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Plano de aula > Língua Portuguesa > 9º ano > Análise linguística/Semiótica

Plano de aula - Figuras de linguagem e variação linguística na caracterização das personagens

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 9º ano do EF sobre Figuras de linguagem e variação linguística na caracterização das personagens

Plano 08 de 15 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Daiane Eloisa Dos Santos

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é oitava aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero conto contemporâneo e no campo de atuação artístico-literário. A aula faz parte do módulo de análise linguística e semiótica.

Materiais necessários: Cópias dos textos, quadro e giz/caneta, projetor multimídia e computador.

Informações sobre o gênero: O que caracteriza o conto (tradicional ou moderno), conforme aponta Gotlib (2006), é o seu movimento enquanto uma narrativa através dos tempos. “O que era verdade para todos passa ou tende a ser verdade para um só. Neste sentido, evolui-se do enredo que dispõe um acontecimento em ordem linear, para um Outro, diluído nos feelings, sensações, percepções, revelações ou sugestões íntimas. . .” (GOTLIB, 2006, pg. 30).

Dificuldades antecipadas: Entender os efeitos de sentido decorrentes das variedades linguísticas e do uso de figuras de linguagem, o que pode ser superado com atividades reflexivas realizadas coletivamente, para que os alunos possam compartilhar ideias e pontos de vista.

Referências sobre o assunto:

BRAIT, Beth. A personagem. São Paulo: Ática, 2002.

COHAN, Silvia. Como narrar uma história. Belo Horizonte: Gutenberg, 2011.

EVARISTO, Conceição. Maria. In: Olhos d’agua. 1. ed. Rio de Janeiro: Pallas: Fundação Biblioteca Nacional, 2016. pgs. 39-42.

FONSECA, Rubem. Feliz Ano Novo. In: MORICONI, Italo (Org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. pgs. 334-340.

GANCHO, Cândida. Como analisar narrativas. São Paulo: Ática, 2000.
GOTLIB, Nádia. Teoria do conto. São Paulo: Ática, 2006.
LEITE, Ligia Chiappini. O foco narrativo. São Paulo: Ática, 1989.

TERRA, Ernani. Curso Prático de Gramática. São Paulo: Editora Scipione, 2011.
TERRA, E.; PACHECO, J.. O conto na sala de aula. Curitiba: Intersaberes, 2017.
TERRA, E. O conto. In: Da leitura literária à produção de textos. São Paulo: Contexto, 2018. p. 65-82.
TODOROV, Tzvetan. As estruturas narrativas. São Paulo: Perspectiva, 2003.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Projete o título da aula para os alunos.
  • Comunique que nesta aula eles lerão o conto “Maria”, de autoria de Conceição Evaristo. Caso julgue conveniente, exponha para a classe uma breve biografia da autora, disponível aqui.

CONCEIÇÃO Evaristo. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em: . Acesso em: 01 de Dez. 2018.

  • Pergunte a eles: Vocês acham que Maria pode ser a personagem principal do conto? Como vocês a imaginam? Acolha as hipóteses levantadas pelos alunos. Se achar necessário, comente que Maria é um nome bem comum na nossa sociedade. Instigue os alunos a refletir, faça questionamentos sobre a qual classe social a personagem poderia pertencer, suas características físicas, profissão, família etc. Permita que eles troquem ideias, depois peça para que alguns alunos exponham para a classe o que discutiram.
  • Exiba o vídeo: Cordel Maria da Penha, disponível aqui. Depois pergunte aos alunos: Por que a lei é nomeada Maria da Penha?

Cordel Maria da Penha AVI. 2011. Disponível em: . Acesso em: 01 dez.2018.

  • Comente com os alunos que, assim como Maria da Penha, a Maria do conto também passará por uma situação de violência. Pergunte a eles: Que personagem poderia ser o agressor de Maria?

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Projete o slide para os alunos e comente rapidamente que o conto está publicado no livro Olhos d’a água.
  • Pergunte a eles o que título do livro sugere sobre os temas dos contos publicados ali. Acolha as hipóteses levantadas. Espera-se que eles relacionem a imagem do olho lacrimoso com o título e infiram que os contos presentes no livro podem provocar tristeza ou emoção.
  • Distribua cópias do conto “Maria” para os alunos.
  • Peça que realizem uma leitura silenciosa.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos

Orientações:

  • Projete o excerto do texto para os alunos e peça que releiam o trecho do texto de onde ele foi extraído.
  • Pergunte: A qual personagem do conto essas falas pertencem? Resposta esperada: Ao ex-marido de Maria.
  • Chame a atenção dos alunos para as palavras Tou e . Pergunte a eles: essas formas verbais são próprias da oralidade ou da escrita? Qual a intenção da autora em reproduzir na escrita a fala do homem tal como ele a profere? Resposta esperada: Deve-se levar em conta o contexto, uma conversa informal entre ex-cônjuges num ônibus. A fala do ex-marido de Maria está adequada à situação de comunicação.
  • Oriente os alunos para que observem as falas de outras personagens do conto: de Maria, dos passageiros e do motorista. Peça que eles destaquem e leiam algumas delas. Você pode pedir para que alguns alunos participem oralmente.
  • Peça aos alunos para que analisem se há outras marcas de oralidade no texto, especialmente na fala das outras personagens.
  • Após os alunos constatarem que não há outras marcas como as analisadas, pergunte: Por que essas marcas não aparecem nas falas de Maria, por exemplo? Resposta esperada: Espera-se que o alunos percebam que as falas de Maria são ditas pelo narrador. O narrador utiliza uma linguagem formal. A voz de Maria é representada pelo discurso direto apenas uma vez, em “Mentira, eu não fui e não sei porquê”.
  • Para encerrar a atividade, questione: Que efeito de sentido o discurso indireto livre, ou seja, o recurso do narrador dizer as falas da personagem sem anunciá-la de algum modo, causa na narrativa? Resposta esperada: espera-se que os alunos percebam que narrador e personagem ficam muito próximas, o narrador parece conhecer os sentimentos e pensamentos da personagem principal.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Projete as imagens para os alunos. Pergunte a eles: O que as imagens representam? Espera-se que os alunos identifiquem que são placas que indicam lugares turísticos ou outros pontos da cidade.
  • Então, explique que a placa em destaque contempla duas figuras de linguagem: a metonímia e a antítese.
  • Explique oralmente aos alunos cada figura de linguagem. De acordo com Terra (2011), a metonímia consiste na transposição de significado, isto é, uma palavra que usualmente designa uma coisa passa a designar outra. No entanto, diferentemente da metáfora, a metonímia transpõe o significado por meio de uma relação lógica de proximidade entre os termos (a parte pelo todo, o autor pela obra, o efeito pela causa, o continente pelo conteúdo, o instrumento pela pessoa que o utiliza, o concreto pelo abstrato, a marca pelo produto etc.). Já a antítese é uma figura de pensamento que consiste na aproximação de termos contrários, de palavras que se opõem pelo sentido.
  • Finalize explicando que a relação metonímica existente na placa é que as máscaras representam o teatro, as máscaras são uma parte do teatro, a interpretação dos atores. A antítese consiste na aproximação de dois elementos opostos: comédia e tragédia, ambos são gêneros teatrais.

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Orientações:

  • Peça aos alunos que, em duplas, observem o excerto do conto. Eles podem destacar no texto, localizando o parágrafo de onde ele foi tirado.
  • Depois que eles localizarem, oriente-os a responder no caderno as seguintes questões:
  • Qual figura de linguagem está presente no excerto? Resposta esperada: antítese
  • Aponte as palavras que contribuem para a construção dessa figura. Resposta esperada: Sim-Não. Morte-Vida.
  • Como a figura de linguagem contribui para compreendermos melhor a personagem Maria? Resposta esperada: Algumas possibilidades de interpretação são possíveis. Uma possibilidade é que Maria fica angustiada ao reencontrar seu ex-cônjuge, mas ao mesmo tempo o acontecimento leva à reflexão sobre a vida dos filhos, ela tem medo do futuro que os filhos possam ter, ao observar que seu ex-marido agora era um assaltante, ela deu-se conta de que criava seus filhos sozinha e a educação deles era sua responsabilidade. O ex-marido de Maria afirma que os filhos terão uma vida diferente da dele, mas Maria tem medo de que não seja assim. Maria não tem medo de morrer, mas da vida que ela e os filhos levam. Considere outras interpretações também, que possam ser pertinentes, desde que os alunos se baseiem em indícios do texto.
  • Por que Maria tinha medo da vida? Resposta esperada: Porque a vida de Maria era difícil, ela criava os filhos sozinha, suas condições de vida eram muito difíceis, ela mal tinha dinheiro para pagar a passagem do ônibus.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Projete aos alunos o slide com outros excertos.
  • Peça a eles que localizem no texto os excertos, destacando-os.
  • Em duplas, peça que respondam às questões:
  • Qual figura de linguagem está presente no trecho em destaque? Resposta esperada: Metonímia
  • Quais palavras constroem essa figura? Resposta esperada: Uma voz, outra voz, primeira voz.
  • Explique o sentido da figura de linguagem empregada. Resposta esperada: A voz representa as pessoas, passageiros do ônibus que começaram a acusar Maria.
  • Qual a intenção do narrador em utilizar essa figura, em relação à construção do enredo? Resposta esperada: O narrador não nomeia as personagens que acusam Maria, elas são citadas como vozes, vozes que julgam, condenam, e matam Maria. Qualquer cidadão pode ser mais perigoso que um assaltante com seus julgamentos.
  • De que forma a figura contribui para nossa compreensão sobre a personagem Maria? Resposta esperada: Inicialmente Maria teve medo e não encarou as pessoas que estavam a acusando, ela ainda estava inerte nos pensamentos sobre o encontro com o pai de seu filho, só depois a personagem toma coragem de responder aos insultos e acusações.

Fechamento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Para finalizar a aula, apresente o trecho de um novo conto para a classe. Você pode projetar o excerto do conto Feliz Ano Novo de Rubem Fonseca.
  • Solicite a um aluno que leia em voz alta.
  • Depois peça que retomem à leitura do conto Maria, especificamente o trecho em que o ex-marido de Maria conversa com ela. Peça para outro aluno realizar a leitura em voz alta. (E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? Tenho um buraco no peito, tamanha a saudade! Tou sozinho! Não arrumei, não quis mais ninguém. Você já teve outros... outros filhos? A mulher baixou os olhos como que pedindo perdão. É. Ela teve mais dois filhos, mas não tinha ninguém também! Homens também? Eles haveriam de ter outra vida. Com eles tudo haveria de ser diferente. Maria, não te esqueci! Tá tudo aqui no buraco do peito…).
  • Pergunte à classe qual é a diferença da expressão “buraco no peito” nos dois excertos. Acolha as respostas dos alunos, escolhendo alguns para exporem suas ideias. Resposta esperada: No conto Maria, “buraco no peito” está empregado metaforicamente, significa o vazio que a personagem sente, em relação aos sentimentos dela. Já no conto Feliz Ano Novo, o assaltante abre literalmente um buraco no peito de Seu Maurício, com o tiro da carabina.
  • Agora, chame a atenção dos alunos para a linguagem utilizada pelo narrador no conto Feliz Ano Novo. Assim como no conto Maria, ocorre a utilização de palavras ou expressões próprias da língua falada. Peça aos alunos que indiquem quais são elas. Sugestão de resposta: a utilização da palavra cara, o uso do pronome me antes do verbo traz e o verbo na forma imperativa seria traga. A colocação do pronome quando o verbo está nesse modo é depois (ênclise). Pode ser que os alunos não se recordem disso, por isso explique a eles.
  • Pergunte aos alunos sobre quais outros recursos da língua falada são empregados em ambos os textos, para tornar a fala mais verossímil. Resposta esperada: o uso de repetições, pausas. (Você já teve outros...outros filhos?/Encostado não, não, uns dois metros de distância.)
  • Para finalizar a aula, peça aos alunos que comparem as personagens: Quais as diferenças entre o ex-marido de Maria e o narrador-personagem de Feliz Ano Novo? Justifiquem suas respostas com indícios do texto. Resposta esperada: O primeiro é mais sentimental, o segundo age com frieza, é mais calculista. Na fala do ex-marido de Maria, ele demonstra sentir saudades da família e deseja um destino diferente para os filhos dela (Sabe que sinto falta de vocês?/Eles haveriam de ter outra vida.). Na fala do narrador-personagem, em Feliz Ano Novo, percebemos a frieza empregada no ato de matar uma pessoa, ele matou somente para testar o efeito do tiro da carabina, saber se grudava a pessoa na parede ou não. (Viu, não grudou o cara na parede, porra nenhuma).

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é oitava aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero conto contemporâneo e no campo de atuação artístico-literário. A aula faz parte do módulo de análise linguística e semiótica.

Materiais necessários: Cópias dos textos, quadro e giz/caneta, projetor multimídia e computador.

Informações sobre o gênero: O que caracteriza o conto (tradicional ou moderno), conforme aponta Gotlib (2006), é o seu movimento enquanto uma narrativa através dos tempos. “O que era verdade para todos passa ou tende a ser verdade para um só. Neste sentido, evolui-se do enredo que dispõe um acontecimento em ordem linear, para um Outro, diluído nos feelings, sensações, percepções, revelações ou sugestões íntimas. . .” (GOTLIB, 2006, pg. 30).

Dificuldades antecipadas: Entender os efeitos de sentido decorrentes das variedades linguísticas e do uso de figuras de linguagem, o que pode ser superado com atividades reflexivas realizadas coletivamente, para que os alunos possam compartilhar ideias e pontos de vista.

Referências sobre o assunto:

BRAIT, Beth. A personagem. São Paulo: Ática, 2002.

COHAN, Silvia. Como narrar uma história. Belo Horizonte: Gutenberg, 2011.

EVARISTO, Conceição. Maria. In: Olhos d’agua. 1. ed. Rio de Janeiro: Pallas: Fundação Biblioteca Nacional, 2016. pgs. 39-42.

FONSECA, Rubem. Feliz Ano Novo. In: MORICONI, Italo (Org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. pgs. 334-340.

GANCHO, Cândida. Como analisar narrativas. São Paulo: Ática, 2000.
GOTLIB, Nádia. Teoria do conto. São Paulo: Ática, 2006.
LEITE, Ligia Chiappini. O foco narrativo. São Paulo: Ática, 1989.

TERRA, Ernani. Curso Prático de Gramática. São Paulo: Editora Scipione, 2011.
TERRA, E.; PACHECO, J.. O conto na sala de aula. Curitiba: Intersaberes, 2017.
TERRA, E. O conto. In: Da leitura literária à produção de textos. São Paulo: Contexto, 2018. p. 65-82.
TODOROV, Tzvetan. As estruturas narrativas. São Paulo: Perspectiva, 2003.

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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Projete o título da aula para os alunos.
  • Comunique que nesta aula eles lerão o conto “Maria”, de autoria de Conceição Evaristo. Caso julgue conveniente, exponha para a classe uma breve biografia da autora, disponível aqui.

CONCEIÇÃO Evaristo. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em: . Acesso em: 01 de Dez. 2018.

  • Pergunte a eles: Vocês acham que Maria pode ser a personagem principal do conto? Como vocês a imaginam? Acolha as hipóteses levantadas pelos alunos. Se achar necessário, comente que Maria é um nome bem comum na nossa sociedade. Instigue os alunos a refletir, faça questionamentos sobre a qual classe social a personagem poderia pertencer, suas características físicas, profissão, família etc. Permita que eles troquem ideias, depois peça para que alguns alunos exponham para a classe o que discutiram.
  • Exiba o vídeo: Cordel Maria da Penha, disponível aqui. Depois pergunte aos alunos: Por que a lei é nomeada Maria da Penha?

Cordel Maria da Penha AVI. 2011. Disponível em: . Acesso em: 01 dez.2018.

  • Comente com os alunos que, assim como Maria da Penha, a Maria do conto também passará por uma situação de violência. Pergunte a eles: Que personagem poderia ser o agressor de Maria?

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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Projete o slide para os alunos e comente rapidamente que o conto está publicado no livro Olhos d’a água.
  • Pergunte a eles o que título do livro sugere sobre os temas dos contos publicados ali. Acolha as hipóteses levantadas. Espera-se que eles relacionem a imagem do olho lacrimoso com o título e infiram que os contos presentes no livro podem provocar tristeza ou emoção.
  • Distribua cópias do conto “Maria” para os alunos.
  • Peça que realizem uma leitura silenciosa.

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Tempo sugerido: 20 minutos

Orientações:

  • Projete o excerto do texto para os alunos e peça que releiam o trecho do texto de onde ele foi extraído.
  • Pergunte: A qual personagem do conto essas falas pertencem? Resposta esperada: Ao ex-marido de Maria.
  • Chame a atenção dos alunos para as palavras Tou e . Pergunte a eles: essas formas verbais são próprias da oralidade ou da escrita? Qual a intenção da autora em reproduzir na escrita a fala do homem tal como ele a profere? Resposta esperada: Deve-se levar em conta o contexto, uma conversa informal entre ex-cônjuges num ônibus. A fala do ex-marido de Maria está adequada à situação de comunicação.
  • Oriente os alunos para que observem as falas de outras personagens do conto: de Maria, dos passageiros e do motorista. Peça que eles destaquem e leiam algumas delas. Você pode pedir para que alguns alunos participem oralmente.
  • Peça aos alunos para que analisem se há outras marcas de oralidade no texto, especialmente na fala das outras personagens.
  • Após os alunos constatarem que não há outras marcas como as analisadas, pergunte: Por que essas marcas não aparecem nas falas de Maria, por exemplo? Resposta esperada: Espera-se que o alunos percebam que as falas de Maria são ditas pelo narrador. O narrador utiliza uma linguagem formal. A voz de Maria é representada pelo discurso direto apenas uma vez, em “Mentira, eu não fui e não sei porquê”.
  • Para encerrar a atividade, questione: Que efeito de sentido o discurso indireto livre, ou seja, o recurso do narrador dizer as falas da personagem sem anunciá-la de algum modo, causa na narrativa? Resposta esperada: espera-se que os alunos percebam que narrador e personagem ficam muito próximas, o narrador parece conhecer os sentimentos e pensamentos da personagem principal.

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Orientações:

  • Projete as imagens para os alunos. Pergunte a eles: O que as imagens representam? Espera-se que os alunos identifiquem que são placas que indicam lugares turísticos ou outros pontos da cidade.
  • Então, explique que a placa em destaque contempla duas figuras de linguagem: a metonímia e a antítese.
  • Explique oralmente aos alunos cada figura de linguagem. De acordo com Terra (2011), a metonímia consiste na transposição de significado, isto é, uma palavra que usualmente designa uma coisa passa a designar outra. No entanto, diferentemente da metáfora, a metonímia transpõe o significado por meio de uma relação lógica de proximidade entre os termos (a parte pelo todo, o autor pela obra, o efeito pela causa, o continente pelo conteúdo, o instrumento pela pessoa que o utiliza, o concreto pelo abstrato, a marca pelo produto etc.). Já a antítese é uma figura de pensamento que consiste na aproximação de termos contrários, de palavras que se opõem pelo sentido.
  • Finalize explicando que a relação metonímica existente na placa é que as máscaras representam o teatro, as máscaras são uma parte do teatro, a interpretação dos atores. A antítese consiste na aproximação de dois elementos opostos: comédia e tragédia, ambos são gêneros teatrais.
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Orientações:

  • Peça aos alunos que, em duplas, observem o excerto do conto. Eles podem destacar no texto, localizando o parágrafo de onde ele foi tirado.
  • Depois que eles localizarem, oriente-os a responder no caderno as seguintes questões:
  • Qual figura de linguagem está presente no excerto? Resposta esperada: antítese
  • Aponte as palavras que contribuem para a construção dessa figura. Resposta esperada: Sim-Não. Morte-Vida.
  • Como a figura de linguagem contribui para compreendermos melhor a personagem Maria? Resposta esperada: Algumas possibilidades de interpretação são possíveis. Uma possibilidade é que Maria fica angustiada ao reencontrar seu ex-cônjuge, mas ao mesmo tempo o acontecimento leva à reflexão sobre a vida dos filhos, ela tem medo do futuro que os filhos possam ter, ao observar que seu ex-marido agora era um assaltante, ela deu-se conta de que criava seus filhos sozinha e a educação deles era sua responsabilidade. O ex-marido de Maria afirma que os filhos terão uma vida diferente da dele, mas Maria tem medo de que não seja assim. Maria não tem medo de morrer, mas da vida que ela e os filhos levam. Considere outras interpretações também, que possam ser pertinentes, desde que os alunos se baseiem em indícios do texto.
  • Por que Maria tinha medo da vida? Resposta esperada: Porque a vida de Maria era difícil, ela criava os filhos sozinha, suas condições de vida eram muito difíceis, ela mal tinha dinheiro para pagar a passagem do ônibus.

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Orientações:

  • Projete aos alunos o slide com outros excertos.
  • Peça a eles que localizem no texto os excertos, destacando-os.
  • Em duplas, peça que respondam às questões:
  • Qual figura de linguagem está presente no trecho em destaque? Resposta esperada: Metonímia
  • Quais palavras constroem essa figura? Resposta esperada: Uma voz, outra voz, primeira voz.
  • Explique o sentido da figura de linguagem empregada. Resposta esperada: A voz representa as pessoas, passageiros do ônibus que começaram a acusar Maria.
  • Qual a intenção do narrador em utilizar essa figura, em relação à construção do enredo? Resposta esperada: O narrador não nomeia as personagens que acusam Maria, elas são citadas como vozes, vozes que julgam, condenam, e matam Maria. Qualquer cidadão pode ser mais perigoso que um assaltante com seus julgamentos.
  • De que forma a figura contribui para nossa compreensão sobre a personagem Maria? Resposta esperada: Inicialmente Maria teve medo e não encarou as pessoas que estavam a acusando, ela ainda estava inerte nos pensamentos sobre o encontro com o pai de seu filho, só depois a personagem toma coragem de responder aos insultos e acusações.

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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Para finalizar a aula, apresente o trecho de um novo conto para a classe. Você pode projetar o excerto do conto Feliz Ano Novo de Rubem Fonseca.
  • Solicite a um aluno que leia em voz alta.
  • Depois peça que retomem à leitura do conto Maria, especificamente o trecho em que o ex-marido de Maria conversa com ela. Peça para outro aluno realizar a leitura em voz alta. (E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? Tenho um buraco no peito, tamanha a saudade! Tou sozinho! Não arrumei, não quis mais ninguém. Você já teve outros... outros filhos? A mulher baixou os olhos como que pedindo perdão. É. Ela teve mais dois filhos, mas não tinha ninguém também! Homens também? Eles haveriam de ter outra vida. Com eles tudo haveria de ser diferente. Maria, não te esqueci! Tá tudo aqui no buraco do peito…).
  • Pergunte à classe qual é a diferença da expressão “buraco no peito” nos dois excertos. Acolha as respostas dos alunos, escolhendo alguns para exporem suas ideias. Resposta esperada: No conto Maria, “buraco no peito” está empregado metaforicamente, significa o vazio que a personagem sente, em relação aos sentimentos dela. Já no conto Feliz Ano Novo, o assaltante abre literalmente um buraco no peito de Seu Maurício, com o tiro da carabina.
  • Agora, chame a atenção dos alunos para a linguagem utilizada pelo narrador no conto Feliz Ano Novo. Assim como no conto Maria, ocorre a utilização de palavras ou expressões próprias da língua falada. Peça aos alunos que indiquem quais são elas. Sugestão de resposta: a utilização da palavra cara, o uso do pronome me antes do verbo traz e o verbo na forma imperativa seria traga. A colocação do pronome quando o verbo está nesse modo é depois (ênclise). Pode ser que os alunos não se recordem disso, por isso explique a eles.
  • Pergunte aos alunos sobre quais outros recursos da língua falada são empregados em ambos os textos, para tornar a fala mais verossímil. Resposta esperada: o uso de repetições, pausas. (Você já teve outros...outros filhos?/Encostado não, não, uns dois metros de distância.)
  • Para finalizar a aula, peça aos alunos que comparem as personagens: Quais as diferenças entre o ex-marido de Maria e o narrador-personagem de Feliz Ano Novo? Justifiquem suas respostas com indícios do texto. Resposta esperada: O primeiro é mais sentimental, o segundo age com frieza, é mais calculista. Na fala do ex-marido de Maria, ele demonstra sentir saudades da família e deseja um destino diferente para os filhos dela (Sabe que sinto falta de vocês?/Eles haveriam de ter outra vida.). Na fala do narrador-personagem, em Feliz Ano Novo, percebemos a frieza empregada no ato de matar uma pessoa, ele matou somente para testar o efeito do tiro da carabina, saber se grudava a pessoa na parede ou não. (Viu, não grudou o cara na parede, porra nenhuma).
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