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Escolas esquecidas

Avaliação sobre instituições rurais mostra atributos físicos inadequados e baixa qualidade de ensino

POR:
Paula Valentim, Paula Peres e NOVA ESCOLA

No Brasil, 508 escolas rurais não têm infraestrutura adequada, apresentam pequena taxa de aprovação e alto índice de abandono. A pesquisa é do Instituto CNA, ligado à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, que chamou essas instituições de escolas esquecidas. Elas estão em 11 estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste (veja o mapa acima, com a quantidade de escolas por estado). Por lá, faltam bibliotecas, computadores, aparelhos de TV, água filtrada, energia elétrica e esgoto encanado. De acordo com o levantamento, essas instituições, por estarem em condições tão vulneráveis, deveriam demandar muito mais atenção e investimentos do poder público.


Mundo

Gigantes da sala de aula

No relatório Brics: Construir a Educação para o Futuro, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), estão identificados os sucessos e desafios enfrentados pela Educação na Rússia, Índia, China, África do Sul e no Brasil. Veja dados comparativos:


EJA

Acesso ao ensino para todos

O número de alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) cai a cada ano. O interesse de idosos com mais de 60 anos em aprender, porém, só cresce - são 15,5 mil inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2014. Luis Felipe Serrão, mestre em Educação, explica que o grande problema é deixar a EJA em segundo plano na agenda política educacional. "Houve alguns ganhos recentemente, como a inclusão da modalidade no Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), mas ainda há muito a ser feito. As autoridades devem oferecer mais oportunidade para que a população, inclusive a idosa, tenha acesso à Educação de qualidade e continue estudando."


445 mil é o número de alunos perdidos pelas escolas públicas do Brasil, em comparação a 2013, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Esse número segue em constante declínio nos últimos dez anos.


Entrevista

Juliana Zechi, professora da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)

Projetos de Educação em valores são comuns hoje nas escolas? 
Sim. A maioria tem o objetivo de resolver problemas de indisciplina. 

Eles são eficazes? 
Nem sempre. Boa parte apresenta algum tipo de carência, como a falta de gestão democrática e de formação dos professores. 

Qual a conclusão? 
Se mal aplicados, esses projetos resolvem problemas de violência e indisciplina momentâneos. Já os que respeitam o protagonismo juvenil, por exemplo, costumam ser bem mais efetivos nessa conscientização.

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