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Plano de aula > Educação Infantil > Pré Escola - Crianças pequenas (4 anos a 6 anos e 2 meses)

Atividade - Cordas e elásticos no parque

Nesta atividade, as crianças são convidadas a realizar intervenções e criar novos desafios nos brinquedos que já conhecem.

Atividade alinhada à BNCC: • POR: Fernanda Silvia Lionese

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O que fazer antes?

Contextos prévios:

Como esta atividade envolve a amarração de barbantes e elásticos em brinquedos fixos do parque e árvores, planeje, se possível, que haja mais um adulto presente para apoiar as construções das crianças. Converse antes com a pessoa que o auxiliará, compartilhando o propósito da atividade, os objetivos envolvidos e como devem ser as intervenções para alcançá-los.

Materiais:

Cordas, elásticos de costura (se possível de larguras e cores diversas), barbantes, tesouras e fitas métricas. A quantidade de material deve ser suficiente para que as crianças construam desafios em espaços amplos para exploração corporal.

Espaços:

Planeje que a atividade ocorra no parque, de preferência onde haja brinquedos fixos como escorregador, balança, playground de plástico ou madeira.

Tempo sugerido:

Aproximadamente 1 hora.

Perguntas para guiar suas observações:

1. As crianças se mostram confiantes e seguras em suas ações e movimentações durante a brincadeira? Em que momentos? Elas apoiam umas às outras encorajando-se mutuamente? Que expressões verbais e corporais demonstram isso?

2. Como se dá a interação entre as crianças? E entre as crianças e o professor? Quais ações e diálogos demonstram atitudes de respeito e colaboração? Que estratégias são usadas para a resolução dos conflitos?

3. Como os pequenos utilizam suas habilidades manuais para a produção dos obstáculos? Quais ações ou movimentos são mais desafiantes? Que estratégias utilizam para resolver os desafios encontrados?


Para incluir todos:

Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e proponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança ou do grupo. Incentive as crianças a explorarem as cordas, elásticos e barbantes pelo tato, sentindo suas características e diferenciando-os. Proponha que descrevamoralmente os espaços e brinquedos fixos do parque, para que planejem juntos as intervenções com os materiais. Converse com a turma buscando soluções para que todos participem, respeitando suas individualidades.

O que fazer durante?

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1

Ao chegar com a turma no parque, convide as crianças a sentarem em roda com você em um cantinho agradável para conversarem.Conte que você trouxe alguns materiais para deixar as brincadeiras no parque ainda mais legais, como cordas, barbantes e elásticos. Dê tempo para que as crianças explorem os materiais, sentindo texturas, maleabilidade e diferenças entre eles, descrevendo oralmente suas percepções. Diga que terão disponíveis tesouras e fitas métricas e conversem sobre o que imaginam que dá para fazer, quais brincadeiras podem criar e como pensam em usar esse material. Proponha queobservem e conversem sobre o espaço e brinquedos do parque, para pensarem em intervenções nos brinquedos fixos e nas árvores (se houver), criando outras formas de brincar, construindo obstáculos e desafios. Fiquem envolvidos por algum tempo no planejamento das ações. Perceba o entusiasmo, as dúvidas, desejos e hesitações dos pequenos. A partir destas percepções, você poderá fazer intervenções construindo com o grupo um ambiente em que todos se sintam seguros e confiantes para participar da proposta.


2

É o momento de colocarem seu planejamento em prática e de brincarem, pois à medida que constróem desafios e que interagem com os materiais as crianças brincam. De acordo com as preferências delas, permita que se organizem formando pequenos grupos ou brincando sozinhas. Observe a curiosidade em relação aos materiais, que hipóteses levantam ao manipulá-los e que conhecimentos são compartilhados. Atente-se aos diálogos, construções de estratégias coletivas, discussões e questionamentos. Como estão planejando as ações? As crianças compartilham o que pretendem fazer, combinando com os colegas com quem brincam? Como são testadas as hipóteses? Como usam os diferentes materiais? Enquanto constroem os desafios e obstáculos, surgem ideias que atraem os colegas, aparecem situações desafiantes e conhecimentos são mobilizados e construídos. Observe como as crianças que estão brincando sozinhas estão explorando os materiais.


3

Circule pelo parque interagindo com as crianças a partir do que estão brincando e construindo. Por exemplo, se algum grupo se deparou com um desafio que outro grupo resolveu em sua construção, proponha que socializem as soluções. Se o material que estão utilizando não for o mais adequado para o desafio que estão construindo, sugira que testem outro material. Se estão brincando há algum tempo com cordas penduradas nas árvores, sugira que experimentem pendurar um elástico ou usar a corda em outro local. Observe o uso que estão fazendo do espaço, se todos os brinquedos fixos do parque estão sendo explorados para as construções, se os grupos se concentraram em um único lugar. Faça interações com os pequenos, sugerindo possibilidades de uso destes brinquedos ou espaços pouco aproveitados. Atente-se quanto a utilização da fita métrica, em que momentos optam por usá-la e que conhecimentos compartilham. Socialize as possibilidades entre os grupos e as crianças.


4

Interaja também com as crianças que não estão envolvidas na proposta e que optaram por brincar nas balanças, gangorras, escorregador etc. Convide-as a construir um obstáculo com você. Envolva as crianças neste projeto, combinando onde fazer, que brinquedos ou árvores envolver, pedindo sugestões de como fazer e qual material usar. Durante a construção surgirão outras questões, por exemplo, quantas voltas vão dar com o elástico, como farão para deixá-lo bem preso, quem irá manipular a tesoura, quem sabe dar nó para amarrar e qual o tamanho do barbante que irão utilizar. Observe como as crianças manifestam suas opiniões, como resolvem os desafios eque critérios utilizam para as decisões. Faça intervenções sempre no sentido de problematizar a partir das demandas da brincadeira, convidando-as a buscarem juntas as soluções.


5

Enquanto brincam construindo os desafios, as crianças provavelmente experimentarão atravessar os elásticos e barbantes de diversas formas. Observe como estão transpondo os obstáculos e convide-as a observar também. Elas podem querer fazer igual aos colegas, pensar em novas formas e sugerir maneiras diferentes para a travessia. Sempre que possível, participe da brincadeira passando pelo desafio de acordo com a sugestão das crianças. Sugira algumas formas de travessias, por exemplo, passar de mãos dadas com um colega, com as mãos para trás, de costas, imitando um animal.


6

Procure fazer registros fotográficos e de vídeo ou peça que alguma criança o ajude nesta tarefa. As imagens podem ser utilizadas por você para avaliação de como foi a atividade, como as crianças usaram o espaço, quais locais e materiais foram pouco explorados, que descobertas foram feitas e que conhecimentos foram construídos. Você também poderá analisar as imagens com as crianças, envolvendo-as neste processo de avaliação e construindo juntos novas propostas para o tempo de brincadeira no parque. Atente-se para a necessidade de ajuda tanto na locomoção quanto na transposição do obstáculo. Esteja pronto para auxiliar na travessia ou para propor apoio entre os pequenos.


7

Avise as crianças quando faltar cinco minutos para o encerramento do tempo proposto para a brincadeira no parque. Após os cinco minutos, diga que precisam finalizar e chame-as para conversar. Proponha que deixem os desafios e obstáculos construídos para que possam continuar a brincadeira em outro momento e para que as outras turmas da escola possam experimentá-los também. Sugira que formem pequenos grupos que possam se deslocar até às outras turmas da escola, para contar que construíram os desafios e convidando-as a experimentarem. Conversem e troquem ideias sobre o que vão falar, como se dirigir a outro professor e outras crianças, sobre o deslocamento com segurança, o ponto de encontro e onde os grupos devem ir após a conversa com as turmas. Após o retorno das crianças, conversem sobre como foi a experiência, como foram recebidos pela turma e qual foi o retorno mediante o convite.


Para finalizar:

Relembre com a turma a próxima atividade da rotina e caminhem juntos para os sanitários ou lavatórios, para a higiene.

Desdobramentos

Você pode conversar com a turma sobre maneiras de deixar os desafios e obstáculos mais estimulantes. Por exemplo, buscando utensílios que produzam som quando movimentados, como sinos, chocalhos feitos com material reciclável, molhos de chaves etc., para serem pendurados nas cordas, elásticos e barbantes. Pode combinar com o grupo outras formas de organização do espaço com os obstáculos ou convidar outras turmas a criarem obstáculos e desafios umas às outras.

Engajando as famílias

As famílias podem ser envolvidas através de convite para virem experimentar os desafios criados pelas crianças no parque. Você pode combinar que isto ocorra num momento de entrada, saída ou em um dia de reunião.


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