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06 de Dezembro de 2017 Imprimir
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Oito pontos da Língua Portuguesa que sempre esquecemos

Será que você já comete algum desses deslizes?

Por: Arlete Bannwart Vieira
Imagem: Getty Images

Em nosso dia a dia, nos acostumamos a usar expressões que desviam um pouco da norma padrão da língua. Com o tempo, tais expressões são tão repetidas que acabamos esquecendo que elas são desvios da norma, e principalmente, qual a maneira correta de usá-las. Listo, abaixo, algumas palavras que usamos com frequência de maneira equivocada:

1) A expressão “Ao meu ver” não é reconhecida na língua padrão. É mais adequado utilizar “A meu ver”:

A meu ver, nenhum desses argumentos convencerá a comissão julgadora.

2) É redundância usar a expressão “a grande maioria”. Em vez disso, pode-se dizer apenas:

A maioria dos alunos será convocada para a segunda fase da Fuvest.

3) O verbo “implicar” tem sentidos diferentes se usado com preposições diferentes:

- “implicar com” significa hostilizar, manifestar desdém ou deboche: O professor sempre implica comigo só porque falo muito com meus colegas! 

- o verbo também pode significar acarretar, produzir como consequência quando vier sem preposição: Sua atitude impensada, em relação à aplicação financeira, implicará prejuízo para a empresa.

- pode significar ainda envolver-se em complicação, ou apenas envolver-se: O depoimento do réu implicou-o ainda mais no crime.

Atenção: deve-se evitar, na língua padrão, o emprego da preposição “em” junto ao verbo implicar, como no exemplo: Isso implicava em prejuízo financeiro.

4) Os verbos mediar, ansiar, remediar, incendiar e odiar são conjugados da seguinte maneira no presente do indicativo:

1ª pessoa do singular: medeio, anseio, remedeio, incendeio e odeio
1ª pessoa do plural: mediamos, ansiamos, remediamos, incendiamos, odiamos
3ª pessoa do plural: medeiam, anseiam, remedeiam, incendeiam e odeiam:

Anseio por uma xícara de café quando me sinto exausta.

As paixões incendeiam nossos corações.

5) A expressão “nada haver” não existe na forma padrão de nossa língua. Em seu lugar, deve-se empregar a expressão “nada a ver”: (https://novaescola.org.br/conteudo/210/qual-diferenca-nada-ver-nada-haver)

O que você escreveu não tem nada a ver com a proposta da redação.

6) A expressão “sentar-se à mesa” tem sentido diferente de “sentar-se na mesa”. No primeiro caso significa “posicionar-se ao lado da mesa” e no segundo, “sentar-se- sobre a mesa”:

A família sentou-se, elegantemente, à mesa para homenagear o avô.

7) Há diferença de sentido entre despercebido e desapercebido. Despercebido significa não ser notado:

O erro de soma passou despercebido pelo professor de Matemática.

Já desapercebido significa despreparado, desprevenido:

Veio desapercebido para a aula de desenho: não trouxe régua, tampouco compasso e transferidor.

8) Com o verbo “custar”, não se usam os adjetivos “caro” ou “barato”. Deve-se usar os abvérbios “muito”, “pouco”, “bastante”:

Um apartamento de 200 metros quadrados custa muito para a classe média brasileira.

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