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Nova Escola

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Lima Barreto finalmente visto como negro

Lima Barreto - Triste Visionário,
Lilia Moritz Schwarcz, 648 págs., 69,90 reais (impresso) ou 39,90 reais (e-book)
O anúncio de que Lima Barreto (1881-1922) seria homenageado na Festa Literária Internacional de Paray (Flip) de 2017 foi bem recebido: depois de receber críticas pela falta de representatividade, o festival não só elegia um homenageado negro como também destacava essa característica no escritor, quase sempre esquecida.
 
A biografia Lima Barreto - Triste Visionário condensa mais de dez anos de pesquisa da historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz e é um marco dessa mudança de postura com relação ao autor. Barreto viveu num momento crucial para se compreender questões raciais que seguem mal resolvidas até hoje no Brasil.

Filho de uma professora e de um tipógrafo, ele circulou em espaços onde poucos negros conseguiram: foi aluno exemplar da Escola Politécnica do Rio de Janeiro e colaborou ativamente com vários veículos da imprensa. Sua origem e as oportunidades que teve geraram ambiguidades: fez descrições minuciosas da vida nos subúrbios do Rio de Janeiro, mas não se identificava com as pessoas sobre quem escrevia. Preocupa-se em denunciar o racismo com os outros, mas é alvo dele, por exemplo, ao ser declarado como branco em documentos oficiais. Criticou fortemente o elitismo de instituições como a Academia Brasileira de Letras, porém tentou se tornar membro da ABL por três vezes, todas sem sucesso.
 

A reunião de documentos históricos e a interpretação afiada da autora, uma das principais estudiosas da questão racial no Brasil, constroem um rico material para ser trabalhado nas aulas de Literatura e História para compreender não apenas Lima Barreto mas a sociedade carioca da Primeira República e suas relações sociais.

2 INFANTOJUVENIL

Mulheres memoráveis
O livro traz pequenos perfis de 50 mulheres brasileiras, em linguagem adaptada às crianças dos primeiros anos do Ensino Fundamental. Histórias como as das cantoras Bidu Sayão e Elza Soares (veja ilustrações à direita) servem como mote para discutir questões como escravidão e o protagonismo feminino em áreas como os esportes, a literatura, as artes e a ciência.

50 Brasileiras Incríveis para Conhecer, Débora Thomé, 120 págs., 79,90 reais

3 EDUCAÇÃO

Quando o Enem vazou

Em 2009, jornais brasileiros foram procurados com uma oferta de venda da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Dois dias antes de acontecer, a avaliação foi cancelada, graças à apuração da única repórter que investigou a história. Neste livro, Renata Cafardo revela os bastidores do exame e da formulação de outras políticas educacionais.

O Roubo do Enem, Renata Cafardo, 210 págs., 39,90 reais

4 INCLUSÃO

Libras pensadas para a sala de aula

Usar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para se comunicar com alunos surdos já é um grande desafio. Ele pode se tornar ainda maior quando entram em sala assuntos complexos como genética nas aulas de Biologia ou logaritmos nas de Matemática. Neste app, desenvolvido pela Secretaria Estadual da Educação do Paraná, é possível conhecer palavras do vocabulário específico das 13 disciplinas que compõem o currículo dos ensinos Fundamental e Médio.

Sinalário Disciplinar de Libras, aplicativo para dispositivos Android e iOS. Disponível em bit.ly/libras-disciplinas

5 FILME

O sagrado brincar

A relação entre brincadeiras, culturas e religiões fica clara ao acompanhar o cotidiano de crianças em 12 comunidades tradicionais do país. O filme é dos mesmos diretores de Território do Brincar, que mostrou a vida de crianças em diversas partes do país. É possível acessá-lo gratuitamente. Para isso, organize uma exibição com, no mínimo, cinco pessoas.

Terreiros do Brincar, Renata Meirelles e David Reeks, 52 min, disponível em bit.ly/Terreiros-do-Brincar

Imagens: DALTON PAULA/DIVULGAÇÃO, RAFA MON/DIVULGAÇÃO e DIVULGAÇÃO

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