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Atividade - Conversando com personagens da histórias

Nesta atividade, as crianças irão brincar de entrevistar o Lobo da história dos Três Porquinhos e descobrir os segredos escondidos pelo personagem.

Plano 02 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Atividade alinhada à BNCC: • POR: Maira Franco Tangerino

O que fazer antes?

Contextos prévios:

Para esta proposta é fundamental que seu grupo já tenha apreciado a história Clássica dos Três Porquinhos e o livro A verdadeira história dos Três Porquinhos, de autoria de Jon Scieszka, publicado pela Companhia Das Letrinhas. A primeira história traz a figura clássica do Lobo Mau, enquanto, na segunda, o autor dá voz ao lobo que conta o clássico na sua própria versão. Leia e conte estas duas histórias algumas vezes para o grupo e motive rodas de conversa em que as crianças possam dialogar acerca dos dois enredos. Considere também proporcionar que o grupo já tenha tido contato com uma entrevista adequada para a idade das crianças, lida por você ou mesmo em vídeo. É recomendável que a leitura das duas versões já conhecidas pelas crianças seja feita um dia antes da realização desta atividade e que seja anunciado que no dia seguinte irão realizar uma atividade com foco nestas histórias.

Materiais:

Para esta proposta você precisa de um livro com a história clássica dos Três Porquinhos e do livro A verdadeira história dos Três Porquinhos.

Espaços:

Antecipe um espaço em que o grupo de crianças possa se sentar de maneira confortável, em roda. É fundamental que ele permita que o grupo tenha liberdade para expressões de comunicações, possibilitando olhares, falas e escutas. Portanto, escolha um local com poucas interferências sonoras e acolhedor.

Se considerar necessário, você pode organizar as crianças em pequenos grupos, propondo uma atividade que elas realizem com autonomia, como, por exemplo, modelagem com massinha, jogos etc. Assim, enquanto você estiver com o grupo participando da história, o outro estará vivenciando uma outra atividade de forma simultânea. Depois, basta organizar a troca entre as atividades, acolhendo a participação de todo o grupo na proposta deste plano.

Tempo sugerido:

Aproximadamente 40 minutos.

Perguntas para guiar suas observações:

1. Ao representarem o papel de lobo, como as crianças utilizam o corpo (gestos, movimentos etc.) para assumir a personalidade do personagem?

2. De que forma as perguntas feitas pelas crianças na representação/entrevista consideram as narrativas e estruturas das duas histórias?

3. De que forma as crianças expressam suas ideias, sensações, impressões e sentimentos durante a proposta? Quais comentários trazem sobre o que acabaram de vivenciar?


Para incluir todos:

Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e proponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança ou do grupo. Considere que as crianças utilizam diversas linguagens para se expressarem. Tendo isso em vista, atente-se para como elas revelam suas experiências subjetivas diante da proposta. Caso observe que alguma prefere não fazer perguntas ao lobo, por exemplo, diga que, caso prefira, ela pode desenhar o retrato do personagem observando-o no momento da entrevista.

O que fazer durante?

ilustracao

1

Inicie a proposta convidando as crianças para se acomodarem em roda. Diga a elas que preparou uma nova proposta para o momento da história. Conte que você planejou que a turma realize uma brincadeira de entrevista com personagens. Com os livros em mãos, avise as crianças que apenas um personagem que faz parte das duas histórias será entrevistado. Para esse momento, crie um clima de mistério, oferecendo algumas características do personagem para as crianças descobrirem qual é, tornando este início da atividade mais instigante. Após acolher as suposições das crianças, confirme as características que são do personagem e a hipótese de que é o Lobo.


2

Conte para as crianças que para a entrevista é necessário que sejam escolhidas duas crianças para representarem o papel do lobo das diferentes histórias. E, sendo assim, ao serem entrevistadas, deverão agir, falar e se movimentarem como se fossem o lobo. Proponha que as crianças imaginem que voz os lobos usam, que gestos fazem ou como se apresentariam em uma entrevista.

Considere apoiar o grupo no momento da definição dos papéis. Se necessário, combine que todos que quiserem, poderão representar os lobos em outros momentos.


3

Ainda na conversa, rememore os principais pontos das histórias com as crianças, retomando a conversa inicial e com o foco, essencialmente, nos lobos. Os livros devem estar disponíveis na roda para as crianças folhearem. Proponha um tempo para os Lobos se prepararem em um espaço reservado da sala e para que as crianças assumam o papel de entrevistadoras organizem a dinâmica de perguntas e respostas entre elas.


4 Enquanto os lobos se preparam, busque engajar as crianças de uma forma divertida. Diga, por exemplo, que chegou a hora de saberem tudo sobre a história do lobo, os segredos de alguns personagens da história e que, portanto, o grupo precisa pensar em quais perguntas desejam fazer. Harmonize com as crianças o formato de uma entrevista, combinando que escreverá em uma lista as perguntas que irão fazer para que não sejam esquecidas no momento da entrevista. Acorde com elas que as perguntas serão feitas uma de cada vez, indicando para quem se refere e que é necessário que escutem as respostas antes de prosseguir para a próxima.
Possíveis falas do professor neste momento: Pessoal, como podemos nos organizar para uma entrevista? Quais combinados iremos fazer para que todos ouçam e para aqueles que desejam perguntar, perguntem? E as perguntas? O que vocês querem saber dos lobos? Eles são lobos mas contam a história dos três porquinhos de forma diferente, não é mesmo? O que pensam em perguntar para o lobo do livro "A verdadeira história dos três porquinhos"? Existem algo que vocês têm curiosidade para saberem?

5

Acordos feitos, considere utilizar estratégias diversas para engajar o grupo nesse jogo de faz de conta. Para isso, as crianças podemdizer as palavras mágicas para que as que irão representar sejam transformados em lobos, por exemplo. Também podem usar acessórios simples que caracterizem os personagens e microfones para que os entrevistadores realizem as perguntas.


6

Inicie o momento da entrevista convidando os lobos para se acomodarem no espaço reservado para eles. Então, peça que o grupo inicie a entrevista seguindo os combinados acordados. Perceba que este é um momento em que a condução é das crianças. Faça mediação, se necessário. Observe as perguntas, oportunizando um espaço em que elas possam falar e serem ouvidas. Observe se é necessário apoiar as crianças que estão representando os personagens. Caso perceba que a resposta ou a pergunta elaborada por alguma criança não foi entendida de forma satisfatória ao grupo, lance questionamentos que oportunizem apoio e trocas de contrapontos entre os pares neste jogo comunicativo. Garanta a liberdade expressiva daqueles que assumiram o papel de lobo, utilizando, além da fala com tom de voz diferenciado, o uso do corpo e outras expressões.


7

Atente-se ao movimento da entrevista e, ao perceber que as perguntas estão se esgotando, encaminhe-a para o final. Você pode agradecer a presença dos lobos e o envolvimento de todos os entrevistadores. Caso tenha utilizado uma das estratégias de faz de conta, transformando as crianças em personagens, use as mesmas palavras mágicas para que as crianças voltem a ser elas mesmo.


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Ainda em roda, proponha que as crianças falem das impressões e opiniões sobre esta proposta, acolhendo as sugestões que possam aparecer. Propicie um momento em que elas expressem o que descobriram e o que fariam diferente. É importante também que as crianças possam investigar se as respostas dos lobos conseguiram satisfazer as curiosidades levantadas.

Se optou por organizar a turma em dois grupos, prepare a troca das propostas e siga a mesma estratégia para o novo grupo de crianças.


Para finalizar:

Organize com as crianças o espaço utilizado por vocês, guardando os livros e acessórios que porventura foram usados. Se a gestão da atividade acolheu propostas diferenciadas para as crianças nos pequenos grupos, considere a participação delas na organização do ambiente e dos materiais utilizados durante a atividade.

Desdobramentos

As crianças ampliam, gradativamente, a consciência da linguagem empregada nas situações comunicativas. Por isso, considere repetir esta estratégia com outras histórias em que seja possível comparar as versões. Proponhacontextos diversos, oportunizando à elas que se escutem e que também ouçam os pares, fazendo o exercício de se colocarem no lugar do outro e compreenderem os diferentes pontos de vista. Acolha sugestão das crianças sobre personagens que eles gostariam de representar. É possível ainda criar, a partir destas entrevistas, roteiros de dramatização cênica ou vídeos para realizar uma apresentação com as crianças.

Engajando as famílias

Você pode combinar com o grupo para que os livros possam ir para casa e as crianças possam dividir as versões das histórias com as famílias. Uma boa estratégia é filmar as entrevistas e depois partilhar com as famílias em momentos coletivos, como na reunião de pais, por exemplo.


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