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Plano de aula > Língua Portuguesa > 3º ano > Oralidade

Plano de aula - Oralidade: escuta atenta

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 3º ano do Ensino Fundamental sobre o Relato oral/Registro formal e informal.

Plano 10 de 15 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Maria Teresa Tezolini Sugahara

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é 10ª aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero fábula e no campo de atuação “Artístico-literário: Vida cotidiana”. A aula faz parte do módulo de oralidade .

Materiais necessários: A sala deve estar organizada em círculo, com espaço para que se vejam ou então todos no chão, mais voltados ao quadro;

Textos impressos das versões da fábula “a cigarra e a formiga” a serem lidos pelo professor e pelos grupos; 1 Papel A3 para produção de cartaz.

Informações sobre o gênero: De acordo com Bagno (2006) é muito provável que as fábulas que chegaram até nós, por meio da escrita, tenham existido durante muito tempo como narrativas tradicionais orais, o que faz esse gênero remontar a estágios muito arcaicos da civilização humana. As fábulas devem ter sido usadas com objetivos claramente pedagógicos: a pequena narrativa exemplar serviria como instrumento de aprendizagem, fixação e memorização dos valores morais do grupo social. É importante salientarmos também que as narrativas tradicionais orais circulavam entre crianças e adultos, indistintamente. Essa informação é importante para reconstruirmos os modos como esse gênero textual era produzido em épocas passadas e até mesmo para permitir uma análise mais crítica acerca das modificações por ele sofridas ao longo dos séculos.

Dificuldades antecipadas: Organizar a sala num tempo que não atrapalhe a dinâmica da aula; Exercitar a escuta atenta, a vez para falar: nesse sentido, o professor precisará ter bom controle da sala e foco no objetivo da aula: ao mesmo tempo em que retoma o gênero fábula, precisa priorizar o trabalho de oralidade e oralização, exercitando uma fala mais controlada, mais formal, tanto em sua exposição oral, quanto nas colocações dos alunos, visando a clareza por parte de quem enuncia e a compreensão por parte de quem ouve. Dar VOZ a todos: é importante que todos tenham a oportunidade, ao longo de aula, para exercitar a oralidade. Nesse sentido, combinados prévios, como dar a vez ao colega são importantes.

Referências sobre o assunto:

MARCUSCHI, L. A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2004.

SCHNEUWLY, B. DOLZ, J. Gêneros orais e escritos na escola. São Paulo: Mercado das Letras, 2010.

Oralidade e letramento: diálogos na escola. (16’55) https://www.youtube.com/watch?v=c_8pQ0534tY Acesso em 22/11/2018.

KOCH, Ingedore. Introdução à linguística textual. São Paulo: Contexto, 2015. págs 103- 126 (estratégias textual-discursivas de construção do sentido)

MARCUSCHI, Luiz Antônio…[et al]; Inês Signorini (org). Investigando a relação oral/ escrito. São paulo: Mercado das Letras, 2001. (Capítulos 1 e 2).

Para informações resumidas sobre o gênero fábula, clique aqui.

SILVA, Marlene Nasser, Os desafios da escola pública paranaense na perspectiva do professor PDe - produções didático-pedagógicas. http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2014/2014_uem_port_pdp_marlene_nasser_da_silva.pdf - Acesso em 22/11/2018.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações:

  • Organize a sala em roda, de modo que os alunos possam ver-se. Se não for possível, crie um espaço no chão, em que eles sentem-se voltados para o quadro para o uso do datashow ou dos cartazes, conforme a disponibilidade da escola.
  • Projete a pergunta: Ler oralmente e falar são duas faces da mesma moeda? Ou, dito de outro modo: ler e falar são equivalentes, são a mesma coisa? Pode ser usada uma moeda, trazendo para o concreto o provérbio…)
  • Ouça o que dizem e anote no quadro algumas assertivas - as opiniões que surgirem (para que se confirmem ou não). Esperamos que digam que há diferenças entre as duas modalidades, cada uma com suas características próprias. Geralmente o texto falado tende a ser mais claro, direto e informal, pois há um princípio de interpretabilidade entre as pessoas que participam da interação. Enquanto no texto escrito/lido há a possibilidade de retorno para ser relido, no oral não, por isso a clareza é fundamental. Mas aqui o importante é que pensem sobre, ainda não é momento de conclusões).
  • Explique: esta será uma aula de escuta atenta, na qual vamos pensar que recursos mobilizamos ao falar- lendo ou não.
  • Questione:
  • O que é uma escuta atenta? (É uma escuta que atenta para a modulação da voz, para marcadores típicos da fala [oralidade] - daí, então, pausas - que desaparecem no texto apenas lido - [oralização]).
  • Essa escuta também pode mobilizar a observação do corpo de quem fala? (Esperamos que digam que sim, pois os gestos de quem fala influenciam na compreensão por parte de quem ouve).

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Coloque a gravação “As fábulas: definição e origem: a cigarra e a formiga” para ouvirem, acessando o link abaixo.

Questione:

  • A quem é atribuído o gênero fábula? O que pudemos saber sobre a vida de Esopo? (Esperamos que digam que foi a Esopo, um escravo grego, que através de sua cultura e inteligência, criava pequenas narrativas, de cunho moral, para criticar, fazer as pessoas refletirem sobre determinados comportamentos sociais, comuns à humanidade, em qualquer época: esperteza, avareza, persistência, bondade etc.).
  • A respeito do gênero, para ser fábula, o que é preciso haver no texto? (Esperamos que digam que as personagens são animais ou elementos da natureza, são narrativas em torno de um único problema e encerram uma moral, ou seja, uma conduta de comportamento socialmente aceito ou não, a ser posto em reflexão).

Os temas giram em torno do comportamento humano, em qualquer época: esperteza, avareza, persistência, bondade etc. e ele se desenvolve em parágrafos - blocos temáticos que conferem progressão ao que é narrado: uma situação inicial, o enredo, onde se apresenta e se desenvolve o problema a ser discutido através do discurso direto, marcado pelo travessão e também por alguma explicação do narrador sobre quem fala e a conclusão, da narrativa e posteriormente da moral, o ensinamento a ser transmitido.

  • Essa narração foi lida ou apenas contada?
  • O que pudemos observar para concluir isso? (Ela provavelmente foi lida, pois não há nenhum marcador da oralidade presente).

OU: caso não haja a possibilidade de acessar o link abaixo na aula, o professor deve explorar a oralidade X oralização da seguinte forma:

  • Conte, sem ler, alguns episódios da vida de Esopo, explicando o motivo de criar fábulas.
  • Leia a fábula projetada acima, modulando a voz, procurando modificá-la na passagem do narrador para as personagens.
  • Retome oralmente as características do gênero: conteúdo composicional, características temáticas e estilísticas, através de questionamentos:
  • O que faz uma fábula ser fábula? (Esperamos que digam que as personagens são animais ou elementos da natureza, são narrativas em torno de um único problema e encerram uma moral, ou seja, uma conduta de comportamento socialmente aceito ou não, a ser posto em reflexão).

Os temas giram em torno do comportamento humano, em qualquer época: esperteza, avareza, persistência, bondade etc. e ele se desenvolve em parágrafos - blocos temáticos que conferem progressão ao que é narrado: uma situação inicial, o enredo, onde se apresenta e se desenvolve o problema a ser discutido através do discurso direto, marcado pelo travessão e também por alguma explicação do narrador sobre quem fala e a conclusão, da narrativa e posteriormente da moral, o ensinamento a ser transmitido.

  • Que moral poderia ter esta fábula? Que ensinamento esta versão quis passar? (Algumas possibilidades: “quem quiser passar bem pelo inverno, deve aproveitar melhor o tempo. Existe tempo para se divertir e para trabalhar”; “quem planta vento, colhe tempestade” etc).

Materiais complementares: Para ouvir a introdução da aula (5’ 08’’), clique aqui (acesso em 22/11/18). Obs: é necessário entrar pelo link, sair e entrar novamente em seguida para que o endereço chegue à gravação. Para acessar a fábula “A CIGARRA E AS FORMIGAS”, clique aqui. Para saber um pouco sobre Esopo e as características do gênero fábula, clique aqui.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações:

  • Divida a sala em quatro grupos:
  • Grupo 1: lerá a versão “A formiga boa” de Monteiro Lobato;
  • Grupo2: contará, sem ler, a versão “A formiga boa”, de Monteiro Lobato.
  • Grupo 3: lerá a versão “A formiga má” de Monteiro Lobato.
  • Grupo 4: contará, sem ler, “A formiga má” de Monteiro Lobato.
  • Cada grupo terá 2 minutos para combinar como será a apresentação e 3 minutos para apresentar.
  • Relembre que devem reportar-se ao áudio do início da aula: “brincar com a voz- altura/ grave/ aguda, cuidar das expressões do corpo e faciais, ficar de frente para a plateia. No caso das equipes que não vão ler, devem compreender a história, sem decorar. Podem usar palavras do seu próprio vocabulário, o que precisam combinar e ter conscientes, é que contará cada cena narrativa. Professor, no momento em que estiverem combinando, dê atenção especial às equipes da oralidade, para que compreendam a narrativa e tenham mais autonomia ao contar.
  • Ao final, em roda, chamando a atenção para a escuta atenta por todos, questione:
  • A forma como cada apresentação aconteceu foi igual? (Esperamos que digam que não. A tendência é que versão “lida” seja mais rápida e a “falada”, mais longa, já que terão que recuperar na memória o fio condutor da progressão temática).
  • Qual/ quais as diferenças mais salientes da oralidade (fala planejada, mas sem leitura) para a oralização (leitura)? (Neste momento talvez percebam a altura da voz, provavelmente dirão “o jeito de falar” - aqui o professor pode colocar que as diferenças podem acontecer por repetições de frase: ...e a cigarra ficou desesperada. Desesperada ela bateu à porta do formigueiro…”, há marcadores próprios: daí, então…, hesitações: hum, hã…)
  • Anote no quadro o que forem falando e iniciar o fechamento da aula.
  • Coloque no quadro a explicação das palavras/ expressões negritadas:

Eterna faina de abastecer as tulhas: trabalho sem fim de abastecer de comida o formigueiro.

Deliberou socorrer-se de alguém: foi pedir ajuda a alguém.

Manquitolando: mancando.

Paina: conjunto de fibras sedosas que envolvem as sementes de diversas plantas.

labutávamos: trabalhávamos.
OBs.: a moral pode ser discutida coletivamente pela equipe e dita ao final de cada apresentação.

Materiais complementares:

Para acessar o texto A FORMIGA BOA, clique aqui.

Para acessar o texto A FORMIGA MÁ, clique aqui.

Fonte: LOBATO, Monteiro. Fábulas. 4. ed. São Paulo: Brasiliense, 1973.

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações:

  • Divida a sala em quatro grupos:

Grupo 1: lerá a versão “A formiga boa” de Monteiro Lobato;

Grupo 2: contará, sem ler, a versão “A formiga boa”, de Monteiro Lobato.

Grupo 3: lerá a versão “A formiga má” de Monteiro Lobato.

Grupo 4: contará, sem ler, “A formiga má” de Monteiro Lobato.

  • Explique: cada grupo terá 2 minutos para combinar como será a apresentação e 3 minutos para apresentar.
  • Ao final, em roda, chamando a atenção para a escuta atenta por todos, questione:
  • A forma como cada apresentação aconteceu foi igual?
  • Qual/ quais as diferenças mais salientes da oralidade (fala planejada, mas sem leitura) para a oralização (leitura)?
  • Anote no quadro o que forem falando e inicie o fechamento da aula.

Materiais complementares:

Para acessar o texto a formiga boa, clique aqui.

Para acessar o texto A FORMIGA MÁ, clique aqui.

Fonte: LOBATO, Monteiro. Fábulas. 4. ed. São Paulo: Brasiliense, 1973.

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Chame a atenção para as falas neste momento da aula: a explicação do professor é uma exposição oral, a leitura é uma oralização do texto escrito e as respostas aos questionamentos são um exercício de oralidade. Contar sobre a vida de Esopo sem ler é oralidade.
  • Monte um cartaz com os alunos: reconto oral X leitura em voz alta.
  • Professor, aqui no cartaz é importante que percebam a diferença do registro oral mais ou menos formal/ mais ou menos monitorado, e não a nomenclatura em si. É importante perceber que na oralidade aparecem marcas próprias da língua falada e que estas desaparecem na leitura. A consciência do uso da oralidade é que possibilitará um refinamento no discurso oral. É interessante que percebam pausas, hesitações, o uso de estratégias reformulativas ou mesmo metaformulativas, durante o turno de fala.

Materiais complementares:

Para acessar e/ ou imprimir o cartaz, clique aqui.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é 10ª aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero fábula e no campo de atuação “Artístico-literário: Vida cotidiana”. A aula faz parte do módulo de oralidade .

Materiais necessários: A sala deve estar organizada em círculo, com espaço para que se vejam ou então todos no chão, mais voltados ao quadro;

Textos impressos das versões da fábula “a cigarra e a formiga” a serem lidos pelo professor e pelos grupos; 1 Papel A3 para produção de cartaz.

Informações sobre o gênero: De acordo com Bagno (2006) é muito provável que as fábulas que chegaram até nós, por meio da escrita, tenham existido durante muito tempo como narrativas tradicionais orais, o que faz esse gênero remontar a estágios muito arcaicos da civilização humana. As fábulas devem ter sido usadas com objetivos claramente pedagógicos: a pequena narrativa exemplar serviria como instrumento de aprendizagem, fixação e memorização dos valores morais do grupo social. É importante salientarmos também que as narrativas tradicionais orais circulavam entre crianças e adultos, indistintamente. Essa informação é importante para reconstruirmos os modos como esse gênero textual era produzido em épocas passadas e até mesmo para permitir uma análise mais crítica acerca das modificações por ele sofridas ao longo dos séculos.

Dificuldades antecipadas: Organizar a sala num tempo que não atrapalhe a dinâmica da aula; Exercitar a escuta atenta, a vez para falar: nesse sentido, o professor precisará ter bom controle da sala e foco no objetivo da aula: ao mesmo tempo em que retoma o gênero fábula, precisa priorizar o trabalho de oralidade e oralização, exercitando uma fala mais controlada, mais formal, tanto em sua exposição oral, quanto nas colocações dos alunos, visando a clareza por parte de quem enuncia e a compreensão por parte de quem ouve. Dar VOZ a todos: é importante que todos tenham a oportunidade, ao longo de aula, para exercitar a oralidade. Nesse sentido, combinados prévios, como dar a vez ao colega são importantes.

Referências sobre o assunto:

MARCUSCHI, L. A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2004.

SCHNEUWLY, B. DOLZ, J. Gêneros orais e escritos na escola. São Paulo: Mercado das Letras, 2010.

Oralidade e letramento: diálogos na escola. (16’55) https://www.youtube.com/watch?v=c_8pQ0534tY Acesso em 22/11/2018.

KOCH, Ingedore. Introdução à linguística textual. São Paulo: Contexto, 2015. págs 103- 126 (estratégias textual-discursivas de construção do sentido)

MARCUSCHI, Luiz Antônio…[et al]; Inês Signorini (org). Investigando a relação oral/ escrito. São paulo: Mercado das Letras, 2001. (Capítulos 1 e 2).

Para informações resumidas sobre o gênero fábula, clique aqui.

SILVA, Marlene Nasser, Os desafios da escola pública paranaense na perspectiva do professor PDe - produções didático-pedagógicas. http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2014/2014_uem_port_pdp_marlene_nasser_da_silva.pdf - Acesso em 22/11/2018.

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Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações:

  • Organize a sala em roda, de modo que os alunos possam ver-se. Se não for possível, crie um espaço no chão, em que eles sentem-se voltados para o quadro para o uso do datashow ou dos cartazes, conforme a disponibilidade da escola.
  • Projete a pergunta: Ler oralmente e falar são duas faces da mesma moeda? Ou, dito de outro modo: ler e falar são equivalentes, são a mesma coisa? Pode ser usada uma moeda, trazendo para o concreto o provérbio…)
  • Ouça o que dizem e anote no quadro algumas assertivas - as opiniões que surgirem (para que se confirmem ou não). Esperamos que digam que há diferenças entre as duas modalidades, cada uma com suas características próprias. Geralmente o texto falado tende a ser mais claro, direto e informal, pois há um princípio de interpretabilidade entre as pessoas que participam da interação. Enquanto no texto escrito/lido há a possibilidade de retorno para ser relido, no oral não, por isso a clareza é fundamental. Mas aqui o importante é que pensem sobre, ainda não é momento de conclusões).
  • Explique: esta será uma aula de escuta atenta, na qual vamos pensar que recursos mobilizamos ao falar- lendo ou não.
  • Questione:
  • O que é uma escuta atenta? (É uma escuta que atenta para a modulação da voz, para marcadores típicos da fala [oralidade] - daí, então, pausas - que desaparecem no texto apenas lido - [oralização]).
  • Essa escuta também pode mobilizar a observação do corpo de quem fala? (Esperamos que digam que sim, pois os gestos de quem fala influenciam na compreensão por parte de quem ouve).
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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Coloque a gravação “As fábulas: definição e origem: a cigarra e a formiga” para ouvirem, acessando o link abaixo.

Questione:

  • A quem é atribuído o gênero fábula? O que pudemos saber sobre a vida de Esopo? (Esperamos que digam que foi a Esopo, um escravo grego, que através de sua cultura e inteligência, criava pequenas narrativas, de cunho moral, para criticar, fazer as pessoas refletirem sobre determinados comportamentos sociais, comuns à humanidade, em qualquer época: esperteza, avareza, persistência, bondade etc.).
  • A respeito do gênero, para ser fábula, o que é preciso haver no texto? (Esperamos que digam que as personagens são animais ou elementos da natureza, são narrativas em torno de um único problema e encerram uma moral, ou seja, uma conduta de comportamento socialmente aceito ou não, a ser posto em reflexão).

Os temas giram em torno do comportamento humano, em qualquer época: esperteza, avareza, persistência, bondade etc. e ele se desenvolve em parágrafos - blocos temáticos que conferem progressão ao que é narrado: uma situação inicial, o enredo, onde se apresenta e se desenvolve o problema a ser discutido através do discurso direto, marcado pelo travessão e também por alguma explicação do narrador sobre quem fala e a conclusão, da narrativa e posteriormente da moral, o ensinamento a ser transmitido.

  • Essa narração foi lida ou apenas contada?
  • O que pudemos observar para concluir isso? (Ela provavelmente foi lida, pois não há nenhum marcador da oralidade presente).

OU: caso não haja a possibilidade de acessar o link abaixo na aula, o professor deve explorar a oralidade X oralização da seguinte forma:

  • Conte, sem ler, alguns episódios da vida de Esopo, explicando o motivo de criar fábulas.
  • Leia a fábula projetada acima, modulando a voz, procurando modificá-la na passagem do narrador para as personagens.
  • Retome oralmente as características do gênero: conteúdo composicional, características temáticas e estilísticas, através de questionamentos:
  • O que faz uma fábula ser fábula? (Esperamos que digam que as personagens são animais ou elementos da natureza, são narrativas em torno de um único problema e encerram uma moral, ou seja, uma conduta de comportamento socialmente aceito ou não, a ser posto em reflexão).

Os temas giram em torno do comportamento humano, em qualquer época: esperteza, avareza, persistência, bondade etc. e ele se desenvolve em parágrafos - blocos temáticos que conferem progressão ao que é narrado: uma situação inicial, o enredo, onde se apresenta e se desenvolve o problema a ser discutido através do discurso direto, marcado pelo travessão e também por alguma explicação do narrador sobre quem fala e a conclusão, da narrativa e posteriormente da moral, o ensinamento a ser transmitido.

  • Que moral poderia ter esta fábula? Que ensinamento esta versão quis passar? (Algumas possibilidades: “quem quiser passar bem pelo inverno, deve aproveitar melhor o tempo. Existe tempo para se divertir e para trabalhar”; “quem planta vento, colhe tempestade” etc).

Materiais complementares: Para ouvir a introdução da aula (5’ 08’’), clique aqui (acesso em 22/11/18). Obs: é necessário entrar pelo link, sair e entrar novamente em seguida para que o endereço chegue à gravação. Para acessar a fábula “A CIGARRA E AS FORMIGAS”, clique aqui. Para saber um pouco sobre Esopo e as características do gênero fábula, clique aqui.

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Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações:

  • Divida a sala em quatro grupos:
  • Grupo 1: lerá a versão “A formiga boa” de Monteiro Lobato;
  • Grupo2: contará, sem ler, a versão “A formiga boa”, de Monteiro Lobato.
  • Grupo 3: lerá a versão “A formiga má” de Monteiro Lobato.
  • Grupo 4: contará, sem ler, “A formiga má” de Monteiro Lobato.
  • Cada grupo terá 2 minutos para combinar como será a apresentação e 3 minutos para apresentar.
  • Relembre que devem reportar-se ao áudio do início da aula: “brincar com a voz- altura/ grave/ aguda, cuidar das expressões do corpo e faciais, ficar de frente para a plateia. No caso das equipes que não vão ler, devem compreender a história, sem decorar. Podem usar palavras do seu próprio vocabulário, o que precisam combinar e ter conscientes, é que contará cada cena narrativa. Professor, no momento em que estiverem combinando, dê atenção especial às equipes da oralidade, para que compreendam a narrativa e tenham mais autonomia ao contar.
  • Ao final, em roda, chamando a atenção para a escuta atenta por todos, questione:
  • A forma como cada apresentação aconteceu foi igual? (Esperamos que digam que não. A tendência é que versão “lida” seja mais rápida e a “falada”, mais longa, já que terão que recuperar na memória o fio condutor da progressão temática).
  • Qual/ quais as diferenças mais salientes da oralidade (fala planejada, mas sem leitura) para a oralização (leitura)? (Neste momento talvez percebam a altura da voz, provavelmente dirão “o jeito de falar” - aqui o professor pode colocar que as diferenças podem acontecer por repetições de frase: ...e a cigarra ficou desesperada. Desesperada ela bateu à porta do formigueiro…”, há marcadores próprios: daí, então…, hesitações: hum, hã…)
  • Anote no quadro o que forem falando e iniciar o fechamento da aula.
  • Coloque no quadro a explicação das palavras/ expressões negritadas:

Eterna faina de abastecer as tulhas: trabalho sem fim de abastecer de comida o formigueiro.

Deliberou socorrer-se de alguém: foi pedir ajuda a alguém.

Manquitolando: mancando.

Paina: conjunto de fibras sedosas que envolvem as sementes de diversas plantas.

labutávamos: trabalhávamos.
OBs.: a moral pode ser discutida coletivamente pela equipe e dita ao final de cada apresentação.

Materiais complementares:

Para acessar o texto A FORMIGA BOA, clique aqui.

Para acessar o texto A FORMIGA MÁ, clique aqui.

Fonte: LOBATO, Monteiro. Fábulas. 4. ed. São Paulo: Brasiliense, 1973.

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Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações:

  • Divida a sala em quatro grupos:

Grupo 1: lerá a versão “A formiga boa” de Monteiro Lobato;

Grupo 2: contará, sem ler, a versão “A formiga boa”, de Monteiro Lobato.

Grupo 3: lerá a versão “A formiga má” de Monteiro Lobato.

Grupo 4: contará, sem ler, “A formiga má” de Monteiro Lobato.

  • Explique: cada grupo terá 2 minutos para combinar como será a apresentação e 3 minutos para apresentar.
  • Ao final, em roda, chamando a atenção para a escuta atenta por todos, questione:
  • A forma como cada apresentação aconteceu foi igual?
  • Qual/ quais as diferenças mais salientes da oralidade (fala planejada, mas sem leitura) para a oralização (leitura)?
  • Anote no quadro o que forem falando e inicie o fechamento da aula.

Materiais complementares:

Para acessar o texto a formiga boa, clique aqui.

Para acessar o texto A FORMIGA MÁ, clique aqui.

Fonte: LOBATO, Monteiro. Fábulas. 4. ed. São Paulo: Brasiliense, 1973.

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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Chame a atenção para as falas neste momento da aula: a explicação do professor é uma exposição oral, a leitura é uma oralização do texto escrito e as respostas aos questionamentos são um exercício de oralidade. Contar sobre a vida de Esopo sem ler é oralidade.
  • Monte um cartaz com os alunos: reconto oral X leitura em voz alta.
  • Professor, aqui no cartaz é importante que percebam a diferença do registro oral mais ou menos formal/ mais ou menos monitorado, e não a nomenclatura em si. É importante perceber que na oralidade aparecem marcas próprias da língua falada e que estas desaparecem na leitura. A consciência do uso da oralidade é que possibilitará um refinamento no discurso oral. É interessante que percebam pausas, hesitações, o uso de estratégias reformulativas ou mesmo metaformulativas, durante o turno de fala.

Materiais complementares:

Para acessar e/ ou imprimir o cartaz, clique aqui.

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