Como superar a síndrome do impostor

POR:
Raquel Ribeiro
Foto: Getty Images

Já ouviu falar sobre a síndrome do impostor?

Esse é um termo recente para descrever a falta de confiança em si próprio.

Explicando de uma maneira simples: você chega a um patamar em sua vida ou consegue uma oportunidade valiosa na carreira, mas duvida de sua própria capacidade. Será que eu deveria mesmo estar nessa função ou será que tenho capacidade para dar conta do desafio?

Esse questionamento é capaz de paralisar a pessoa.

Creio ser um importante momento de reflexão para nós, educadores, pois me deparo frequentemente com profissionais que caíram nessa armadilha.

Melinda Gates, que ao lado do marido Bill Gates dirige uma fundação de alcance global que destina recursos para saúde e educação, escreveu recentemente um artigo em que discute o assunto. Em How to tackle the impostor syndrome (Como lidar com a síndrome de impostor, em tradução livre), ela explica a definição da síndrome do impostor e discute situações nas quais frequentemente as pessoas passam por essa experiência. É o caso de pessoas com representação minoritária em suas áreas de atuação, seja por uma questão de gênero, cor da pele ou orientação sexual. Em um determinando momento em suas carreiras, bons profissionais podem se sentir como se estivessem na “sala errada” ou na obrigação de “trabalhar duas vezes mais para provarem seu valor”, cita Melinda.

Decidi começar o ano propondo a mim mesma e aos colegas professores que nos desafiemos mais em 2018. O objetivo é partir de nossa experiência em sala de aula e daquilo que fazemos com grande habilidade para propor desafios, que vão desde ideias que poderão fazer diferença no processo de aprendizado até as barreiras do dia a dia, como a timidez. Ao vencer a “síndrome do impostor” seremos capazes de dar nossa contribuição à educação de uma forma mais ousada e abrangente – utilizando as redes sociais e recursos que são parte da vida de nossos alunos.

Vou listar a seguir as dicas de Melinda Gates para superar a sensação de ser uma fraude e se valorizar mais:

 

- Entenda que mesmo pessoas altamente experiente eventualmente têm essa sensação

- Finja ser uma pessoa confiante: de tanto insistir, logo a autoconfiança será genuína

- Trabalhe mentalmente com automotivação: “Mesmo se eu falhar, o meu eu futuro ficará orgulhoso ao saber que tentei”

- Lembre-se que você tem potencial para melhorar continuamente

- Questione-se de onde vem essa insegurança (e faça algo a respeito)

- Seja seu maior incentivador

 

Desejo incentivar cada professor a resgatar suas boas práticas. Não pense apenas nas suas limitações, olhe para seu talento e potencial. Pesquise sobre sua área, leia publicações especializadas, participe de eventos presenciais e online, siga professores que já estão na mídia social há mais tempo. Esse “intensivão” certamente lhe trará a coragem necessária para se sentir mais confiante e dar o primeiro passo.

Que você tenha um 2018 de crescimento profissional,

 

 

Raquel Ribeiro é professora de inglês na Cultura Inglesa SP e mantém uma presença ativa nas redes sociais, fazendo uso de tecnologia para aprender, ensinar e promover a inclusão de deficientes visuais. Ela compartilha sua experiência com professores no seu blog e Instagram, Informed Teachers. É Google Innovator pesquisadora e palestrante edtech.

 

 

Tags

Guias