Até 2020, Brasil terá novo Enem alinhado à Base

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NOVA ESCOLA

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vai passar por uma reformulação até 2020. A maior prova do Brasil terá seu conteúdo adaptado ao Novo Ensino Médio, aprovado em 2017. Parte da avaliação abordará aquilo que compõe a base comum do ensino médio, e parte do exame, a parte flexível, abordando tanto itinerário técnico quanto o itinerário formativo”, afirmou a secretária executiva do Ministério da Educação (MEC), Maria Helena Guimarães.

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Até o momento, o MEC não anunciou qualquer mudança nesse sentido, mas Maria Helena apontou que o objetivo é que a formação dos estudantes seja mais fluida e as disciplinas mais integradas. “É possível ter itinerário formativo que aborde conhecimento de história, arte e matemática. Por que não?”, disse ela durante conversa com jornalistas. 

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O novo Enem deve ser discutido no seminário que o ministério realizará em fevereiro, juntamente com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e entidades privadas. Inicialmente, o seminário tinha como propósito único debater a proposta da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o Ensino Médio. Segundo a secretária executiva do MEC, uma nova versão da Base será encaminhada para análise do Conselho Nacional de Educação (CNE) em março.

Pelo novo ensino médio, sancionado no ano passado, parte do currículo da etapa de ensino, o equivalente a 1,8 mil horas deverá ser destinado ao conteúdo da Base Nacional Comum Curricular [BNCC], ainda em discussão. Segundo Maria Helena, uma nova versão da BNCC será encaminhada para análise do Conselho Nacional de Educação (CNE) em março

Novo Ensino Médio

A reforma do Ensino Médio mexe em vários pontos, entre eles o currículo, que será ocupado em 60% do tempo (equivalente a 1,8 mil horas) pelo conteúdo da Base Nacional. A carga horária restante (40%) será composta pelos seguintes itinerários: Linguagens e suas Tecnologias; Ciência da Natureza e suas Tecnologias; Ciências Humanas e Sociais Aplicadas; Matemática e suas Tecnologias; e Formação Técnica e Profissional.

Apenas Matemática, Língua Portuguesa e Língua Inglesa serão obrigatórias para todos os alunos durante os três anos do Ensino Médio. A flexibilidade do currículo implica que os alunos terão a oportunidade de escolher em qual área do conhecimento desejam se aprofundar. No texto aprovado do Senado, ficaram definidos cinco itinerários formativos possíveis: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Formação Técnica e Profissional. Mas as escolas não têm obrigatoriedade de oferecer todos os percursos, nem aprofundamento logo no 1º ano.

As escolas poderão contratar professores sem diploma em licenciatura para dar aulas em disciplinas de competência técnica e profissionalizante – os chamados profissionais com notório saber reconhecido pela rede de ensino. Para as demais disciplinas, como Português e Matemática, os profissionais precisam ter formação específica na área, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

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