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Plano de aula > Língua Portuguesa > 6º ano > Análise linguística/Semiótica

Plano de aula - Figuras de linguagem - efeitos de sentido de comparação, metáfora e personificação - atividades de revisão

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 6º ano do EF sobre Figuras de linguagem - efeitos de sentido de comparação, metáfora e personificação - atividades de revisão

Plano 03 de 3 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Maria Ruth De Castro Almeida Barbosa

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a terceira aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. A finalidade desse conjunto de planos é analisar os efeitos de sentido do uso de metáfora, comparação e personificação em poemas.

Materiais necessários: Projetor para projeção do poema (opcional). Caixa de som e pen-drive com música clássica (opcional). Papel A4 ou quadros de cartolina.

Dificuldades antecipadas: Mesmo que os alunos já consigam perceber os efeitos de sentido produzidos pelo uso de figuras de linguagem, pode ser que tenham dificuldade de elaborar estrofes usando esse recurso, visto que trabalha a criatividade e a abstração. Assim, é importante que se acompanhe todo o trabalho de produção, levando o aluno a ser capaz de criar.

Referências sobre o assunto:

AGUIAR, Vera (coord.). Poesia fora da estante. Porto Alegre: Editora Projeto; CPL-PUCRS, 1997.

CUNHA, Celso. Gramática Básica do Português Contemporâneo. Disponível em http://www.aulete.com.br/site.php?mdl=gramatica. Acesso em 02 de janeiro de 2019.

Figuras de Linguagem: Metáfora. Disponível em: https://www.figurasdelinguagem.com/metafora/. Acesso em 02 de janeiro de 2019.

MARTIN, W. A. Gramática e composição do inglês da escola secundária. Nova Deli: S. Chand and Company Ltd. 1998. Disponível em: https://pt.esdifferent.com/difference-between-metaphor-and-personification. Acesso em 02 de janeiro de 2019.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Converse com seus alunos que nesta aula eles escreverão pequenos poemas.
  • Prepare os materiais para a aula com antecedência (veja a descrição no slide anterior). Esteja atento à produção das crianças, andando por entre as carteiras enquanto elas produzem os trabalhos, para intervir no conteúdo antes de ele ser apresentado para a turma, evitando constrangimentos no momento final e garantindo aprendizagem durante a execução, por meio da problematização das hipóteses levantadas pelos estudantes.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações:

  • Lembre os alunos que estão estudando algumas figuras de linguagem e relembre com eles o que sabem, a partir de perguntas que os levem a falar sobre o assunto ou exemplificar as figuras. Note que não é necessário que eles saibam a nomenclatura, mas que saibam explicar os efeitos de sentido alcançados a partir do uso dessas figuras. Ainda que as aulas não estejam sendo dadas na sequência em que se apresentam, é desejável que os alunos tenham conhecimento sobre as figuras de linguagem. Então, ainda assim, comece perguntando o que sabem a respeito do assunto, levando-os a discutirem sobre os efeitos de sentido obtidos pelo uso de metáforas, comparações e personificação em poemas. Sugestões de perguntas que podem ser feitas: O que são figuras de linguagem? (Formas diferentes, poéticas, de escrever, fora do padrão de uma escrita formal. São recursos usados na fala e na escrita como substituição da ideia, representação, às vezes próxima da realidade, mas às vezes não tão próximas assim.) Em que gêneros textuais é mais comum encontrarmos figuras de linguagem? (Textos literários, de forma geral, e poemas) Por quê? (Porque expressam sentimentos, têm como intenção comover, despertar emoções, a criatividade e a imaginação.)

Obs.: Este slide não precisa ser exibido.

  • Informe aos alunos que eles ouvirão um poema escrito por Olavo Bilac, poeta representante do Parnasianismo brasileiro, que também usava figuras de linguagem em seus poemas. (Lembre-se de que você citará o Parnasianismo apenas como uma curiosidade, não deverá se prolongar no assunto. Se algum aluno perguntar o que é isso, diga apenas que foi um importante período literário de nossa história.)
  • Diga que, quando houve esse movimento literário no Brasil, Olavo Bilac escreveu muitos poemas para crianças, chegando a ser conhecido como o Poeta da Criança, e escreveu também poemas sobre a Pátria. O que eles irão ouvir é sobre a Pátria e dirigido para crianças. Diga, ainda, que os poemas sobre a Pátria chegavam a ter um tom semelhante a de uma publicidade sobre o país.
  • Peça que fechem os olhos para escutarem. Se quiser, coloque uma música clássica de fundo. (Se preferir, o poema poderá ser projetado - ver slide a seguir. Veja que as figuras de linguagem estão destacadas no poema. Caso o slide seja exibido para os alunos, esse destaque não deve ser dado inicialmente, sob pena de induzir o pensamento dos alunos, limitando sua construção da aprendizagem.) Leia pausadamente o poema.
  • Ao terminar a leitura, pergunte aos alunos o que acharam do poema, se perceberam alguma figura de linguagem estudada. Caso a resposta seja negativa, leia os versos que as contêm e peça para identificarem as figuras: “A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,/ é um seio de mãe a transbordar carinhos” (houve a ocorrência de metáfora, pois é feita uma analogia entre a Natureza e o seio de uma mãe). “Boa terra! Jamais negou a quem trabalha/ O pão que mata a fome, o teto que agasalha” (houve a ocorrência de personificação - a terra não negou a quem trabalha… o teto que agasalha).
  • Leve-os a discutirem sobre os efeitos de uso dessas figuras no poema, perguntando, por exemplo, que diferença haveria se dissesse, apenas, que a Natureza é boa e que a terra oferece comida e lugar para morar. (A linguagem direta tiraria a beleza do poema, além de não levar o leitor a criar imagens próprias - porém relacionadas ao tema - sobre o que é dito.)
  • Diga-lhes que prosseguirão a aula, fazendo uma atividade sobre as figuras de linguagem.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 35 minutos

Orientações:

  • Informe aos alunos que eles ouvirão um poema escrito por Olavo Bilac, poeta representante do Parnasianismo brasileiro, que também usava figuras de linguagem em seus poemas. (Lembre-se de que você citará o Parnasianismo apenas como uma curiosidade, não deverá se prolongar no assunto. Se algum aluno perguntar o que é isso, diga apenas que foi um importante período literário de nossa história.)
  • Diga que, quando houve esse movimento literário no Brasil, Olavo Bilac escreveu muitos poemas para crianças, chegando a ser conhecido como o Poeta da Criança, e escreveu também poemas sobre a Pátria. O que eles irão ouvir é sobre a Pátria e dirigido para crianças. Diga, ainda, que os poemas sobre a Pátria chegavam a ter um tom semelhante a de uma publicidade sobre o país.
  • Peça que fechem os olhos para escutarem. Se quiser, coloque uma música clássica de fundo. (Se preferir, o poema poderá ser projetado - ver slide acima.) Veja que as figuras de linguagem estão destacadas no poema. Caso o slide seja exibido para os alunos, esse destaque não deve ser dado inicialmente, sob pena de induzir o pensamento dos alunos, limitando sua construção da aprendizagem. Leia pausadamente o poema.
  • Ao terminar a leitura, pergunte aos alunos o que acharam do poema, se perceberam alguma figura de linguagem. Caso a resposta seja negativa, leia os versos que as contêm e peça para falarem sobre as figuras: “A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,/ é um seio de mãe a transbordar carinhos” (houve uma analogia entre a Natureza e o seio de uma mãe). “Boa terra! Jamais negou a quem trabalha/ O pão que mata a fome, o teto que agasalha” (atribuíram-se ações humanas à terra e ao teto - a terra não negou a quem trabalha… o teto que agasalha).
  • Leve-os a discutirem sobre os efeitos de uso dessas figuras no poema, perguntando, por exemplo, que diferença haveria se dissesse, apenas, que a Natureza é boa e que a terra oferece comida e lugar para morar. (A linguagem direta tiraria a beleza do poema, além de não levar o leitor a criar imagens próprias - porém relacionadas ao tema - sobre o que é dito.)

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Prossiga a aula, dizendo-lhes que há quem afirme que toda criança nasce poeta e que, agora, vão brincar de ser poetas, criando pequenas estrofes.
  • Peça-lhes, então, que se sentem em duplas. (A sugestão de trabalho em dupla não é ocasional: haverá a criação de uma estrofe e o fato de os alunos estarem em dupla facilita essa criação, pois um pode ajudar o outro a usar os recursos próprios de um poema - não só o uso de figuras de linguagem, mas também as rimas, por exemplo, que, na ideia de alunos do 6º ano, são sempre obrigatórias em um poema. Sobre isso, lembramos que não há necessidade de elas existirem; portanto, se alguma dupla fizer a estrofe sem rima, não há de ser punido por isso e, na hora da apresentação, você deverá ter o cuidado de falar sobre isso com a turma, caso alguém questione o trabalho do outro.)
  • Entregue as tiras de folha A4 (ou de cartolina) para cada dupla e proponha a atividade, contextualizando-a, primeiramente, dizendo: “Bilac escreveu esse poema sobre a pátria há muitos anos, no final do século XIX.” Continue: “Como vocês falariam de nossa pátria hoje, em versos? Vocês devem conversar entre vocês e criar uma estrofe sobre a pátria, usando uma figura de linguagem. Escolham a figura de linguagem de que mais gostaram e escrevam sobre nosso país, pensando no efeito que se quer obter com seu uso.” (Caso queira, seria o momento de projetar o slide, a fim de que os alunos pudessem recorrer à orientação dada enquanto fazem a atividade.)
  • Ande pela sala enquanto os alunos escrevem, auxiliando as duplas, problematizando o uso ou não da figura de linguagem nos versos, a fim de evitar constrangimentos na terceira etapa deste plano, quando os alunos vão à frente e apresentam seus trabalhos.
  • Ao andar pela sala, dirija aos alunos perguntas como as listadas a seguir, certificando-se de que eles entenderam a função das figuras de linguagem: Por que a figura de linguagem é usada em versos? (Sugestão de resposta esperada: Porque a poesia trabalha com as palavras; não é, normalmente, direta; porque a figura de linguagem a torna mais subjetiva, mais bonita…). Poderia ser usada também em textos jornalísticos, por exemplo? (Sugestão de resposta esperada: Não seria adequado usar as figuras de linguagem em um texto jornalístico porque em textos desse gênero espera-se o uso de uma linguagem mais denotativa, pois se tem o objetivo de transmitir uma mensagem que não gere dúvidas no leitor, que não proporcione respostas diferenciadas.)

Fechamento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Oriente os alunos sobre o que vai acontecer, dizendo que deverão vir à frente, ler a estrofe produzida, colar no quadro a estrofe da dupla, explicando como a estrofe foi criada, o que se pensou em dizer e por que se optou por dizer daquela forma. Caso os alunos estejam inibidos, incentive-os a falarem, por meio de perguntas: O que vocês quiseram dizer quando usaram essa palavra (ou esse termo)? E se vocês usassem uma palavra mais direta, o que aconteceria? (Perderia a subjetividade; perderia um pouco de poesia.) Vocês poderiam usar esse tipo de linguagem em um texto jornalístico, por exemplo? Por quê? (Não, porque o texto jornalístico deve ser claro, direto.) E em um cartão de aniversário para alguém que lhe é especial? (Sim, porque esses recursos ajudam a gente a expressar os nossos sentimentos.) A cada apresentação, incentive a turma a aplaudir os colegas que foram à frente. Se perceber que a dupla está muito tímida ou insegura para falar, pode direcionar as perguntas à turma.
  • Termine a aula parabenizando todos pela produção feita. Se possível, mantenha as estrofes produzidas em uma das paredes da sala ou até em um mural da escola por, pelo menos, uma semana. Se possível também, divulgue o trabalho nas redes sociais da escola, para incentivar ainda mais as crianças.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a terceira aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. A finalidade desse conjunto de planos é analisar os efeitos de sentido do uso de metáfora, comparação e personificação em poemas.

Materiais necessários: Projetor para projeção do poema (opcional). Caixa de som e pen-drive com música clássica (opcional). Papel A4 ou quadros de cartolina.

Dificuldades antecipadas: Mesmo que os alunos já consigam perceber os efeitos de sentido produzidos pelo uso de figuras de linguagem, pode ser que tenham dificuldade de elaborar estrofes usando esse recurso, visto que trabalha a criatividade e a abstração. Assim, é importante que se acompanhe todo o trabalho de produção, levando o aluno a ser capaz de criar.

Referências sobre o assunto:

AGUIAR, Vera (coord.). Poesia fora da estante. Porto Alegre: Editora Projeto; CPL-PUCRS, 1997.

CUNHA, Celso. Gramática Básica do Português Contemporâneo. Disponível em http://www.aulete.com.br/site.php?mdl=gramatica. Acesso em 02 de janeiro de 2019.

Figuras de Linguagem: Metáfora. Disponível em: https://www.figurasdelinguagem.com/metafora/. Acesso em 02 de janeiro de 2019.

MARTIN, W. A. Gramática e composição do inglês da escola secundária. Nova Deli: S. Chand and Company Ltd. 1998. Disponível em: https://pt.esdifferent.com/difference-between-metaphor-and-personification. Acesso em 02 de janeiro de 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Converse com seus alunos que nesta aula eles escreverão pequenos poemas.
  • Prepare os materiais para a aula com antecedência (veja a descrição no slide anterior). Esteja atento à produção das crianças, andando por entre as carteiras enquanto elas produzem os trabalhos, para intervir no conteúdo antes de ele ser apresentado para a turma, evitando constrangimentos no momento final e garantindo aprendizagem durante a execução, por meio da problematização das hipóteses levantadas pelos estudantes.
Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações:

  • Lembre os alunos que estão estudando algumas figuras de linguagem e relembre com eles o que sabem, a partir de perguntas que os levem a falar sobre o assunto ou exemplificar as figuras. Note que não é necessário que eles saibam a nomenclatura, mas que saibam explicar os efeitos de sentido alcançados a partir do uso dessas figuras. Ainda que as aulas não estejam sendo dadas na sequência em que se apresentam, é desejável que os alunos tenham conhecimento sobre as figuras de linguagem. Então, ainda assim, comece perguntando o que sabem a respeito do assunto, levando-os a discutirem sobre os efeitos de sentido obtidos pelo uso de metáforas, comparações e personificação em poemas. Sugestões de perguntas que podem ser feitas: O que são figuras de linguagem? (Formas diferentes, poéticas, de escrever, fora do padrão de uma escrita formal. São recursos usados na fala e na escrita como substituição da ideia, representação, às vezes próxima da realidade, mas às vezes não tão próximas assim.) Em que gêneros textuais é mais comum encontrarmos figuras de linguagem? (Textos literários, de forma geral, e poemas) Por quê? (Porque expressam sentimentos, têm como intenção comover, despertar emoções, a criatividade e a imaginação.)

Obs.: Este slide não precisa ser exibido.

  • Informe aos alunos que eles ouvirão um poema escrito por Olavo Bilac, poeta representante do Parnasianismo brasileiro, que também usava figuras de linguagem em seus poemas. (Lembre-se de que você citará o Parnasianismo apenas como uma curiosidade, não deverá se prolongar no assunto. Se algum aluno perguntar o que é isso, diga apenas que foi um importante período literário de nossa história.)
  • Diga que, quando houve esse movimento literário no Brasil, Olavo Bilac escreveu muitos poemas para crianças, chegando a ser conhecido como o Poeta da Criança, e escreveu também poemas sobre a Pátria. O que eles irão ouvir é sobre a Pátria e dirigido para crianças. Diga, ainda, que os poemas sobre a Pátria chegavam a ter um tom semelhante a de uma publicidade sobre o país.
  • Peça que fechem os olhos para escutarem. Se quiser, coloque uma música clássica de fundo. (Se preferir, o poema poderá ser projetado - ver slide a seguir. Veja que as figuras de linguagem estão destacadas no poema. Caso o slide seja exibido para os alunos, esse destaque não deve ser dado inicialmente, sob pena de induzir o pensamento dos alunos, limitando sua construção da aprendizagem.) Leia pausadamente o poema.
  • Ao terminar a leitura, pergunte aos alunos o que acharam do poema, se perceberam alguma figura de linguagem estudada. Caso a resposta seja negativa, leia os versos que as contêm e peça para identificarem as figuras: “A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,/ é um seio de mãe a transbordar carinhos” (houve a ocorrência de metáfora, pois é feita uma analogia entre a Natureza e o seio de uma mãe). “Boa terra! Jamais negou a quem trabalha/ O pão que mata a fome, o teto que agasalha” (houve a ocorrência de personificação - a terra não negou a quem trabalha… o teto que agasalha).
  • Leve-os a discutirem sobre os efeitos de uso dessas figuras no poema, perguntando, por exemplo, que diferença haveria se dissesse, apenas, que a Natureza é boa e que a terra oferece comida e lugar para morar. (A linguagem direta tiraria a beleza do poema, além de não levar o leitor a criar imagens próprias - porém relacionadas ao tema - sobre o que é dito.)
  • Diga-lhes que prosseguirão a aula, fazendo uma atividade sobre as figuras de linguagem.
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Tempo sugerido: 35 minutos

Orientações:

  • Informe aos alunos que eles ouvirão um poema escrito por Olavo Bilac, poeta representante do Parnasianismo brasileiro, que também usava figuras de linguagem em seus poemas. (Lembre-se de que você citará o Parnasianismo apenas como uma curiosidade, não deverá se prolongar no assunto. Se algum aluno perguntar o que é isso, diga apenas que foi um importante período literário de nossa história.)
  • Diga que, quando houve esse movimento literário no Brasil, Olavo Bilac escreveu muitos poemas para crianças, chegando a ser conhecido como o Poeta da Criança, e escreveu também poemas sobre a Pátria. O que eles irão ouvir é sobre a Pátria e dirigido para crianças. Diga, ainda, que os poemas sobre a Pátria chegavam a ter um tom semelhante a de uma publicidade sobre o país.
  • Peça que fechem os olhos para escutarem. Se quiser, coloque uma música clássica de fundo. (Se preferir, o poema poderá ser projetado - ver slide acima.) Veja que as figuras de linguagem estão destacadas no poema. Caso o slide seja exibido para os alunos, esse destaque não deve ser dado inicialmente, sob pena de induzir o pensamento dos alunos, limitando sua construção da aprendizagem. Leia pausadamente o poema.
  • Ao terminar a leitura, pergunte aos alunos o que acharam do poema, se perceberam alguma figura de linguagem. Caso a resposta seja negativa, leia os versos que as contêm e peça para falarem sobre as figuras: “A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,/ é um seio de mãe a transbordar carinhos” (houve uma analogia entre a Natureza e o seio de uma mãe). “Boa terra! Jamais negou a quem trabalha/ O pão que mata a fome, o teto que agasalha” (atribuíram-se ações humanas à terra e ao teto - a terra não negou a quem trabalha… o teto que agasalha).
  • Leve-os a discutirem sobre os efeitos de uso dessas figuras no poema, perguntando, por exemplo, que diferença haveria se dissesse, apenas, que a Natureza é boa e que a terra oferece comida e lugar para morar. (A linguagem direta tiraria a beleza do poema, além de não levar o leitor a criar imagens próprias - porém relacionadas ao tema - sobre o que é dito.)
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Orientações:

  • Prossiga a aula, dizendo-lhes que há quem afirme que toda criança nasce poeta e que, agora, vão brincar de ser poetas, criando pequenas estrofes.
  • Peça-lhes, então, que se sentem em duplas. (A sugestão de trabalho em dupla não é ocasional: haverá a criação de uma estrofe e o fato de os alunos estarem em dupla facilita essa criação, pois um pode ajudar o outro a usar os recursos próprios de um poema - não só o uso de figuras de linguagem, mas também as rimas, por exemplo, que, na ideia de alunos do 6º ano, são sempre obrigatórias em um poema. Sobre isso, lembramos que não há necessidade de elas existirem; portanto, se alguma dupla fizer a estrofe sem rima, não há de ser punido por isso e, na hora da apresentação, você deverá ter o cuidado de falar sobre isso com a turma, caso alguém questione o trabalho do outro.)
  • Entregue as tiras de folha A4 (ou de cartolina) para cada dupla e proponha a atividade, contextualizando-a, primeiramente, dizendo: “Bilac escreveu esse poema sobre a pátria há muitos anos, no final do século XIX.” Continue: “Como vocês falariam de nossa pátria hoje, em versos? Vocês devem conversar entre vocês e criar uma estrofe sobre a pátria, usando uma figura de linguagem. Escolham a figura de linguagem de que mais gostaram e escrevam sobre nosso país, pensando no efeito que se quer obter com seu uso.” (Caso queira, seria o momento de projetar o slide, a fim de que os alunos pudessem recorrer à orientação dada enquanto fazem a atividade.)
  • Ande pela sala enquanto os alunos escrevem, auxiliando as duplas, problematizando o uso ou não da figura de linguagem nos versos, a fim de evitar constrangimentos na terceira etapa deste plano, quando os alunos vão à frente e apresentam seus trabalhos.
  • Ao andar pela sala, dirija aos alunos perguntas como as listadas a seguir, certificando-se de que eles entenderam a função das figuras de linguagem: Por que a figura de linguagem é usada em versos? (Sugestão de resposta esperada: Porque a poesia trabalha com as palavras; não é, normalmente, direta; porque a figura de linguagem a torna mais subjetiva, mais bonita…). Poderia ser usada também em textos jornalísticos, por exemplo? (Sugestão de resposta esperada: Não seria adequado usar as figuras de linguagem em um texto jornalístico porque em textos desse gênero espera-se o uso de uma linguagem mais denotativa, pois se tem o objetivo de transmitir uma mensagem que não gere dúvidas no leitor, que não proporcione respostas diferenciadas.)
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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Oriente os alunos sobre o que vai acontecer, dizendo que deverão vir à frente, ler a estrofe produzida, colar no quadro a estrofe da dupla, explicando como a estrofe foi criada, o que se pensou em dizer e por que se optou por dizer daquela forma. Caso os alunos estejam inibidos, incentive-os a falarem, por meio de perguntas: O que vocês quiseram dizer quando usaram essa palavra (ou esse termo)? E se vocês usassem uma palavra mais direta, o que aconteceria? (Perderia a subjetividade; perderia um pouco de poesia.) Vocês poderiam usar esse tipo de linguagem em um texto jornalístico, por exemplo? Por quê? (Não, porque o texto jornalístico deve ser claro, direto.) E em um cartão de aniversário para alguém que lhe é especial? (Sim, porque esses recursos ajudam a gente a expressar os nossos sentimentos.) A cada apresentação, incentive a turma a aplaudir os colegas que foram à frente. Se perceber que a dupla está muito tímida ou insegura para falar, pode direcionar as perguntas à turma.
  • Termine a aula parabenizando todos pela produção feita. Se possível, mantenha as estrofes produzidas em uma das paredes da sala ou até em um mural da escola por, pelo menos, uma semana. Se possível também, divulgue o trabalho nas redes sociais da escola, para incentivar ainda mais as crianças.

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