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Plano de aula - A argumentação na carta de solicitação

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 7º ano do EF sobre A argumentação na carta de solicitação

Plano 06 de 15 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Katia Nelsina Pereira Chiaradia

 

Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a sexta aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero CARTA DE SOLICITAÇÃO e APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS ORAIS no campo de atuação na vida pública. A aula, de análise linguística, faz parte do módulo de análise linguística e multissemiótica.

Materiais necessários: Para esta aula, serão necessários projetor, quadro negro, cópias ou impressões da atividade de análise de carta de solicitação e tesouras e/ou réguas para cortar papel.

Informações sobre o gênero: Carta de solicitação é uma carta formal em que o emissor formaliza um pedido ao destinatário. Diferente de uma carta de reclamação, o produtor da carta de solicitação não necessariamente considera que tem um direito assegurado, mas acredita que seu interlocutor poderá atendê-lo. Por isso, além de explicitar a solicitação, deve ter forte base argumentativa.

Dificuldades antecipadas: É possível que os estudantes confundam listar solicitações com argumentar por elas.

Referências sobre o assunto:

BARBOSA, Jacqueline P.; ROJO, Roxane. Hipermodernidade, multiletramentos e gêneros discursivos. São Paulo: Parábola, 2015.

BARBOSA, Jacqueline P. Carta de solicitação e Carta de reclamação. São Paulo: FTD, 2005.

DOLZ, Joaquim; SCHNEUWLY, Bernard (orgs.). Gêneros orais e escritos na escola. Campinas: Mercado de Letras, 2004.

PROGRAMA DE FORMAÇÃO DA PREFEITURA DE SÃO PAULO. Cadernos de apoio a aprendizagem 7º ano, parte 1 e parte 2 - Fazendo pedidos: cartas de solicitação e requerimento. Disponível em: <http://portalsme.prefeitura.sp.gov.br/Main/Noticia/Visualizar/PortalSMESP/cadernos>. Acesso em: 20 out. 2018.

TEIXEIRA, Ana Paula Tosta; BLASQUE, Roberta Maria Garcia; SANTOS, Célia Dias. A exposição oral na sala de aula. In: ANAIS PARA O VII SEMINÁRIO DE PESQUISAS EM CIÊNCIAS HUMANAS, 2008, Universidade Estadual de Londrina (UEL). Disponível em: <http://www.uel.br/eventos/sepech/sepech08/arqtxt/resumos-anais/AnaPTTeixeiraRobertaGBlasque.pdf>. Acesso em: 20 out. 2018.

Tema da aula select-down

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Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Projete a pergunta ou redija-a no quadro para que todos possam lê-la e apresente a proposta da aula para os estudantes. Permita que os alunos manifestem-se livremente sobre a questão e instigue-os, à medida em que apresentam possíveis formas de se organizar uma carta de solicitação, a ativar seu conhecimento prévio de que solicitamos alguma coisa a partir de uma necessidade ou problema. Se você desenvolveu as aulas anteriores deste módulo com a turma, relembre que o relato do problema é uma estratégia fundamental para a construção de uma argumentação forte e que a qualidade da argumentação é essencial para o caráter persuasivo deste tipo de carta.

Introdução select-down

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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Projete ou escreva no quadro a situação acima. Leia, primeiramente, a situação e reserve um tempo da aula para discutir sobre esse tema, verificando se os alunos compreendem a seriedade do assunto. Além disso, você pode aproveitar o momento para perceber e dissipar opiniões preconceituosas que possam vir a ocorrer. O tempo para essa discussão pode variar de turma para turma, por isso, considere a possibilidade de que você pode levar mais tempo para desenvolver esta aula. Em seguida, leia e promova a discussão sobre as questões colocadas no fim do slide. Lembre-os de que o foco nesta atividade não é criar soluções para o problema, mas, sim, pensar em como essa carta seria organizada, a fim de revisar tais aspectos. Após deixá-los discutir por algum tempo, é possível auxiliá-los nesse processo de criação de hipóteses acerca da forma composicional de uma carta de solicitação. Para isso, lance perguntas à turma que a estimulem a reconhecer o que seria necessário em uma carta de solicitação para que sua intenção comunicativa seja efetivada, tais como:
  • cartas precisam de data e local tradicionalmente?
  • Seria preciso deixar claro quem escreve a carta? E quem recebe a carta? Seria preciso deixar claro também?
  • É preciso relatar qual problema vem ocorrendo? E a solicitação? Ela também precisa entrar na carta?

Essas sugestões de perguntas visam elucidar para a turma uma carta de solicitação com os seguintes elementos em sua forma composicional: local e data; vocativo; apresentação do remetente; relato do problema e solicitação de resolução.

  • Sistematize no quadro o resultado das perguntas acerca da forma composicional da carta de solicitação e questione os estudantes por que a carta seria organizada dessa maneira. Conduza-os a perceber que a estratégia argumentativa pensada é determinante na organização dos elementos relato e solicitação. É importante deixar claro, nesse momento, que o relato e a solicitação podem apresentar as informações nessa ordem ou na ordem contrária. Tudo depende das estratégias pensadas por quem escreve a carta. Em suma, é possível ter um relato seguido da solicitação, ou uma solicitação seguida de um relato ou, ainda, uma solicitação seguida de um relato e um reforço da solicitação no término da carta, por exemplo. A organização, nesse caso, depende das estratégias de convencimento pensadas para a carta.
  • Questione-os também sobre o porquê da organização das marcas tradicionais de uma carta (local, data, vocativo, apresentação). Questione se a organização dessas marcas e a ordem atribuída a elas têm um propósito. Ajude-os a levantar hipóteses que conduzam a uma justificativa pautada na funcionalidade do gênero em questão em seu meio social. Ou seja, uma carta precisa identificar seu destinatário e remetente para que a comunicação seja bem-sucedida, afinal. Um local e uma data auxiliam a demarcar a origem da carta e o tempo ou a época em que foi escrita.

Desenvolvimento select-down

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Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações:

  • Peça aos alunos para dividirem-se em 4 ou 5 grupos, numericamente equilibrados.
  • Projete a pergunta aos alunos e questione se já ouviram falar de Serena Williams.
  • Em seguida, explique que ela é, atualmente, considerada uma das melhores jogadoras de tênis do mundo. Caso haja conexão com a internet no momento da aula, é possível exibir a página da Wikipédia da tenista para mais detalhes sobre sua biografia: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Serena_Williams.
  • Entregue a folha com a atividade aos grupos e explique a eles que o exercício que farão em seguida utilizará uma carta escrita por Williams, na qual ela faz um pedido a todas as mulheres do mundo. Peça aos grupos que iniciem a atividade com a leitura da carta. Se a escola dispuser de dicionários, entregue um a cada grupo e instrua os estudantes a procurarem no dicionário o significado de palavras desconhecidas aos alunos, caso haja alguma. Se houver a possibilidade, os alunos também podem acessar dicionários online. Uma alternativa ao uso do dicionário é transitar pela sala enquanto a leitura é realizada e auxiliar os grupos que necessitarem de ajuda com palavras que lhes são desconhecidas. Para essa etapa da atividade, reserve cerca de 7 a 8 minutos.
  • Após o término da leitura, pergunte aos alunos qual problema, apontado por Serena Williams na carta, precisa ser resolvido. Conduza-os, se necessário, por meio de perguntas, à resposta: tratamento desigual no esporte entre homens e mulheres, especificamente o fato de mulheres receberem menos que homens e não serem reconhecidas apenas como atletas, mas, sim, como “‘mulheres atletas”’. No caso de Williams, ela gostaria de ser reconhecida como uma das melhores “[pessoas] tenistas” do mundo, e não como uma das melhores tenistas mulheres do mundo. Pergunte aos estudantes o que eles pensam sobre o posicionamento de Serena Williams. Dê espaço para que exponham seu posicionamento.
  • Questione quais são os argumentos utilizados pela tenista para defender seu posicionamento acerca do problema existente no tratamento desigual entre homens e mulheres no esporte. Peça que voltem ao texto e encontrem esses argumentos se for necessário. Ajude-os, se necessário, a encontrar os trechos em que ela menciona o desencorajamento feito a mulheres de perseguir seus sonhos, a desigualdade salarial, a questão de homens serem reconhecidos como os melhores atletas do mundo e não como os melhores “atletas homens” do mundo, ou seja, eles não são definidos pelo sexo e pelo gênero em que nascem, mas sim pelo seu potencial, algo que não ocorre com as mulheres.
  • Peça aos grupos que expliquem como Williams constrói seus argumentos. Por meio de perguntas, direcione os alunos a compreender que Serena Williams utiliza um relato de sua vida e de sua trajetória profissional para demonstrar como há tratamento diferenciado entre homens e mulheres no esporte.
  • Pergunte aos alunos qual é a solicitação feita por Serena Williams. Ajude-os a localizá-la, caso precise, no último parágrafo da carta quando Williams afirma que é preciso continuar a sonhar grande, e ao fazê-lo, deve-se capacitar a próxima geração de mulheres a serem tão ousadas quanto nós em suas buscas e a sempre exigirem reconhecimento por suas realizações, não pelo seu gênero.
  • Por fim, peça aos alunos que façam a atividade 2 da folha de exercício. Nessa atividade, os alunos deverão caracterizar cada um dos elementos da forma composicional da carta de Williams. A ordem de caracterização, que deve ser feita por parágrafo, é a seguinte: local e data, vocativo, apresentação da remetente e a primeira parte do relato, segunda parte do relato, pedido/solicitação e assinatura.

Material complementar: Você encontra a atividade para impressão aqui.

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Tempo sugerido: 13 minutos

Orientações:

  • Para encerrar a atividade, peça que, em cada grupo, ao menos um estudante recorte, utilizando uma tesoura ou régua, os parágrafos da carta de Williams. Cada grupo deve obter os seis parágrafos da carta recortados.
  • Peça aos grupos que tentem organizar os parágrafos da carta de formas diferentes da organização original. Instrua os estudantes a verificar se, em cada uma das novas organizações, foi possível obter o mesmo sentido que a carta apresenta em sua organização original. Dê alguns minutos para que os estudantes façam suas experimentações.
  • Após o fim das experimentações, instigue os grupos a compartilharem com a turma as percepções dos resultados obtidos nas tentativas de reordenação dos parágrafos da carta de Williams. Obviamente, não será possível obter o mesmo sentido presente na organização original da carta. Questione os grupos sobre o motivo dessa impossibilidade. Peça que levantem hipóteses sobre isso. Auxilie-os a compreender que Serena Williams projetou a argumentação de sua carta para atingir seu objetivo comunicativo (caracterizar o problema e solicitar sua solução). O projeto de argumentação feito pela tenista exige uma ordenação dos relatos da maneira que foi feita, seguida pela solicitação, para que o objetivo seja atingido. Ou seja, as outras ordenações não deixam esse propósito comunicativo se realizar adequadamente, visto que a argumentação pode ficar confusa e imprecisa pelas ordens inadequadas dos elementos da forma composicional. Além disso, para que a carta cumpra sua função, é preciso que ela apresente local e data, vocativo, apresentação do remetente e assinatura nessa ordem; caso contrário ficaria difícil definir elementos importantes do gênero em questão (a quem a carta se dirige, quem a escreveu, onde e quando foi escrita) para que sua comunicação seja efetiva.
  • Explique, por fim, aos alunos que as cartas de solicitação podem ter uma organização diferente quanto à construção da argumentação, conforme visto no início da aula. Ou seja, a ordenação do relato e da solicitação depende das estratégias pensadas ao escrever a carta. A partir disso, é possível, em uma carta de solicitação, na construção argumentativa, haver um relato seguido da solicitação, ou uma solicitação seguida de um relato ou, ainda, uma solicitação seguida de um relato e um reforço da solicitação no término da carta, por exemplo. A organização depende das estratégias de convencimento pensadas para a carta.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a sexta aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero CARTA DE SOLICITAÇÃO e APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS ORAIS no campo de atuação na vida pública. A aula, de análise linguística, faz parte do módulo de análise linguística e multissemiótica.

Materiais necessários: Para esta aula, serão necessários projetor, quadro negro, cópias ou impressões da atividade de análise de carta de solicitação e tesouras e/ou réguas para cortar papel.

Informações sobre o gênero: Carta de solicitação é uma carta formal em que o emissor formaliza um pedido ao destinatário. Diferente de uma carta de reclamação, o produtor da carta de solicitação não necessariamente considera que tem um direito assegurado, mas acredita que seu interlocutor poderá atendê-lo. Por isso, além de explicitar a solicitação, deve ter forte base argumentativa.

Dificuldades antecipadas: É possível que os estudantes confundam listar solicitações com argumentar por elas.

Referências sobre o assunto:

BARBOSA, Jacqueline P.; ROJO, Roxane. Hipermodernidade, multiletramentos e gêneros discursivos. São Paulo: Parábola, 2015.

BARBOSA, Jacqueline P. Carta de solicitação e Carta de reclamação. São Paulo: FTD, 2005.

DOLZ, Joaquim; SCHNEUWLY, Bernard (orgs.). Gêneros orais e escritos na escola. Campinas: Mercado de Letras, 2004.

PROGRAMA DE FORMAÇÃO DA PREFEITURA DE SÃO PAULO. Cadernos de apoio a aprendizagem 7º ano, parte 1 e parte 2 - Fazendo pedidos: cartas de solicitação e requerimento. Disponível em: <http://portalsme.prefeitura.sp.gov.br/Main/Noticia/Visualizar/PortalSMESP/cadernos>. Acesso em: 20 out. 2018.

TEIXEIRA, Ana Paula Tosta; BLASQUE, Roberta Maria Garcia; SANTOS, Célia Dias. A exposição oral na sala de aula. In: ANAIS PARA O VII SEMINÁRIO DE PESQUISAS EM CIÊNCIAS HUMANAS, 2008, Universidade Estadual de Londrina (UEL). Disponível em: <http://www.uel.br/eventos/sepech/sepech08/arqtxt/resumos-anais/AnaPTTeixeiraRobertaGBlasque.pdf>. Acesso em: 20 out. 2018.

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Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Projete a pergunta ou redija-a no quadro para que todos possam lê-la e apresente a proposta da aula para os estudantes. Permita que os alunos manifestem-se livremente sobre a questão e instigue-os, à medida em que apresentam possíveis formas de se organizar uma carta de solicitação, a ativar seu conhecimento prévio de que solicitamos alguma coisa a partir de uma necessidade ou problema. Se você desenvolveu as aulas anteriores deste módulo com a turma, relembre que o relato do problema é uma estratégia fundamental para a construção de uma argumentação forte e que a qualidade da argumentação é essencial para o caráter persuasivo deste tipo de carta.

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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Projete ou escreva no quadro a situação acima. Leia, primeiramente, a situação e reserve um tempo da aula para discutir sobre esse tema, verificando se os alunos compreendem a seriedade do assunto. Além disso, você pode aproveitar o momento para perceber e dissipar opiniões preconceituosas que possam vir a ocorrer. O tempo para essa discussão pode variar de turma para turma, por isso, considere a possibilidade de que você pode levar mais tempo para desenvolver esta aula. Em seguida, leia e promova a discussão sobre as questões colocadas no fim do slide. Lembre-os de que o foco nesta atividade não é criar soluções para o problema, mas, sim, pensar em como essa carta seria organizada, a fim de revisar tais aspectos. Após deixá-los discutir por algum tempo, é possível auxiliá-los nesse processo de criação de hipóteses acerca da forma composicional de uma carta de solicitação. Para isso, lance perguntas à turma que a estimulem a reconhecer o que seria necessário em uma carta de solicitação para que sua intenção comunicativa seja efetivada, tais como:
  • cartas precisam de data e local tradicionalmente?
  • Seria preciso deixar claro quem escreve a carta? E quem recebe a carta? Seria preciso deixar claro também?
  • É preciso relatar qual problema vem ocorrendo? E a solicitação? Ela também precisa entrar na carta?

Essas sugestões de perguntas visam elucidar para a turma uma carta de solicitação com os seguintes elementos em sua forma composicional: local e data; vocativo; apresentação do remetente; relato do problema e solicitação de resolução.

  • Sistematize no quadro o resultado das perguntas acerca da forma composicional da carta de solicitação e questione os estudantes por que a carta seria organizada dessa maneira. Conduza-os a perceber que a estratégia argumentativa pensada é determinante na organização dos elementos relato e solicitação. É importante deixar claro, nesse momento, que o relato e a solicitação podem apresentar as informações nessa ordem ou na ordem contrária. Tudo depende das estratégias pensadas por quem escreve a carta. Em suma, é possível ter um relato seguido da solicitação, ou uma solicitação seguida de um relato ou, ainda, uma solicitação seguida de um relato e um reforço da solicitação no término da carta, por exemplo. A organização, nesse caso, depende das estratégias de convencimento pensadas para a carta.
  • Questione-os também sobre o porquê da organização das marcas tradicionais de uma carta (local, data, vocativo, apresentação). Questione se a organização dessas marcas e a ordem atribuída a elas têm um propósito. Ajude-os a levantar hipóteses que conduzam a uma justificativa pautada na funcionalidade do gênero em questão em seu meio social. Ou seja, uma carta precisa identificar seu destinatário e remetente para que a comunicação seja bem-sucedida, afinal. Um local e uma data auxiliam a demarcar a origem da carta e o tempo ou a época em que foi escrita.

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Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações:

  • Peça aos alunos para dividirem-se em 4 ou 5 grupos, numericamente equilibrados.
  • Projete a pergunta aos alunos e questione se já ouviram falar de Serena Williams.
  • Em seguida, explique que ela é, atualmente, considerada uma das melhores jogadoras de tênis do mundo. Caso haja conexão com a internet no momento da aula, é possível exibir a página da Wikipédia da tenista para mais detalhes sobre sua biografia: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Serena_Williams.
  • Entregue a folha com a atividade aos grupos e explique a eles que o exercício que farão em seguida utilizará uma carta escrita por Williams, na qual ela faz um pedido a todas as mulheres do mundo. Peça aos grupos que iniciem a atividade com a leitura da carta. Se a escola dispuser de dicionários, entregue um a cada grupo e instrua os estudantes a procurarem no dicionário o significado de palavras desconhecidas aos alunos, caso haja alguma. Se houver a possibilidade, os alunos também podem acessar dicionários online. Uma alternativa ao uso do dicionário é transitar pela sala enquanto a leitura é realizada e auxiliar os grupos que necessitarem de ajuda com palavras que lhes são desconhecidas. Para essa etapa da atividade, reserve cerca de 7 a 8 minutos.
  • Após o término da leitura, pergunte aos alunos qual problema, apontado por Serena Williams na carta, precisa ser resolvido. Conduza-os, se necessário, por meio de perguntas, à resposta: tratamento desigual no esporte entre homens e mulheres, especificamente o fato de mulheres receberem menos que homens e não serem reconhecidas apenas como atletas, mas, sim, como “‘mulheres atletas”’. No caso de Williams, ela gostaria de ser reconhecida como uma das melhores “[pessoas] tenistas” do mundo, e não como uma das melhores tenistas mulheres do mundo. Pergunte aos estudantes o que eles pensam sobre o posicionamento de Serena Williams. Dê espaço para que exponham seu posicionamento.
  • Questione quais são os argumentos utilizados pela tenista para defender seu posicionamento acerca do problema existente no tratamento desigual entre homens e mulheres no esporte. Peça que voltem ao texto e encontrem esses argumentos se for necessário. Ajude-os, se necessário, a encontrar os trechos em que ela menciona o desencorajamento feito a mulheres de perseguir seus sonhos, a desigualdade salarial, a questão de homens serem reconhecidos como os melhores atletas do mundo e não como os melhores “atletas homens” do mundo, ou seja, eles não são definidos pelo sexo e pelo gênero em que nascem, mas sim pelo seu potencial, algo que não ocorre com as mulheres.
  • Peça aos grupos que expliquem como Williams constrói seus argumentos. Por meio de perguntas, direcione os alunos a compreender que Serena Williams utiliza um relato de sua vida e de sua trajetória profissional para demonstrar como há tratamento diferenciado entre homens e mulheres no esporte.
  • Pergunte aos alunos qual é a solicitação feita por Serena Williams. Ajude-os a localizá-la, caso precise, no último parágrafo da carta quando Williams afirma que é preciso continuar a sonhar grande, e ao fazê-lo, deve-se capacitar a próxima geração de mulheres a serem tão ousadas quanto nós em suas buscas e a sempre exigirem reconhecimento por suas realizações, não pelo seu gênero.
  • Por fim, peça aos alunos que façam a atividade 2 da folha de exercício. Nessa atividade, os alunos deverão caracterizar cada um dos elementos da forma composicional da carta de Williams. A ordem de caracterização, que deve ser feita por parágrafo, é a seguinte: local e data, vocativo, apresentação da remetente e a primeira parte do relato, segunda parte do relato, pedido/solicitação e assinatura.

Material complementar: Você encontra a atividade para impressão aqui.

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Tempo sugerido: 13 minutos

Orientações:

  • Para encerrar a atividade, peça que, em cada grupo, ao menos um estudante recorte, utilizando uma tesoura ou régua, os parágrafos da carta de Williams. Cada grupo deve obter os seis parágrafos da carta recortados.
  • Peça aos grupos que tentem organizar os parágrafos da carta de formas diferentes da organização original. Instrua os estudantes a verificar se, em cada uma das novas organizações, foi possível obter o mesmo sentido que a carta apresenta em sua organização original. Dê alguns minutos para que os estudantes façam suas experimentações.
  • Após o fim das experimentações, instigue os grupos a compartilharem com a turma as percepções dos resultados obtidos nas tentativas de reordenação dos parágrafos da carta de Williams. Obviamente, não será possível obter o mesmo sentido presente na organização original da carta. Questione os grupos sobre o motivo dessa impossibilidade. Peça que levantem hipóteses sobre isso. Auxilie-os a compreender que Serena Williams projetou a argumentação de sua carta para atingir seu objetivo comunicativo (caracterizar o problema e solicitar sua solução). O projeto de argumentação feito pela tenista exige uma ordenação dos relatos da maneira que foi feita, seguida pela solicitação, para que o objetivo seja atingido. Ou seja, as outras ordenações não deixam esse propósito comunicativo se realizar adequadamente, visto que a argumentação pode ficar confusa e imprecisa pelas ordens inadequadas dos elementos da forma composicional. Além disso, para que a carta cumpra sua função, é preciso que ela apresente local e data, vocativo, apresentação do remetente e assinatura nessa ordem; caso contrário ficaria difícil definir elementos importantes do gênero em questão (a quem a carta se dirige, quem a escreveu, onde e quando foi escrita) para que sua comunicação seja efetiva.
  • Explique, por fim, aos alunos que as cartas de solicitação podem ter uma organização diferente quanto à construção da argumentação, conforme visto no início da aula. Ou seja, a ordenação do relato e da solicitação depende das estratégias pensadas ao escrever a carta. A partir disso, é possível, em uma carta de solicitação, na construção argumentativa, haver um relato seguido da solicitação, ou uma solicitação seguida de um relato ou, ainda, uma solicitação seguida de um relato e um reforço da solicitação no término da carta, por exemplo. A organização depende das estratégias de convencimento pensadas para a carta.

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