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Plano de aula - Comparação de escrita espontânea com a escrita convencional

POR: Anna Kelly Real Scarfoni Carvalho 26/11/2018
Código: LPO1_05ATS02

1º ano / Língua Portuguesa / Atividade de Sistematização

Plano de aula alinhado à BNCC:

(EF01LP02) Escrever, espontaneamente ou por ditado, palavras e frases de forma alfabética – usando letras/grafemas que representem fonemas.

(EF01LP03) Observar escritas convencionais, comparando-as às suas produções escritas, percebendo semelhanças e diferenças.

(EF01LP05) Reconhecer o sistema de escrita alfabética como representação dos sons da fala.

(EF01LP07) Identificar fonemas e sua representação por letras.

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 1º ano do Ensino Fundamental sobre análise linguística, semiótica e escrita compartilhada.

 

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é 2ª aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística, semiótica e escrita compartilhada. A finalidade desse conjunto de planos é a reflexão da escrita espontânea e escrita convencional a partir da leitura de uma cantiga de roda conhecida pelos alunos, onde o professor mediará a ampliação e reflexão dos conhecimentos dos alunos sobre as hipóteses de escritas.

Dificuldades antecipadas: Encontraremos alunos em diferentes níveis de fluência leitora e também em diferentes hipóteses de escrita. Desta forma, os alunos na hipótese pré-silábica que ainda não relacionam a escrita com a fala e os alunos na hipótese silábica que utilizam uma letra para cada sílaba podem ou não atribuir valor sonoro à letra e, assim, poderão apresentar dificuldades diante da referida atividade.

Referências sobre o assunto:

CANTA E DANÇA, de Suzana Sanson e Graça Lima, publicado pela Brinque-Book.

CD, cantigas de roda, grupo Palavra Cantada, produzido pela gravadora MCD World Music.

Cantigas para alfabetizar Vol 1. Geni Sanches Rodrigues

MORAIS, Artur gomes de, Sistema de escrita alfabética. São Paulo: Editora Melhoramentos,2012. (Como eu ensino)

SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo:Contexto, 2016.

SMOLKA, Ana Luiza Bustamente. A criança na fase inicial da escrita: a alfabetização como processo discursivo. 8. ed. São Paulo: Cortez, 1999.

Tempo sugerido: 1 minuto

Orientações: Relate para a turma qual é a proposta da aula do dia.

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Organize a classe em uma grande roda.
  • Projete ou utilize o cartaz com a letra da cantiga escrita. Pergunte à turma quem se lembra da música da cobra.

Atenção, professor: realize agora, os procedimentos de leitura de ajuste. Para saber mais dos benefícios desta prática em sala de aula, Clique Aqui.

  • Chame alguns alunos próximo à letra da cantiga e realize perguntas sobre algumas palavras que estão escritas. Essas perguntas farão com que os alunas reflitam acerca das letras iniciais e finais das palavras e de seus sons também:

  • Quem consegue encontrar a palavra PEZINHO?
  • Instigue como ele sabe que está escrito PEZINHO (R: deve-se dizer que porque começa com a letra P, Sílaba PE)? O que fez ele descobrir que PEZINHO se escreve desta maneira? Alguém conhece outra palavra que começa com a P (R: Paulo, Patrícia Pelé)?
  • E agora, procurem a palavra LIMÃO? Como vocês descobriram (R: pois começa com L, com LI? Que letra apareceu primeiro (R: letra L)? E qual é a última letra da palavra LIMÃO (R: letra O)? E uma outra palavra que começa com L alguém conhece (Laranja, Lilian, Letícia)?
  • E a palavra COBRA, quem mostra para mim onde ela está escrita? Que letra aparece no começo dessa palavra (R: letra C)? E no final da palavra cobra qual é a letra que aparece (R: letra A)? Que outra palavra podemos escrever que começa com a letra C (R: Corina. CArina, coruja)?
  • Quem consegue encontrar a palavra escrita PÉ? Quantas letras tem essa palavra( R: 2 letras)? Que letras usamos para escrever a palavra PÉ (R: “p” e o “E”)?
  • Escolha um aluno para realizar os procedimentos de leitura de ajuste da cantiga da aula anterior.
  • Solicite ao aluno que realize a leitura junto com a classe, demarcando com o dedo cada letra ou palavra que aparece na cantiga. Realize comparações e reflexões das palavras escritas na cantiga de modo que desafiem os alunos no levantamento de novas hipóteses do SEA, tais como:
  • Vamos cantá-la novamente. (Cante junto com os alunos)
  • Quem sabe cantar o primeiro verso?
  • A COBRA NÃO TEM PÉ
  • Qual é a primeira letra que aparece nesse verso (R: a letra A)?
  • E a próxima palavra qual é (R: COBRA)?
  • E depois (R:NÃO)?
  • Qual é a última palavra que aparece nesse verso (R: PÉ)? Qual é a letra que começa essa palavra( letra P)? Quantas letras tem essa palavra (R: duas letras)?
  • E, no segundo verso A COBRA NÃO TEM MÃO, quais palavras se repetem do verso anterior? (R: a cobra não tem)
  • Qual é a palavra que deixa esse verso diferente do outro? (R: MÃO)
  • Que letra começa a palavra MÃO? (letra M) Quantas letras tem essa palavra? (3 letras)
  • Agora, o terceiro verso COMO É QUE A COBRA SOBE, qual é a palavra que inicia esse verso?(R: como) Que letra começa essa palavra?(R: “C”)
  • Tem outra palavra nesse verso que começa com essa mesma letra? (R: COBRA)
  • Observe as palavras COMO e COBRA elas iniciam com o mesmo som?(R: sim) Esse som chama-se sílaba.
  • Quantas vezes a palavra COBRA apareceu até agora? (3 vezes)
  • E a palavra SOBE quantas letras tem? (R: 4 letras)Ela começa com uma consoante ou uma vogal? (R: consoante)Que letra aparece no final (R: letra “E”)dessa palavra?
  • Para terminar, vamos ler o último verso NO PEZINHO DE LIMÃO?
  • Quantas palavras aparecem nesse verso? Vamos contar? (R: 4 palavras)
  • Qual palavra deste verso utilizou mais letras para escrever? (R: pezinho)
  • E a que utilizou menos? (NO e DE)
  • Qual é a última palavra deste verso? (R: LIMÃO)
  • Que sílaba aparece primeiro na palavra LIMÃO? (a sílaba LI)

Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações:

  • Organize duplas de alunos, de modo que se formem duplas produtivas, ou seja, que apresentam saberes acerca do sistema alfabético de escrita próximo, porém diferentes. Por exemplo: sugere-se a formação de grupos entre alunos pré-silábicos e os silábicos sem valor sonoro e com valor sonoro. E também os silábicos com valor sonoro podem se agrupar com os silábico-alfabéticos, que por sua vez também funcionam bem com os alfabéticos.
  • Disponibilize um alfabeto móvel para cada dupla. (Material para ser impresso disponível no material complementar)
  • Entregue para cada dupla uma folha com a cantiga “A cobra”. (Folha disponível para impressão no material complementar)
  • A cantiga estará escrita com lacunas de algumas palavras, as quais serão completadas e escritas pelos alunos.
  • Cada dupla pensará na escrita das palavras com alfabeto móvel antes de escrevê-las na folha, pois a prática de montagem e desmontagem de palavras com alfabeto móvel em sala de aula, para o ensinamento dos pequenos, mobiliza diversos saberes acerca da lógica que rege a escrita, consolidando aprendizagens e conhecimentos, nessa área. Para a criança, isso é importante porque ajuda ela a perceber que palavras diferentes, por exemplo, podem variar, quanto ao número e ordem das letras, que é possível identificar semelhanças sonoras presentes em sílabas e que as vogais aparecem em quase todas as palavras da nossa língua, dentre outras virtudes. O alfabeto móvel ajuda a criança na linguagem, se familiarizando com a comunicação e encorajando a leitura/escrita/fala, na coordenação, ajudando ela a praticar movimentos de forma efetiva, desenvolvendo bons reflexos, adquirindo mais equilíbrio e confiança, e na atenção, já que auxilia ela a olhar, escutar e concentrar-se mais, ou seja têm se revelado boas alternativas para auxiliar os alunos no avanço da apropriação do SEA. (No material complementar segue link para aprimorar seus conhecimentos sobre o assunto)
  • Atenção professor: Importante que você se aproxime de cada dupla para verificar a escrita da palavra e ouvir os alunos, mediando e refletindo sobre as palavras em sua dimensão sonora proporcionando aos alunos avançarem em sua compreensão dos aspectos conceituais e convencionais da escrita, além de permitir-lhes também avançar em seus conhecimentos letrados.

Exemplos de reflexões que o professor poderá realizar através de perguntas aos alunos sobre a escrita das palavras:

  • Para escrever COBRA, que letra aparece primeiro? Será que é uma vogal ou uma consoante?
  • Quantas letras tem a palavra COBRA?
  • Que dupla consegue escrever a palavra COBRA?
  • Alguém consegue perceber os sons que fazemos ao pronunciar o nome da COBRA?
  • Quantos sons aparecem? Vamos falar essa palavra juntos CO-BRA (fale devagar para ouvirmos cada som individualmente).
  • Perceberam que apareceram dois sons o CO e BRA? Chamamos cada parte desses sons de sílabas.
  • Na palavra COBRA aparecem duas sílabas. Quantas letras tem na sílaba CO? E na sílaba BRA? Vamos ver se conseguimos escrever cobra?
  • E na palavra PÉ quantas letras usamos para escrevê-la? Qual será a primeira e última letra? Essa palavra começa com uma vogal ou uma consoante? Seria possível colocarmos uma consoante no final dessa palavra? Quantas sílabas tem a palavra PÉ?
  • Quem consegue escrever a palavra MÃO? Quantas letras aparecem nessa palavra? E quantas sílabas tem essa palavra? A primeira letra é vogal ou consoante?
  • Para escrever a palavra PEZINHO, usamos quantas letras? Que letra aparece no início? E no final da palavra qual é a letra? Nossa, a palavra PEZINHO aparecem bastante sílabas hein?
  • Vocês conseguem me dizer quantas sílabas aparecem? PE – ZI – NHO. Quem sabe outra palavra que começa com a sílaba PE que já escrevemos hoje?
  • E a palavra LIMÃO quem sabe a letra que começa? Quantas letras têm nessa palavra? E quantas sílabas? Vamos pensar?

ATENÇÃO PROFESSOR: Durante o trabalho com as escritas, podemos encontrar alunos em variados níveis de escrita, sendo assim as intervenções deverão ser individualizadas de acordo o nível de escrita de cada aluno. Seguem alguns exemplos:

O aluno do nível pré-silábico sabe que se escreve usando letras, apesar de não saber usar. Ex: ele precisa escrever COBRA e escreve assim MOIURFE) nesta fase que se encontra pré-silábico, você professor deve tentar levá-lo até o nível silábico sem valor sonoro. Vamos falar a palavra COBRA? CO - BRA

Levante um dedo para cada som que sua boca falar? Quantas vezes sua boca abriu para falar CO - BRA? O aluno percebeu que foram duas vezes que abriu a boca, neste momento questione: Porque na sua escrita de cobra tem tantas letras? Você não acha que colocou muitas letras? Todas as vezes que você for escrever, fale a palavra e veja quantas vezes abre a boca para falar a palavra, assim você descobrirá com quantas letras essa palavra precisa para ser formada. Vamos escrevê-la. Ex de escrita do aluno: A R (o aluno já começou avançar para o silábico sem valor percebeu que a palavra tem dois sons. E mais adiante também poderá avançar para o silábico com valor sonoro escrevendo COBRA uma letra para cada som. Ex: OA, CA. Onde os alunos silábicos já compreendem que a escrita é a representação da fala e estabelecem relação entre grafemas e fonemas, percebendo os sons da sílaba. Os alunos que antes representavam cada emissão sonora com apenas uma letra não se contentam mais com isso, e nessa construção do conhecimento passam agregar mais letras para representar uma determinada emissão sonora. Há momentos em que ele escreve atribuindo a cada sílaba uma letra, e outros em que ele representa as unidades sonoras menores, os fonemas.

Emilia nos ensina que, nesse período há a alternância grafofônica. Isso quer dizer que a criança alterna o uso de duas letras para representar a mesma emissão sonora. É assim: a criança escreve a mesma sílaba em uma palavra usando uma letra e em outra palavra a mesma sílaba é escrita de forma diferente, com as letras adequadas. Pensamos, então, que a criança pulou letra, que está escrevendo sem atenção, mas não é nada disso. Ela, na verdade, consegue em suas hipóteses criar mais de uma versão para a escrita da mesma emissão sonora. Ex: Se o aluno escreveu COBRA assim CB. Questione sua escrita de forma que ele reflita no sentido de levá-lo a perceber que uma letra não é suficiente para escrever a sílaba. Diga: Vamos falar a sílaba CO? De quantas letras eu preciso para formar a sílaba CO? Quantos sons apareceram? Escreva com o alfabeto móvel a sílaba CO. Quantas letras você usou? Percebeu que não posso formar a sílaba CO somente com a letra C? Que ela necessita da vogal “O” para ter o som correto? E a sílaba BRA? Vamos escrever com alfabeto móvel, quantas letras você usou? E agora, vamos juntar as letras e formar a palavra COBRA. Quantas letras temos agora? Coloque o dedo e leia cada som dessa palavra.

Material complementar:

Cantiga com lacunas para ser impressa ao alunos clique aqui. Resolução da atividade clique aqui. Alfabeto móvel para impressão clique aqui.

Leituras complementares sobre o uso do alfabeto móvel para acessar clique aqui, clique aqui.

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Depois das cantigas completadas pelos alunos, chame no quadro alguns alunos para escreverem as palavras que utilizaram para completar as lacunas na cantiga, proporcionando situações diversas de aprendizagem onde possam colocar em jogo tudo o que sabem e sejam desafiadas em seus saberes para que avancem no sistema de escrita.
  • Uma ótima opção de atividade desafiadora é a "atividade de auditório". Nesta atividade o professor seleciona alguns alunos com hipóteses diferentes e solicita que escrevam as palavras PEZINHO, um de cada vez, da hipótese mais primitiva (pré-silábica), para a mais avançada (alfabética). Assim, cada aluno observa a escrita feita anteriormente por seu colega e reflete se concorda ou não com as letras escolhidas, tendo a opção de fazer uma nova escrita, sem apagar a do seu colega favorecendo a comparação com sua escrita individual. Para aprimorar conhecimentos sobre essa dinâmica no material complementar estará disponível um vídeo com esse assunto.
  • No final, você poderá disponibilizar as palavras impressas colocando no quadro PÉ - MÃO - COBRA - PEZINHO - LIMÃO, fazendo com que os alunos comparem suas escritas com a escrita convencional. Proponha aos alunos que observem as palavras.
  • Realize perguntas\intervenções e reflexões que desafiem os alunos, tais como:
  • Todas as palavras iniciam com a mesma letra?
  • Que letras iniciais aparecem, vamos ler?
  • E a letra final das palavras são todas iguais? Quais são elas?
  • E as quantidades de letras nas palavras são iguais? Vamos contar?
  • E as quantidades de sílabas das palavras são todas as mesmas? Vamos ler uma a uma. Leia pausadamente cada palavra fazendo com que os alunos percebam o som das sílabas. Ex: PE-ZI-NHO , CO -BRA, MÃO, LI-MÃO, PÉ.
  • Que outra palavra podemos escrever com a sílaba inicial da palavra PEZINHO?
  • E com a sílaba inicial da palavra LIMÃO, que outras palavras podemos escrever?
  • E com a sílaba final da palavra PEZI-NHO? Será que existe alguma palavra que inicie com essa sílaba?
  • E para finalizar: Vamos circular na cantiga todas as palavras que estão escritas COBRA. Quantas vezes essa palavra apareceu? Aparece outra palavra com a mesma sílaba inicial de COBRA na cantiga? Qual é essa palavra?
  • Vamos pintar na cantiga de cor vermelha as palavras que iniciam com a sílaba PE. Quantas palavras apareceram? Quais são essas palavras?
  • Proponha aos alunos: Agora, vamos comparar nossas escritas com as escritas do quadro!

5. Circule entre os alunos, observe e auxilie na reflexão das escritas das palavras fazendo as inferências necessárias a cada nível de escrita individualmente.

Poderão aparecer escritas pré-silábicas ex: COBRA (ADERFT). Nesse caso há uma ausência de relação entre a escrita e os aspectos sonoros da fala, isto é não existe busca de correspondência entre as letras e sons. Você ,professor, deve tentar levá-lo até o nível silábico sem valor sonoro realizando as seguintes intervenções:

  • Vamos falar a palavra COBRA? CO - BRA
  • Levante um dedo para cada som que sua boca falar? Quantas vezes sua boca abriu para falar CO - BRA?

Atenção, professor: O aluno deverá perceber que foram duas vezes que abriu a boca, neste momento questione:

  • Porque na sua escrita de cobra tem tantas letras? Você não acha que colocou muitas letras? Quantas letras você utilizou para escrever COBRA? Continue suas intervenções, dizendo: Todas as vezes que você for escrever, fale a palavra e veja quantas vezes abre a boca para falar a palavra, assim descobrirá com quantas letras essa palavra precisa para ser formada.

Se o aluno perceber e responder que precisa apenas de duas letras e por exemplo, indicar “A D”(pois antes , havia registrado para COBRA (ADERFT) , agora ele já terá avançado em sua hipótese.Sendo assim, através desta intervenções passou a escrever a referida palavra utilizando as estratégias do Silábico sem valor sonoro (SSV).

Se o aluno responde que precisa das letras A R (o aluno já começou avançar para o silábico sem valor percebeu que a palavra tem dois sons. E mais adiante também poderá avançar para o silábico com valor sonoro escrevendo COBRA uma letra para cada som. Ex: OA, CA (pautado no valor sonoro das vogais ou consoantes) Nesse caso, as letras utilizadas pertencem realmente, em todas ocasiões, à sílaba que se tenta representar. Os alunos silábicos já compreendem que a escrita é a representação da fala e estabelecem relação entre grafemas e fonemas, percebendo os sons da sílaba, nas vogais ou consoantes.

Os alunos que antes representavam cada emissão sonora com apenas uma letra, não se contentarão mais com isso, e nessa construção do conhecimento passam agregar mais letras para representar uma determinada emissão sonora. É um período de transição, no qual a criança trabalha simultaneamente com duas hipóteses diferentes. A escrita apresenta sílabas completas e sílabas representadas por uma só letra. EX: COBA. É importante também observar os alunos que já estão alcançando o nível de escrita alfabética, onde as escritas são construídas com base em uma correspondência entre fonemas (sons) e grafemas (letras) Ex: PEZINHO (PEZIHO).

Material complementar: Palavras das lacunas para serem impressas clique aqui. Vídeo para aprimorar conhecimentos sobre escrita de auditório clique aqui . Texto complementar para o professor com sugestões de trabalho com as diferentes hipóteses de escrita para acessar clique aqui.

Este plano de aula foi produzido pelo Time de Autores NOVA ESCOLA
Professor-autor: Anna Kelly Carvalho
Mentor: Priscila Medeiros
Especialista: Tania Rios

Título da aula: Comparação de escrita espontânea com a escrita convencional

Finalidade da aula:Ler e comparar a escrita espontânea com a escrita convencional, proporcionando reflexões acerca do Sistema de Escrita Alfabética para que os alunos possam avançar em suas hipóteses de escrita.

Ano: 1º ano

Objeto(s) do conhecimento: Construção do sistema alfabético / Correspondência fonema-grafema

Prática de linguagem: Análise linguística e semiótica

Habilidade(s) da BNCC: EF01LP02, EF01LP03,  EF01LP05, EF01LP07

Sobre esta aula: Esta é aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística, semiótica e escrita compartilhada. A finalidade desse conjunto de planos é a reflexão da escrita espontânea e escrita convencional a partir da leitura de uma cantiga de roda conhecida pelos alunos, onde o professor mediará a ampliação e reflexão dos conhecimentos dos alunos sobre as hipóteses de escritas.

 

Dificuldades antecipadas: Encontraremos  alunos em diferentes níveis de fluência leitora e também em diferentes hipóteses de escrita. Desta forma, os alunos na hipótese pré-silábica que ainda não relacionam a escrita com a fala e os  alunos na hipótese silábica que utilizam uma letra para cada sílaba podem ou não atribuir valor sonoro à letra e, assim, poderão apresentar dificuldades diante da referida atividade.

 

Referências sobre o assunto:

CANTA E DANÇA, de Suzana Sanson e Graça Lima, publicado pela Brinque-Book.

CD, cantigas de roda, grupo Palavra Cantada, produzido pela gravadora MCD World Music.

Cantigas para alfabetizar Vol 1. Geni Sanches Rodrigues

MORAIS, Artur gomes de, Sistema de escrita alfabética. São Paulo: Editora Melhoramentos,2012. (Como eu ensino)

SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo:Contexto, 2016.

SMOLKA, Ana Luiza Bustamente. A criança na fase inicial da escrita: a alfabetização como processo discursivo. 8. ed. São Paulo: Cortez, 1


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AULAS DESSA UNIDADE:

AULA 02

Comparação de escrita espontânea com a escrita convencional

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1º Ano / Língua Portuguesa / Atividade de Sistematização

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