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Plano de aula > Língua Portuguesa > 3º ano > Análise linguística/Semiótica

Plano de aula - Diário: diferenciação do discurso direto e indireto

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 3º ano do EF sobre Diário: diferenciação do discurso direto e indireto

Plano 07 de 15 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Valéria Ap Rodrigues Da Silveira

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é a sétima aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Diário e no campo de atuação Vida cotidiana; Artístico-literário. A aula faz parte do módulo de Análise Linguística / Semiótica.

Materiais necessários: Computador, projetor multimídia, tela. Textos impressos. Folha avulsa com pauta. Lápis de cor.

Informações sobre o gênero: Os gêneros que expressam, por escrito, a vida de uma pessoa por ela mesma são autobiográficos e interessa-nos o diário pessoal, informal e íntimo de comunicação cotidiana; bem como o de comunicação produzida. São gêneros propícios a refletir a individualidade de quem enuncia. Apresentam elementos constitutivos mais maleáveis, entretanto, sua estrutura constitucional apresenta elementos essenciais: 1) TEMA: a escrita sobre si (confissões, segredos, inquietações, emoções, opiniões…) FORMA: datação, vocativo e despedida. LINGUAGEM: uso da 1ª pessoa, vocabulário informal, caligrafia como marca pessoal nos suportes tradicionais e emoção. 2) TEMPO: resgate da memória diária ao final do dia, geralmente. 3) INTERLOCUÇÃO: o próprio diálogo com o diário. Leitor imaginário ou, eventualmente, autorizados pelo autor. 4) INTERATIVIDADE: inexistente - leitor não interfere. Qualquer pessoa pode ter um diário, bastando compromisso e iniciativa. Sua função é “ guardar segredo”, se o autor assim quiser.

Dificuldades antecipadas: Poderão apresentar dificuldades na construção dos padrões da escrita (emprego da letra maiúscula no início das frases, a pontuação do discurso direto, utilização de dois-pontos e travessão para introduzir a interlocução), no texto escrito. Diferenciar discurso indireto e discurso direto, determinando o efeito de sentido de verbos de enunciação e explicando o uso de variedades linguísticas no discurso direto.

Referências sobre o assunto:

PEREIRA, M. H. M.; SILVA, J. B. O gênero diário pessoal: como se confecciona o íntimo. Revista Línguas & Letras. Unioeste, vol. 16, nº 34, 2015. Disponível em: http://erevista.unioeste.br/index.php/linguaseletras/article/view/11973/9212.

PORTO, Cristina. Se… Será, Serafina? O diário de Serafina. São Paulo: Ática, 1999, 14ª edição.

SECOM -Secretaria de Comunicação Social. Meu Diário -Diário de uma trabalhadora Infantil. Turma do Plenarinho Câmara dos Deputados. Brasília: Edições Câmara. Edição Histórica. 6ª reimpressão, 2016.

VIEIRA, M. L. Produção de textos escritos: construção de espaços de interlocução. Belo Horizonte: Ceale/FaE/UFMG, 2005. pp. 11-21. Disponível em: http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/files/uploads/Col.%20Alfabetiza%C3%A7%C3%A3o%20e%20Letramento/Col%20Alf.Let.%2005%20Producao_textos_escritos.pdf

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Apresente a finalidade da aula aos estudantes.
  • Discuta a relação entre a fala e a escrita. Indague-lhes:
  • A linguagem humana é dialógica, ou seja, se organiza na interlocução, no discurso. O que significa isto? É esperado que digam que conversam oralmente com seus familiares, vizinhos e amigos, produzindo e compreendendo textos, na conversa de todo dia.
  • Quando falamos gesticulamos, elevamos o tom de voz, utilizamos nosso jeito próprio de falar. E quando vamos escrever? Como representamos tudo isso? É esperado que cheguem à conclusão da importância dos sinais de pontuação.
  • Podemos escrever do jeito que falamos? Por quê? Levante as hipóteses e anote-as.

Observação: É sabido que a linguagem humana é dialógica, ou seja, se organiza na interlocução, no discurso. O espaço de interlocução se constitui pela presença dos interlocutores: quem produz o texto e quem o recebe, o interpreta. Cada vez que uma pessoa começa a falar ou a escrever ela estabelece esse espaço enunciativo e ambos constroem o texto, no “aqui e agora” da enunciação.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos

Orientações:

  • Projete o slide ou, caso julgue necessário, imprima o texto, disponível no link do material complementar.
  • Organize os alunos em duplas de modo que o agrupamento seja produtivo: alunos com diferentes saberes para que possam argumentar “negociando” suas respostas.
  • Distribua o texto 1 e peça-lhes para que o leiam com atenção.
  • Escreva no quadro as questões abaixo para serem respondidas, oralmente, após a leitura. Retome a vez e a voz e indague-lhes:
  • Quais características vocês observam para afirmarmos que se trata de um texto do gênero Diário? É esperado que observem as características do gênero Diário no que se refere ao tema: gênero que expressa, por escrito, a vida de uma pessoa narrada por ela mesma e, quanto à diagramação, nota-se a datação, escrita à mão, linguagem informal, na primeira pessoa do singular, com pronomes pessoais [eu] e possessivos [meu, minha], a inserção de desenhos que auxiliam a retratar o seu desabafo.
  • Qual a fonte? Basear-se na referência bibliográfica.
  • Quem escreve? É esperado que respondam: a narradora-personagem.
  • Para quem se escreve? Escreve para si mesma.
  • Para que se escreve? Ela escreve para relatar e desabafar o seu dia a dia.
  • Sobre o que se escreve? Ela escreve sobre o seu cotidiano que se mostra diferente do que se espera a um estudante, ou seja, seu cotidiano como trabalhadora infantil. Ela introduz, em seu relato, a fala de um personagem. Chame-lhes a atenção para o título da revista: Meu diário. Diário de uma trabalhadora infantil, bem como para a ilustração do texto. Converse sobre os Direitos da Criança.
  • Onde se escreve? É esperado que digam que escreve em seu diário pessoal.
  • Como se escreve? É esperado que observem que a linguagem utilizada segue os padrões convencionais da língua e é organizada em uma variedade linguística diferente do texto que a personagem vinha narrando, caracterizando o seu jeito de se expressar. Ela utiliza o termo “monte”, no penúltimo parágrafo, para se referir que está trabalhando muito. O gênero Diário permite ao narrador diarista contar os fatos como quer, na ordem que deseja sem se preocupar em agradar a ninguém. Explore, sempre que for possível, as variedades linguísticas para proporcionar aos alunos o contato com as mesmas, a saber: variação chamada "diastrática" que corresponde ao estrato social, à camada social e cultural do indivíduo. A variação "diatópica" que são as diferenças entre as regiões relacionadas tanto à semântica (relacionada ao significado) quanto sintáticas (organização das estruturas do texto falado) bem como lexicais (uso de palavras distintas para representar a mesma entidade no mundo). Já a variação "diafásica" é aquela que revela os diferentes tipos de registro oral que pode ser mais formal, menos formal, variando de acordo com as intenções do falante. Ressalte que, no texto literário, muitos autores consagrados utilizam-se da escrita mantendo as marcas da oralidade, com intenções específicas: retratar a cultura e as características de um determinado lugar e povo que devem ser valorizadas e respeitadas. Nos textos não-literários, é necessário escrever de acordo com os padrões convencionais da língua.

Material Complementar: Atividade para impressão - Texto 1 - Diário

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Slide Plano Aula

Orientações:

  • Projete o slide ou, caso julgue necessário, imprima o texto, disponível no link abaixo.
  • Distribua o texto 2 para as duplas.
  • Faça-lhes perguntas sobre a fonte do texto: título, autor, editora.
  • Peça-lhes para que leiam com atenção o texto.
  • Escreva no quadro as seguintes questões e peça-lhes que as respondam, oralmente:
  • Quem escreve? É esperado que respondam: a narradora-personagem.
  • Para quem se escreve? Escreve para si mesma.
  • Para que se escreve? Relatar o seu cotidiano.
  • Sobre o que se escreve? É esperado que digam que ela aborda o tema de ser ter obrigações diárias: acordar, ir para a escola, almoçar, fazer a lição, tomar banho… Estabeleça relação com o cotidiano dos alunos e com o cotidiano da narradora-personagem do Texto 1- Diário de uma trabalhadora infantil.
  • Onde se escreve? É esperado que digam que escreve em seu diário pessoal.
  • Como se escreve? O texto apresenta palavras escritas como foram pronunciadas? É esperado que observem que a linguagem utilizada segue os padrões convencionais da língua, não apresentando variedade linguística. Nem todos os elementos da diagramação do gênero estão contemplados.
  • Por que a narradora-personagem utiliza o vocativo “Futuro querido diário”. É esperado que digam que, à medida que ela vai utilizando seu diário para a guarda de seus segredos, confissões, ela confia que o objeto diário será, cada vez mais, seu fiel companheiro.

Material complementar: Atividade para impressão - Texto 2 - Diário

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Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações:

1. Projete o slide ou reproduza o conteúdo no quadro.

2. Atue como escriba e realize o preenchimento, em tópicos, das semelhanças entre os textos.

3. Peça-lhes que voltem aos textos quantas vezes forem necessárias a fim de ratificar todas as hipóteses. É esperado que observem, de modo geral, os seguintes aspectos no que tange à semelhança entre eles:

  • Apresentam algumas características do gênero Diário: tema - escrita sobre si mesmo. Diagramação: relatos em linguagem informal, na primeira pessoa do singular, com pronomes pessoais [eu] e possessivos [meu, minha] e outros elementos tais como: data, vocativo, corpo do texto, desenhos.
  • Há a presença de narrador-personagem (1ª pessoa do singular).
  • Há a citação de um outro personagem dentro da instância comunicativa.
  • Apresentam a divisão do texto em parágrafos.
  • Início do parágrafo com letra maiúscula.

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Orientações:

1. Projete o slide ou reproduza o conteúdo no quadro.

2. Atue como escriba e realize o preenchimento, em tópicos, das diferenças entre os textos.

3. Peça-lhes que voltem aos textos quantas vezes forem necessárias a fim de ratificar todas as hipóteses. É esperado que observem e analisem, de modo geral, os seguintes aspectos, no que tange à diferença entre eles:

  • A maneira como se cria uma nova instância de enunciação, ou seja, como se introduz um novo personagem no texto narrado pela narradora-personagem pode ser feita de forma direta ou indireta, caracterizando-se a principal diferença.
  • No texto 1, o narrador-personagem marca a mudança de enunciador, ou seja, introduz a fala de uma outra personagem com um sinal de pontuação que aparece antes de a personagem começar a falar: o “travessão” (—). Peça-lhes para voltarem ao texto 1 e pintar onde há a fala de uma outra personagem que não seja a fala da narradora-personagem. É esperado que pintem a seguinte frase;

— Mariinha, hoje não dá. Você tem muito o que fazer. Se tivesse feito ontem, hoje estaria livre.”

  • No texto 2, não há a separação gráfica, pois a narradora-personagem narra o discurso e reações de sua mãe como se fosse exatamente o que ela falou, sem introduzir sua fala diretamente. Refere-se à fala de forma indireta, indicada pelos verbos “falei”, “perguntei”.

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Orientações:

1. Continue com a organização em duplas de modo que o agrupamento seja produtivo: alunos com diferentes saberes para que possam argumentar “negociando” suas respostas.
2. Leia, em voz alta, a consigna projetada no slide ou reproduzida no quadro. Ambos os estudantes serão autores da produção, entretanto, só um membro será o escriba. Deverá haver “negociações” para chegarem a um consenso do que e como escrever.
3. Indague-lhes: quantas personagens terá o diálogo? É esperado que digam duas personagens: o narrador-personagem e sua mãe.
4. Entregue-lhes uma folha pautada para realizarem o desafio.
5. Caminhe pela sala para verificar as hipóteses dos estudantes. Verifique se fizeram uso de verbos de elocução (verbos de dizer/dicendi).
6. Promova a socialização das produções.
7. Peça para que uma dupla vá até o quadro e compartilhe o pequeno diálogo. Esta atividade tem como principal objetivo chamar a atenção dos alunos para os indicadores do espaço enunciativo no discurso direto: o uso dos verbos de elocução (verbos de dizer /dicendi) que devem ser utilizados no momento da passagem do discurso do narrador para o discurso direto. Esse recurso, assim como os sinais de pontuação, dois-pontos (:), travessão (—), entre outros são importantes para a representação do que a personagem irá falar. Sugira alguns verbos de elocução (verbos de dizer/dicendi): disse, falou, gritou, cochichou, retrucou, comentou, pensou...

8. Realize as intervenções necessárias, coletivamente, à medida que achar necessário.

9. Deixe claro, por meio de questionamentos, as semelhanças e diferenças entre o discurso direto e o discurso indireto, retomando os tópicos vistos:

  • Como se realiza o discurso? Realiza-se entre os interlocutores: de um lado aquele que fala ou escreve e do outro lado aquele que ouve ou lê.
  • Na escrita, há necessidade de se representar, por meio de indicadores, o discurso direto, quando queremos dar a voz a algum personagem. Quais seriam esses indicadores? Os verbos de dizer, falar, perguntar e outros que servem para anunciar, sinalizar as falas, seguidos de dois-pontos e o travessão. Pode-se representar, também, o jeito de falar, ou seja, como a pessoa pronuncia a palavra (variação linguística). A segmentação em parágrafos facilita a leitura.
  • E como se dá o discurso indireto? Qual a diferença do discurso indireto e o discurso direto? É esperado que digam que o narrador conta a história reproduzindo a fala e as reações das personagens. O narrador se utiliza de suas próprias palavras para contar aquilo que foi falado pela personagem. O discurso direto o narrador abre espaço para enunciar a fala do outro.

10. Enfatize os termos discurso direto e discurso indireto junto aos estudantes. Discuta junto aos estudantes o assunto e criem curtas frases para relembrar as características de cada discurso. Exemplo: Discurso direto - Separação da fala das personagens da fala do narrador ou do personagem narrador, utilizando os verbos de elocução (verbos de dizer/dicendi) e os sinais de pontuação: dois-pontos, parágrafo, travessão. e outros sinais. Discurso indireto - O narrador ou narrador-personagem narra a fala do outro personagem da maneira que deseja.

Material Complementar: Resolução de atividade, disponível aqui

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Orientações:

1. Faça um cartaz em folha de cartolina ou papel pardo, com alguns verbos de elocução (verbos de dizer/dicendi) para a consulta dos estudantes durante outras produções textuais.

2. Copie a frase abaixo, supostamente adaptada por uma das duplas, e proponha a substituição dos verbos de elocução (verbos de dizer/dicendi), a fim de verificar o efeito no de sentido que os verbos de dizer (elocução) proporcionam:

Ah, esqueci da hora de tomar banho. Mas é que hoje eu falei (exclamei, disse, questionei…) pra minha mãe:

— Mãe, tem que ter hora pra tudo!

E, depois, perguntei (indaguei, questionei…) para ela:

— Posso ficar sem tomar banho? Estou me sentindo muito limpa.

3. Comentem os efeitos de sentido em cada substituição vocabular.

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Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações:

  • Acrescente o conteúdo do slide no cartaz de apoio, conforme modelo abaixo.
  • Recapitule a função dos sinais de pontuação, coletivamente; bem como os demais elementos que auxiliem na produção escrita do discurso direto.

Cartaz de apoio: formatação, diagramação, elementos que auxiliem na produção e revisão textual:

  • Data
  • Saudação (Vocativo/ Forma como se dirige ao objeto/ escreve para si mesmo)
  • Corpo do texto: linguagem informal (escrita de si: relatos, confissões, expressões de vivências…), na primeira pessoa do singular, com pronomes pessoais [eu] e possessivos [meu, minha]
  • Caligrafia como marca pessoal e emoção.
  • Despedida: vocativo e despedida carinhosos, dirigidos ao próprio diário.
  • Assinatura e Elementos de recordação (opcional).
  • Escrever com letra caprichada.
  • Usar letra maiúscula no início do parágrafo e nos nomes próprios.
  • Usar a diversidade dos verbos de dizer.
  • Pontuar o discurso direto.
  • Dividir o texto em parágrafos.
  • Usar marcadores temporais: hoje, ontem…
  • Usar a ortografia adequada.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é a sétima aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Diário e no campo de atuação Vida cotidiana; Artístico-literário. A aula faz parte do módulo de Análise Linguística / Semiótica.

Materiais necessários: Computador, projetor multimídia, tela. Textos impressos. Folha avulsa com pauta. Lápis de cor.

Informações sobre o gênero: Os gêneros que expressam, por escrito, a vida de uma pessoa por ela mesma são autobiográficos e interessa-nos o diário pessoal, informal e íntimo de comunicação cotidiana; bem como o de comunicação produzida. São gêneros propícios a refletir a individualidade de quem enuncia. Apresentam elementos constitutivos mais maleáveis, entretanto, sua estrutura constitucional apresenta elementos essenciais: 1) TEMA: a escrita sobre si (confissões, segredos, inquietações, emoções, opiniões…) FORMA: datação, vocativo e despedida. LINGUAGEM: uso da 1ª pessoa, vocabulário informal, caligrafia como marca pessoal nos suportes tradicionais e emoção. 2) TEMPO: resgate da memória diária ao final do dia, geralmente. 3) INTERLOCUÇÃO: o próprio diálogo com o diário. Leitor imaginário ou, eventualmente, autorizados pelo autor. 4) INTERATIVIDADE: inexistente - leitor não interfere. Qualquer pessoa pode ter um diário, bastando compromisso e iniciativa. Sua função é “ guardar segredo”, se o autor assim quiser.

Dificuldades antecipadas: Poderão apresentar dificuldades na construção dos padrões da escrita (emprego da letra maiúscula no início das frases, a pontuação do discurso direto, utilização de dois-pontos e travessão para introduzir a interlocução), no texto escrito. Diferenciar discurso indireto e discurso direto, determinando o efeito de sentido de verbos de enunciação e explicando o uso de variedades linguísticas no discurso direto.

Referências sobre o assunto:

PEREIRA, M. H. M.; SILVA, J. B. O gênero diário pessoal: como se confecciona o íntimo. Revista Línguas & Letras. Unioeste, vol. 16, nº 34, 2015. Disponível em: http://erevista.unioeste.br/index.php/linguaseletras/article/view/11973/9212.

PORTO, Cristina. Se… Será, Serafina? O diário de Serafina. São Paulo: Ática, 1999, 14ª edição.

SECOM -Secretaria de Comunicação Social. Meu Diário -Diário de uma trabalhadora Infantil. Turma do Plenarinho Câmara dos Deputados. Brasília: Edições Câmara. Edição Histórica. 6ª reimpressão, 2016.

VIEIRA, M. L. Produção de textos escritos: construção de espaços de interlocução. Belo Horizonte: Ceale/FaE/UFMG, 2005. pp. 11-21. Disponível em: http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/files/uploads/Col.%20Alfabetiza%C3%A7%C3%A3o%20e%20Letramento/Col%20Alf.Let.%2005%20Producao_textos_escritos.pdf

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Apresente a finalidade da aula aos estudantes.
  • Discuta a relação entre a fala e a escrita. Indague-lhes:
  • A linguagem humana é dialógica, ou seja, se organiza na interlocução, no discurso. O que significa isto? É esperado que digam que conversam oralmente com seus familiares, vizinhos e amigos, produzindo e compreendendo textos, na conversa de todo dia.
  • Quando falamos gesticulamos, elevamos o tom de voz, utilizamos nosso jeito próprio de falar. E quando vamos escrever? Como representamos tudo isso? É esperado que cheguem à conclusão da importância dos sinais de pontuação.
  • Podemos escrever do jeito que falamos? Por quê? Levante as hipóteses e anote-as.

Observação: É sabido que a linguagem humana é dialógica, ou seja, se organiza na interlocução, no discurso. O espaço de interlocução se constitui pela presença dos interlocutores: quem produz o texto e quem o recebe, o interpreta. Cada vez que uma pessoa começa a falar ou a escrever ela estabelece esse espaço enunciativo e ambos constroem o texto, no “aqui e agora” da enunciação.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos

Orientações:

  • Projete o slide ou, caso julgue necessário, imprima o texto, disponível no link do material complementar.
  • Organize os alunos em duplas de modo que o agrupamento seja produtivo: alunos com diferentes saberes para que possam argumentar “negociando” suas respostas.
  • Distribua o texto 1 e peça-lhes para que o leiam com atenção.
  • Escreva no quadro as questões abaixo para serem respondidas, oralmente, após a leitura. Retome a vez e a voz e indague-lhes:
  • Quais características vocês observam para afirmarmos que se trata de um texto do gênero Diário? É esperado que observem as características do gênero Diário no que se refere ao tema: gênero que expressa, por escrito, a vida de uma pessoa narrada por ela mesma e, quanto à diagramação, nota-se a datação, escrita à mão, linguagem informal, na primeira pessoa do singular, com pronomes pessoais [eu] e possessivos [meu, minha], a inserção de desenhos que auxiliam a retratar o seu desabafo.
  • Qual a fonte? Basear-se na referência bibliográfica.
  • Quem escreve? É esperado que respondam: a narradora-personagem.
  • Para quem se escreve? Escreve para si mesma.
  • Para que se escreve? Ela escreve para relatar e desabafar o seu dia a dia.
  • Sobre o que se escreve? Ela escreve sobre o seu cotidiano que se mostra diferente do que se espera a um estudante, ou seja, seu cotidiano como trabalhadora infantil. Ela introduz, em seu relato, a fala de um personagem. Chame-lhes a atenção para o título da revista: Meu diário. Diário de uma trabalhadora infantil, bem como para a ilustração do texto. Converse sobre os Direitos da Criança.
  • Onde se escreve? É esperado que digam que escreve em seu diário pessoal.
  • Como se escreve? É esperado que observem que a linguagem utilizada segue os padrões convencionais da língua e é organizada em uma variedade linguística diferente do texto que a personagem vinha narrando, caracterizando o seu jeito de se expressar. Ela utiliza o termo “monte”, no penúltimo parágrafo, para se referir que está trabalhando muito. O gênero Diário permite ao narrador diarista contar os fatos como quer, na ordem que deseja sem se preocupar em agradar a ninguém. Explore, sempre que for possível, as variedades linguísticas para proporcionar aos alunos o contato com as mesmas, a saber: variação chamada "diastrática" que corresponde ao estrato social, à camada social e cultural do indivíduo. A variação "diatópica" que são as diferenças entre as regiões relacionadas tanto à semântica (relacionada ao significado) quanto sintáticas (organização das estruturas do texto falado) bem como lexicais (uso de palavras distintas para representar a mesma entidade no mundo). Já a variação "diafásica" é aquela que revela os diferentes tipos de registro oral que pode ser mais formal, menos formal, variando de acordo com as intenções do falante. Ressalte que, no texto literário, muitos autores consagrados utilizam-se da escrita mantendo as marcas da oralidade, com intenções específicas: retratar a cultura e as características de um determinado lugar e povo que devem ser valorizadas e respeitadas. Nos textos não-literários, é necessário escrever de acordo com os padrões convencionais da língua.

Material Complementar: Atividade para impressão - Texto 1 - Diário

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Orientações:

  • Projete o slide ou, caso julgue necessário, imprima o texto, disponível no link abaixo.
  • Distribua o texto 2 para as duplas.
  • Faça-lhes perguntas sobre a fonte do texto: título, autor, editora.
  • Peça-lhes para que leiam com atenção o texto.
  • Escreva no quadro as seguintes questões e peça-lhes que as respondam, oralmente:
  • Quem escreve? É esperado que respondam: a narradora-personagem.
  • Para quem se escreve? Escreve para si mesma.
  • Para que se escreve? Relatar o seu cotidiano.
  • Sobre o que se escreve? É esperado que digam que ela aborda o tema de ser ter obrigações diárias: acordar, ir para a escola, almoçar, fazer a lição, tomar banho… Estabeleça relação com o cotidiano dos alunos e com o cotidiano da narradora-personagem do Texto 1- Diário de uma trabalhadora infantil.
  • Onde se escreve? É esperado que digam que escreve em seu diário pessoal.
  • Como se escreve? O texto apresenta palavras escritas como foram pronunciadas? É esperado que observem que a linguagem utilizada segue os padrões convencionais da língua, não apresentando variedade linguística. Nem todos os elementos da diagramação do gênero estão contemplados.
  • Por que a narradora-personagem utiliza o vocativo “Futuro querido diário”. É esperado que digam que, à medida que ela vai utilizando seu diário para a guarda de seus segredos, confissões, ela confia que o objeto diário será, cada vez mais, seu fiel companheiro.

Material complementar: Atividade para impressão - Texto 2 - Diário

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Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações:

1. Projete o slide ou reproduza o conteúdo no quadro.

2. Atue como escriba e realize o preenchimento, em tópicos, das semelhanças entre os textos.

3. Peça-lhes que voltem aos textos quantas vezes forem necessárias a fim de ratificar todas as hipóteses. É esperado que observem, de modo geral, os seguintes aspectos no que tange à semelhança entre eles:

  • Apresentam algumas características do gênero Diário: tema - escrita sobre si mesmo. Diagramação: relatos em linguagem informal, na primeira pessoa do singular, com pronomes pessoais [eu] e possessivos [meu, minha] e outros elementos tais como: data, vocativo, corpo do texto, desenhos.
  • Há a presença de narrador-personagem (1ª pessoa do singular).
  • Há a citação de um outro personagem dentro da instância comunicativa.
  • Apresentam a divisão do texto em parágrafos.
  • Início do parágrafo com letra maiúscula.
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Orientações:

1. Projete o slide ou reproduza o conteúdo no quadro.

2. Atue como escriba e realize o preenchimento, em tópicos, das diferenças entre os textos.

3. Peça-lhes que voltem aos textos quantas vezes forem necessárias a fim de ratificar todas as hipóteses. É esperado que observem e analisem, de modo geral, os seguintes aspectos, no que tange à diferença entre eles:

  • A maneira como se cria uma nova instância de enunciação, ou seja, como se introduz um novo personagem no texto narrado pela narradora-personagem pode ser feita de forma direta ou indireta, caracterizando-se a principal diferença.
  • No texto 1, o narrador-personagem marca a mudança de enunciador, ou seja, introduz a fala de uma outra personagem com um sinal de pontuação que aparece antes de a personagem começar a falar: o “travessão” (—). Peça-lhes para voltarem ao texto 1 e pintar onde há a fala de uma outra personagem que não seja a fala da narradora-personagem. É esperado que pintem a seguinte frase;

— Mariinha, hoje não dá. Você tem muito o que fazer. Se tivesse feito ontem, hoje estaria livre.”

  • No texto 2, não há a separação gráfica, pois a narradora-personagem narra o discurso e reações de sua mãe como se fosse exatamente o que ela falou, sem introduzir sua fala diretamente. Refere-se à fala de forma indireta, indicada pelos verbos “falei”, “perguntei”.
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Orientações:

1. Continue com a organização em duplas de modo que o agrupamento seja produtivo: alunos com diferentes saberes para que possam argumentar “negociando” suas respostas.
2. Leia, em voz alta, a consigna projetada no slide ou reproduzida no quadro. Ambos os estudantes serão autores da produção, entretanto, só um membro será o escriba. Deverá haver “negociações” para chegarem a um consenso do que e como escrever.
3. Indague-lhes: quantas personagens terá o diálogo? É esperado que digam duas personagens: o narrador-personagem e sua mãe.
4. Entregue-lhes uma folha pautada para realizarem o desafio.
5. Caminhe pela sala para verificar as hipóteses dos estudantes. Verifique se fizeram uso de verbos de elocução (verbos de dizer/dicendi).
6. Promova a socialização das produções.
7. Peça para que uma dupla vá até o quadro e compartilhe o pequeno diálogo. Esta atividade tem como principal objetivo chamar a atenção dos alunos para os indicadores do espaço enunciativo no discurso direto: o uso dos verbos de elocução (verbos de dizer /dicendi) que devem ser utilizados no momento da passagem do discurso do narrador para o discurso direto. Esse recurso, assim como os sinais de pontuação, dois-pontos (:), travessão (—), entre outros são importantes para a representação do que a personagem irá falar. Sugira alguns verbos de elocução (verbos de dizer/dicendi): disse, falou, gritou, cochichou, retrucou, comentou, pensou...

8. Realize as intervenções necessárias, coletivamente, à medida que achar necessário.

9. Deixe claro, por meio de questionamentos, as semelhanças e diferenças entre o discurso direto e o discurso indireto, retomando os tópicos vistos:

  • Como se realiza o discurso? Realiza-se entre os interlocutores: de um lado aquele que fala ou escreve e do outro lado aquele que ouve ou lê.
  • Na escrita, há necessidade de se representar, por meio de indicadores, o discurso direto, quando queremos dar a voz a algum personagem. Quais seriam esses indicadores? Os verbos de dizer, falar, perguntar e outros que servem para anunciar, sinalizar as falas, seguidos de dois-pontos e o travessão. Pode-se representar, também, o jeito de falar, ou seja, como a pessoa pronuncia a palavra (variação linguística). A segmentação em parágrafos facilita a leitura.
  • E como se dá o discurso indireto? Qual a diferença do discurso indireto e o discurso direto? É esperado que digam que o narrador conta a história reproduzindo a fala e as reações das personagens. O narrador se utiliza de suas próprias palavras para contar aquilo que foi falado pela personagem. O discurso direto o narrador abre espaço para enunciar a fala do outro.

10. Enfatize os termos discurso direto e discurso indireto junto aos estudantes. Discuta junto aos estudantes o assunto e criem curtas frases para relembrar as características de cada discurso. Exemplo: Discurso direto - Separação da fala das personagens da fala do narrador ou do personagem narrador, utilizando os verbos de elocução (verbos de dizer/dicendi) e os sinais de pontuação: dois-pontos, parágrafo, travessão. e outros sinais. Discurso indireto - O narrador ou narrador-personagem narra a fala do outro personagem da maneira que deseja.

Material Complementar: Resolução de atividade, disponível aqui

Slide Plano Aula

Orientações:

1. Faça um cartaz em folha de cartolina ou papel pardo, com alguns verbos de elocução (verbos de dizer/dicendi) para a consulta dos estudantes durante outras produções textuais.

2. Copie a frase abaixo, supostamente adaptada por uma das duplas, e proponha a substituição dos verbos de elocução (verbos de dizer/dicendi), a fim de verificar o efeito no de sentido que os verbos de dizer (elocução) proporcionam:

Ah, esqueci da hora de tomar banho. Mas é que hoje eu falei (exclamei, disse, questionei…) pra minha mãe:

— Mãe, tem que ter hora pra tudo!

E, depois, perguntei (indaguei, questionei…) para ela:

— Posso ficar sem tomar banho? Estou me sentindo muito limpa.

3. Comentem os efeitos de sentido em cada substituição vocabular.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações:

  • Acrescente o conteúdo do slide no cartaz de apoio, conforme modelo abaixo.
  • Recapitule a função dos sinais de pontuação, coletivamente; bem como os demais elementos que auxiliem na produção escrita do discurso direto.

Cartaz de apoio: formatação, diagramação, elementos que auxiliem na produção e revisão textual:

  • Data
  • Saudação (Vocativo/ Forma como se dirige ao objeto/ escreve para si mesmo)
  • Corpo do texto: linguagem informal (escrita de si: relatos, confissões, expressões de vivências…), na primeira pessoa do singular, com pronomes pessoais [eu] e possessivos [meu, minha]
  • Caligrafia como marca pessoal e emoção.
  • Despedida: vocativo e despedida carinhosos, dirigidos ao próprio diário.
  • Assinatura e Elementos de recordação (opcional).
  • Escrever com letra caprichada.
  • Usar letra maiúscula no início do parágrafo e nos nomes próprios.
  • Usar a diversidade dos verbos de dizer.
  • Pontuar o discurso direto.
  • Dividir o texto em parágrafos.
  • Usar marcadores temporais: hoje, ontem…
  • Usar a ortografia adequada.

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