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Plano de aula > Língua Portuguesa > 6º ano > Análise linguística/Semiótica

Plano de aula - Adjetivação dos personagens e espaços no gênero mito

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 6º ano do EF sobre Adjetivação dos personagens e espaços no gênero mito

Plano 05 de 15 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Matheus Seiji Bazaglia Kuroda

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é a quinta aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Mito e no campo de atuação Campo artístico literário. A aula faz parte do módulo de Análise Linguística e Semiótica. É recomendável que os alunos já tenham conhecimento sobre o gênero mito, bem como os adjetivos operam nesses enunciados, para que consigam desenvolver e potencializar os resultados as atividades propostas neste plano de aula.

Materiais necessários:

Informações sobre o gênero: Narrativa pedagógica de tradição oral que explica os diferentes fenômenos naturais e sobrenaturais utilizando uma linguagem simbólica.

Dificuldades antecipadas: Os alunos poderão ter dificuldades em escolher os adjetivos adequados para caracterizar os personagens da narrativa, pois podem inferir significados diferentes aos vocábulos ou desconhecer as diferentes possibilidades de sentido de cada adjetivo de acordo com o contexto.

Referências sobre o assunto:

DANTAS, I. M. ; SILVA, J. R. O par locução adjetiva/adjetivo: uma questão de leitura e de escrita no ensino de língua. In: XXIV Jornada Nacional do Grupo de Estudos Linguísticos do Nordeste (GELNE), 2012, Natal/RN. XXIV Jornada Nacional do Grupo de Estudos Linguísticos do Nordeste (GELNE). Natal/RN: EDUFRN, 2012. v. Único. p. 1-9.

JESUS, L. M.; BRANDÃO, H.N. Mito e tradução indígena. In.: BRANDÃO, H.N. (coord.) Gêneros do discurso na escola: mito, conto, cordel, discurso político, divulgação científica. São Paulo: Cortez, 2000. (Coleção aprender e ensinar com textos; v.5), p.47 a 84.

MAHER, Terezinha Machado. O Adjetivo... Quem diria? Apontamentos para um trabalho em Sala de Aula 185. In: Trabalhos em Linguística Aplicada n°. 9. Instituto de Estudos da Linguagem. UNICAMP - IEL. Campinas, 1987.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 min.

Orientações:

  • Apresente a proposta da aula aos alunos: leitura de um mito do qual foram retirados os adjetivos para que os alunos consigam, por inferência, preencher as lacunas deixadas com novas possibilidades de adjetivos. Isto é, nesta aula, será proposta uma atividade de caracterização de personagens e espaços, comparando posteriormente com o texto original, para perceber os efeitos de sentido produzidos pela escolha dos adjetivos. Os alunos poderão, então, por meio da aula, compreender também que os adjetivos funcionam como modi?cadores, percebendo sua função na caracterização dos espaços, tempos, personagens e ações próprios dentro do gênero mito.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Organize a sala em duplas. Esse tipo de trabalho favorece, em sala de aula, que os alunos pensem colaborativamente, visando a interação e apoio mútuo para a resolução das atividades.
  • Em uma discussão, proponha uma série de questionamentos aos alunos para que eles discutam em suas duplas: “Como chamam as palavras que caracterizam os personagens e o espaço nas narrativas? Qual é a importância do uso delas nas narrativas mitológicas?”. Garanta o tempo necessário para que eles possam resgatar seus conhecimentos prévios sobre o assunto, buscando informações dentro de seu repertório de conhecimento. É importante, portanto, que os alunos já tenham uma noção funcional do uso dos adjetivos nas narrativas.
  • Depois disso, peça que um aluno de cada grupo conte para a turma as respostas debatidas para estes questionamentos.
  • Faça as correções necessárias, após a exposição dos alunos, aproveitando o comentário da própria turma.

Respostas possíveis/ desejáveis:

  • As palavras usadas para caracterizar os personagens e os espaços nas narrativas são chamadas, na gramática normativa, de adjetivos.
  • Para este questionamento, há muitas possibilidades de respostas, dependendo, pois, do repertório de conhecimento sobre o assunto que o aluno tem. Por outro lado, é comum afirmar que os adjetivos, nas narrativas mitológicas, descrevem os personagens e os espaços, atribuindo-lhe características físicas geralmente idealizadas, mas sem muitos detalhes descritivos. Além disso, podem fazer breves descrições psicológicas e subjetivas.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações:

  • Anuncie que, agora, será lido um mito indígena, sobre a origem do pequi, árvore do cerrado brasileiro. Para ter acesso ao texto, clique aqui.
  • Imprima e entregue um texto para cada dupla. Peça que, coletivamente, iniciem uma leitura compartilhada, atentando-se às lacunas deixadas.
  • Logo após a leitura, oriente os os alunos a preencher as lacunas deixadas no texto com os adjetivos que eles acharem mais adequados ao contexto do mito.
  • É interessante pedir, aos alunos, que durante a atividade procurem por pistas no texto para justificar as suas escolhas de adjetivos para completar as lacunas. Quando isso não for possível, porém, oriente que eles podem procurar explicações a partir da coerência externa (Exemplo: para descrever uma possível lacuna para a palavra “céu”, poderiam ser usadas as palavras “azul”, “imenso”, “estrelado” e “nublado”, dependendo da situação enunciativa).
  • Durante a atividade, circule pelas duplas para verificar a participação de todos, bem como para, quando for necessário, auxiliar os alunos que possuírem mais dificuldades. Mostre a eles algumas pistas deixadas pelo texto (as desinências que os auxiliarão, por exemplo, com as flexões dos adjetivos; as informações dadas; a remissividade, etc.), sem dar as respostas.
  • Depois disso, leia o texto em voz alta e, em cada lacuna, faça uma pausa para que um aluno de cada dupla exponha a sua resposta. Quando houver divergência entre os grupos (espera-se que isso aconteça), peça que os alunos justifiquem as suas escolhas, estabelecendo, agora, um diálogo entre as duplas. Faça isso até finalizar a leitura do texto, elegendo coletivamente - em um consenso com toda turma - um adjetivo para cada lacuna, registrando-os no quadro.
  • Poderá ser feita, também, caso julgue necessária, uma leitura compartilhada desta versão criada pelos alunos, a fim de finalizar a atividade e para verificar, pela última vez, se as escolhas foram coerentes.
  • O tempo médio para a sequência de atividades deste slide é de, aproximadamente, 18 minutos.

Material Complementar:

  • É importante relatar que, para escolher os adjetivos para preencher as lacunas, os alunos deverão fazer escolhas conscientes que não devem acontecer de forma caótica. Nas narrativas (no mito), segundo Braulio Tavares, existe um princípio estilístico de querer "mostrar, em vez de apenas dizer". Isto é, em vez de o autor fornecer informações prontas sobre personagens, espaço ou situação, “é preferível fornecer pistas para que ele deduza a informação”; os adjetivos retirados, então, estão subentendidos, de alguma forma, durante o texto. Para ter acesso ao texto de Braulio Tavares, clique aqui.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Depois de ter feita uma nova versão do mito com os alunos, leia o texto original. Imprima-o e entregue às duplas. Para ter acesso ao texto, clique aqui.
  • Depois da leitura do texto, peça que os alunos comparem as duas versões do texto, atentando para a mudança de significado, respondendo, no caderno, à questão: “Compare as duas versões do mito. Reflita: A escolha dos adjetivos influencia na significação do texto?”.
  • Garanta tempo necessário para que os alunos consigam, a partir do contraste entre os dois textos, perceber as mudanças sugestivas que surgem a partir da escolha dos adjetivos, que são, costumeiramente, carregados de sentidos objetivos e subjetivos.
  • Depois que todos tiverem respondidos, peça que eles exponham as suas respostas.
  • O tempo médio para a sequência de atividades deste slide é de, aproximadamente, 12 minutos.

Material Complementar

  • Durante a leitura do texto original e ao comparar as duas versões, pode acontecer de os alunos “estranharem” construções em que aparecem locuções adjetivas. Nestes casos, relate que esses termos desenvolvem papel de modificadores, assim como os adjetivos, tendo a mesma função. Para ficar mais didático, escolha uma locução do texto e a transforme em adjetivo, mostrando como, na medida do possível, o sentido relativamente se mantém. Exemplo: substitua “da floresta”, no trecho “árvores da floresta”, pela expressão “florestais”. O reconhecimento da existência dessa possibilidade descritiva é importante para a ampliação do repertório dos alunos, dando condições para que, quando houver alguma atividade de produção textual, eles variem e tornem o texto mais dinâmico.

Resposta esperada/desejável:

  • Sim. Para responder à questão, é importante que os alunos percebam como os significados mudam de acordo com as escolhas dos adjetivos; afinal, segundo as teorias de Bakhtin (leia o artigo de Valquiria Botega de Lima, disponível aqui), palavras estão ideologicamente marcadas e, por isso, carregam muitos significados. A classe dos adjetivos é, então, um classe de modificadores, conferindo uma característica, modificação ou restrição a um substantivo (personagem, tempo, espaço ou situação). Caso os alunos não consigam responder a esta questão, exemplifique retirando o mesmo trecho dos dois textos (original e a versão produzida em sala), destacando como a descrição acontece de formas diferentes, podendo enaltecer aspectos físicos ou psicológicos, objetivos ou subjetivos, dependendo das escolhas. A adjetivação, pois, na medida em que varia, é o “tempero do texto”; é, então, um modo de “torná-lo único”, segundo Meher (1987).

Fechamento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações:

  • Peça que os alunos, individualmente, façam uma síntese da aula, apontando três conclusões sobre aquilo que eles julgarem mais importante sobre a aula.
  • Ao final, quando finalizarem essa atividade, peça que exponham as suas respostas, garantindo a participação de todos. Registre as respostas no quadro.
  • Sugira, caso alguma informação importante seja esquecida no relato dos alunos, algumas conclusões pertinentes (apontadas nas “respostas esperadas/desejáveis”).
  • Recapitule os pontos mais importantes da aula, relembrando o passo a passo, até chegar nas conclusões apontadas pelos alunos.

Material Complementar:

  • Caso julgue necessário, visando também a ampliação do repertório de textos deste gênero, disponibilize, como atividade pós-aula, a leitura integral do mito “A lenda do Pequi: O fruto do amor de Tainá-racan e Maluá”, de Laurenice Noleto Alves, disponível aqui.

Respostas esperadas/desejáveis:

  • Os alunos poderão elencar várias conclusões sobre a aula, entre as quais: o adjetivo é um elemento modificador carregado de significado; a escolha dos adjetivos para descrever os personagens, o espaço e a situação são propositais; o texto fornece pistas para possíveis significados a partir do contexto e do contexto.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é a quinta aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Mito e no campo de atuação Campo artístico literário. A aula faz parte do módulo de Análise Linguística e Semiótica. É recomendável que os alunos já tenham conhecimento sobre o gênero mito, bem como os adjetivos operam nesses enunciados, para que consigam desenvolver e potencializar os resultados as atividades propostas neste plano de aula.

Materiais necessários:

Informações sobre o gênero: Narrativa pedagógica de tradição oral que explica os diferentes fenômenos naturais e sobrenaturais utilizando uma linguagem simbólica.

Dificuldades antecipadas: Os alunos poderão ter dificuldades em escolher os adjetivos adequados para caracterizar os personagens da narrativa, pois podem inferir significados diferentes aos vocábulos ou desconhecer as diferentes possibilidades de sentido de cada adjetivo de acordo com o contexto.

Referências sobre o assunto:

DANTAS, I. M. ; SILVA, J. R. O par locução adjetiva/adjetivo: uma questão de leitura e de escrita no ensino de língua. In: XXIV Jornada Nacional do Grupo de Estudos Linguísticos do Nordeste (GELNE), 2012, Natal/RN. XXIV Jornada Nacional do Grupo de Estudos Linguísticos do Nordeste (GELNE). Natal/RN: EDUFRN, 2012. v. Único. p. 1-9.

JESUS, L. M.; BRANDÃO, H.N. Mito e tradução indígena. In.: BRANDÃO, H.N. (coord.) Gêneros do discurso na escola: mito, conto, cordel, discurso político, divulgação científica. São Paulo: Cortez, 2000. (Coleção aprender e ensinar com textos; v.5), p.47 a 84.

MAHER, Terezinha Machado. O Adjetivo... Quem diria? Apontamentos para um trabalho em Sala de Aula 185. In: Trabalhos em Linguística Aplicada n°. 9. Instituto de Estudos da Linguagem. UNICAMP - IEL. Campinas, 1987.

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Tempo sugerido: 2 min.

Orientações:

  • Apresente a proposta da aula aos alunos: leitura de um mito do qual foram retirados os adjetivos para que os alunos consigam, por inferência, preencher as lacunas deixadas com novas possibilidades de adjetivos. Isto é, nesta aula, será proposta uma atividade de caracterização de personagens e espaços, comparando posteriormente com o texto original, para perceber os efeitos de sentido produzidos pela escolha dos adjetivos. Os alunos poderão, então, por meio da aula, compreender também que os adjetivos funcionam como modi?cadores, percebendo sua função na caracterização dos espaços, tempos, personagens e ações próprios dentro do gênero mito.
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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Organize a sala em duplas. Esse tipo de trabalho favorece, em sala de aula, que os alunos pensem colaborativamente, visando a interação e apoio mútuo para a resolução das atividades.
  • Em uma discussão, proponha uma série de questionamentos aos alunos para que eles discutam em suas duplas: “Como chamam as palavras que caracterizam os personagens e o espaço nas narrativas? Qual é a importância do uso delas nas narrativas mitológicas?”. Garanta o tempo necessário para que eles possam resgatar seus conhecimentos prévios sobre o assunto, buscando informações dentro de seu repertório de conhecimento. É importante, portanto, que os alunos já tenham uma noção funcional do uso dos adjetivos nas narrativas.
  • Depois disso, peça que um aluno de cada grupo conte para a turma as respostas debatidas para estes questionamentos.
  • Faça as correções necessárias, após a exposição dos alunos, aproveitando o comentário da própria turma.

Respostas possíveis/ desejáveis:

  • As palavras usadas para caracterizar os personagens e os espaços nas narrativas são chamadas, na gramática normativa, de adjetivos.
  • Para este questionamento, há muitas possibilidades de respostas, dependendo, pois, do repertório de conhecimento sobre o assunto que o aluno tem. Por outro lado, é comum afirmar que os adjetivos, nas narrativas mitológicas, descrevem os personagens e os espaços, atribuindo-lhe características físicas geralmente idealizadas, mas sem muitos detalhes descritivos. Além disso, podem fazer breves descrições psicológicas e subjetivas.

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Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações:

  • Anuncie que, agora, será lido um mito indígena, sobre a origem do pequi, árvore do cerrado brasileiro. Para ter acesso ao texto, clique aqui.
  • Imprima e entregue um texto para cada dupla. Peça que, coletivamente, iniciem uma leitura compartilhada, atentando-se às lacunas deixadas.
  • Logo após a leitura, oriente os os alunos a preencher as lacunas deixadas no texto com os adjetivos que eles acharem mais adequados ao contexto do mito.
  • É interessante pedir, aos alunos, que durante a atividade procurem por pistas no texto para justificar as suas escolhas de adjetivos para completar as lacunas. Quando isso não for possível, porém, oriente que eles podem procurar explicações a partir da coerência externa (Exemplo: para descrever uma possível lacuna para a palavra “céu”, poderiam ser usadas as palavras “azul”, “imenso”, “estrelado” e “nublado”, dependendo da situação enunciativa).
  • Durante a atividade, circule pelas duplas para verificar a participação de todos, bem como para, quando for necessário, auxiliar os alunos que possuírem mais dificuldades. Mostre a eles algumas pistas deixadas pelo texto (as desinências que os auxiliarão, por exemplo, com as flexões dos adjetivos; as informações dadas; a remissividade, etc.), sem dar as respostas.
  • Depois disso, leia o texto em voz alta e, em cada lacuna, faça uma pausa para que um aluno de cada dupla exponha a sua resposta. Quando houver divergência entre os grupos (espera-se que isso aconteça), peça que os alunos justifiquem as suas escolhas, estabelecendo, agora, um diálogo entre as duplas. Faça isso até finalizar a leitura do texto, elegendo coletivamente - em um consenso com toda turma - um adjetivo para cada lacuna, registrando-os no quadro.
  • Poderá ser feita, também, caso julgue necessária, uma leitura compartilhada desta versão criada pelos alunos, a fim de finalizar a atividade e para verificar, pela última vez, se as escolhas foram coerentes.
  • O tempo médio para a sequência de atividades deste slide é de, aproximadamente, 18 minutos.

Material Complementar:

  • É importante relatar que, para escolher os adjetivos para preencher as lacunas, os alunos deverão fazer escolhas conscientes que não devem acontecer de forma caótica. Nas narrativas (no mito), segundo Braulio Tavares, existe um princípio estilístico de querer "mostrar, em vez de apenas dizer". Isto é, em vez de o autor fornecer informações prontas sobre personagens, espaço ou situação, “é preferível fornecer pistas para que ele deduza a informação”; os adjetivos retirados, então, estão subentendidos, de alguma forma, durante o texto. Para ter acesso ao texto de Braulio Tavares, clique aqui.

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Depois de ter feita uma nova versão do mito com os alunos, leia o texto original. Imprima-o e entregue às duplas. Para ter acesso ao texto, clique aqui.
  • Depois da leitura do texto, peça que os alunos comparem as duas versões do texto, atentando para a mudança de significado, respondendo, no caderno, à questão: “Compare as duas versões do mito. Reflita: A escolha dos adjetivos influencia na significação do texto?”.
  • Garanta tempo necessário para que os alunos consigam, a partir do contraste entre os dois textos, perceber as mudanças sugestivas que surgem a partir da escolha dos adjetivos, que são, costumeiramente, carregados de sentidos objetivos e subjetivos.
  • Depois que todos tiverem respondidos, peça que eles exponham as suas respostas.
  • O tempo médio para a sequência de atividades deste slide é de, aproximadamente, 12 minutos.

Material Complementar

  • Durante a leitura do texto original e ao comparar as duas versões, pode acontecer de os alunos “estranharem” construções em que aparecem locuções adjetivas. Nestes casos, relate que esses termos desenvolvem papel de modificadores, assim como os adjetivos, tendo a mesma função. Para ficar mais didático, escolha uma locução do texto e a transforme em adjetivo, mostrando como, na medida do possível, o sentido relativamente se mantém. Exemplo: substitua “da floresta”, no trecho “árvores da floresta”, pela expressão “florestais”. O reconhecimento da existência dessa possibilidade descritiva é importante para a ampliação do repertório dos alunos, dando condições para que, quando houver alguma atividade de produção textual, eles variem e tornem o texto mais dinâmico.

Resposta esperada/desejável:

  • Sim. Para responder à questão, é importante que os alunos percebam como os significados mudam de acordo com as escolhas dos adjetivos; afinal, segundo as teorias de Bakhtin (leia o artigo de Valquiria Botega de Lima, disponível aqui), palavras estão ideologicamente marcadas e, por isso, carregam muitos significados. A classe dos adjetivos é, então, um classe de modificadores, conferindo uma característica, modificação ou restrição a um substantivo (personagem, tempo, espaço ou situação). Caso os alunos não consigam responder a esta questão, exemplifique retirando o mesmo trecho dos dois textos (original e a versão produzida em sala), destacando como a descrição acontece de formas diferentes, podendo enaltecer aspectos físicos ou psicológicos, objetivos ou subjetivos, dependendo das escolhas. A adjetivação, pois, na medida em que varia, é o “tempero do texto”; é, então, um modo de “torná-lo único”, segundo Meher (1987).

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Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações:

  • Peça que os alunos, individualmente, façam uma síntese da aula, apontando três conclusões sobre aquilo que eles julgarem mais importante sobre a aula.
  • Ao final, quando finalizarem essa atividade, peça que exponham as suas respostas, garantindo a participação de todos. Registre as respostas no quadro.
  • Sugira, caso alguma informação importante seja esquecida no relato dos alunos, algumas conclusões pertinentes (apontadas nas “respostas esperadas/desejáveis”).
  • Recapitule os pontos mais importantes da aula, relembrando o passo a passo, até chegar nas conclusões apontadas pelos alunos.

Material Complementar:

  • Caso julgue necessário, visando também a ampliação do repertório de textos deste gênero, disponibilize, como atividade pós-aula, a leitura integral do mito “A lenda do Pequi: O fruto do amor de Tainá-racan e Maluá”, de Laurenice Noleto Alves, disponível aqui.

Respostas esperadas/desejáveis:

  • Os alunos poderão elencar várias conclusões sobre a aula, entre as quais: o adjetivo é um elemento modificador carregado de significado; a escolha dos adjetivos para descrever os personagens, o espaço e a situação são propositais; o texto fornece pistas para possíveis significados a partir do contexto e do contexto.

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