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Plano de aula > Língua Portuguesa > 8º ano > Análise linguística/Semiótica

Plano de aula - Texto dramático: um arranjo linguístico característico

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 8º ano do EF sobre Texto dramático: um arranjo linguístico característico

Plano 04 de 15 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Carolina Silva

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos; ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a quarta aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero textual dramático (comédias) e no campo de atuação artístico-literário. A aula faz parte de uma sequência de atividades voltada para texto dramático, teatro e humor.

Informações sobre o Gênero: Texto dramático (comédias): produção artístico-literária que, reunindo texto e espetáculo, organiza e estrutura o humor dentro de uma apresentação, por meio dos elementos / momentos da narrativa e sequências dialogais. É irreverente, retrata o cotidiano e as pessoas comuns. Seu objetivo é entreter, provocando o riso do espectador e ampliando seu imaginário, levando-o a uma maior compreensão da realidade.

Materiais necessários: Projetor para a exibição dos conteúdos em slides; versões impressas do texto “O Judas em sábado de aleluia”.

Dificuldades antecipadas: Os alunos podem ter pouco conhecimento ou não se lembrarem de aspectos relacionados aos níveis de linguagem. Eles podem ter dificuldades em realizar exercícios de análise linguística sozinhos. Por isso, garanta que as carteiras da sala estejam organizadas em um grande círculo. Assim, você poderá ter maior controle da turma durante as atividades, os alunos terão melhor visão do quadro para acompanhar possíveis explicações ou orientações, e as tarefas poderão ser feitas em duplas, se for o caso.

Introdução select-down

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Tempo sugerido: 05 minutos.

Orientações: Professor, investigue os conhecimentos prévios dos alunos a partir das seguintes questões:

1. Qual diferença pode ser notada na estrutura de um texto dramático quando comparado a outros, em prosa, na tipologia narrativa? (Espera-se que os estudantes percebam que, diferentemente de outras narrativas, o texto dramático se estrutura a partir de sequências dialogais, ou seja, das falas das personagens, dispostas sequencial e alternadamente).

2. Em se tratando de textos dramáticos, nas falas das personagens, que detalhes podem ser notados? (As falas são, às vezes, acompanhadas de rubricas, que dão orientações sobre o que os atores devem fazer ou como devem se comportar durante uma encenação).

3. Agora, professor, após ouvir e confirmar os conhecimentos levantados pelos alunos, apresente-lhes o tema da aula, informando-lhes que um estudo maior será feito sobre as sequências dialogais, como estas colaboram para a construção dos perfis dos personagens por meio de suas falas e seus níveis de linguagem. Além disso, será abordada também a distinção entre tipos de rubricas.

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Tempo sugerido: 35 minutos

Orientações:

  • Apresente à turma o fragmento da Cena IV, da peça O Judas em sábado de aleluia. O texto foi escrito por Martins Pena, precursor da comédia de costumes no Brasil. A história se passa no Rio de Janeiro do século XIX, no ano de 1844. (Referência: O Judas em sábado de aleluia. Disponível em: http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/MartinsPena/ojudasemsabadodealeluia.htm . Acesso em: 25 nov. 2018).
  • Considere o trecho extraído da cena IV. Apresente-o aos alunos, por meio de uma reprodução em slides, na qual as rubricas (Finge que chora / Enternecido / Ajoelha-se, e enquanto fala, Maricota ri-se, sem que ele veja) sejam ocultadas no fragmento.

2.1. Depois, peça à turma que leia o texto em questão e descreva o que acontece entre os personagens na cena. Os alunos podem sinalizar que se trata de um diálogo no qual Maricota declara-se a Faustino, que desconfia do amor da moça. Diante dos argumentos da jovem, o rapaz arrepende-se enquanto ela segue aborrecida.

  • Agora, revele aos alunos a versão completa do fragmento, com as rubricas exibidas.

3.1. Peça-lhes que releiam o trecho, debruçando-se sobre as seguintes questões:

  • Com o trecho completo, a interpretação da cena se mantém? Espera-se que os alunos reparem que não. A presença das rubricas dá nova noção sobre as atitudes e os sentimentos dos personagens na cena.
  • O que a versão completa do fragmento revela aos leitores? Como essa revelação se dá, no nível do texto? Faustino desconfia do amor de Maricota ao passo que esta lhe jura seu amor por meio de perguntas retóricas e argumentação consistente. No entanto, as rubricas, que revelam as atitudes sutis da personagem em cena, bem como os sentimentos que ela é capaz de dissimular, mostram uma Maricota astuta e mentirosa, que finge amor pela figura de Faustino, colocando-se como inocente diante dele.

4. A partir dessas noções, pergunte à turma se é possível arriscar interpretações sobre a função das rubricas e das sequências dialogais no texto dramático. Interesse-se pelas contribuições dos alunos, aprofundando os olhares, se for necessário. Sabemos que a farsa do amor de Maricota por Faustino é um tema central, na peça “O Judas em sábado de aleluia”, que motiva a vingança do personagem e outros desdobramentos. Portanto, o diálogo que se estabelece entre personagens, por meio das sequências, é o que compõe o núcleo, a parte fundamental do texto teatral. Assim, para acompanharmos e entendermos o enredo, é essencial ficarmos atentos aos nomes dos personagens e a quem corresponde cada uma das falas, o que revelam as rubricas, etc.

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Orientações:

1. Apresente à turma o fragmento da Cena IV, da peça O Judas em sábado de aleluia. O texto foi escrito por Martins Pena, precursor da comédia de costumes no Brasil. A história se passa no Rio de Janeiro do século XIX, no ano de 1844. (Referência: O Judas em sábado de aleluia. Disponível em: http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/MartinsPena/ojudasemsabadodealeluia.htm . Acesso em: 25 nov. 2018).

2. Considere o trecho extraído da cena IV. Apresente-o aos alunos, por meio de uma reprodução em slides, na qual as rubricas (Finge que chora / Enternecido / Ajoelha-se, e enquanto fala, Maricota ri-se, sem que ele veja) sejam ocultadas no fragmento.

2.1. Depois, peça à turma que leia o texto em questão e descreva o que acontece entre os personagens na cena. Os alunos podem sinalizar que se trata de um diálogo no qual Maricota declara-se a Faustino, que desconfia do amor da moça. Diante dos argumentos da jovem, o rapaz arrepende-se enquanto ela segue aborrecida.

3. Agora, revele aos alunos a versão completa do fragmento, com as rubricas exibidas.

3.1. Peça-lhes que releiam o trecho, debruçando-se sobre as seguintes questões:

  • Com o trecho completo, a interpretação da cena se mantém? Espera-se que os alunos reparem que não. A presença das rubricas dá nova noção sobre as atitudes e os sentimentos dos personagens na cena.
  • O que a versão completa do fragmento revela aos leitores? Como essa revelação se dá, no nível do texto? Faustino desconfia do amor de Maricota ao passo que esta lhe jura seu amor por meio de perguntas retóricas e argumentação consistente. No entanto, as rubricas, que revelam as atitudes sutis da personagem em cena, bem como os sentimentos que ela é capaz de dissimular, mostram uma Maricota astuta e mentirosa, que finge amor pela figura de Faustino, colocando-se como inocente diante dele.

4. A partir dessas noções, pergunte à turma se é possível arriscar interpretações sobre a função das rubricas e das sequências dialogais no texto dramático. Interesse-se pelas contribuições dos alunos, aprofundando os olhares, se for necessário. Sabemos que a farsa do amor de Maricota por Faustino é um tema central, na peça “O Judas em sábado de aleluia”, que motiva a vingança do personagem e outros desdobramentos. Portanto, o diálogo que se estabelece entre personagens, por meio das sequências, é o que compõe o núcleo, a parte fundamental do texto teatral. Assim, para acompanharmos e entendermos o enredo, é essencial ficarmos atentos aos nomes dos personagens e a quem corresponde cada uma das falas, o que revelam as rubricas, etc.

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Orientações:

  • Oriente a turma a fazer a leitura da cena X, de “O Judas em sábado de aleluia”. Convide alunos para irem, voluntariamente, ao quadro e peça-lhes que relacionem, com ajuda da turma, todas as rubricas constantes na presente cena. Feito isso, peça-lhes que respondam às seguintes perguntas:
  • Sabemos que as rubricas dão orientações sobre os personagens na peça. Na cena X, liste, do primeiro slide, quais são as rubricas atribuídas a Faustino.

“à parte”, “aproxima-se pé ante pé”.

  • As rubricas referentes a Faustino, listadas na resposta anterior, orientam o personagem no mesmo sentido? Por quê? Talvez os alunos tenham mais dificuldade com essa questão. Ajude-os a notar que “aproxima-se pé ante pé” se trata de uma rubrica que indica o movimento a ser feito por Faustino na cena, enquanto que “à parte” é uma rubrica de interpretação ou tonalidade, já que indica o tom de fala para o ator.
  • As rubricas podem ser identificadas, visualmente, pela mudança do tipo de letra utilizado ou por outros destaques gráficos como o uso de parênteses, por exemplo. Relacione, no caderno, separadamente, as rubricas de interpretação e as de movimento que aparecem na totalidade da cena X. (Rubricas de movimento: “entra”, “senta-se”, “cose”, “aproxima-se pé ante pé”, “cai”, “levanta-se”, “retém”, “forcejando-se para fugir”, “tirando o chapéu”, “de joelhos”, “escondendo o rosto nas mãos”, “levanta-se”. Rubricas de interpretação: “suspirando”, “à parte”, “ouve com prazer”, “grita”, “assustada”, “reconhecendo-o”.)
  • De acordo com as rubricas relacionadas e divididas acima, qual delas foi a mais utilizada no texto? As rubricas de movimento.
  • O uso maior desse tipo de rubrica traz algum efeito à encenação? Espera-se que os alunos concluam que, com mais rubricas de movimento, a cena parecerá mais dinâmica e agitada, atraindo a atenção do espectador. Você pode salientar, também, que rubricas de movimento são bem presentes no texto teatral porque nele não há narrador. Logo, a história é contada pela própria dramatização dos fatos representados pelos personagens na cena.

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Orientações:

  • Oriente a turma a fazer a leitura da cena X, de “O Judas em sábado de aleluia”. Convide alunos para irem, voluntariamente, ao quadro e peça-lhes que relacionem, com ajuda da turma, todas as rubricas constantes na presente cena. Feito isso, peça-lhes que respondam às seguintes perguntas:
  • Sabemos que as rubricas dão orientações sobre os personagens na peça. Na cena X, liste, do primeiro slide, quais são as rubricas atribuídas a Faustino.

“à parte”, “aproxima-se pé ante pé”.

  • As rubricas referentes a Faustino, listadas na resposta anterior, orientam o personagem no mesmo sentido? Por quê? Talvez os alunos tenham mais dificuldade com essa questão. Ajude-os a notar que “aproxima-se pé ante pé” se trata de uma rubrica que indica o movimento a ser feito por Faustino na cena, enquanto que “à parte” é uma rubrica de interpretação ou tonalidade, já que indica o tom de fala para o ator.
  • As rubricas podem ser identificadas, visualmente, pela mudança do tipo de letra utilizado ou por outros destaques gráficos como o uso de parênteses, por exemplo. Relacione, no caderno, separadamente, as rubricas de interpretação e as de movimento que aparecem na totalidade da cena X. (Rubricas de movimento: “entra”, “senta-se”, “cose”, “aproxima-se pé ante pé”, “cai”, “levanta-se”, “retém”, “forcejando-se para fugir”, “tirando o chapéu”, “de joelhos”, “escondendo o rosto nas mãos”, “levanta-se”. Rubricas de interpretação: “suspirando”, “à parte”, “ouve com prazer”, “grita”, “assustada”, “reconhecendo-o”.)
  • De acordo com as rubricas relacionadas e divididas acima, qual delas foi a mais utilizada no texto? As rubricas de movimento.
  • O uso maior desse tipo de rubrica traz algum efeito à encenação? Espera-se que os alunos concluam que, com mais rubricas de movimento, a cena parecerá mais dinâmica e agitada, atraindo a atenção do espectador. Você pode salientar, também, que rubricas de movimento são bem presentes no texto teatral porque nele não há narrador. Logo, a história é contada pela própria dramatização dos fatos representados pelos personagens na cena.

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Orientações:

  • Oriente a turma a fazer a leitura da cena X, de “O Judas em sábado de aleluia”. Convide alunos para irem, voluntariamente, ao quadro e peça-lhes que relacionem, com ajuda da turma, todas as rubricas constantes na presente cena. Feito isso, peça-lhes que respondam às seguintes perguntas:
  • Sabemos que as rubricas dão orientações sobre os personagens na peça. Na cena X, liste, do primeiro slide, quais são as rubricas atribuídas a Faustino.

“à parte”, “aproxima-se pé ante pé”.

  • As rubricas referentes a Faustino, listadas na resposta anterior, orientam o personagem no mesmo sentido? Por quê? Talvez os alunos tenham mais dificuldade com essa questão. Ajude-os a notar que “aproxima-se pé ante pé” se trata de uma rubrica que indica o movimento a ser feito por Faustino na cena, enquanto que “à parte” é uma rubrica de interpretação ou tonalidade, já que indica o tom de fala para o ator.
  • As rubricas podem ser identificadas, visualmente, pela mudança do tipo de letra utilizado ou por outros destaques gráficos como o uso de parênteses, por exemplo. Relacione, no caderno, separadamente, as rubricas de interpretação e as de movimento que aparecem na totalidade da cena X. (Rubricas de movimento: “entra”, “senta-se”, “cose”, “aproxima-se pé ante pé”, “cai”, “levanta-se”, “retém”, “forcejando-se para fugir”, “tirando o chapéu”, “de joelhos”, “escondendo o rosto nas mãos”, “levanta-se”. Rubricas de interpretação: “suspirando”, “à parte”, “ouve com prazer”, “grita”, “assustada”, “reconhecendo-o”.)
  • De acordo com as rubricas relacionadas e divididas acima, qual delas foi a mais utilizada no texto? As rubricas de movimento.
  • O uso maior desse tipo de rubrica traz algum efeito à encenação? Espera-se que os alunos concluam que, com mais rubricas de movimento, a cena parecerá mais dinâmica e agitada, atraindo a atenção do espectador. Você pode salientar, também, que rubricas de movimento são bem presentes no texto teatral porque nele não há narrador. Logo, a história é contada pela própria dramatização dos fatos representados pelos personagens na cena.

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Orientações:

  • Oriente a turma a fazer a leitura da cena X, de “O Judas em sábado de aleluia”. Convide alunos para irem, voluntariamente, ao quadro e peça-lhes que relacionem, com ajuda da turma, todas as rubricas constantes na presente cena. Feito isso, peça-lhes que respondam às seguintes perguntas:
  • Sabemos que as rubricas dão orientações sobre os personagens na peça. Na cena X, liste, do primeiro slide, quais são as rubricas atribuídas a Faustino.

“à parte”, “aproxima-se pé ante pé”.

  • As rubricas referentes a Faustino, listadas na resposta anterior, orientam o personagem no mesmo sentido? Por quê? Talvez os alunos tenham mais dificuldade com essa questão. Ajude-os a notar que “aproxima-se pé ante pé” se trata de uma rubrica que indica o movimento a ser feito por Faustino na cena, enquanto que “à parte” é uma rubrica de interpretação ou tonalidade, já que indica o tom de fala para o ator.
  • As rubricas podem ser identificadas, visualmente, pela mudança do tipo de letra utilizado ou por outros destaques gráficos como o uso de parênteses, por exemplo. Relacione, no caderno, separadamente, as rubricas de interpretação e as de movimento que aparecem na totalidade da cena X. (Rubricas de movimento: “entra”, “senta-se”, “cose”, “aproxima-se pé ante pé”, “cai”, “levanta-se”, “retém”, “forcejando-se para fugir”, “tirando o chapéu”, “de joelhos”, “escondendo o rosto nas mãos”, “levanta-se”. Rubricas de interpretação: “suspirando”, “à parte”, “ouve com prazer”, “grita”, “assustada”, “reconhecendo-o”.)
  • De acordo com as rubricas relacionadas e divididas acima, qual delas foi a mais utilizada no texto? As rubricas de movimento.
  • O uso maior desse tipo de rubrica traz algum efeito à encenação? Espera-se que os alunos concluam que, com mais rubricas de movimento, a cena parecerá mais dinâmica e agitada, atraindo a atenção do espectador. Você pode salientar, também, que rubricas de movimento são bem presentes no texto teatral porque nele não há narrador. Logo, a história é contada pela própria dramatização dos fatos representados pelos personagens na cena.

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Orientações:

  • Oriente a turma a fazer a leitura da cena X, de “O Judas em sábado de aleluia”. Convide alunos para irem, voluntariamente, ao quadro e peça-lhes que relacionem, com ajuda da turma, todas as rubricas constantes na presente cena. Feito isso, peça-lhes que respondam às seguintes perguntas:
  • Sabemos que as rubricas dão orientações sobre os personagens na peça. Na cena X, liste, do primeiro slide, quais são as rubricas atribuídas a Faustino.

“à parte”, “aproxima-se pé ante pé”.

  • As rubricas referentes a Faustino, listadas na resposta anterior, orientam o personagem no mesmo sentido? Por quê? Talvez os alunos tenham mais dificuldade com essa questão. Ajude-os a notar que “aproxima-se pé ante pé” se trata de uma rubrica que indica o movimento a ser feito por Faustino na cena, enquanto que “à parte” é uma rubrica de interpretação ou tonalidade, já que indica o tom de fala para o ator.
  • As rubricas podem ser identificadas, visualmente, pela mudança do tipo de letra utilizado ou por outros destaques gráficos como o uso de parênteses, por exemplo. Relacione, no caderno, separadamente, as rubricas de interpretação e as de movimento que aparecem na totalidade da cena X. (Rubricas de movimento: “entra”, “senta-se”, “cose”, “aproxima-se pé ante pé”, “cai”, “levanta-se”, “retém”, “forcejando-se para fugir”, “tirando o chapéu”, “de joelhos”, “escondendo o rosto nas mãos”, “levanta-se”. Rubricas de interpretação: “suspirando”, “à parte”, “ouve com prazer”, “grita”, “assustada”, “reconhecendo-o”.)
  • De acordo com as rubricas relacionadas e divididas acima, qual delas foi a mais utilizada no texto? As rubricas de movimento.
  • O uso maior desse tipo de rubrica traz algum efeito à encenação? Espera-se que os alunos concluam que, com mais rubricas de movimento, a cena parecerá mais dinâmica e agitada, atraindo a atenção do espectador. Você pode salientar, também, que rubricas de movimento são bem presentes no texto teatral porque nele não há narrador. Logo, a história é contada pela própria dramatização dos fatos representados pelos personagens na cena.

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Orientações:

  • A respeito da linguagem empregada nas falas dos personagens, proponha, aos alunos, as seguintes questões:
  • No presente slide, estão algumas falas de personagens da peça “O Judas em sábado de aleluia”, escrita no século XIX. Você nota diferenças linguísticas entre aquela linguagem e a que utilizamos hoje em dia? Espera-se que os alunos respondam que sim, que a linguagem daquela época era diferente da nossa. No entanto, apesar das divergências, é possível perceber semelhanças com nossa forma de falar nos dias de hoje, além de notar traços de formalidade e informalidade presentes na peça.
  • Ao observar o conteúdo do slide, pode-se dizer que a linguagem empregada ali é mais formal ou mais informal? Mais informal.
  • Copie das falas acima as palavras ou expressões que justifiquem sua resposta anterior. Sugestões: “pra”, “tua”, “Continua”, “vai ver”, “estás vadia”.
  • Como você classificaria a fala de Faustino? Ela se distingue das demais? Por quê? Discuta a história com seus colegas, em dupla ou trio, e responda a essa questão. Sugestão: a fala de Faustino é mais formal, comparada às outras. Isso se deve ao fato de ela estar inserida num outro contexto, buscando atingir outro objetivo: o personagem dirige-se à sua nova amada e, tal como a maioria dos homens citados na peça, passam parte do tempo a cortejar suas pretendentes. As moças da peça preocupam-se com bons partidos, ocupantes de um lugar valorizado na sociedade. Assim, a linguagem formal e elegante remete à tradição, ao domínio de uma variante de prestígio social que impressiona, encanta e contribui para o cumprimento dos quesitos da conquista.

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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Revise com os alunos o segundo quadro do diagrama acima. Peça-lhes que reflitam sobre os conteúdos que foram abordados durante a presente aula. Solicite que eles façam uma síntese do que foi aprendido hoje, citando a relação entre estes três pontos: linguagem, níveis de formalidade e caracterização dos personagens. (Discuta, com os alunos, as respostas trazidas por eles. E, se for o caso, observe que a linguagem manifesta-se nas falas do texto dramático, estruturado por meio das sequências dialogais. Seus níveis de formalidade ou informalidade podem se somar como características aos perfis dos personagens na trama).

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos; ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a quarta aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero textual dramático (comédias) e no campo de atuação artístico-literário. A aula faz parte de uma sequência de atividades voltada para texto dramático, teatro e humor.

Informações sobre o Gênero: Texto dramático (comédias): produção artístico-literária que, reunindo texto e espetáculo, organiza e estrutura o humor dentro de uma apresentação, por meio dos elementos / momentos da narrativa e sequências dialogais. É irreverente, retrata o cotidiano e as pessoas comuns. Seu objetivo é entreter, provocando o riso do espectador e ampliando seu imaginário, levando-o a uma maior compreensão da realidade.

Materiais necessários: Projetor para a exibição dos conteúdos em slides; versões impressas do texto “O Judas em sábado de aleluia”.

Dificuldades antecipadas: Os alunos podem ter pouco conhecimento ou não se lembrarem de aspectos relacionados aos níveis de linguagem. Eles podem ter dificuldades em realizar exercícios de análise linguística sozinhos. Por isso, garanta que as carteiras da sala estejam organizadas em um grande círculo. Assim, você poderá ter maior controle da turma durante as atividades, os alunos terão melhor visão do quadro para acompanhar possíveis explicações ou orientações, e as tarefas poderão ser feitas em duplas, se for o caso.

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Tempo sugerido: 05 minutos.

Orientações: Professor, investigue os conhecimentos prévios dos alunos a partir das seguintes questões:

1. Qual diferença pode ser notada na estrutura de um texto dramático quando comparado a outros, em prosa, na tipologia narrativa? (Espera-se que os estudantes percebam que, diferentemente de outras narrativas, o texto dramático se estrutura a partir de sequências dialogais, ou seja, das falas das personagens, dispostas sequencial e alternadamente).

2. Em se tratando de textos dramáticos, nas falas das personagens, que detalhes podem ser notados? (As falas são, às vezes, acompanhadas de rubricas, que dão orientações sobre o que os atores devem fazer ou como devem se comportar durante uma encenação).

3. Agora, professor, após ouvir e confirmar os conhecimentos levantados pelos alunos, apresente-lhes o tema da aula, informando-lhes que um estudo maior será feito sobre as sequências dialogais, como estas colaboram para a construção dos perfis dos personagens por meio de suas falas e seus níveis de linguagem. Além disso, será abordada também a distinção entre tipos de rubricas.

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Tempo sugerido: 35 minutos

Orientações:

  • Apresente à turma o fragmento da Cena IV, da peça O Judas em sábado de aleluia. O texto foi escrito por Martins Pena, precursor da comédia de costumes no Brasil. A história se passa no Rio de Janeiro do século XIX, no ano de 1844. (Referência: O Judas em sábado de aleluia. Disponível em: http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/MartinsPena/ojudasemsabadodealeluia.htm . Acesso em: 25 nov. 2018).
  • Considere o trecho extraído da cena IV. Apresente-o aos alunos, por meio de uma reprodução em slides, na qual as rubricas (Finge que chora / Enternecido / Ajoelha-se, e enquanto fala, Maricota ri-se, sem que ele veja) sejam ocultadas no fragmento.

2.1. Depois, peça à turma que leia o texto em questão e descreva o que acontece entre os personagens na cena. Os alunos podem sinalizar que se trata de um diálogo no qual Maricota declara-se a Faustino, que desconfia do amor da moça. Diante dos argumentos da jovem, o rapaz arrepende-se enquanto ela segue aborrecida.

  • Agora, revele aos alunos a versão completa do fragmento, com as rubricas exibidas.

3.1. Peça-lhes que releiam o trecho, debruçando-se sobre as seguintes questões:

  • Com o trecho completo, a interpretação da cena se mantém? Espera-se que os alunos reparem que não. A presença das rubricas dá nova noção sobre as atitudes e os sentimentos dos personagens na cena.
  • O que a versão completa do fragmento revela aos leitores? Como essa revelação se dá, no nível do texto? Faustino desconfia do amor de Maricota ao passo que esta lhe jura seu amor por meio de perguntas retóricas e argumentação consistente. No entanto, as rubricas, que revelam as atitudes sutis da personagem em cena, bem como os sentimentos que ela é capaz de dissimular, mostram uma Maricota astuta e mentirosa, que finge amor pela figura de Faustino, colocando-se como inocente diante dele.

4. A partir dessas noções, pergunte à turma se é possível arriscar interpretações sobre a função das rubricas e das sequências dialogais no texto dramático. Interesse-se pelas contribuições dos alunos, aprofundando os olhares, se for necessário. Sabemos que a farsa do amor de Maricota por Faustino é um tema central, na peça “O Judas em sábado de aleluia”, que motiva a vingança do personagem e outros desdobramentos. Portanto, o diálogo que se estabelece entre personagens, por meio das sequências, é o que compõe o núcleo, a parte fundamental do texto teatral. Assim, para acompanharmos e entendermos o enredo, é essencial ficarmos atentos aos nomes dos personagens e a quem corresponde cada uma das falas, o que revelam as rubricas, etc.

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Orientações:

1. Apresente à turma o fragmento da Cena IV, da peça O Judas em sábado de aleluia. O texto foi escrito por Martins Pena, precursor da comédia de costumes no Brasil. A história se passa no Rio de Janeiro do século XIX, no ano de 1844. (Referência: O Judas em sábado de aleluia. Disponível em: http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/MartinsPena/ojudasemsabadodealeluia.htm . Acesso em: 25 nov. 2018).

2. Considere o trecho extraído da cena IV. Apresente-o aos alunos, por meio de uma reprodução em slides, na qual as rubricas (Finge que chora / Enternecido / Ajoelha-se, e enquanto fala, Maricota ri-se, sem que ele veja) sejam ocultadas no fragmento.

2.1. Depois, peça à turma que leia o texto em questão e descreva o que acontece entre os personagens na cena. Os alunos podem sinalizar que se trata de um diálogo no qual Maricota declara-se a Faustino, que desconfia do amor da moça. Diante dos argumentos da jovem, o rapaz arrepende-se enquanto ela segue aborrecida.

3. Agora, revele aos alunos a versão completa do fragmento, com as rubricas exibidas.

3.1. Peça-lhes que releiam o trecho, debruçando-se sobre as seguintes questões:

  • Com o trecho completo, a interpretação da cena se mantém? Espera-se que os alunos reparem que não. A presença das rubricas dá nova noção sobre as atitudes e os sentimentos dos personagens na cena.
  • O que a versão completa do fragmento revela aos leitores? Como essa revelação se dá, no nível do texto? Faustino desconfia do amor de Maricota ao passo que esta lhe jura seu amor por meio de perguntas retóricas e argumentação consistente. No entanto, as rubricas, que revelam as atitudes sutis da personagem em cena, bem como os sentimentos que ela é capaz de dissimular, mostram uma Maricota astuta e mentirosa, que finge amor pela figura de Faustino, colocando-se como inocente diante dele.

4. A partir dessas noções, pergunte à turma se é possível arriscar interpretações sobre a função das rubricas e das sequências dialogais no texto dramático. Interesse-se pelas contribuições dos alunos, aprofundando os olhares, se for necessário. Sabemos que a farsa do amor de Maricota por Faustino é um tema central, na peça “O Judas em sábado de aleluia”, que motiva a vingança do personagem e outros desdobramentos. Portanto, o diálogo que se estabelece entre personagens, por meio das sequências, é o que compõe o núcleo, a parte fundamental do texto teatral. Assim, para acompanharmos e entendermos o enredo, é essencial ficarmos atentos aos nomes dos personagens e a quem corresponde cada uma das falas, o que revelam as rubricas, etc.

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Orientações:

  • Oriente a turma a fazer a leitura da cena X, de “O Judas em sábado de aleluia”. Convide alunos para irem, voluntariamente, ao quadro e peça-lhes que relacionem, com ajuda da turma, todas as rubricas constantes na presente cena. Feito isso, peça-lhes que respondam às seguintes perguntas:
  • Sabemos que as rubricas dão orientações sobre os personagens na peça. Na cena X, liste, do primeiro slide, quais são as rubricas atribuídas a Faustino.

“à parte”, “aproxima-se pé ante pé”.

  • As rubricas referentes a Faustino, listadas na resposta anterior, orientam o personagem no mesmo sentido? Por quê? Talvez os alunos tenham mais dificuldade com essa questão. Ajude-os a notar que “aproxima-se pé ante pé” se trata de uma rubrica que indica o movimento a ser feito por Faustino na cena, enquanto que “à parte” é uma rubrica de interpretação ou tonalidade, já que indica o tom de fala para o ator.
  • As rubricas podem ser identificadas, visualmente, pela mudança do tipo de letra utilizado ou por outros destaques gráficos como o uso de parênteses, por exemplo. Relacione, no caderno, separadamente, as rubricas de interpretação e as de movimento que aparecem na totalidade da cena X. (Rubricas de movimento: “entra”, “senta-se”, “cose”, “aproxima-se pé ante pé”, “cai”, “levanta-se”, “retém”, “forcejando-se para fugir”, “tirando o chapéu”, “de joelhos”, “escondendo o rosto nas mãos”, “levanta-se”. Rubricas de interpretação: “suspirando”, “à parte”, “ouve com prazer”, “grita”, “assustada”, “reconhecendo-o”.)
  • De acordo com as rubricas relacionadas e divididas acima, qual delas foi a mais utilizada no texto? As rubricas de movimento.
  • O uso maior desse tipo de rubrica traz algum efeito à encenação? Espera-se que os alunos concluam que, com mais rubricas de movimento, a cena parecerá mais dinâmica e agitada, atraindo a atenção do espectador. Você pode salientar, também, que rubricas de movimento são bem presentes no texto teatral porque nele não há narrador. Logo, a história é contada pela própria dramatização dos fatos representados pelos personagens na cena.
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Orientações:

  • Oriente a turma a fazer a leitura da cena X, de “O Judas em sábado de aleluia”. Convide alunos para irem, voluntariamente, ao quadro e peça-lhes que relacionem, com ajuda da turma, todas as rubricas constantes na presente cena. Feito isso, peça-lhes que respondam às seguintes perguntas:
  • Sabemos que as rubricas dão orientações sobre os personagens na peça. Na cena X, liste, do primeiro slide, quais são as rubricas atribuídas a Faustino.

“à parte”, “aproxima-se pé ante pé”.

  • As rubricas referentes a Faustino, listadas na resposta anterior, orientam o personagem no mesmo sentido? Por quê? Talvez os alunos tenham mais dificuldade com essa questão. Ajude-os a notar que “aproxima-se pé ante pé” se trata de uma rubrica que indica o movimento a ser feito por Faustino na cena, enquanto que “à parte” é uma rubrica de interpretação ou tonalidade, já que indica o tom de fala para o ator.
  • As rubricas podem ser identificadas, visualmente, pela mudança do tipo de letra utilizado ou por outros destaques gráficos como o uso de parênteses, por exemplo. Relacione, no caderno, separadamente, as rubricas de interpretação e as de movimento que aparecem na totalidade da cena X. (Rubricas de movimento: “entra”, “senta-se”, “cose”, “aproxima-se pé ante pé”, “cai”, “levanta-se”, “retém”, “forcejando-se para fugir”, “tirando o chapéu”, “de joelhos”, “escondendo o rosto nas mãos”, “levanta-se”. Rubricas de interpretação: “suspirando”, “à parte”, “ouve com prazer”, “grita”, “assustada”, “reconhecendo-o”.)
  • De acordo com as rubricas relacionadas e divididas acima, qual delas foi a mais utilizada no texto? As rubricas de movimento.
  • O uso maior desse tipo de rubrica traz algum efeito à encenação? Espera-se que os alunos concluam que, com mais rubricas de movimento, a cena parecerá mais dinâmica e agitada, atraindo a atenção do espectador. Você pode salientar, também, que rubricas de movimento são bem presentes no texto teatral porque nele não há narrador. Logo, a história é contada pela própria dramatização dos fatos representados pelos personagens na cena.
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Orientações:

  • Oriente a turma a fazer a leitura da cena X, de “O Judas em sábado de aleluia”. Convide alunos para irem, voluntariamente, ao quadro e peça-lhes que relacionem, com ajuda da turma, todas as rubricas constantes na presente cena. Feito isso, peça-lhes que respondam às seguintes perguntas:
  • Sabemos que as rubricas dão orientações sobre os personagens na peça. Na cena X, liste, do primeiro slide, quais são as rubricas atribuídas a Faustino.

“à parte”, “aproxima-se pé ante pé”.

  • As rubricas referentes a Faustino, listadas na resposta anterior, orientam o personagem no mesmo sentido? Por quê? Talvez os alunos tenham mais dificuldade com essa questão. Ajude-os a notar que “aproxima-se pé ante pé” se trata de uma rubrica que indica o movimento a ser feito por Faustino na cena, enquanto que “à parte” é uma rubrica de interpretação ou tonalidade, já que indica o tom de fala para o ator.
  • As rubricas podem ser identificadas, visualmente, pela mudança do tipo de letra utilizado ou por outros destaques gráficos como o uso de parênteses, por exemplo. Relacione, no caderno, separadamente, as rubricas de interpretação e as de movimento que aparecem na totalidade da cena X. (Rubricas de movimento: “entra”, “senta-se”, “cose”, “aproxima-se pé ante pé”, “cai”, “levanta-se”, “retém”, “forcejando-se para fugir”, “tirando o chapéu”, “de joelhos”, “escondendo o rosto nas mãos”, “levanta-se”. Rubricas de interpretação: “suspirando”, “à parte”, “ouve com prazer”, “grita”, “assustada”, “reconhecendo-o”.)
  • De acordo com as rubricas relacionadas e divididas acima, qual delas foi a mais utilizada no texto? As rubricas de movimento.
  • O uso maior desse tipo de rubrica traz algum efeito à encenação? Espera-se que os alunos concluam que, com mais rubricas de movimento, a cena parecerá mais dinâmica e agitada, atraindo a atenção do espectador. Você pode salientar, também, que rubricas de movimento são bem presentes no texto teatral porque nele não há narrador. Logo, a história é contada pela própria dramatização dos fatos representados pelos personagens na cena.
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Orientações:

  • Oriente a turma a fazer a leitura da cena X, de “O Judas em sábado de aleluia”. Convide alunos para irem, voluntariamente, ao quadro e peça-lhes que relacionem, com ajuda da turma, todas as rubricas constantes na presente cena. Feito isso, peça-lhes que respondam às seguintes perguntas:
  • Sabemos que as rubricas dão orientações sobre os personagens na peça. Na cena X, liste, do primeiro slide, quais são as rubricas atribuídas a Faustino.

“à parte”, “aproxima-se pé ante pé”.

  • As rubricas referentes a Faustino, listadas na resposta anterior, orientam o personagem no mesmo sentido? Por quê? Talvez os alunos tenham mais dificuldade com essa questão. Ajude-os a notar que “aproxima-se pé ante pé” se trata de uma rubrica que indica o movimento a ser feito por Faustino na cena, enquanto que “à parte” é uma rubrica de interpretação ou tonalidade, já que indica o tom de fala para o ator.
  • As rubricas podem ser identificadas, visualmente, pela mudança do tipo de letra utilizado ou por outros destaques gráficos como o uso de parênteses, por exemplo. Relacione, no caderno, separadamente, as rubricas de interpretação e as de movimento que aparecem na totalidade da cena X. (Rubricas de movimento: “entra”, “senta-se”, “cose”, “aproxima-se pé ante pé”, “cai”, “levanta-se”, “retém”, “forcejando-se para fugir”, “tirando o chapéu”, “de joelhos”, “escondendo o rosto nas mãos”, “levanta-se”. Rubricas de interpretação: “suspirando”, “à parte”, “ouve com prazer”, “grita”, “assustada”, “reconhecendo-o”.)
  • De acordo com as rubricas relacionadas e divididas acima, qual delas foi a mais utilizada no texto? As rubricas de movimento.
  • O uso maior desse tipo de rubrica traz algum efeito à encenação? Espera-se que os alunos concluam que, com mais rubricas de movimento, a cena parecerá mais dinâmica e agitada, atraindo a atenção do espectador. Você pode salientar, também, que rubricas de movimento são bem presentes no texto teatral porque nele não há narrador. Logo, a história é contada pela própria dramatização dos fatos representados pelos personagens na cena.
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Orientações:

  • Oriente a turma a fazer a leitura da cena X, de “O Judas em sábado de aleluia”. Convide alunos para irem, voluntariamente, ao quadro e peça-lhes que relacionem, com ajuda da turma, todas as rubricas constantes na presente cena. Feito isso, peça-lhes que respondam às seguintes perguntas:
  • Sabemos que as rubricas dão orientações sobre os personagens na peça. Na cena X, liste, do primeiro slide, quais são as rubricas atribuídas a Faustino.

“à parte”, “aproxima-se pé ante pé”.

  • As rubricas referentes a Faustino, listadas na resposta anterior, orientam o personagem no mesmo sentido? Por quê? Talvez os alunos tenham mais dificuldade com essa questão. Ajude-os a notar que “aproxima-se pé ante pé” se trata de uma rubrica que indica o movimento a ser feito por Faustino na cena, enquanto que “à parte” é uma rubrica de interpretação ou tonalidade, já que indica o tom de fala para o ator.
  • As rubricas podem ser identificadas, visualmente, pela mudança do tipo de letra utilizado ou por outros destaques gráficos como o uso de parênteses, por exemplo. Relacione, no caderno, separadamente, as rubricas de interpretação e as de movimento que aparecem na totalidade da cena X. (Rubricas de movimento: “entra”, “senta-se”, “cose”, “aproxima-se pé ante pé”, “cai”, “levanta-se”, “retém”, “forcejando-se para fugir”, “tirando o chapéu”, “de joelhos”, “escondendo o rosto nas mãos”, “levanta-se”. Rubricas de interpretação: “suspirando”, “à parte”, “ouve com prazer”, “grita”, “assustada”, “reconhecendo-o”.)
  • De acordo com as rubricas relacionadas e divididas acima, qual delas foi a mais utilizada no texto? As rubricas de movimento.
  • O uso maior desse tipo de rubrica traz algum efeito à encenação? Espera-se que os alunos concluam que, com mais rubricas de movimento, a cena parecerá mais dinâmica e agitada, atraindo a atenção do espectador. Você pode salientar, também, que rubricas de movimento são bem presentes no texto teatral porque nele não há narrador. Logo, a história é contada pela própria dramatização dos fatos representados pelos personagens na cena.
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Orientações:

  • A respeito da linguagem empregada nas falas dos personagens, proponha, aos alunos, as seguintes questões:
  • No presente slide, estão algumas falas de personagens da peça “O Judas em sábado de aleluia”, escrita no século XIX. Você nota diferenças linguísticas entre aquela linguagem e a que utilizamos hoje em dia? Espera-se que os alunos respondam que sim, que a linguagem daquela época era diferente da nossa. No entanto, apesar das divergências, é possível perceber semelhanças com nossa forma de falar nos dias de hoje, além de notar traços de formalidade e informalidade presentes na peça.
  • Ao observar o conteúdo do slide, pode-se dizer que a linguagem empregada ali é mais formal ou mais informal? Mais informal.
  • Copie das falas acima as palavras ou expressões que justifiquem sua resposta anterior. Sugestões: “pra”, “tua”, “Continua”, “vai ver”, “estás vadia”.
  • Como você classificaria a fala de Faustino? Ela se distingue das demais? Por quê? Discuta a história com seus colegas, em dupla ou trio, e responda a essa questão. Sugestão: a fala de Faustino é mais formal, comparada às outras. Isso se deve ao fato de ela estar inserida num outro contexto, buscando atingir outro objetivo: o personagem dirige-se à sua nova amada e, tal como a maioria dos homens citados na peça, passam parte do tempo a cortejar suas pretendentes. As moças da peça preocupam-se com bons partidos, ocupantes de um lugar valorizado na sociedade. Assim, a linguagem formal e elegante remete à tradição, ao domínio de uma variante de prestígio social que impressiona, encanta e contribui para o cumprimento dos quesitos da conquista.
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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Revise com os alunos o segundo quadro do diagrama acima. Peça-lhes que reflitam sobre os conteúdos que foram abordados durante a presente aula. Solicite que eles façam uma síntese do que foi aprendido hoje, citando a relação entre estes três pontos: linguagem, níveis de formalidade e caracterização dos personagens. (Discuta, com os alunos, as respostas trazidas por eles. E, se for o caso, observe que a linguagem manifesta-se nas falas do texto dramático, estruturado por meio das sequências dialogais. Seus níveis de formalidade ou informalidade podem se somar como características aos perfis dos personagens na trama).
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