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Seções | Preconceito | E agora, Telma?


Por: NOVA ESCOLA

Como lidar quando as crianças dão risada do aluno com deficiência?

Telma Vinha responde a dúvidas sobre comportamento

Telma Vinha,

Telma Vinha,
professora de Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Pergunta enviada por Ana Wolf, Indaiatuba, São Paulo

Conversei com a professora Heloísa de Matos Lins, da Faculdade de Educação da Unicamp, que estuda diferença e desigualdade, inclusão e exclusão e ela considera fundamental organizar as práticas pedagógicas para que os alunos aprendam a se colocar no lugar do outro e a pensar em si próprios nas adversidades. Oriente para que respondam a estas questões: "Como eu agiria neste contexto?", "Como me sentiria?", "Como o outro se sente?". Além de assembleias, onde eles podem expressar sentimentos e ideias com base nas mediações dos docentes, há histórias infantojuvenis e filmes que proporcionam essa vivência. As discussões geradas, atreladas a atividades como a dramatização, podem ser transformadoras de manifestações sociais preconceituosas ou hostis. No caso dos pequenos, que estão descobrindo o mundo e aprendendo a se relacionar, Heloísa acrescenta que precisamos estar atentos. As risadas sobre o colega com deficiência podem ser idênticas às que fazem sobre outras coisas. Isso significa que pode não haver preconceito em suas ações. O papel dos educadores é justamente acompanhar o processo de construção dos sentidos e, quando se percebe o preconceito de fato - geralmente por meio do contato com o mundo dos adultos -, vale a pena organizar outras possibilidades de representação. Ouvindo histórias, debatendo e principalmente brincando, as crianças aprendem a pensar e a agir de modo a incorporar a diferença como natural e cotidiana, sem desdobrá-la em desigualdade e sofrimento.

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