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O número de selfies de alunos nus e seminus só aumenta. O que fazer?

Telma Vinha responde a dúvidas sobre comportamento

POR:
NOVA ESCOLA
Telma Vinha,

Telma Vinha,
professora de Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Pergunta enviada por Sara Nathalia de Souza Batista, Rio de Janeiro

A instituição deve intervir e lidar com o compartilhamento desses selfies. Se o caso já ocorreu, é preciso ouvir o aluno que teve a intimidade violada, acolhê-lo, tentar envolver os pares e fazer com que se coloquem no lugar da vítima. Se souber quem divulgou, procure pensar junto com ele em formas de reparar o dano ao colega. Discuta com os espectadores a corresponsabilidade na divulgação das imagens. Contudo, o ideal é o trabalho preventivo, que inclui debater com os estudantes como se constrói a identidade digital, o que se pode compartilhar, o público e o privado, a confiança, as ações impulsivas e as consequências... Muitos não se dão conta da amplidão da rede e do pouco controle que têm sobre o que compartilham. Vale partir de casos reais, como o da canadense Amanda Todd, recorrer a matérias sobre sexting selecionadas previamente na internet ou convidar vítimas desse tipo de exposição para conversar com os adolescentes.

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