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Plano de aula > Língua Portuguesa > 8º ano > Análise linguística/Semiótica

Plano de aula - Emprego dos verbos na construção da narrativa no gênero conto de terror e suspense

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 8º ano do EF sobre Emprego dos verbos na construção da narrativa no gênero conto de terror e suspense

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Joice Eloi Guimarães

Sugestão de adaptação para ensino remoto

Recursos indicados
Necessários:
Plataformas para troca de mensagens e documentos, como WhatsApp ou e-mail;
Imagens do Chapéu de Guizos e trechos (original e adaptado), disponíveis no plano original;
PowerPoint narrado (tutorial disponível aqui).

Tema
Desafie os alunos, através do WhatsApp, a escrever uma história sem usar verbos: você é capaz de contar uma história sem usar verbos? Marque uma data para a finalização do desafio e instigue os colegas a interagir com cada possível resposta, apontando se há ou realmente não há verbo na tentativa de narrativa. Analise todas as devolutivas dos alunos para, com isso, poder levá-los a perceber que, para narrar um fato, de maneira oral ou escrita, sempre utilizamos verbos. Explique que, quando contamos algo, empregamos, mais frequentemente, verbos no pretérito. Porém, isso não significa que outros tempos verbais não possam ser utilizados para criar diferentes efeitos de sentido. Sua explicação pode se dar por meio de áudio ou vídeo, criado por você, pelo aparelho de celular.

Introdução
Encaminhe aos alunos, como anexo via WhatsApp, a imagem de um chapéu de guizos chinês. Junto à imagem, acrescente o questionamento: você já viu ou conhece o chapéu de guizos chinês? Explique que os guizos são os objetos que estão pendurados na aba do chapéu. Utilizando a definição constante no dicionário, fale que o guizo é uma “pequena esfera oca de metal que ressoa quando se agita com as bolinhas que contém” (disponível aqui, acessado em 6/11/18). Explique que, nesta aula, eles estudarão o emprego dos verbos em um conto cujo título é “Chapéu de guizos chinês”. Apresente a autora do conto: Rosa Amanda Strausz, uma escritora carioca que já ganhou o Prêmio Jabuti, o mais tradicional prêmio literário no Brasil. Explique também que ela é autora de um livro que reúne 11 contos de terror, entre eles, o conto “Chapéu de guizos chinês”. Pergunte também o que eles esperam de uma narrativa com esse título, sabendo que se trata de um conto de terror e suspense. Questione que assuntos eles acham que poderão ser abordados e de que maneira o texto pode ser assustador. Combine a devolutiva das questões por meio de fotos da atividade pelo WhatsApp, no privado. Em um segundo momento, encaminhe, como folha-tarefa via WhatsApp, um trecho do conto “O chapéu de guizos chinês”. Veja-o no plano original. No mesmo material, explique que se trata de alguém narrando algo relacionado a si mesmo, ou seja, um narrador personagem, e que, por conta disso, os verbos são empregados em 1ª pessoa do singular. Dê exemplos como: aprendi (linha 2) e escutava (linha 7). Lembre-os de que não é preciso repetir o sujeito do verbo (no caso, “eu”) a cada vez que empregamos o verbo, pois, se o fizermos, o texto fica repetitivo e cansativo para o leitor. Peça que os alunos leiam silenciosamente o trecho do conto. Observe que os verbos ouvir (linha 1), conseguir (linha 5), ter (linha 6), ouvir (linha 8) e cantar (linha 11) foram propositalmente modificados no que diz respeito ao tempo verbal. Pergunte se, a partir da leitura desse trecho, eles concordam que se trata de uma história pertencente ao gênero conto de terror e suspense. Peça que justifiquem suas respostas e que concentrem a atenção na construção do texto. Questione-os sobre os verbos empregados: perceberam algum problema em relação a eles? Instigue os alunos a perceber as inadequações. Peça que eles deem sugestões de como essas inadequações poderiam ser corrigidas, considerando os demais elementos linguísticos que se relacionam aos verbos. Chame a atenção para as relações de sentido entre esses elementos, por exemplo: “desde muito criança” remete a uma ação que aconteceu ou acontecia no passado, portanto, não é possível, na linha 1, a utilização do verbo “ouvir” no futuro.

Desenvolvimento
Encaminhe um novo documento aos alunos, via WhatsApp, agora com o trecho original do conto com os verbos flexionados corretamente e destacados, com uma lista de perguntas: 1. Você concorda com a forma como os verbos foram empregados na versão agora exposta? 2. Quais tempos verbais você encontrou no trecho? 3. Qual/quais foi/foram o/os mais predominante/s? (Provoque-os a refletir sobre a utilização desses verbos no trecho lido.) 4. Por que são utilizados mais verbos no passado (pretérito perfeito e imperfeito)? 5. Essa opção contribui para a criação de suspense em relação à história narrada? 6. Caso a autora tivesse optado por outros tempos verbais, de que forma essa escolha alteraria o sentido do texto? Peça que registrem suas respostas no caderno de aula e as encaminhem via WhatsApp, no privado. Após os alunos expressarem suas opiniões, sintetize oralmente, por áudio, algumas informações como: no gênero conto de terror e suspense, a sequência textual predominante é a narrativa, aquela em que se conta algum fato. Por isso, em geral, os verbos mais utilizados estão no pretérito. Isso não impede que outros tempos verbais sejam utilizados, a depender do momento temporal em que o narrador está situado e do efeito que se pretende atribuir à história. Lembre-os, com base nos verbos presentes no trecho, dos tempos verbais:
Pretérito perfeito: utilizado quando o fato expresso pelo verbo aconteceu em algum momento anterior ao que a história é contada;
Pretérito imperfeito: utilizado quando o fato expresso pelo verbo acontecia com certa frequência em momentos anteriores ao que a história é contada; Presente: utilizado quando o fato expresso pelo verbo acontece atualmente, no momento em que a história é contada.

Fechamento
Crie uma apresentação em PowerPoint narrado para finalizar esta proposta. No material, fale para os alunos que, no trecho lido anteriormente (apresente o trecho), o narrador inicia sua história criando uma expectativa no leitor  característica do gênero conto de terror e suspense. Para tanto, ao contar os fatos, não segue uma ordem cronológica. Por isso, como observado anteriormente, há variedade na utilização dos tempos verbais em diferentes momentos do trecho. Explique, utilizando um mapa mental (veja no plano original), o percurso temporal utilizado na construção da narrativa. Finalize estimulando-os a refletir, fazendo perguntas como: se a autora tivesse optado por utilizar um único tempo verbal  por exemplo, o pretérito perfeito –, essa escolha modificaria o sentido do texto? Por quê? Poderiam ser utilizados outros tempos verbais nesse trecho? Quais? Como? Você acha que a história que será contada se passará no passado ou no presente? Por quê?

Convite às famílias
As famílias podem ser convidadas a também refletir sobre o título “Chapéu de guizos”. Cada familiar pode sugerir sobre o que se trata a história. Os alunos poderão gravar áudio de seus familiares e suas impressões, e compartilhá-lo com a turma. Outra sugestão seria os familiares participarem do desafio de criar uma história sem verbos. Será que conseguem?

Sugestão Enviada Por: Michele Batista


Código: LPO8_01SQA04

(EF69LP47) Analisar, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas de composição próprias de cada gênero, os recursos coesivos que constroem a passagem do tempo e articulam suas partes, a escolha lexical típica de cada gênero para a caracterização dos cenários e dos personagens e os efeitos de sentido decorrentes dos tempos verbais, dos tipos de discurso, dos verbos de enunciação e das variedades linguísticas (no discurso direto, se houver) empregados, identificando o enredo e o foco narrativo e percebendo como se estrutura a narrativa nos diferentes gêneros e os efeitos de sentido decorrentes do foco narrativo típico de cada gênero, da caracterização dos espaços físico e psicológico e dos tempos cronológico e psicológico, das diferentes vozes no texto (do narrador, de personagens em discurso direto e indireto), do uso de pontuação expressiva, palavras e expressões conotativas e processos figurativos e do uso de recursos linguístico-gramaticais próprios a cada gênero narrativo.


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