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Plano de aula > Língua Portuguesa > 4º ano > Análise linguística/Semiótica

Plano de aula - Marcações de cena e de fala no texto dramático

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 4º ano do EF sobre Marcações de cena e de fala no texto dramático

Plano 04 de 15 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Elisa Greenhalgh Vilalta

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Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a quarta aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Dramático e no campo de atuação Artístico-literário. A aula faz parte do módulo de Análise linguística e semiótica.

Materiais necessários: Computador e projetor multimídia para passar o vídeo e os slides, cópias do texto, lápis de cor e cartolina.

Informações sobre o gênero: O texto dramático pode ter apenas função literária, mas seu principal objetivo é ser encenado. É desta maneira que o gênero se mantém “vivo e atual”, pois cada nova encenação pode trazer algo diferente, tendo em vista quem atua, quem dirige e quem vai assistir à apresentação. Justamente porque as pessoas vão ao teatro para "assistir" alguma coisa, o texto dramático conta com muitos elementos visuais, descritos em marcas cênicas (também conhecidas como “didascálias” ou “rubricas”). Estas marcas podem orientar quanto a ambientação, cenário, iluminação, roupas, gestos, vozes dos personagens, entre outros. Em geral este é um texto sem narrador, e é comum que a obra seja, em sua maior parte, dialogada. Outra característica do gênero é a “concentração no conflito” ou no “drama”, como o próprio nome anuncia, para isso o antagonismo na construção dos personagens é importante bem como a expectativa gerada com o desenlace do conflito. O drama também tem por objetivo “presentificar o instinto de jogo da condição humana”, ou seja, o lúdico, as regras, o esforço e a colaboração para a encenação estão presentes nas peças e nos “jogos teatrais”. Por último, vale lembrar que o “teatro é teatro” e que as emoções e as encenações são apenas representações da realidade, sugerindo um exercício de reflexão, posicionamento e de ampliação do universo cultural e social dos alunos. (adaptado do texto “Encenar e ensinar – o texto dramático na escola”, de Rosemari Calzavara.)

Dificuldades antecipadas: Os alunos poderão apresentar dificuldades em compreender a função das marcações de fala e de cena em um texto dramático por falta de contato com este tipo de texto ou por não frequentarem o teatro. A comparação entre a encenação e o texto será uma forma de ajudá-los nesta compreensão, entretanto alguns alunos podem ter dificuldades em fazer esta comparação, seja por dificuldades na leitura ou na própria concentração para executar a tarefa de comparação. De acordo com o nível da turma, alguns podem ter dificuldades na própria leitura oral, seja por falta de maturidade ou por falta de prática na leitura.

Referências sobre o assunto:

CALZAVARA, Rosemari Bendlin. Encenar e ensinar – o texto dramático na escola. R.cient./FAP, Curitiba, v.4, n.2 p.149-154, jul./dez. 2009. Disponível em: http://periodicos.unespar.edu.br/index.php/revistacientifica/article/view/1612/952. Acesso em 26 de nov. de 2018.

SÃO PAULO (SP). Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Recuperação Língua Portuguesa – Aprender os padrões da linguagem escrita de modo reflexivo : unidade III – Palavra dialogada – Livro do professor/Secretaria Municipal de Educação. – São Paulo : SME/ DOT, 2011. - 112 p. Disponível em:

http://portal.sme.prefeitura.sp.gov.br/Portals/1/Files/16464.pdf Acesso em 26 de nov. de 2018.

MACHADO, Maria Clara. A bruxinha que era boa/O rapto das cebolinhas. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2005.

Título da aula select-down

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Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Explique para a turma a proposta da aula do dia.

Introdução select-down

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Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações: A atividade será introduzida com base no vídeo O rapto das cebolinhas - Parte 1. Passar até o minuto 3:10 do vídeo, que será a parte que corresponde ao texto dramático que irão trabalhar no desenvolvimento da aula. Nesta atividade, os alunos poderão perceber semelhanças e diferenças entre filme e teatro. Este filme é uma adaptação de um texto dramático, e nele será possível notar algumas nuances do teatro, como personagens vestidos de bichos e partes do cenário feitas artesanalmente (a cerca da horta e as cebolinhas, por exemplo, não são “reais”). Será interessante fazer uma breve comparação entre estas duas linguagens.

  • Faça a projeção do vídeo para todo o grupo. Os alunos podem estar sentados em semicírculo. Peça que observem o vídeo com atenção.
  • Após a exibição, projete o slide e inicie uma discussão com todo o grupo. Problematize utilizando mais perguntas como as listadas abaixo.
  • Vocês acham que este filme pode ter sido baseado em um texto dramático? Quais seriam as diferenças entre um roteiro de filme e um roteiro de teatro? (Ambos roteiros viabilizam a encenação, há o registro de tempo, espaço, personagens, diálogos... entretanto há uma série de instruções técnicas nos roteiros de filme, não só para os atores mas também para o posicionamento da câmera, por exemplo. Nos filmes as cenas não são gravadas na ordem dos fatos da história, privilegia-se o uso da locação. Os textos dramáticos, diferentemente, tendem a apresentar maior linearidade.)
  • Como podemos notar que é um filme? (A câmera serve como olhar do espectador, da zoom, se distancia... os atores têm várias possibilidades de cenário/locação, incluindo espaços “reais”, como a casa, e áreas externas.)
  • Como é o cenário? (O cenário é uma fazenda “de verdade”, não um cenário artificial como em um palco de um teatro.)
  • Como são as personagens? (São o coronel, os netos e os animais da fazenda. Os animais são pessoas fantasiadas.)
  • Vocês acham que seria muito diferente a apresentação deste texto no teatro? (Há uma variação entre as possibilidades do teatro e do cinema, o que pode gerar o acréscimo ou a supressão de algumas cenas, na adaptação de uma linguagem para outra.)
  • No teatro os olhos da plateia acompanham o tempo todo a cena, e no vídeo? O que acompanha o tempo todo a cena? (A câmera.)
  • Como os atores agem em cena? Como falam ou gesticulam? (Eles encenam da mesma forma que fariam no teatro, a ideia é transmitir veracidade para os telespectadores.)
  • Como os atores sabem como devem falar o se posicionar na cena? (Tanto no roteiro do filme quanto no roteiro de teatro há rubricas que descrevem o que irá acontecer em cada cena, no texto dramático estas indicações são chamadas de marcas cênicas.)
  • Conforme os alunos forem dando suas respostas, faça anotações no quadro, pois o vídeo será retomado na finalização da aula. É interessante que os alunos também tenham essas anotações para que possam participar e comparar suas observações com o texto que será lido. Você também pode fazer essas anotações em uma folha de cartolina ou papel 40 kg.
  • Explique que eles irão ler um trecho de um texto dramático e irão trabalhar com essas marcações que permitem que os atores saibam o que farão em cada cena.

Materiais complementares:

Textos para o professor:

  • MACHADO, Maria Clara. A bruxinha que era boa/O rapto das cebolinhas. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2005.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 30 minutos.

Orientações: Projete o slide com as orientações para a tarefa a ser realizada pelos alunos. Caso não consiga projetar, você pode copiar as instruções no quadro ou ler as instruções para os alunos. O objetivo da atividade é que os alunos identifiquem os marcadores de fala e de cena presentes no trecho.

  • Divida a turma em duplas.
  • Imprima a primeira cena do texto O rapto das cebolinhas, disponível no arquivo, e distribua uma cópia para cada dupla. Leia o slide com as instruções para a atividade e peça que os alunos peguem seus lápis de cor. Problematize: Se vocês fossem dramatizar o texto, sendo um o Coronel e o outro o Gaspar, o que cada um pintaria ou marcaria no texto, além das falas, para ajudar na sua interpretação? E se fossem responsáveis pelo cenário e pelo figurino?
  • Peça que cada um pinte de uma cor as suas marcações. Algumas duplas podem apresentar dificuldades em identificar que o que poderia ajudar na interpretação seriam os marcadores de cena e fala (entre parênteses no texto), outros podem querer pintar tudo, inclusive a fala. Oriente mostrando que ficaria muito confuso o texto todo pintado, que eles devem pintar apenas o que pode ajudar na atuação em cena, como as indicações de expressão corporal e facial, de carga emotiva e ritmo empregado no discurso, de interação corporal entre os personagens, de entradas e saídas de cena…
  • Enquanto os alunos estiverem trabalhando com o texto, circule pela sala para esclarecer dúvidas e verificar se os grupos estão realizando a tarefa ou ainda têm alguma dúvida. Caso ainda tenham dúvidas ou estejam fazendo de forma equivocada, fique um pouco com o grupo e ajude-os a iniciar a tarefa. Estimule para que discutam e que escutem para a realização da atividade proposta. Controle o tempo (aproximadamente 10 minutos) para que tenham tempo de efetuar a discussão sobre a atividade proposta.
  • Depois que todos os grupos tiverem terminado as marcações, peça que façam uma leitura dramatizada do texto.
  • Após a leitura, inicie a discussão coletiva. Cada grupo pode responder a uma pergunta ou alunos voluntários podem se oferecer para respondê-las.

a. Como os atores sabem quem irá falar? Espera-se que respondam que pelo nome da personagem antes da fala.

b. Como os atores sabem a forma que cada um irá falar? Devem observar as marcações entre parênteses que mostra como devem falar.

c. Como os atores sabem a forma que irão se posicionar em cena? As marcações também indicam como os atores devem se mover e se posicionar no cenário.

d. Há narrador no texto? Por quê? Não. Como o texto é dramatizado, espera-se que os alunos vejam que não há necessidade de narrador, pois o público está vendo como a ação está decorrendo.

e. Qual a função deste tipo de texto? É ser dramatizado, encenado para um público.

f. O que nas falas ajuda na interpretação? Aqui entende-se que há dois aspectos nas falas que colaboram com a interpretação: o próprio conteúdo do discurso e a pontuação, que também orienta a entonação e ritmo da fala.

Materiais complementares:

Texto: O rapto das cebolinhas (trecho)

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Caso não consiga imprimir o texto, este slide pode ser lido em voz alta pelo professor e a atividade de marcação pode ser feita de forma coletiva.

Caso consiga imprimir uma cópia para cada dupla, pule estes slides.

Fonte: MACHADO, Maria Clara. A bruxinha que era boa e o rapto das cebolinhas. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1990.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Caso não consiga imprimir o texto, este slide pode ser lido em voz alta pelo professor e a atividade de marcação pode ser feita de forma coletiva.

Caso consiga imprimir uma cópia para cada dupla, pule estes slides.

Fonte: MACHADO, Maria Clara. A bruxinha que era boa e o rapto das cebolinhas. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1990.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Projete o slide com as orientações para a tarefa a ser realizada pelos alunos. Caso não consiga projetar, você pode copiar as instruções no quadro ou ler as instruções e questões para os alunos.

  • Passe novamente o vídeo até o momento 3:10 e peça que os grupos acompanhem com o texto tentando comparar o que estão vendo com o que está escrito.
  • Sugira que façam observações no texto enquanto estão vendo o vídeo. O trecho do texto que está nos Materiais complementares é um pouco mais longo do que aquele que eles já leram na atividade, pois o vídeo é mais longo. Questione:
  • Vocês acham que os atores do vídeo se basearam neste mesmo texto que lemos para atuar?
  • Quais as semelhanças e diferenças que vocês identificaram entre o texto escrito e a dramatização do vídeo?
  • Os atores do vídeo acompanharam as marcações que o texto escrito fornecia? Estas marcações aparecem lidas no vídeo?
  • O que os atores fizeram de diferente? Por quê?
  • Que impactos essas mudanças trouxeram para a apresentação?
  • Mesmo com tantas marcações, os atores têm liberdade para criar ou fazer a cena do seu jeito?
  • Por que as marcações existem, se não serão lidas?
  • E o diretor do vídeo? Ele age da mesma forma que o do teatro?
  • Para que servem as orientações sobre o cenário?
  • Quanto ao público, ele é o mesmo? Há uma troca imediata entre público e atores nas duas versões?
  • Que outras possibilidades o vídeo dá para o texto dramático?

Comentários sobre o que se espera que os alunos respondam para as questões propostas:

O filme que viram não foi feito com base neste texto, houve provavelmente uma adaptação do texto dramático para roteiro de cinema, entretanto a ideia central da história foi preservada. O objetivo desta atividade é que os alunos percebam que o texto dramático, assim como roteiro de filme, tem a função de ser encenado, ou seja, estes são textos que se concretizam na encenação. Eles podem verificar que as marcações de fala e de cena não são lidas no vídeo, os atores atuam, se movem no cenário e dramatizam as falas conforme as orientações nas marcações (nas rubricas). Entretanto, o texto escrito não é reproduzido integralmente, algumas partes são feitas de forma diferente ou até mesmo suprimidas. O diretor do vídeo pode ter modificado o texto original pelo tempo disponível para o vídeo ou por opções de cenário ou de custo, entretanto a ideia original é preservada. Os alunos devem notar que o vídeo oferece algumas possibilidades que o teatro não oferece, como por exemplo a visão de detalhes do cenário e de seus elementos. Entretanto não há contato direto entre atores e público da forma que há no teatro. Explore todas estas nuances entre os dois tipos de dramatização, no cinema e no teatro.

Materiais complementares:

Texto para comparação com o vídeo

Fechamento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos.

Orientações: Projete o slide com as orientações para o preenchimento da ficha: Por que um texto dramático contém marcações? Caso não consiga projetar, você pode copiar a ficha no quadro e os alunos a copiam no caderno.

  • Após a discussão, os alunos coletivamente irão redigir um texto em tópicos sobre a importância das marcações de fala e de cena para a encenação do texto dramático. Anote o texto em uma folha de cartolina ou papel 40 kg para expor na sala.
  • O registro será único para toda a turma. Você pode imprimir também a ficha para que os alunos a preencham e a tenham colada no caderno como referência e consulta.
  • É importante que os alunos percebam que as marcações existem para compor o texto. A função do texto dramático é ser encenado, portanto está estruturado em forma de diálogos ou monólogos que são memorizados pelos atores, ensaiados e apresentados. A forma do texto é influenciada por sua função. Para ser encenado da forma que o escritor imaginou o texto ou desejaria que fosse encenado, há as marcações. Desta forma, os atores saberão como agir e falar no palco da forma que o escritor imaginou. Apesar disso, às vezes, os atores podem improvisar algumas falas e ações no palco, sempre com a permissão do diretor.
  • Se achar conveniente, o texto todo poderá ser lido e encenado pela turma, já que a principal função do texto dramático é a encenação.
  • Se for possível, você pode passar a segunda parte do vídeo em outra aula. Neste caso, chame a atenção para os créditos no final do vídeo.

Material complementar:

Ficha para preenchimento coletivo.

O rapto das cebolinhas - Maria Clara Machado (texto completo) - MACHADO, Maria Clara. A bruxinha que era boa/O rapto das cebolinhas. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2005.

Vídeo do filme O rapto das cebolinhas - Parte 1, de Maria Clara Machado, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=NVscI4z_-Yg. Acesso em: 18 de setembro de 2018.

Vídeo do filme O rapto das cebolinhas - Parte 2, de Maria Clara Machado, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=FEmER1awPsQ. Acesso em: 18 de setembro de 2018.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a quarta aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Dramático e no campo de atuação Artístico-literário. A aula faz parte do módulo de Análise linguística e semiótica.

Materiais necessários: Computador e projetor multimídia para passar o vídeo e os slides, cópias do texto, lápis de cor e cartolina.

Informações sobre o gênero: O texto dramático pode ter apenas função literária, mas seu principal objetivo é ser encenado. É desta maneira que o gênero se mantém “vivo e atual”, pois cada nova encenação pode trazer algo diferente, tendo em vista quem atua, quem dirige e quem vai assistir à apresentação. Justamente porque as pessoas vão ao teatro para "assistir" alguma coisa, o texto dramático conta com muitos elementos visuais, descritos em marcas cênicas (também conhecidas como “didascálias” ou “rubricas”). Estas marcas podem orientar quanto a ambientação, cenário, iluminação, roupas, gestos, vozes dos personagens, entre outros. Em geral este é um texto sem narrador, e é comum que a obra seja, em sua maior parte, dialogada. Outra característica do gênero é a “concentração no conflito” ou no “drama”, como o próprio nome anuncia, para isso o antagonismo na construção dos personagens é importante bem como a expectativa gerada com o desenlace do conflito. O drama também tem por objetivo “presentificar o instinto de jogo da condição humana”, ou seja, o lúdico, as regras, o esforço e a colaboração para a encenação estão presentes nas peças e nos “jogos teatrais”. Por último, vale lembrar que o “teatro é teatro” e que as emoções e as encenações são apenas representações da realidade, sugerindo um exercício de reflexão, posicionamento e de ampliação do universo cultural e social dos alunos. (adaptado do texto “Encenar e ensinar – o texto dramático na escola”, de Rosemari Calzavara.)

Dificuldades antecipadas: Os alunos poderão apresentar dificuldades em compreender a função das marcações de fala e de cena em um texto dramático por falta de contato com este tipo de texto ou por não frequentarem o teatro. A comparação entre a encenação e o texto será uma forma de ajudá-los nesta compreensão, entretanto alguns alunos podem ter dificuldades em fazer esta comparação, seja por dificuldades na leitura ou na própria concentração para executar a tarefa de comparação. De acordo com o nível da turma, alguns podem ter dificuldades na própria leitura oral, seja por falta de maturidade ou por falta de prática na leitura.

Referências sobre o assunto:

CALZAVARA, Rosemari Bendlin. Encenar e ensinar – o texto dramático na escola. R.cient./FAP, Curitiba, v.4, n.2 p.149-154, jul./dez. 2009. Disponível em: http://periodicos.unespar.edu.br/index.php/revistacientifica/article/view/1612/952. Acesso em 26 de nov. de 2018.

SÃO PAULO (SP). Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Recuperação Língua Portuguesa – Aprender os padrões da linguagem escrita de modo reflexivo : unidade III – Palavra dialogada – Livro do professor/Secretaria Municipal de Educação. – São Paulo : SME/ DOT, 2011. - 112 p. Disponível em:

http://portal.sme.prefeitura.sp.gov.br/Portals/1/Files/16464.pdf Acesso em 26 de nov. de 2018.

MACHADO, Maria Clara. A bruxinha que era boa/O rapto das cebolinhas. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2005.

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Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Explique para a turma a proposta da aula do dia.

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Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações: A atividade será introduzida com base no vídeo O rapto das cebolinhas - Parte 1. Passar até o minuto 3:10 do vídeo, que será a parte que corresponde ao texto dramático que irão trabalhar no desenvolvimento da aula. Nesta atividade, os alunos poderão perceber semelhanças e diferenças entre filme e teatro. Este filme é uma adaptação de um texto dramático, e nele será possível notar algumas nuances do teatro, como personagens vestidos de bichos e partes do cenário feitas artesanalmente (a cerca da horta e as cebolinhas, por exemplo, não são “reais”). Será interessante fazer uma breve comparação entre estas duas linguagens.

  • Faça a projeção do vídeo para todo o grupo. Os alunos podem estar sentados em semicírculo. Peça que observem o vídeo com atenção.
  • Após a exibição, projete o slide e inicie uma discussão com todo o grupo. Problematize utilizando mais perguntas como as listadas abaixo.
  • Vocês acham que este filme pode ter sido baseado em um texto dramático? Quais seriam as diferenças entre um roteiro de filme e um roteiro de teatro? (Ambos roteiros viabilizam a encenação, há o registro de tempo, espaço, personagens, diálogos... entretanto há uma série de instruções técnicas nos roteiros de filme, não só para os atores mas também para o posicionamento da câmera, por exemplo. Nos filmes as cenas não são gravadas na ordem dos fatos da história, privilegia-se o uso da locação. Os textos dramáticos, diferentemente, tendem a apresentar maior linearidade.)
  • Como podemos notar que é um filme? (A câmera serve como olhar do espectador, da zoom, se distancia... os atores têm várias possibilidades de cenário/locação, incluindo espaços “reais”, como a casa, e áreas externas.)
  • Como é o cenário? (O cenário é uma fazenda “de verdade”, não um cenário artificial como em um palco de um teatro.)
  • Como são as personagens? (São o coronel, os netos e os animais da fazenda. Os animais são pessoas fantasiadas.)
  • Vocês acham que seria muito diferente a apresentação deste texto no teatro? (Há uma variação entre as possibilidades do teatro e do cinema, o que pode gerar o acréscimo ou a supressão de algumas cenas, na adaptação de uma linguagem para outra.)
  • No teatro os olhos da plateia acompanham o tempo todo a cena, e no vídeo? O que acompanha o tempo todo a cena? (A câmera.)
  • Como os atores agem em cena? Como falam ou gesticulam? (Eles encenam da mesma forma que fariam no teatro, a ideia é transmitir veracidade para os telespectadores.)
  • Como os atores sabem como devem falar o se posicionar na cena? (Tanto no roteiro do filme quanto no roteiro de teatro há rubricas que descrevem o que irá acontecer em cada cena, no texto dramático estas indicações são chamadas de marcas cênicas.)
  • Conforme os alunos forem dando suas respostas, faça anotações no quadro, pois o vídeo será retomado na finalização da aula. É interessante que os alunos também tenham essas anotações para que possam participar e comparar suas observações com o texto que será lido. Você também pode fazer essas anotações em uma folha de cartolina ou papel 40 kg.
  • Explique que eles irão ler um trecho de um texto dramático e irão trabalhar com essas marcações que permitem que os atores saibam o que farão em cada cena.

Materiais complementares:

Textos para o professor:

  • MACHADO, Maria Clara. A bruxinha que era boa/O rapto das cebolinhas. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2005.
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Tempo sugerido: 30 minutos.

Orientações: Projete o slide com as orientações para a tarefa a ser realizada pelos alunos. Caso não consiga projetar, você pode copiar as instruções no quadro ou ler as instruções para os alunos. O objetivo da atividade é que os alunos identifiquem os marcadores de fala e de cena presentes no trecho.

  • Divida a turma em duplas.
  • Imprima a primeira cena do texto O rapto das cebolinhas, disponível no arquivo, e distribua uma cópia para cada dupla. Leia o slide com as instruções para a atividade e peça que os alunos peguem seus lápis de cor. Problematize: Se vocês fossem dramatizar o texto, sendo um o Coronel e o outro o Gaspar, o que cada um pintaria ou marcaria no texto, além das falas, para ajudar na sua interpretação? E se fossem responsáveis pelo cenário e pelo figurino?
  • Peça que cada um pinte de uma cor as suas marcações. Algumas duplas podem apresentar dificuldades em identificar que o que poderia ajudar na interpretação seriam os marcadores de cena e fala (entre parênteses no texto), outros podem querer pintar tudo, inclusive a fala. Oriente mostrando que ficaria muito confuso o texto todo pintado, que eles devem pintar apenas o que pode ajudar na atuação em cena, como as indicações de expressão corporal e facial, de carga emotiva e ritmo empregado no discurso, de interação corporal entre os personagens, de entradas e saídas de cena…
  • Enquanto os alunos estiverem trabalhando com o texto, circule pela sala para esclarecer dúvidas e verificar se os grupos estão realizando a tarefa ou ainda têm alguma dúvida. Caso ainda tenham dúvidas ou estejam fazendo de forma equivocada, fique um pouco com o grupo e ajude-os a iniciar a tarefa. Estimule para que discutam e que escutem para a realização da atividade proposta. Controle o tempo (aproximadamente 10 minutos) para que tenham tempo de efetuar a discussão sobre a atividade proposta.
  • Depois que todos os grupos tiverem terminado as marcações, peça que façam uma leitura dramatizada do texto.
  • Após a leitura, inicie a discussão coletiva. Cada grupo pode responder a uma pergunta ou alunos voluntários podem se oferecer para respondê-las.

a. Como os atores sabem quem irá falar? Espera-se que respondam que pelo nome da personagem antes da fala.

b. Como os atores sabem a forma que cada um irá falar? Devem observar as marcações entre parênteses que mostra como devem falar.

c. Como os atores sabem a forma que irão se posicionar em cena? As marcações também indicam como os atores devem se mover e se posicionar no cenário.

d. Há narrador no texto? Por quê? Não. Como o texto é dramatizado, espera-se que os alunos vejam que não há necessidade de narrador, pois o público está vendo como a ação está decorrendo.

e. Qual a função deste tipo de texto? É ser dramatizado, encenado para um público.

f. O que nas falas ajuda na interpretação? Aqui entende-se que há dois aspectos nas falas que colaboram com a interpretação: o próprio conteúdo do discurso e a pontuação, que também orienta a entonação e ritmo da fala.

Materiais complementares:

Texto: O rapto das cebolinhas (trecho)

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Orientações: Caso não consiga imprimir o texto, este slide pode ser lido em voz alta pelo professor e a atividade de marcação pode ser feita de forma coletiva.

Caso consiga imprimir uma cópia para cada dupla, pule estes slides.

Fonte: MACHADO, Maria Clara. A bruxinha que era boa e o rapto das cebolinhas. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1990.

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Orientações: Caso não consiga imprimir o texto, este slide pode ser lido em voz alta pelo professor e a atividade de marcação pode ser feita de forma coletiva.

Caso consiga imprimir uma cópia para cada dupla, pule estes slides.

Fonte: MACHADO, Maria Clara. A bruxinha que era boa e o rapto das cebolinhas. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1990.

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Orientações: Projete o slide com as orientações para a tarefa a ser realizada pelos alunos. Caso não consiga projetar, você pode copiar as instruções no quadro ou ler as instruções e questões para os alunos.

  • Passe novamente o vídeo até o momento 3:10 e peça que os grupos acompanhem com o texto tentando comparar o que estão vendo com o que está escrito.
  • Sugira que façam observações no texto enquanto estão vendo o vídeo. O trecho do texto que está nos Materiais complementares é um pouco mais longo do que aquele que eles já leram na atividade, pois o vídeo é mais longo. Questione:
  • Vocês acham que os atores do vídeo se basearam neste mesmo texto que lemos para atuar?
  • Quais as semelhanças e diferenças que vocês identificaram entre o texto escrito e a dramatização do vídeo?
  • Os atores do vídeo acompanharam as marcações que o texto escrito fornecia? Estas marcações aparecem lidas no vídeo?
  • O que os atores fizeram de diferente? Por quê?
  • Que impactos essas mudanças trouxeram para a apresentação?
  • Mesmo com tantas marcações, os atores têm liberdade para criar ou fazer a cena do seu jeito?
  • Por que as marcações existem, se não serão lidas?
  • E o diretor do vídeo? Ele age da mesma forma que o do teatro?
  • Para que servem as orientações sobre o cenário?
  • Quanto ao público, ele é o mesmo? Há uma troca imediata entre público e atores nas duas versões?
  • Que outras possibilidades o vídeo dá para o texto dramático?

Comentários sobre o que se espera que os alunos respondam para as questões propostas:

O filme que viram não foi feito com base neste texto, houve provavelmente uma adaptação do texto dramático para roteiro de cinema, entretanto a ideia central da história foi preservada. O objetivo desta atividade é que os alunos percebam que o texto dramático, assim como roteiro de filme, tem a função de ser encenado, ou seja, estes são textos que se concretizam na encenação. Eles podem verificar que as marcações de fala e de cena não são lidas no vídeo, os atores atuam, se movem no cenário e dramatizam as falas conforme as orientações nas marcações (nas rubricas). Entretanto, o texto escrito não é reproduzido integralmente, algumas partes são feitas de forma diferente ou até mesmo suprimidas. O diretor do vídeo pode ter modificado o texto original pelo tempo disponível para o vídeo ou por opções de cenário ou de custo, entretanto a ideia original é preservada. Os alunos devem notar que o vídeo oferece algumas possibilidades que o teatro não oferece, como por exemplo a visão de detalhes do cenário e de seus elementos. Entretanto não há contato direto entre atores e público da forma que há no teatro. Explore todas estas nuances entre os dois tipos de dramatização, no cinema e no teatro.

Materiais complementares:

Texto para comparação com o vídeo

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Tempo sugerido: 8 minutos.

Orientações: Projete o slide com as orientações para o preenchimento da ficha: Por que um texto dramático contém marcações? Caso não consiga projetar, você pode copiar a ficha no quadro e os alunos a copiam no caderno.

  • Após a discussão, os alunos coletivamente irão redigir um texto em tópicos sobre a importância das marcações de fala e de cena para a encenação do texto dramático. Anote o texto em uma folha de cartolina ou papel 40 kg para expor na sala.
  • O registro será único para toda a turma. Você pode imprimir também a ficha para que os alunos a preencham e a tenham colada no caderno como referência e consulta.
  • É importante que os alunos percebam que as marcações existem para compor o texto. A função do texto dramático é ser encenado, portanto está estruturado em forma de diálogos ou monólogos que são memorizados pelos atores, ensaiados e apresentados. A forma do texto é influenciada por sua função. Para ser encenado da forma que o escritor imaginou o texto ou desejaria que fosse encenado, há as marcações. Desta forma, os atores saberão como agir e falar no palco da forma que o escritor imaginou. Apesar disso, às vezes, os atores podem improvisar algumas falas e ações no palco, sempre com a permissão do diretor.
  • Se achar conveniente, o texto todo poderá ser lido e encenado pela turma, já que a principal função do texto dramático é a encenação.
  • Se for possível, você pode passar a segunda parte do vídeo em outra aula. Neste caso, chame a atenção para os créditos no final do vídeo.

Material complementar:

Ficha para preenchimento coletivo.

O rapto das cebolinhas - Maria Clara Machado (texto completo) - MACHADO, Maria Clara. A bruxinha que era boa/O rapto das cebolinhas. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2005.

Vídeo do filme O rapto das cebolinhas - Parte 1, de Maria Clara Machado, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=NVscI4z_-Yg. Acesso em: 18 de setembro de 2018.

Vídeo do filme O rapto das cebolinhas - Parte 2, de Maria Clara Machado, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=FEmER1awPsQ. Acesso em: 18 de setembro de 2018.

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