação seria interessante e por quê. (Resposta pessoal) Deixe apenas que uma criança fale, para não haver dispersão do foco, que são as orações coordenadas assindéticas do texto.
  • Diga que, agora que já sabem do que trata o filme, irão localizar, na resenha, os períodos compostos, ou seja, aqueles formados por mais de uma oração. Veja que apenas os dois primeiros períodos não são compostos.
  • Pergunte por que foi importante a autora do texto usar períodos compostos e não apenas simples e o que acontece quando usamos períodos compostos. (Nós percebemos melhor a relação entre as ideias, elas não parecem ficar soltas)
  • Peça que releiam o 3º e o 4º períodos (Lá, não há plantas reais, as pessoas compram o ar. e ninguém questiona isso. Como a maioria das pessoas dali, Ted vivia normalmente, não se preocupava com isso, não se importava com as árvores de plástico nas ruas e casas)
  • Pergunte aos alunos o que essas frases têm em comum, com relação à escrita. (Poderão dizer que têm vírgulas, poderão dizer que têm vírgula ou que falam de mais de uma ação, ou que são períodos compostos.)
  • Pergunte se as ações descritas nesses períodos compostos são independentes do ponto de vista gramatical. (Sim.) Diga, então, que, quando isso ocorre, temos orações coordenadas.

Dica: Se possível, assista à animação, posteriormente, em parceria com o professor de Ciências; enquanto em Português pode-se trabalhar a narrativa como um todo, em Ciências, poderá ser trabalhada a questão de preservação do meio-ambiente.

Materiais complementares: computador, projetor e slide.

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Diga aos alunos que agora irão analisar duas frases da resenha lida, comparando-as com outras bem parecidas. Mostre-lhes o slide.
  • Explique que, na coluna A, temos as frases que foram retiradas do texto e, na coluna B, temos frases parecidas. Peça-lhes que leiam as frases da linha 1.
  • Dê tempo para isso. Continue, perguntando o que elas têm em comum e o que elas têm de diferente. (Algum aluno poderá falar que dizem a mesma coisa. Se isso acontecer, volte a pergunta para a turma, questionando se ninguém vê diferença nenhuma. Provavelmente, algum aluno perceberá que na primeira frase só aparece uma conjunção “e” e na outra, várias, ou que na primeira frase há mais vírgulas que na segunda.)
  • Prossiga a análise, questionando se na frase B não há a conjunção “e”. (Resposta possível: sim, mas só no final). Nesse caso, reforce que a frase só apresenta a conjunção ‘e’ ligando os dois últimos elementos.
  • Pergunte que recurso a autora usou para não ficar repetindo o ‘e’ na frase A. (A vírgula.) Diga-lhes, então, que a vírgula é um recurso para separar orações coordenadas assindéticas. Pergunte se imaginam o que seja isso. Escute os alunos e proponha ler, em um dicionário, o significado da palavra “síndeto”.
  • Leia o significado. (Aqui, é apresentado o significado disponibilizado pelo Dicionário Online Aulete: “Emprego de conjunção coordenativa aditiva entre palavras, entre termos de uma oração ou entre orações coordenadas” (Disponível em http://www.aulete.com.br/s%C3%ADndeto. Acesso em 29/12/2018)).
  • Pergunte o que entenderam, perguntando que palavra nas frases da coluna B seria a conjunção aditiva - frise a palavra aditiva (e). Explique que, em muitas palavras, o “a” inicial pode indicar negação ou privação, como em “amoral” - sem moral - ou “ateu” - não crê em Deus.
  • Pergunte, então, o que seria “assindética”. (Seria o que não tem o síndeto, ou seja, que não tem a conjunção aditiva “e”).
  • Peça que leiam as frases da linha 2 e pergunte o que percebem. (“A mesma coisa.”, será a resposta provável.) Reforce, então, a ideia de que a vírgula, na primeira frase da linha 2, foi utilizada para evitar a repetição da conjunção “e”.
  • Parabenize a turma pela descoberta e prossiga dizendo que apesar de usarmos a vírgula para separar as orações às vezes, também pode-se repetir o “e”, como forma de mostrar intenções diferentes do autor. Nesse caso, ele faz uso de uma figura de linguagem chamada polissíndeto. Diga-lhes que “poli” é um prefixo que indica “muitos”, e pergunte, então, porque essa figura se chamaria “polissíndeto”. (Porque usa várias vezes a conjunção.)
  • Pergunte se o fato de mudarmos o jeito de escrever também muda o sentido da frase. (Talvez alguns alunos digam que não muda nada, que é uma questão de escolha de registro. Outros podem falar que muda, mas que não sabem explicar o quê.)
  • Peça à turma que preste atenção à maneira como você lerá as frases.
  • Releia as duas frases da linha 1, ressaltando os “e” da segunda. Se tiver uma caneta laser em mãos, aponte-a para as vírgulas e conjunções “e”. Pergunte o que acharam. (Provavelmente dirão que a segunda parece mais cansativa ou mais lenta, devido à repetição de “e”.)
  • Leia as duas frases da linha 2 para os alunos, ressaltando os “e” da frase, e pergunte se perceberam a mesma coisa que nas frases da linha 1. (Provavelmente, os alunos dirão que sim.)
  • Afirme que, como foi dito, na coluna B temos frases com um recurso literário; portanto, o uso repetido da conjunção “e” para ligar orações coordenadas não é adequado em outros tipos de texto, como a resenha que foi lida. Pergunte, então, observando as frases da coluna A, para que foi usada a vírgula no período da letra A, linha 2. (Para separar orações coordenadas assindéticas.)
  • Continue o diálogo, a fim de conduzir o pensamento dos alunos para as devidas conclusões sobre a escrita com vírgulas e com ‘e’. Pergunte de que maneira as ações parecem ter acontecido de forma mais rápida ou mais lenta. (A primeira frase parece ser de forma mais rápida que a segunda.)
  • Questione qual das duas mostraria que as ações foram mais cansativas, mais difíceis para a personagem. (A segunda.) Depois, pergunte qual das duas é mais adequada para a resenha se o objetivo for mostrar que as cenas se passam rapidamente, que não há cansaço para a personagem da animação nem para o leitor. (A primeira.)
  • Prossiga a análise, perguntando se uma das duas formas é considerada mais correta que a outra. (Talvez, por ser uma escrita mais comum, alguns alunos digam que só se deve usar a vírgula para separar as orações coordenadas e a conjunção apenas separando a última ação. Se isso acontecer, continue perguntando, até que alguém responda que as duas são corretas, em situações diferentes, sendo o uso da vírgula o mais comum. Diante disso, espera-se que os alunos percebam a importância da intencionalidade. Então, é importante que você conclua que o que vai definir o uso de vírgulas ou de repetição da conjunção ‘e’ é a intenção comunicativa de quem escreve. Diga que há pessoas, por exemplo, que preferem filmes mais dramáticos, outras querem ações mais rápidas… Peça-lhes que se atentem, novamente, às frases do lado A e pergunte se, da forma como estão escritas, mostram que a animação é mais dinâmica ou mais dramática. (Dinâmica.) Conclua, dizendo que até pela forma que uma resenha está escrita, já podemos saber como ocorrem as ações do vídeo e que isso é muito interessante. Ressalte que aquele que escreve, se tem conhecimento da gramática, irá usá-la a seu favor, mas que isso nem sempre acontece, pois, muitas vezes, quem se escreve não está atento a isso. Reforce que a gramática está a serviço do texto, da comunicação.
  • Mais uma vez, peça à turma atenção para as frases da coluna A. Diga-lhes que nelas foi usada a conjunção “e” para ligar apenas as duas últimas ações. Proponha que pensem na possibilidade de usar, também ali, a vírgula, e se seu uso mudaria o sentido da frase. (Essa é uma pergunta difícil para os alunos porque, normalmente, frases desse tipo trazem a conjunção “e” separando as ações finais. Então, caso ninguém diga que é possível, afirme que seria possível, sim, essa substituição. Pergunte, então, novamente, se isso alteraria o sentido da frase.” (O sentido também muda; com o uso do ‘e’ é como se terminasse a afirmação; com o uso da vírgula, é como se fosse uma ação esperada.)
  • Peça aos alunos que se atentem à frase frase 2A, no slide, para que percebam outro aspecto interessante da escrita. Peça-lhes que digam quais as ações que são feitas pelo menino. Enquanto os alunos vão respondendo, você pode ir levantando os dedos das mãos, como se contasse quantas ações foram feitas. (Procura o homem, ouve sua história, consegue uma semente, enfrenta a hostilidade de O’hare e tenta plantar uma árvore.) Pergunte, então, quantas ações eles citaram. (Cinco.)
  • Questione se seria possível afirmar que uma ação tem relação de dependência com a outra, no sentido de uma completar a ideia da outra. (Espera-se que digam que não. Talvez, contudo, algum aluno diga que sim, afirmando que, se o menino não conversasse com o homem, talvez não conseguisse a semente para tentar plantar uma árvore. Se isso acontecer, pergunte se seria possível parar a frase onde está cada vírgula, dizendo, por exemplo, “O menino procura o homem.”, “O menino ouve sua história.”, “O menino consegue uma semente.’” (Sim.) Conclua, então, que, se é possível fazer isso, é sinal de que as ações são independentes e, por isso, são chamadas de coordenadas, como já foram anteriormente classificadas durante a explicação.
  • Peça aos alunos que se sentem em duplas. Essa união possibilitará discussões entre os alunos, a fim de se chegar às conclusões necessárias.
  • Mostre-lhes o segundo slide do desenvolvimento. (Ver próximo slide e dar sequência às atividades nele propostas.) Diga-lhes o que farão. Eles deverão observar as frases e decidir o que usar nos quadrinhos de cada frase - se é a vírgula ou a conjunção “e”, lembrando que há frases em que poderão usar os dois, em locais diferentes, obviamente. Deixe que os alunos pensem e conversem sobre isso, sem fazer interferência.
  • Faça a correção das frases, pedindo, primeiramente, a uma dupla que fale como completou os quadrinhos da primeira frase, explicando por que completaram de tal forma (nas letras A e C, faça-os chegarem à conclusão de que usaram a vírgula para separarem as orações coordenadas assindéticas, além de mostrarem a intencionalidade registrada entre parênteses. Pergunte se as outras duplas também concordam com a resposta ou não, pedindo, se necessário, à dupla que acertou que explique o uso da pontuação ou da conjunção. Repita a ação para a correção das demais frases. (Gabarito: a) Ele acordou, tomou banho, penteou-se, tomou café e saiu para encontrar o Umavez-ildo. b) Ted corria e olhava para trás e corria de novo e olhava para trás novamente. c) As pessoas achavam normal a vida que levavam: comprar ar , trabalhar , não questionar.)

Materiais complementares: computador, projetor, dicionário. Caso não disponha do computador e do projetor, a tabela e as atividades podem ser passadas no quadro ou, para não perder tempo, ser apresentadas em cartazes. Seria interessante, ainda, uma caneta laser, para destacar as vírgulas e as conjunções, durante a análise das frases.

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Peça aos alunos que se sentem em duplas. Essa união possibilitará discussões entre os alunos, a fim de se chegar às conclusões necessárias.
  • Mostre-lhes o slide acima. Diga-lhes o que farão. Eles deverão observar as frases e decidir o que usar nos quadrinhos de cada frase - se é a vírgula ou a conjunção “e”, lembrando que há frases em que poderão usar os dois, em locais diferentes, obviamente. Deixe que os alunos pensem e conversem sobre isso, sem fazer interferência.
  • Faça a correção das frases, pedindo, primeiramente, a uma dupla que fale como completou os quadrinhos da primeira frase, explicando por que completaram de tal forma (nas letras A e C, faça-os chegarem à conclusão de que usaram a vírgula para separarem as orações coordenadas assindéticas, além de mostrarem a intencionalidade registrada entre parênteses. Pergunte se as outras duplas também concordam com a resposta ou não, pedindo, se necessário, à dupla que acertou que explique o uso da pontuação ou da conjunção. Repita a ação para a correção das demais frases. (Gabarito: a) Ele acordou, tomou banho, penteou-se, tomou café e saiu para encontrar o Umavez-ildo. b) Ted corria e olhava para trás e corria de novo e olhava para trás novamente. c) As pessoas achavam normal a vida que levavam: comprar ar , trabalhar , não questionar.)

Materiais complementares: computador, projetor, caneta laser (desejável, para destacar vírgulas e conetivo). Caso não disponha desses recursos, a tabela e as atividades podem ser passadas no quadro ou, para não perder tempo, ser apresentadas em cartazes.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Apresente o slide para a turma. (Se preferir, escreva as perguntas no quadro.)
  • Peça que se organizem em dois grupos, por fileiras: do meio para a direita e do meio para a esquerda.
  • Diga aos alunos que os dois grupos terão três minutos para discutirem quais seriam as respostas das perguntas acima. Avise que escolherão uma pessoa de cada grupo para, ao término do tempo, dizer a resposta. Dê o tempo que foi estabelecido.
  • Informe que o tempo terminou e peça que o representante de cada grupo venha à frente para dizerem as respostas - uma por vez (Usamos a vírgula para separar orações coordenadas assindéticas. O uso repetitivo do “e” é um recurso literário e só deve ser usado em textos literários, com intenções que o justifiquem.)
  • Parabenize as respostas se estiverem certas. Se não, provoque o raciocínio dos alunos, recorrendo aos exemplos trabalhados no desenvolvimento.

Materiais complementares: computador e projetor ou quadro e giz.

Slide Plano Aula

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