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Plano de aula > Língua Portuguesa > 5º ano > Oralidade

Plano de aula - Apreciar entrevistas veiculadas oralmente

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 5º ano do EF sobre Apreciar entrevistas veiculadas oralmente

Plano 10 de 15 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Isabel Cossalter

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é décima aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Reportagem e no campo de atuação Vida pública/Vida cotidiana/ Estudo e pesquisa. A aula faz parte do módulo Oralidade.

Materiais necessários: Computador com mídia, lápis, borracha, quadro com giz (ou caneta) ou folha grande de papel para registro no painel.

Informações sobre o gênero: Cada vez mais valorizada no mundo atual, a expressão oral tem sido também considerada um critério de seleção na escolha de profissionais das mais variadas áreas de atuação. No entanto, sabemos que a desenvoltura na expressão oral espontânea não garante, necessariamente, o desenvolvimento de habilidades que favoreçam a atuação dos alunos em situações que contemplem as diversas práticas sociais e culturais de uso da fala. Deste modo, cabe à escola oferecer-lhes vivências que os ajudem a conhecer e se apropriar de gêneros orais que possuem estrutura, regras e procedimentos próprios, como a entrevista.

Como sabemos, uma entrevista consiste em uma série de perguntas dirigidas a uma pessoa ou a um grupo. Quem faz as perguntas é chamado de entrevistador e quem responde é o entrevistado. Porém, diferentemente das conversas informais, que ocorrem sem maiores preocupações com o uso das palavras, uma entrevista exige preparação, tanto em relação ao conhecimento prévio sobre o assunto ou pessoa a ser a ser entrevistada quanto ao fazer a escolha das palavras, de forma que as perguntas estejam de acordo com o objetivo pretendido, sejam coerentes e façam sentido.

Mesmo quando apresentada oralmente, a entrevista tem sempre como apoio um texto escrito (um roteiro de perguntas e anotações durante as respostas do entrevistado).

Apenas para complementar, uma questão ainda a ser ressaltada diz respeito à publicação de uma entrevista: a divulgação das declarações do entrevistado precisam ser autorizadas por ele, logo, é importante orientar os alunos em relação à responsabilidade do entrevistador quanto aos direitos do entrevistado na divulgação do conteúdo de uma entrevista.

Dificuldades antecipadas: As crianças que apresentam timidez em situações de exposição oral ou dificuldade de expressão podem, eventualmente, necessitar de apoio nas aulas propostas neste módulo, que aborda a oralidade. Algumas estratégias podem ser eficientes no planejamento das aulas, como:

  • Pensar equipes de trabalho que contem com uma boa interação entre os alunos e nas quais as crianças que apresentam dificuldades possam ser acolhidas.
  • Estimular a participação oral destas crianças e ajudá-las a elaborar suas ideias.
  • Valorizar as habilidades individuais na construção do trabalho coletivo, fortalecendo a autoestima e a união dos alunos.

Outra questão que deve ser levada em consideração: é importante lembrar de priorizar as crianças que apresentam dificuldade auditiva ao organizar os lugares para assistir às entrevistas.

Referências sobre o assunto:

Fonte: Fala e escrita, Luiz Antônio Marcuschi e Angela Paiva Dionísio, disponível em: http://www.serdigital.com.br/gerenciador/clientes/ceel/arquivos/29.pdf Acesso em: 4 de novembro de 2018.

Fonte: Comunicação oral: gênero entrevista, Claudio Bazzoni, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=IopYU9RQID4. Acesso em: 4 de novembro de 2018.

Fonte: Produção de textos orais, Cecília M.A. Goulart, disponível em: http://ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/producao-de-textos-orais. Acesso em: 4 de novembro de 2018.

Fonte: Interação verbal, Luiz Carlos Travaglia, disponível em: http://ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/interacao-verbal. Acesso em: 4 de novembro de 2018.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos.

Orientações:

  • Peça a um dos alunos que leia o título da aula.
  • Pergunte às crianças o que entendem por “entrevistas veiculadas oralmente” e esclareça dúvidas.

Professor, pode ocorrer de as crianças confundirem o gênero Conversa coloquial com o gênero Entrevista. Por este motivo, é importante esclarecer eventuais confusões neste sentido. Uma entrevista exige preparação, tanto em relação ao conhecimento prévio sobre o assunto ou sobre a pessoa a ser entrevistada como também quanto à postura do entrevistador com relação à condução da entrevista (como a elaboração das perguntas, por exemplo). Além disso, a entrevista deve acontecer dentro de um tempo determinado, ao contrário da conversa coloquial, que não envolve planejamento de assunto ou linguagem, formas de abordagem ou limitação de horário.

Para aprofundar este assunto, vale conhecer um trecho do texto de Telma Ferraz Leal e Ana Gabriela de Souza Seal: “(...) O fato de poderem ser encontradas entrevistas orais e escritas é algo que não pode passar despercebido na escola. A experiência de assistir a entrevistas televisivas, sem dúvida, pode favorecer em muito o trabalho de compreensão de entrevistas escritas. As pessoas que já assistiram a muitas entrevistas descobrem rapidamente quais são as finalidades deste gênero. Sabendo quais são as finalidades do gênero e os papéis que são desempenhados por entrevistador e entrevistado, os estudantes podem, por exemplo, diferenciar o gênero entrevista e o gênero conversa coloquial e entender por que um dos envolvidos se alonga mais no seu turno de fala do que o outro. O contato com situações de entrevistas televisivas pode, ainda, ajudá-los a entender que o entrevistado tem alguma característica particular que justifica ter sido escolhido para a situação e que tal característica tem relação com o tema da entrevista”. (Leal & Seal apud Ferraz, T; Góis, S, 2012: p. 77).

Materiais complementares:

Fonte: A oralidade na escola: a investigação do trabalho docente como foco de reflexão, Telma Ferraz Leal e Siane Góis. Belo Horizonte. Autêntica editora. 2012.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos.

Orientações:

  • Organize a classe em um círculo ou semicírculo, de maneira que os alunos possam ver e ouvir a todos.
  • Projete o slide e dê 1 minuto às crianças para que observem as imagens. Use os 4 minutos seguintes para dar sequência à introdução da aula
    (itens 3 ao 5).

Professor, esta atividade de “aquecimento” proposta na introdução desta aula tem por objetivo sensibilizar a turma para o estudo da oralidade com base na mobilização da memória de situações vivenciadas e conhecimentos prévios. Por ser uma estratégia que faz parte do dia a dia da sala de aula, vale ressaltar a importância dos conhecimentos prévios na prática pedagógica: “De acordo com Ausubel, o que o aluno já sabe (...) é a ponte para a construção de um novo conhecimento por meio da reconfiguração das estruturas mentais existentes ou da elaboração de outras novas. Quando a criança reflete sobre um conteúdo novo, ele ganha significado e torna mais complexo o conhecimento prévio”. (Fonte: Conhecimento prévio - entenda por que aquilo que cada um já sabe é a ponte para saber mais, de Elisângela Fernandes. Para ler mais, acesse o link disponível abaixo, nos Materiais complementares).

  • Peça aos alunos que comentem as imagens. Questione:
  • O que as imagens representam? Uma pessoa usando fones de ouvido (pode estar ouvindo música ou uma notícia, por exemplo), um vídeo com uma moça apresentando algo, um homem falando ao microfone, um aparelho de som.
  • Como as situações que aparecem nas imagens podem ser relacionadas ao gênero Entrevista oral? Em todas há o uso da comunicação oral; uma entrevista oral pode ser ouvida presencialmente, pelo rádio ou em podcasts, assistida em vídeo.
  • De quais modos a entrevista oral é mostrada nas imagens? Há algum outro modo de apresentação oral de uma entrevista que não esteja representado nas imagens? Qual? As imagens mostram apresentações orais gravadas em vídeos (imagem 1), presenciais (imagem 3), transmitidas em programas de rádio,
    TV ou internet (imagem 4) ou podcasts (imagem 2).

4. Encaminhe a discussão no sentido de elaborar as conclusões com a turma.

Professor, as perguntas têm a intenção de ajudar a relacionar as imagens com as situações sociais de uso da fala em entrevistas. Espera-se que as crianças percebam que as imagens remetem à utilização da linguagem na sua modalidade oral em entrevistas: gravadas em vídeos (imagem 1), presenciais (imagem 3), transmitidas em programas de rádio, TV ou internet (imagem 4) ou podcasts (imagem 2).

5. Registre as ideias enunciadas pelos alunos com relação aos modos de apresentação de uma entrevista na modalidade oral e deixe o registro exposto no painel para futuras consultas.

Materiais complementares:

Fonte: Conhecimento prévio - entenda por que aquilo que cada um já sabe é a ponte para saber mais, Elisângela Fernandes, disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/1510/conhecimento-previo. Acesso em: 2 de novembro de 2018.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 30 minutos (17 minutos para as entrevistas e 13 para as discussões).

Orientações:

  • Mantenha a turma organizada em círculo ou semicírculo.
  • Solicite aos alunos que observem e anotem no caderno os seguintes aspectos: os materiais de apoio usados nas entrevistas (microfones, folhas, canetas, imagens), as expressões corporais dos entrevistadores e entrevistados, o efeito causado pelos cenários escolhidos. Caso surjam dúvidas, solicite que as anotem também e as exponham no fim da projeção; esta é uma maneira de imprimir praticidade e rapidez ao trabalho, pois evita interrupções e ajuda a manter o foco no trabalho.
  • Prepare as crianças para a apresentação das entrevistas. Uma boa sugestão para criar um clima de atenção é colocar uma música calma, pedir que respirem fundo e fiquem em silêncio.
  • Reserve um pequeno intervalo para comentar as observações dos alunos após a projeção de cada entrevista. Para orientar a discussão, dirija o olhar da turma para as seguintes questões:

Entrevista 1 - Dr. Marcus Sodré

  • É possível perceber se a entrevista com o médico otorrinolaringologista faz parte de uma notícia ou reportagem? Como? A entrevistadora começa perguntando “Como o barulho (“zoada”) afeta nossa saúde?”, dando a entender que o assunto havia sido abordado antes, como introdução para a entrevista.
  • O cenário apresenta elementos que remetem ao assunto? Quais? Sim, a imagem de uma cidade e um painel onde se lê “Cidadania e bem comum”.
  • A entrevistadora fala de improviso ou faz uso de algum material de apoio na entrevista? Ela consulta suas folhas de anotações e tem à sua frente um computador.
  • Qual é o objetivo desta entrevista? Como as perguntas feitas pela entrevistadora nos mostram o seu objetivo? O objetivo é informar sobre os danos para a saúde advindos do uso incorreto dos fones de ouvido. As perguntas dirigidas ao médico são bem pontuais, voltadas ao tema proposto. Elas informam ao ouvinte sobre o funcionamento do sistema auditivo, esclarecem a respeito dos problemas causados pelo mau uso de fones e pela exposição à poluição sonora, questionam os sintomas de perda auditiva e como preveni-la.
  • A forma como o médico responde às perguntas favorece o entendimento do assunto da entrevista? Por quê? Espera-se que as crianças percebam que a exposição do entrevistado é bastante didática, com a apresentação de exemplos do dia a dia e linguagem acessível ao público leigo.

Entrevista 2 - Maestro João Carlos Martins

  • Em que esta entrevista é diferente da anterior? Espera-se que os alunos percebam que não há apresentação do entrevistado, a informação sobre ele aparece escrita na abertura da entrevista. A entrevista não está inserida em uma reportagem ou noticiário, sugere fazer parte de um projeto ou programa no qual o entrevistador é uma criança.
  • Como João (entrevistador) deve ter selecionado as perguntas? Que tipo de preparação exige uma entrevista deste tipo, feita por um garoto? No vídeo não percebemos o uso de nenhum material de apoio, como na entrevista anterior (folhas de papel ou computador), mas, para esse tipo de produção, é necessária a elaboração de uma pauta com as questões que serão abordadas na entrevista. Assim, talvez perguntas tenham sido memorizadas ou tenham sido feitos ensaios antes da gravação, que pode ter sido cortada e editada.
  • A entrevista feita com o maestro sugere um interesse particular do entrevistado. Explique. O título da entrevista anuncia o interesse do garoto (“Como eu faço para ser maestro?” ). Além disso, durante a conversa, ficamos sabendo que João (o entrevistador) gosta de música e toca bateria.

Entrevista 3 - Maurício de Sousa

  • Como é possível perceber que este é um trecho de uma entrevista maior? O entrevistador começa fazendo referência a algo que já foi citado (“Como ... mesmo falou…”) e também não faz a apresentação dos entrevistados, eles são identificados no decorrer da entrevista.
  • As perguntas do entrevistador estão voltadas para qual assunto? Elas abordam as mudanças que Maurício de Sousa fez nas histórias da Turma da Mônica para evitar atitudes inadequadas dos personagens, abordando a diversidade e dando visibilidade às crianças que têm necessidades especiais.
  • Como são as atitudes do entrevistador e dos entrevistados? Em que elas diferem das atitudes observadas na entrevistas anteriores? Ambos se mostram bem-humorados e o clima da entrevista é leve e informal, características deste tipo de programa (talk show), diferentemente das anteriores, que trazem um clima de mais “seriedade” e questões mais pontuais. Apesar desta informalidade, é importante observar que o entrevistador mantém a postura respeitosa evidenciada nos outros dois vídeos.

  • Encerre a discussão e chame a atenção da turma para o registro coletivo que será feito a seguir.

Fechamento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 4 minutos.

Orientações:

  • Faça um registro coletivo em um painel e deixe-o exposto junto ao registro feito na introdução da aula.
  • Para orientar o texto a ser elaborado, pergunte às crianças:
  • De acordo com o que assistimos hoje, como podemos definir o que é uma entrevista?
  • Que tipo de preparação é necessária para realizar uma entrevista?
  • Quais materiais servem de suporte na elaboração e realização de uma entrevista?
  • O que podemos concluir em relação à maneira como os entrevistadores se comportam com os entrevistados?
  • Por quais meios as entrevistas são apresentadas ao público?

2. O registro coletivo deve conter as seguintes questões: A entrevista é um gênero textual em que uma pessoa (o entrevistador) dirige uma série de perguntas a outra (entrevistado). Antes de realizar a entrevista, o entrevistador deve fazer uma pesquisa para conhecer a pessoa ou o tema que será abordado na entrevista. Com base nesta pesquisa, é feito um registro escrito do assunto (ou a pessoa) estudado e, com estes dados, são elaboradas as perguntas. Para que possa se organizar durante a entrevista, o entrevistador costuma fazer uso de anotações e lembretes em papel, computador ou tablet. Podemos ouvir entrevistas orais no rádio, por meio da internet ou em podcasts, assisti-las na TV ou internet e também presencialmente. Ao abordar o entrevistado, é importante que o entrevistador fale de modo mais objetivo, mostre-se gentil e respeitoso.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é décima aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Reportagem e no campo de atuação Vida pública/Vida cotidiana/ Estudo e pesquisa. A aula faz parte do módulo Oralidade.

Materiais necessários: Computador com mídia, lápis, borracha, quadro com giz (ou caneta) ou folha grande de papel para registro no painel.

Informações sobre o gênero: Cada vez mais valorizada no mundo atual, a expressão oral tem sido também considerada um critério de seleção na escolha de profissionais das mais variadas áreas de atuação. No entanto, sabemos que a desenvoltura na expressão oral espontânea não garante, necessariamente, o desenvolvimento de habilidades que favoreçam a atuação dos alunos em situações que contemplem as diversas práticas sociais e culturais de uso da fala. Deste modo, cabe à escola oferecer-lhes vivências que os ajudem a conhecer e se apropriar de gêneros orais que possuem estrutura, regras e procedimentos próprios, como a entrevista.

Como sabemos, uma entrevista consiste em uma série de perguntas dirigidas a uma pessoa ou a um grupo. Quem faz as perguntas é chamado de entrevistador e quem responde é o entrevistado. Porém, diferentemente das conversas informais, que ocorrem sem maiores preocupações com o uso das palavras, uma entrevista exige preparação, tanto em relação ao conhecimento prévio sobre o assunto ou pessoa a ser a ser entrevistada quanto ao fazer a escolha das palavras, de forma que as perguntas estejam de acordo com o objetivo pretendido, sejam coerentes e façam sentido.

Mesmo quando apresentada oralmente, a entrevista tem sempre como apoio um texto escrito (um roteiro de perguntas e anotações durante as respostas do entrevistado).

Apenas para complementar, uma questão ainda a ser ressaltada diz respeito à publicação de uma entrevista: a divulgação das declarações do entrevistado precisam ser autorizadas por ele, logo, é importante orientar os alunos em relação à responsabilidade do entrevistador quanto aos direitos do entrevistado na divulgação do conteúdo de uma entrevista.

Dificuldades antecipadas: As crianças que apresentam timidez em situações de exposição oral ou dificuldade de expressão podem, eventualmente, necessitar de apoio nas aulas propostas neste módulo, que aborda a oralidade. Algumas estratégias podem ser eficientes no planejamento das aulas, como:

  • Pensar equipes de trabalho que contem com uma boa interação entre os alunos e nas quais as crianças que apresentam dificuldades possam ser acolhidas.
  • Estimular a participação oral destas crianças e ajudá-las a elaborar suas ideias.
  • Valorizar as habilidades individuais na construção do trabalho coletivo, fortalecendo a autoestima e a união dos alunos.

Outra questão que deve ser levada em consideração: é importante lembrar de priorizar as crianças que apresentam dificuldade auditiva ao organizar os lugares para assistir às entrevistas.

Referências sobre o assunto:

Fonte: Fala e escrita, Luiz Antônio Marcuschi e Angela Paiva Dionísio, disponível em: http://www.serdigital.com.br/gerenciador/clientes/ceel/arquivos/29.pdf Acesso em: 4 de novembro de 2018.

Fonte: Comunicação oral: gênero entrevista, Claudio Bazzoni, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=IopYU9RQID4. Acesso em: 4 de novembro de 2018.

Fonte: Produção de textos orais, Cecília M.A. Goulart, disponível em: http://ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/producao-de-textos-orais. Acesso em: 4 de novembro de 2018.

Fonte: Interação verbal, Luiz Carlos Travaglia, disponível em: http://ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/interacao-verbal. Acesso em: 4 de novembro de 2018.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos.

Orientações:

  • Peça a um dos alunos que leia o título da aula.
  • Pergunte às crianças o que entendem por “entrevistas veiculadas oralmente” e esclareça dúvidas.

Professor, pode ocorrer de as crianças confundirem o gênero Conversa coloquial com o gênero Entrevista. Por este motivo, é importante esclarecer eventuais confusões neste sentido. Uma entrevista exige preparação, tanto em relação ao conhecimento prévio sobre o assunto ou sobre a pessoa a ser entrevistada como também quanto à postura do entrevistador com relação à condução da entrevista (como a elaboração das perguntas, por exemplo). Além disso, a entrevista deve acontecer dentro de um tempo determinado, ao contrário da conversa coloquial, que não envolve planejamento de assunto ou linguagem, formas de abordagem ou limitação de horário.

Para aprofundar este assunto, vale conhecer um trecho do texto de Telma Ferraz Leal e Ana Gabriela de Souza Seal: “(...) O fato de poderem ser encontradas entrevistas orais e escritas é algo que não pode passar despercebido na escola. A experiência de assistir a entrevistas televisivas, sem dúvida, pode favorecer em muito o trabalho de compreensão de entrevistas escritas. As pessoas que já assistiram a muitas entrevistas descobrem rapidamente quais são as finalidades deste gênero. Sabendo quais são as finalidades do gênero e os papéis que são desempenhados por entrevistador e entrevistado, os estudantes podem, por exemplo, diferenciar o gênero entrevista e o gênero conversa coloquial e entender por que um dos envolvidos se alonga mais no seu turno de fala do que o outro. O contato com situações de entrevistas televisivas pode, ainda, ajudá-los a entender que o entrevistado tem alguma característica particular que justifica ter sido escolhido para a situação e que tal característica tem relação com o tema da entrevista”. (Leal & Seal apud Ferraz, T; Góis, S, 2012: p. 77).

Materiais complementares:

Fonte: A oralidade na escola: a investigação do trabalho docente como foco de reflexão, Telma Ferraz Leal e Siane Góis. Belo Horizonte. Autêntica editora. 2012.

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Tempo sugerido: 5 minutos.

Orientações:

  • Organize a classe em um círculo ou semicírculo, de maneira que os alunos possam ver e ouvir a todos.
  • Projete o slide e dê 1 minuto às crianças para que observem as imagens. Use os 4 minutos seguintes para dar sequência à introdução da aula
    (itens 3 ao 5).

Professor, esta atividade de “aquecimento” proposta na introdução desta aula tem por objetivo sensibilizar a turma para o estudo da oralidade com base na mobilização da memória de situações vivenciadas e conhecimentos prévios. Por ser uma estratégia que faz parte do dia a dia da sala de aula, vale ressaltar a importância dos conhecimentos prévios na prática pedagógica: “De acordo com Ausubel, o que o aluno já sabe (...) é a ponte para a construção de um novo conhecimento por meio da reconfiguração das estruturas mentais existentes ou da elaboração de outras novas. Quando a criança reflete sobre um conteúdo novo, ele ganha significado e torna mais complexo o conhecimento prévio”. (Fonte: Conhecimento prévio - entenda por que aquilo que cada um já sabe é a ponte para saber mais, de Elisângela Fernandes. Para ler mais, acesse o link disponível abaixo, nos Materiais complementares).

  • Peça aos alunos que comentem as imagens. Questione:
  • O que as imagens representam? Uma pessoa usando fones de ouvido (pode estar ouvindo música ou uma notícia, por exemplo), um vídeo com uma moça apresentando algo, um homem falando ao microfone, um aparelho de som.
  • Como as situações que aparecem nas imagens podem ser relacionadas ao gênero Entrevista oral? Em todas há o uso da comunicação oral; uma entrevista oral pode ser ouvida presencialmente, pelo rádio ou em podcasts, assistida em vídeo.
  • De quais modos a entrevista oral é mostrada nas imagens? Há algum outro modo de apresentação oral de uma entrevista que não esteja representado nas imagens? Qual? As imagens mostram apresentações orais gravadas em vídeos (imagem 1), presenciais (imagem 3), transmitidas em programas de rádio,
    TV ou internet (imagem 4) ou podcasts (imagem 2).

4. Encaminhe a discussão no sentido de elaborar as conclusões com a turma.

Professor, as perguntas têm a intenção de ajudar a relacionar as imagens com as situações sociais de uso da fala em entrevistas. Espera-se que as crianças percebam que as imagens remetem à utilização da linguagem na sua modalidade oral em entrevistas: gravadas em vídeos (imagem 1), presenciais (imagem 3), transmitidas em programas de rádio, TV ou internet (imagem 4) ou podcasts (imagem 2).

5. Registre as ideias enunciadas pelos alunos com relação aos modos de apresentação de uma entrevista na modalidade oral e deixe o registro exposto no painel para futuras consultas.

Materiais complementares:

Fonte: Conhecimento prévio - entenda por que aquilo que cada um já sabe é a ponte para saber mais, Elisângela Fernandes, disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/1510/conhecimento-previo. Acesso em: 2 de novembro de 2018.

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Tempo sugerido: 30 minutos (17 minutos para as entrevistas e 13 para as discussões).

Orientações:

  • Mantenha a turma organizada em círculo ou semicírculo.
  • Solicite aos alunos que observem e anotem no caderno os seguintes aspectos: os materiais de apoio usados nas entrevistas (microfones, folhas, canetas, imagens), as expressões corporais dos entrevistadores e entrevistados, o efeito causado pelos cenários escolhidos. Caso surjam dúvidas, solicite que as anotem também e as exponham no fim da projeção; esta é uma maneira de imprimir praticidade e rapidez ao trabalho, pois evita interrupções e ajuda a manter o foco no trabalho.
  • Prepare as crianças para a apresentação das entrevistas. Uma boa sugestão para criar um clima de atenção é colocar uma música calma, pedir que respirem fundo e fiquem em silêncio.
  • Reserve um pequeno intervalo para comentar as observações dos alunos após a projeção de cada entrevista. Para orientar a discussão, dirija o olhar da turma para as seguintes questões:

Entrevista 1 - Dr. Marcus Sodré

  • É possível perceber se a entrevista com o médico otorrinolaringologista faz parte de uma notícia ou reportagem? Como? A entrevistadora começa perguntando “Como o barulho (“zoada”) afeta nossa saúde?”, dando a entender que o assunto havia sido abordado antes, como introdução para a entrevista.
  • O cenário apresenta elementos que remetem ao assunto? Quais? Sim, a imagem de uma cidade e um painel onde se lê “Cidadania e bem comum”.
  • A entrevistadora fala de improviso ou faz uso de algum material de apoio na entrevista? Ela consulta suas folhas de anotações e tem à sua frente um computador.
  • Qual é o objetivo desta entrevista? Como as perguntas feitas pela entrevistadora nos mostram o seu objetivo? O objetivo é informar sobre os danos para a saúde advindos do uso incorreto dos fones de ouvido. As perguntas dirigidas ao médico são bem pontuais, voltadas ao tema proposto. Elas informam ao ouvinte sobre o funcionamento do sistema auditivo, esclarecem a respeito dos problemas causados pelo mau uso de fones e pela exposição à poluição sonora, questionam os sintomas de perda auditiva e como preveni-la.
  • A forma como o médico responde às perguntas favorece o entendimento do assunto da entrevista? Por quê? Espera-se que as crianças percebam que a exposição do entrevistado é bastante didática, com a apresentação de exemplos do dia a dia e linguagem acessível ao público leigo.

Entrevista 2 - Maestro João Carlos Martins

  • Em que esta entrevista é diferente da anterior? Espera-se que os alunos percebam que não há apresentação do entrevistado, a informação sobre ele aparece escrita na abertura da entrevista. A entrevista não está inserida em uma reportagem ou noticiário, sugere fazer parte de um projeto ou programa no qual o entrevistador é uma criança.
  • Como João (entrevistador) deve ter selecionado as perguntas? Que tipo de preparação exige uma entrevista deste tipo, feita por um garoto? No vídeo não percebemos o uso de nenhum material de apoio, como na entrevista anterior (folhas de papel ou computador), mas, para esse tipo de produção, é necessária a elaboração de uma pauta com as questões que serão abordadas na entrevista. Assim, talvez perguntas tenham sido memorizadas ou tenham sido feitos ensaios antes da gravação, que pode ter sido cortada e editada.
  • A entrevista feita com o maestro sugere um interesse particular do entrevistado. Explique. O título da entrevista anuncia o interesse do garoto (“Como eu faço para ser maestro?” ). Além disso, durante a conversa, ficamos sabendo que João (o entrevistador) gosta de música e toca bateria.

Entrevista 3 - Maurício de Sousa

  • Como é possível perceber que este é um trecho de uma entrevista maior? O entrevistador começa fazendo referência a algo que já foi citado (“Como ... mesmo falou…”) e também não faz a apresentação dos entrevistados, eles são identificados no decorrer da entrevista.
  • As perguntas do entrevistador estão voltadas para qual assunto? Elas abordam as mudanças que Maurício de Sousa fez nas histórias da Turma da Mônica para evitar atitudes inadequadas dos personagens, abordando a diversidade e dando visibilidade às crianças que têm necessidades especiais.
  • Como são as atitudes do entrevistador e dos entrevistados? Em que elas diferem das atitudes observadas na entrevistas anteriores? Ambos se mostram bem-humorados e o clima da entrevista é leve e informal, características deste tipo de programa (talk show), diferentemente das anteriores, que trazem um clima de mais “seriedade” e questões mais pontuais. Apesar desta informalidade, é importante observar que o entrevistador mantém a postura respeitosa evidenciada nos outros dois vídeos.

  • Encerre a discussão e chame a atenção da turma para o registro coletivo que será feito a seguir.
Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 4 minutos.

Orientações:

  • Faça um registro coletivo em um painel e deixe-o exposto junto ao registro feito na introdução da aula.
  • Para orientar o texto a ser elaborado, pergunte às crianças:
  • De acordo com o que assistimos hoje, como podemos definir o que é uma entrevista?
  • Que tipo de preparação é necessária para realizar uma entrevista?
  • Quais materiais servem de suporte na elaboração e realização de uma entrevista?
  • O que podemos concluir em relação à maneira como os entrevistadores se comportam com os entrevistados?
  • Por quais meios as entrevistas são apresentadas ao público?

2. O registro coletivo deve conter as seguintes questões: A entrevista é um gênero textual em que uma pessoa (o entrevistador) dirige uma série de perguntas a outra (entrevistado). Antes de realizar a entrevista, o entrevistador deve fazer uma pesquisa para conhecer a pessoa ou o tema que será abordado na entrevista. Com base nesta pesquisa, é feito um registro escrito do assunto (ou a pessoa) estudado e, com estes dados, são elaboradas as perguntas. Para que possa se organizar durante a entrevista, o entrevistador costuma fazer uso de anotações e lembretes em papel, computador ou tablet. Podemos ouvir entrevistas orais no rádio, por meio da internet ou em podcasts, assisti-las na TV ou internet e também presencialmente. Ao abordar o entrevistado, é importante que o entrevistador fale de modo mais objetivo, mostre-se gentil e respeitoso.

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