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21 de Dezembro de 2017 Imprimir
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8 erros de português comuns em redações

Concordância e redundância são os principais itens que causam confusão

Por: Arlete Bannwart Vieira
Foto: Getty Images

Quando escrevemos, seja em redações de concurso ou outras situações, devemos tomar cuidado para não cometer alguns deslizes que passam despercebidos na fala. São eles:

1) Compramos vários presentes na 25 de março, pois os preços eram baratos.
Cuidado: Não existe preço “barato” ou “caro”, e sim “baixo”, “alto”, exorbitante”. Por isso, é preferível escrever “[...] pois os preços eram baixos.”

2) Vou trocar meu óculos. Ele está fora de moda.
As palavras “óculos”, “pêsames”, “afazeres” e “núpcias” são usadas só no plural, então é necessário concordar as outras relacionadas a ela: “[...] meus óculos. Eles estão fora de moda.”

3) A banca examinadora favoreceu o candidato que veio de escola pública.
Na frase acima, o verbo “favoreceu” pede a preposição A. Quem favorece, favorece a alguém. Por isso, a frase deve ficar: “A banca examinadora favoreceu ao candidato [...]”.

4) A grosso modo, posso dizer que fui bem na prova de Física.
A expressão “A grosso modo” não existe na língua padrão. Em vez disso, deve ser substituída somente por “Grosso modo”.

5) São redundâncias que devem ser evitadas:
- encarar de frente (se você encara, só pode ser de frente)
- eixo central (o eixo está sempre no centro)
- milagre impossível
- visão panorâmica (“panorâmica” vem do grego, formado por pan, que significa total, completo; e orama, que é visão. Logo, não se justifica empregar “visão panorâmica”)
- prioridade absoluta (se é prioridade, não há necessidade de dizer “absoluta”)
- criar novos empregos (se estamos criando, é natural que sejam novos)

6) Não há qualquer possibilidade de reeleição do reitor.
A frase tem um sentido negativo, portanto, não faz sentido usar a palavra “qualquer”. Ela pode ser substituída por “nenhuma”: “Não há nenhuma possibilidade de reeleição do reitor”

7) O professor não gosta de comentar sobre sua vida particular.
Quem comenta, comenta algo, e não sobre algo. Portanto, o correto é: “O professor não gosta de comentar sua vida particular”.

8) Analisando a situação carcerária do país sob outro prisma.
Atenção: nós olhamos uma situação por outro prisma.

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