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Plano de aula > Língua Portuguesa > 4º ano > Análise linguística/Semiótica

Plano de aula - Cartas de reclamação publicadas em jornais e sites especializados.

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 4º ano do EF sobre Cartas de reclamação publicadas em jornais e sites especializados.

Plano 04 de 15 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Alexandre Tolentino de Carvalho

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é primeira aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Carta pessoal e de reclamação, no campo de Atuação da vida cotidiana e vida pública. A aula faz parte do módulo Análise linguística e semiótica.

Materiais necessários: Recursos de áudio e imagem para exibição do vídeo; Materiais complementares a ser impressos (acesse-os aqui); Vídeo: Passageiros reclamam de superlotação dos Ônibus no DF, G1.

Informações sobre o gênero: É inegável o prazer que podemos sentir com o recebimento de uma carta física ou com a espera por uma resposta de alguém com quem nos correspondemos. A troca de cartas entre remetente e destinatário é uma forma antiga, mas eficaz, de comunicação. Atualmente ela vem perdendo seu espaço para a troca de e-mails e mensagens por celular, o que permite uma interação comunicativa quase em tempo real. A carta é um gênero que pode cumprir diferentes funções sociais, entretanto neste conjunto de aulas priorizamos as cartas e e-mails de reclamação, reivindicação e de solicitação. Cartas como estas, fazem parte da vida cotidiana, e oportunizam ao autor o uso de tal forma de comunicação como meio de exercício de sua cidadania. É possível, no entanto, que estas cartas ganhem muito mais força ao ser enviadas para publicação em diferentes mídias (jornais, revistas, televisão e internet), expondo dessa forma o problema para a sociedade e cobrando, sob a vista de muitos, os responsáveis pelo problema. Neste caso, o gênero passa a pertencer ao campo da vida pública. É possível que em uma mesma edição, de um jornal, por exemplo, venha publicada a carta de reclamação (editada) e a resposta do responsável, demonstrando desse modo que o envio da carta original e a cobrança da resposta foi realizada anteriormente à publicação do jornal.

Dificuldades antecipadas: As atividades propostas requerem uma boa dose de leitura e interpretação para que, ao selecionar informações explícitas e implícitas, os alunos possam categorizar os dados levantados. Alguns alunos podem apresentar dificuldades em realizar uma leitura fluente de modo a construir sentidos ao relacionar informações selecionadas às suas funções dentro do gênero Cartas de reclamação publicadas. Outra dificuldade diz respeito a nomear as partes do texto, o que pode se dar pela limitação vocabular dos alunos devido à faixa etária. No momento de comparação dos textos, o desafio se encontra em perceber que, apesar de o conteúdo das informações ser distinto, ambas as cartas apresentam regularidades que permitem identificar este texto como pertencente ao gênero em estudo. Alguns alunos podem apresentar dificuldades em perceber que a categorização das partes da Carta de reclamação se dá não em virtude do conteúdo exposto, mas sim da função que este conteúdo exerce na composição do texto. Isto pode ocorrer principalmente com alunos que apresentem dificuldades em realizar atividades que envolvam (meta)análise como esta.

Referências sobre o assunto:

AVANÇO, Terezinha Braido. Gêneros epistolares: Estratégias de leitura para o gênero carta. In: PARANÁ. Os desafios da escola pública paranaense na perspectiva do professor PDE. 2013. Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2013/2013_uem_port_pdp_terezinha_braido_avanco.pdf . Acesso em 20 de setembro de 2018.

SILVA, Maria Emília Lins. Criando oportunidades significativas de leitura e produção de cartas. In: Brandão, Ana Carolina Perrusi. Leitura e produção de textos na alfabetização/organizado por Ana Carolina Perrusi Brandão e Ester Calland de Sousa Rosa . — Belo Horizonte: Autêntica, p.113 - 126. 2005. Disponível em: http://www.serdigital.com.br/gerenciador/clientes/ceel/arquivos/27.pdf . Acesso em 20 de setembro de 2018.

MENEZES, Overlac. Cartas: simples mensagem, documento ou gênero literário? São Paulo: Marco Zero, 2005.

Título da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações:

  • Propõe-se, nesta aula, um momento de descoberta de regularidades que permitirão aos alunos reconhecer as características presentes no gênero textual Cartas de reclamação.
  • Leia o título da aula e peça para os alunos falarem aquilo que acham imprescindível para compor uma Carta de reclamação. Caso estejam seguindo a sequência de aulas, é possível que os alunos já tenham algumas informações sobre o gênero, explicitando por exemplo que “argumentos” são recursos importantes em uma Carta de reclamação.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações:

  • Antes de apresentar o slide pergunte para os alunos se algum deles utiliza ou já utilizou ônibus como meio de transporte.
  • Pergunte o que há de bom e o que há de ruim em utilizar este tipo de transporte.
  • Em seguida pergunte se alguém já pegou um ônibus lotado. Peça para que relatem como se deu a experiência.
  • Então, diga que esta é uma das reclamações mais frequentes em relação ao uso deste meio de transporte. Diga que assistirão a um vídeo curto, mostrando uma reportagem em que um telespectador reclama da superlotação dos ônibus.

Materiais complementares:

Vídeo 1: Passageiros reclamam de superlotação em linha de ônibus que passa no Residencial Carandá, G1. Disponível em http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/tem-noticias-1edicao/videos/t/edicoes/v/passageiros-reclamam-de-superlotacao-em-linha-de-onibus-que-passa-pelo-residencial-caranda/6631712/. Acesso em 7 de setembro de 2018.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 30 minutos.

Orientações:

  • Após assistir ao vídeo e ler esta Carta de reclamação, retome a pergunta inicial da aula sobre os componentes que uma Carta de reclamação precisa ter para poder surtir os efeitos esperados, ou seja, solucionar algum problema.
  • Neste momento, pode ser que os alunos citem partes comuns de uma carta como quem escreve a carta (remetente), quem lê (destinatário) e o assunto sobre o qual se trata. Pode ser que ainda não falem a respeito da necessidade de apresentação de uma queixa, problema ou reclamação, a solicitação de providências, a apresentação de argumentos que possam convencer o responsável a tomar providências. Podem notar também que nas cartas de reclamação publicadas é comum que não haja despedida, nem assinatura do reclamante, veremos outros exemplos a seguir.
  • Anote no quadro as respostas apresentadas e não antecipe informações. Diga que, ao decorrer da atividade, irão descobrir mais sobre Cartas de reclamação publicadas em jornais e sites.
  • Perceba que, no exemplo da carta do site apresentado, o nome do reclamante não aparece, esta plataforma preserva a identidade do reclamante,
    o que não quer dizer que ele não deve se identificar. Sua identificação neste caso, é realizada por um código identificador, o que a faz parte da política de privacidade do site. Questione sobre a legitimidade de uma carta anônima em comparação a uma carta assinada.

Materiais complementares: Texto: Superlotação linha 422 Grajaú, site Reclame Aqui. Disponível em https://www.reclameaqui.com.br/rio-onibus-empresa-de-onibus-do-rio-de-janeiro/superlotacao-linha-422-grajau_l8e70xtpdXOYcPHj/ . Acesso em 20 de setembro de 2018.

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Orientações:

  • Divida os alunos em trios.
  • Faça cópias dos textos disponíveis nos Materiais complementares e distribua-os. Acesse-os aqui.
  • Entregue um texto para cada trio e peça para fazerem uma leitura silenciosa e, em seguida, outra leitura compartilhada.
  • Peça para discutirem nos trios sobre o conteúdo do texto, sobre quem escreve, para quem e por qual motivo a pessoa o escreveu.
  • Pergunte aos alunos:
  • Quem escreveu o texto? Do que se trata estes textos publicados no jornal?
  • O que pretendem as pessoas que enviam uma Carta de reclamação para ser publicada em um jornal? Que respostas obtiveram?
  • Que vantagens uma pessoa tem ao enviar uma Carta de reclamação para ser publicada em um jornal em vez de enviar
    diretamente para os responsáveis por solucionar o problema?

  • Espera-se que os alunos compreendam que este texto não foi escrito diretamente por pessoas que reclamam de algo, mas, sim, que foi redigido por um redator do jornal que apresenta a pessoa que reclama, o problema e a solução esperada, além de apontar a resposta do órgão responsável por solucionar a situação. Assim, os textos tratam de reclamações apresentadas por um leitor que espera que tenha seu problema resolvido. As principais vantagens em escrever para um jornal e não diretamente para os responsáveis pelo problema são: a situação se torna pública e, portanto, força os responsáveis a buscar uma solução de forma mais rápida e eficiente de modo a preservar a imagem da instituição reclamada; a equipe do jornal busca uma resposta das autoridades de forma mais rápida publicando tal resposta.
  • Perceba que existem dois textos distintos, cada um relatando um problema diferente. No entanto, durante a atividade, os alunos perceberão que existem partes essenciais da publicação de uma reclamação que são imprescindíveis para caracterizar o gênero estudado.

Materiais complementares:

Cartas para impressão. Disponível aqui.

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Orientações:

  • Após discutirem sobre as cartas e suas respostas, peça para o trio ler as questões do slide e ir discutindo oralmente, nos trios.
  • Espera-se que percebam que as cartas foram editadas para ser publicadas no jornal. As cartas originais, escritas provavelmente em primeira pessoa, passam a ser escritas em terceira pessoa para ser publicadas, tendo apenas algumas partes citadas entre aspas. Este resumo é feito, pois esta seção do jornal é breve, apresentando, a cada edição, novos casos e suas resoluções. Quem lê esta seção acompanha os acontecimentos de sua cidade, se identifica com algum dos problemas e passa a considerar o jornalismo como importante aliado na mediação de suas queixas.
  • As cartas e as respostas, apesar de resumidas, trazem as ideias principais, tendo sido suprimidos vocativos, cumprimentos, maiores detalhamentos e despedida. Os textos podem ser considerados completos para o objetivo de publicação, pois possuem título para a reclamação, apresentação da pessoa reclamante e da cidade de onde reclama, a descrição de uma situação problemática, a reclamação e um enredo argumentativo que possa convencer o interlocutor de que o reclamante tem razão. Logo abaixo da reclamação e solicitação vemos a identificação do órgão responsável por solucionar o problema e sua resposta com justificativas, explicações e promessas de que o problema será resolvido.
  • Portanto, durante esta atividade, espera-se que os alunos percebam que, em geral, seções destinadas à publicação de Cartas de reclamação, em jornais ou revistas, editam cartas e respostas de modo que não faltem informações essenciais para a compreensão do leitor sobre o problema em questão e sobre sua solução.
  • Na carta e na resposta 1, espera-se que os alunos distingam as seguintes partes, mesmo que lhes deem outros nomes:

Cidade do reclamante: Vicente Pires.

Título: Falta de sinalização.

Reclamante: João Pedro Nascimento de 23 anos.

Apresentação ou relato do problema: Falta de sinalização alertando sobre os quebra-molas na rua 12, em Vicente Pires.

Argumentos: O reclamante argumenta que a falta de placas e pintura na lombada prejudica os condutores. Diz que quando chove e à noite a situação piora e que a dificuldade de enxergar os quebra-molas causa danos ao veículo e desconforto para o usuário da via. Por fim, diz que os usuários já aguardam uma solução há muito tempo. O editor reproduz, entre aspas, a fala do próprio reclamante, enfatizando o descontentamento do contribuinte com os serviços prestados.

Solicitação: Não há uma solicitação explícita, mas as informações sugerem que o reclamante solicita que sejam sinalizados os quebra-molas da rua informada.

Identificação do órgão responsável: Departamento de Trânsito do Distrito Federal.

Resposta: O Detran informa que a rua 12 irá passar por implantação de infraestrutura e que enviará uma equipe ao local para verificar a possibilidade de fazer uma sinalização provisória.

  • Na carta e na resposta 2, espera-se que os alunos distingam as seguintes partes:

Título: Pintura do meio-fio.

Reclamante: Maria Rosineide Lopes de 49 anos.

Cidade do reclamante: Asa Sul.

Apresentação ou relato do problema: Reclama da qualidade da pintura dos meio-fios no Eixo Sul.

Argumentos: A senhora diz que o serviço não está sendo feito com zelo, que a pintura está mal feita e melecada. Afirma que acha melhor nem pintar se for para ser feito daquela forma. Por fim, qualifica a situação como vergonhosa. Mais uma vez, percebe-se que o editor utiliza a estratégia de reproduzir, entre aspas, a fala do próprio reclamante, enfatizando o descontentamento do contribuinte com os serviços prestados.

Solicitação: Também não há uma solicitação explícita, mas as informações sugerem que o reclamante solicita que a pintura dos meio-fios seja feita com mais cuidado.

Identificação do órgão responsável: Serviço de Limpeza Urbana

Resposta: A SLU atribui a causa da reclamação às máquinas que são utilizadas para realizar a pintura, afirmando que trabalham para regular estes equipamentos.

6. Espera-se, ainda, que os alunos percebam que o texto jornalístico apresenta recursos que permitem acentuar o caráter reivindicativo das reclamações publicadas: a imagem de um megafone, o título da seção do jornal: Grito Geral, o título da reclamação destacado em negrito e em letras maiúsculas e fonte maior que as demais partes, resposta dos órgãos responsáveis destacada em negrito, itálico e indicado por marcador de parágrafos.

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Orientações:

  • Agora os alunos irão se juntar com outro trio com o objetivo de comparar os textos lidos.
  • Ao realizar esta comparação, eles serão capazes de descobrir regularidades que permitirão identificar características do gênero Carta de reclamação
    e características de uma seção de jornal ou revista dedicada a publicação de tais reclamações.
  • Várias nomeações podem ser dadas a cada parte da carta. Deixe que utilizem a criatividade, no entanto peça para atribuírem um termo que permita identificar a função daquela parte da carta. Assim, ao nomear o remetente, os alunos podem atribuir termos como “reclamante”, “contribuinte”, “leitor” etc. No momento de sistematização permita que padronizem estes termos.
  • Deixe que ajudem uns aos outros indicando partes que o outro trio não lembrou de indicar.
  • Eles devem indicar as duas partes da seção - Carta de reclamação e resposta - e a estrutura interna de cada uma delas.

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Slide Plano Aula

Orientações:

  • Neste momento, forme um grande círculo de modo que as descobertas sejam compartilhadas com toda a turma.
  • Peça para irem dizendo o que não pode faltar na seção Cartas de publicação do jornal, ou seja, o que não pode faltar nas cartas e nas respostas dadas às reclamações. Pergunte quais seriam as consequências de ser omitida alguma destas partes.
  • Incentive-os a refletir com algumas perguntas, associando sempre a estrutura da carta à função social do texto:
  • Por que não pode faltar a identificação de quem apresenta a reclamação?
  • Por que não podem faltar argumentos?
  • O que mais não pode faltar e por quê? (É possível que citem a apresentação do problema, a solicitação de resolução e a resposta do responsável.)
  • Por que os editores do jornal utilizam fontes diferentes no título da reclamação e na resposta dos órgãos?
  • Na sua opinião, por que alguns jornais e revistas têm uma seção dedicada a publicações de Cartas de reclamação, incluindo as respostas dos responsáveis por solucionar o problema?
  • Porque os editores inserem partes da carta original entre aspas? Qual o efeito disso?

Espera-se que os alunos compreendam que a falta de identificação de quem envia a carta pode resultar em sua exclusão na medida em que a equipe responsável por selecionar as reclamações não pode publicar cartas anônimas. Precisam entender, também, que a Carta de reclamação precisa de argumentos que possam convencer os leitores de que o problema é real e sério. Quanto à utilização de letras com fontes diferentes, o objetivo é destacar informações importantes que podem despertar o interesse dos leitores e permitir que construam sentidos em relação à informação apresentada.

Espera-se, ainda, que os alunos possam concluir que uma seção de jornal, como a de apresentação de reclamações dos leitores, permite que o jornal possa se aproximar de seus leitores e permite imprimir uma imagem de um veículo de informações que possui uma função social. Finalmente, objetiva-se que os alunos percebam que os editores dos jornais utilizam trechos das falas dos autores das cartas entre aspas para demonstrar o caráter impessoal e mediador do veículo de comunicação indicando que as reclamações não são feitas pelo jornal, mas sim por seus leitores.

Fechamento select-down

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Tempo sugerido: 8 minutos.

Orientações:

  • Deixe que os trios se apresentem espontaneamente. Mas ofereça este modelo de esquema, para que não faltem as partes que antecedem o texto (local, título da reclamação), as partes principais que compõem a Carta de reclamação (apresentação do reclamante, apresentação do problema, argumentação e solicitação) e os elementos que compõem a resposta publicada (apresentação do órgão responsável por solucionar a questão e sua respectiva resposta).
  • Assim, ao ser lembrada uma parte da seção e da Carta de reclamação publicada em jornal, anote no quadro negro formando um painel até todas as partes essenciais do gênero serem lembradas. Os nomes e a quantidade de partes podem variar, mas assegure-se de que não falte nenhuma parte essencial da publicação que, em geral, envolve a Carta de reclamação e sua respectiva resposta.
  • Ao concluir o painel, peça para copiarem em seus cadernos.
  • Permita que os alunos compreendam que, por suas peculiaridades, a Carta de reclamação publicada em jornais possui partes que são essenciais e que permitem que um problema seja apresentado, uma solução seja solicitada e o responsável pela solução apresente uma satisfação ao reclamante.
  • Pergunte para os alunos:
  • Para que uma pessoa escreve uma Carta de reclamação?
  • O que a leva a querer publicar esta carta em um jornal ou site?
  • Que interesses o jornal ou site tem ao publicar?
  • O que pode ocorrer se faltar alguma parte deste tipo de carta?

Espera-se que os alunos entendam que as pessoas escrevem cartas de reclamação para um jornal impresso porque acreditam que assim seus problemas serão solucionados. Portanto, escolhem publicar essas reclamações porque sabem que os jornais têm maior acesso aos responsáveis por fornecer uma resposta sobre o problema. Em relação aos interesses do jornal em publicar as cartas, pode-se citar o fato de que as pessoas irão comprar os exemplares para verificar se suas reclamações foram publicadas, irão construir uma imagem de cumprimento de sua função social e se aproximarão mais dos leitores. Espera-se, também, que compreendam que, por se tratar de um tipo de carta utilizado para solicitar providências para um problema, o remetente precisa se identificar e se apresentar de forma breve e objetiva, além de apresentar a situação ocorrida e suas circunstâncias de forma clara e com argumentação.
O responsável pela solução além de ser indicado, precisa ser convencido e sensibilizado para que decida por tomar uma providência.

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Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é primeira aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Carta pessoal e de reclamação, no campo de Atuação da vida cotidiana e vida pública. A aula faz parte do módulo Análise linguística e semiótica.

Materiais necessários: Recursos de áudio e imagem para exibição do vídeo; Materiais complementares a ser impressos (acesse-os aqui); Vídeo: Passageiros reclamam de superlotação dos Ônibus no DF, G1.

Informações sobre o gênero: É inegável o prazer que podemos sentir com o recebimento de uma carta física ou com a espera por uma resposta de alguém com quem nos correspondemos. A troca de cartas entre remetente e destinatário é uma forma antiga, mas eficaz, de comunicação. Atualmente ela vem perdendo seu espaço para a troca de e-mails e mensagens por celular, o que permite uma interação comunicativa quase em tempo real. A carta é um gênero que pode cumprir diferentes funções sociais, entretanto neste conjunto de aulas priorizamos as cartas e e-mails de reclamação, reivindicação e de solicitação. Cartas como estas, fazem parte da vida cotidiana, e oportunizam ao autor o uso de tal forma de comunicação como meio de exercício de sua cidadania. É possível, no entanto, que estas cartas ganhem muito mais força ao ser enviadas para publicação em diferentes mídias (jornais, revistas, televisão e internet), expondo dessa forma o problema para a sociedade e cobrando, sob a vista de muitos, os responsáveis pelo problema. Neste caso, o gênero passa a pertencer ao campo da vida pública. É possível que em uma mesma edição, de um jornal, por exemplo, venha publicada a carta de reclamação (editada) e a resposta do responsável, demonstrando desse modo que o envio da carta original e a cobrança da resposta foi realizada anteriormente à publicação do jornal.

Dificuldades antecipadas: As atividades propostas requerem uma boa dose de leitura e interpretação para que, ao selecionar informações explícitas e implícitas, os alunos possam categorizar os dados levantados. Alguns alunos podem apresentar dificuldades em realizar uma leitura fluente de modo a construir sentidos ao relacionar informações selecionadas às suas funções dentro do gênero Cartas de reclamação publicadas. Outra dificuldade diz respeito a nomear as partes do texto, o que pode se dar pela limitação vocabular dos alunos devido à faixa etária. No momento de comparação dos textos, o desafio se encontra em perceber que, apesar de o conteúdo das informações ser distinto, ambas as cartas apresentam regularidades que permitem identificar este texto como pertencente ao gênero em estudo. Alguns alunos podem apresentar dificuldades em perceber que a categorização das partes da Carta de reclamação se dá não em virtude do conteúdo exposto, mas sim da função que este conteúdo exerce na composição do texto. Isto pode ocorrer principalmente com alunos que apresentem dificuldades em realizar atividades que envolvam (meta)análise como esta.

Referências sobre o assunto:

AVANÇO, Terezinha Braido. Gêneros epistolares: Estratégias de leitura para o gênero carta. In: PARANÁ. Os desafios da escola pública paranaense na perspectiva do professor PDE. 2013. Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2013/2013_uem_port_pdp_terezinha_braido_avanco.pdf . Acesso em 20 de setembro de 2018.

SILVA, Maria Emília Lins. Criando oportunidades significativas de leitura e produção de cartas. In: Brandão, Ana Carolina Perrusi. Leitura e produção de textos na alfabetização/organizado por Ana Carolina Perrusi Brandão e Ester Calland de Sousa Rosa . — Belo Horizonte: Autêntica, p.113 - 126. 2005. Disponível em: http://www.serdigital.com.br/gerenciador/clientes/ceel/arquivos/27.pdf . Acesso em 20 de setembro de 2018.

MENEZES, Overlac. Cartas: simples mensagem, documento ou gênero literário? São Paulo: Marco Zero, 2005.

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Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações:

  • Propõe-se, nesta aula, um momento de descoberta de regularidades que permitirão aos alunos reconhecer as características presentes no gênero textual Cartas de reclamação.
  • Leia o título da aula e peça para os alunos falarem aquilo que acham imprescindível para compor uma Carta de reclamação. Caso estejam seguindo a sequência de aulas, é possível que os alunos já tenham algumas informações sobre o gênero, explicitando por exemplo que “argumentos” são recursos importantes em uma Carta de reclamação.

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Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações:

  • Antes de apresentar o slide pergunte para os alunos se algum deles utiliza ou já utilizou ônibus como meio de transporte.
  • Pergunte o que há de bom e o que há de ruim em utilizar este tipo de transporte.
  • Em seguida pergunte se alguém já pegou um ônibus lotado. Peça para que relatem como se deu a experiência.
  • Então, diga que esta é uma das reclamações mais frequentes em relação ao uso deste meio de transporte. Diga que assistirão a um vídeo curto, mostrando uma reportagem em que um telespectador reclama da superlotação dos ônibus.

Materiais complementares:

Vídeo 1: Passageiros reclamam de superlotação em linha de ônibus que passa no Residencial Carandá, G1. Disponível em http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/tem-noticias-1edicao/videos/t/edicoes/v/passageiros-reclamam-de-superlotacao-em-linha-de-onibus-que-passa-pelo-residencial-caranda/6631712/. Acesso em 7 de setembro de 2018.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 30 minutos.

Orientações:

  • Após assistir ao vídeo e ler esta Carta de reclamação, retome a pergunta inicial da aula sobre os componentes que uma Carta de reclamação precisa ter para poder surtir os efeitos esperados, ou seja, solucionar algum problema.
  • Neste momento, pode ser que os alunos citem partes comuns de uma carta como quem escreve a carta (remetente), quem lê (destinatário) e o assunto sobre o qual se trata. Pode ser que ainda não falem a respeito da necessidade de apresentação de uma queixa, problema ou reclamação, a solicitação de providências, a apresentação de argumentos que possam convencer o responsável a tomar providências. Podem notar também que nas cartas de reclamação publicadas é comum que não haja despedida, nem assinatura do reclamante, veremos outros exemplos a seguir.
  • Anote no quadro as respostas apresentadas e não antecipe informações. Diga que, ao decorrer da atividade, irão descobrir mais sobre Cartas de reclamação publicadas em jornais e sites.
  • Perceba que, no exemplo da carta do site apresentado, o nome do reclamante não aparece, esta plataforma preserva a identidade do reclamante,
    o que não quer dizer que ele não deve se identificar. Sua identificação neste caso, é realizada por um código identificador, o que a faz parte da política de privacidade do site. Questione sobre a legitimidade de uma carta anônima em comparação a uma carta assinada.

Materiais complementares: Texto: Superlotação linha 422 Grajaú, site Reclame Aqui. Disponível em https://www.reclameaqui.com.br/rio-onibus-empresa-de-onibus-do-rio-de-janeiro/superlotacao-linha-422-grajau_l8e70xtpdXOYcPHj/ . Acesso em 20 de setembro de 2018.

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Orientações:

  • Divida os alunos em trios.
  • Faça cópias dos textos disponíveis nos Materiais complementares e distribua-os. Acesse-os aqui.
  • Entregue um texto para cada trio e peça para fazerem uma leitura silenciosa e, em seguida, outra leitura compartilhada.
  • Peça para discutirem nos trios sobre o conteúdo do texto, sobre quem escreve, para quem e por qual motivo a pessoa o escreveu.
  • Pergunte aos alunos:
  • Quem escreveu o texto? Do que se trata estes textos publicados no jornal?
  • O que pretendem as pessoas que enviam uma Carta de reclamação para ser publicada em um jornal? Que respostas obtiveram?
  • Que vantagens uma pessoa tem ao enviar uma Carta de reclamação para ser publicada em um jornal em vez de enviar
    diretamente para os responsáveis por solucionar o problema?

  • Espera-se que os alunos compreendam que este texto não foi escrito diretamente por pessoas que reclamam de algo, mas, sim, que foi redigido por um redator do jornal que apresenta a pessoa que reclama, o problema e a solução esperada, além de apontar a resposta do órgão responsável por solucionar a situação. Assim, os textos tratam de reclamações apresentadas por um leitor que espera que tenha seu problema resolvido. As principais vantagens em escrever para um jornal e não diretamente para os responsáveis pelo problema são: a situação se torna pública e, portanto, força os responsáveis a buscar uma solução de forma mais rápida e eficiente de modo a preservar a imagem da instituição reclamada; a equipe do jornal busca uma resposta das autoridades de forma mais rápida publicando tal resposta.
  • Perceba que existem dois textos distintos, cada um relatando um problema diferente. No entanto, durante a atividade, os alunos perceberão que existem partes essenciais da publicação de uma reclamação que são imprescindíveis para caracterizar o gênero estudado.

Materiais complementares:

Cartas para impressão. Disponível aqui.

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Orientações:

  • Após discutirem sobre as cartas e suas respostas, peça para o trio ler as questões do slide e ir discutindo oralmente, nos trios.
  • Espera-se que percebam que as cartas foram editadas para ser publicadas no jornal. As cartas originais, escritas provavelmente em primeira pessoa, passam a ser escritas em terceira pessoa para ser publicadas, tendo apenas algumas partes citadas entre aspas. Este resumo é feito, pois esta seção do jornal é breve, apresentando, a cada edição, novos casos e suas resoluções. Quem lê esta seção acompanha os acontecimentos de sua cidade, se identifica com algum dos problemas e passa a considerar o jornalismo como importante aliado na mediação de suas queixas.
  • As cartas e as respostas, apesar de resumidas, trazem as ideias principais, tendo sido suprimidos vocativos, cumprimentos, maiores detalhamentos e despedida. Os textos podem ser considerados completos para o objetivo de publicação, pois possuem título para a reclamação, apresentação da pessoa reclamante e da cidade de onde reclama, a descrição de uma situação problemática, a reclamação e um enredo argumentativo que possa convencer o interlocutor de que o reclamante tem razão. Logo abaixo da reclamação e solicitação vemos a identificação do órgão responsável por solucionar o problema e sua resposta com justificativas, explicações e promessas de que o problema será resolvido.
  • Portanto, durante esta atividade, espera-se que os alunos percebam que, em geral, seções destinadas à publicação de Cartas de reclamação, em jornais ou revistas, editam cartas e respostas de modo que não faltem informações essenciais para a compreensão do leitor sobre o problema em questão e sobre sua solução.
  • Na carta e na resposta 1, espera-se que os alunos distingam as seguintes partes, mesmo que lhes deem outros nomes:

Cidade do reclamante: Vicente Pires.

Título: Falta de sinalização.

Reclamante: João Pedro Nascimento de 23 anos.

Apresentação ou relato do problema: Falta de sinalização alertando sobre os quebra-molas na rua 12, em Vicente Pires.

Argumentos: O reclamante argumenta que a falta de placas e pintura na lombada prejudica os condutores. Diz que quando chove e à noite a situação piora e que a dificuldade de enxergar os quebra-molas causa danos ao veículo e desconforto para o usuário da via. Por fim, diz que os usuários já aguardam uma solução há muito tempo. O editor reproduz, entre aspas, a fala do próprio reclamante, enfatizando o descontentamento do contribuinte com os serviços prestados.

Solicitação: Não há uma solicitação explícita, mas as informações sugerem que o reclamante solicita que sejam sinalizados os quebra-molas da rua informada.

Identificação do órgão responsável: Departamento de Trânsito do Distrito Federal.

Resposta: O Detran informa que a rua 12 irá passar por implantação de infraestrutura e que enviará uma equipe ao local para verificar a possibilidade de fazer uma sinalização provisória.

  • Na carta e na resposta 2, espera-se que os alunos distingam as seguintes partes:

Título: Pintura do meio-fio.

Reclamante: Maria Rosineide Lopes de 49 anos.

Cidade do reclamante: Asa Sul.

Apresentação ou relato do problema: Reclama da qualidade da pintura dos meio-fios no Eixo Sul.

Argumentos: A senhora diz que o serviço não está sendo feito com zelo, que a pintura está mal feita e melecada. Afirma que acha melhor nem pintar se for para ser feito daquela forma. Por fim, qualifica a situação como vergonhosa. Mais uma vez, percebe-se que o editor utiliza a estratégia de reproduzir, entre aspas, a fala do próprio reclamante, enfatizando o descontentamento do contribuinte com os serviços prestados.

Solicitação: Também não há uma solicitação explícita, mas as informações sugerem que o reclamante solicita que a pintura dos meio-fios seja feita com mais cuidado.

Identificação do órgão responsável: Serviço de Limpeza Urbana

Resposta: A SLU atribui a causa da reclamação às máquinas que são utilizadas para realizar a pintura, afirmando que trabalham para regular estes equipamentos.

6. Espera-se, ainda, que os alunos percebam que o texto jornalístico apresenta recursos que permitem acentuar o caráter reivindicativo das reclamações publicadas: a imagem de um megafone, o título da seção do jornal: Grito Geral, o título da reclamação destacado em negrito e em letras maiúsculas e fonte maior que as demais partes, resposta dos órgãos responsáveis destacada em negrito, itálico e indicado por marcador de parágrafos.

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Orientações:

  • Agora os alunos irão se juntar com outro trio com o objetivo de comparar os textos lidos.
  • Ao realizar esta comparação, eles serão capazes de descobrir regularidades que permitirão identificar características do gênero Carta de reclamação
    e características de uma seção de jornal ou revista dedicada a publicação de tais reclamações.
  • Várias nomeações podem ser dadas a cada parte da carta. Deixe que utilizem a criatividade, no entanto peça para atribuírem um termo que permita identificar a função daquela parte da carta. Assim, ao nomear o remetente, os alunos podem atribuir termos como “reclamante”, “contribuinte”, “leitor” etc. No momento de sistematização permita que padronizem estes termos.
  • Deixe que ajudem uns aos outros indicando partes que o outro trio não lembrou de indicar.
  • Eles devem indicar as duas partes da seção - Carta de reclamação e resposta - e a estrutura interna de cada uma delas.

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Orientações:

  • Neste momento, forme um grande círculo de modo que as descobertas sejam compartilhadas com toda a turma.
  • Peça para irem dizendo o que não pode faltar na seção Cartas de publicação do jornal, ou seja, o que não pode faltar nas cartas e nas respostas dadas às reclamações. Pergunte quais seriam as consequências de ser omitida alguma destas partes.
  • Incentive-os a refletir com algumas perguntas, associando sempre a estrutura da carta à função social do texto:
  • Por que não pode faltar a identificação de quem apresenta a reclamação?
  • Por que não podem faltar argumentos?
  • O que mais não pode faltar e por quê? (É possível que citem a apresentação do problema, a solicitação de resolução e a resposta do responsável.)
  • Por que os editores do jornal utilizam fontes diferentes no título da reclamação e na resposta dos órgãos?
  • Na sua opinião, por que alguns jornais e revistas têm uma seção dedicada a publicações de Cartas de reclamação, incluindo as respostas dos responsáveis por solucionar o problema?
  • Porque os editores inserem partes da carta original entre aspas? Qual o efeito disso?

Espera-se que os alunos compreendam que a falta de identificação de quem envia a carta pode resultar em sua exclusão na medida em que a equipe responsável por selecionar as reclamações não pode publicar cartas anônimas. Precisam entender, também, que a Carta de reclamação precisa de argumentos que possam convencer os leitores de que o problema é real e sério. Quanto à utilização de letras com fontes diferentes, o objetivo é destacar informações importantes que podem despertar o interesse dos leitores e permitir que construam sentidos em relação à informação apresentada.

Espera-se, ainda, que os alunos possam concluir que uma seção de jornal, como a de apresentação de reclamações dos leitores, permite que o jornal possa se aproximar de seus leitores e permite imprimir uma imagem de um veículo de informações que possui uma função social. Finalmente, objetiva-se que os alunos percebam que os editores dos jornais utilizam trechos das falas dos autores das cartas entre aspas para demonstrar o caráter impessoal e mediador do veículo de comunicação indicando que as reclamações não são feitas pelo jornal, mas sim por seus leitores.

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Tempo sugerido: 8 minutos.

Orientações:

  • Deixe que os trios se apresentem espontaneamente. Mas ofereça este modelo de esquema, para que não faltem as partes que antecedem o texto (local, título da reclamação), as partes principais que compõem a Carta de reclamação (apresentação do reclamante, apresentação do problema, argumentação e solicitação) e os elementos que compõem a resposta publicada (apresentação do órgão responsável por solucionar a questão e sua respectiva resposta).
  • Assim, ao ser lembrada uma parte da seção e da Carta de reclamação publicada em jornal, anote no quadro negro formando um painel até todas as partes essenciais do gênero serem lembradas. Os nomes e a quantidade de partes podem variar, mas assegure-se de que não falte nenhuma parte essencial da publicação que, em geral, envolve a Carta de reclamação e sua respectiva resposta.
  • Ao concluir o painel, peça para copiarem em seus cadernos.
  • Permita que os alunos compreendam que, por suas peculiaridades, a Carta de reclamação publicada em jornais possui partes que são essenciais e que permitem que um problema seja apresentado, uma solução seja solicitada e o responsável pela solução apresente uma satisfação ao reclamante.
  • Pergunte para os alunos:
  • Para que uma pessoa escreve uma Carta de reclamação?
  • O que a leva a querer publicar esta carta em um jornal ou site?
  • Que interesses o jornal ou site tem ao publicar?
  • O que pode ocorrer se faltar alguma parte deste tipo de carta?

Espera-se que os alunos entendam que as pessoas escrevem cartas de reclamação para um jornal impresso porque acreditam que assim seus problemas serão solucionados. Portanto, escolhem publicar essas reclamações porque sabem que os jornais têm maior acesso aos responsáveis por fornecer uma resposta sobre o problema. Em relação aos interesses do jornal em publicar as cartas, pode-se citar o fato de que as pessoas irão comprar os exemplares para verificar se suas reclamações foram publicadas, irão construir uma imagem de cumprimento de sua função social e se aproximarão mais dos leitores. Espera-se, também, que compreendam que, por se tratar de um tipo de carta utilizado para solicitar providências para um problema, o remetente precisa se identificar e se apresentar de forma breve e objetiva, além de apresentar a situação ocorrida e suas circunstâncias de forma clara e com argumentação.
O responsável pela solução além de ser indicado, precisa ser convencido e sensibilizado para que decida por tomar uma providência.

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