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Seções | Notícias | Em Dia


Por: Larissa Darc, Wellington Soares e Lucas Freire

É tudo mentira! (ou quase tudo)

Há uma epidemia de notícias falsas e elas estão tendo mais influência do que nunca. Se antes os boatos e as meias-verdades se restringiam a veículos sensacionalistas, hoje elas dominam a internet e podem influenciar até eleições presidenciais, como a de Donald Trump nos Estados Unidos. Nascidas em sites especializados em criar os factoides, elas chegam ao público pelas redes sociais. "Fofocas e rumores fazem parte da história. O que mudou é a forma como são difundidos, misturados aos fatos verdadeiros ou descontextualizados", esclarece Angela Pimenta, presidente do Instituto de Desenvolvimento do Jornalismo (Projor).
 

Para combatê-las, governos, empresas de mídia e gigantes de tecnologia como Facebook e Google têm desenvolvido ferramentas. Muitas iniciativas dão também dicas de como educar jovens e crianças para certificar a confiabilidade de uma informação recebida pela internet. "É preciso ensinar a separar o joio do trigo estimulando a capacidade de análise dos estudantes", comenta Adilson Odair Citelli, professor de Educomunicação na Universidade de São Paulo (USP). O caminho para chegar à verdade é desconfiar do que se lê e até da própria opinião. Leia abaixo dicas de como encaminhar esse trabalho com os jovens.

 

5 DICAS PARA SE CHEGAR À VERDADE

Como atestar a veracidade de uma informação
 

1) Questione a origem da notícia

Ao encarar uma mensagem compartilhada nas redes sociais, a primeira pergunta que o leitor deve se fazer é: qual o interesse de quem compartilhou essa informação? Uma pesquisa americana mostrou que jovens de 15 a 27 anos tendem a acreditar em notícias claramente equivocadas quando elas atestam algo em que eles já acreditam. Constatar o viés de quem divulgou a informação não é atestado de mentira, mas pode ser um alerta.

 

2) Desconfie dos autores

Muitas notícias falsas são divulgadas em sites feitos para se parecer com portais já consagrados. Por isso, abrir um link antes de compartilhá-lo é fundamental. Preste bastante atenção ao veículo que publicou a informação e, caso você não o reconheça, procure checar se jornais e sites tradicionais também divulgaram o mesmo dado. Também vale observar outras notícias do mesmo veículo e ver se todas apresentam tendência semelhante.

 

3) Leia mais do que apenas a notícia

Boa parte das informações equivocadas são notícias verdadeiras, mas compartilhadas fora de contexto. Nesses casos, um detalhe pode fazer toda a diferença: checar informações como a data e o local de publicação do texto pode impedir você de espalhar por aí uma informação que já foi desmentida ou que poderia ser lida de uma maneira diferente, dependendo do período em que foi publicada.

 

4) Analise o texto com cuidado

Aspectos do próprio texto tambémsão importantes. Vale se questionar: isso é uma notícia, uma análise ou um texto opinativo? O autor se posiciona quanto ao assunto? Os dois lados foram ouvidos? As fontes da informação dada são claras? Quem pode se beneficiar com a divulgação dessa informação? Levar todos esses fatores em conta durante a leitura ajuda a assumir uma postura mais crítica sobre os fatos que são descritos no texto.

 

5) Considere os riscos antes de compartilhar

Espalhar uma informação é algo sério. Por isso, é importante refletir sobre os motivos e as consequências do compartilhamento de uma notícia: ela é relevante para outras pessoas? Quais interesses estarei defendendo com esse compartilhamento? E, acima de tudo, tenho confiança de que essa informação é verdadeira? Se a resposta à última pergunta for não, é melhor não compartilhar.


Ilustrações: Zansky