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Por: Rodrigo Ratier e Pedro Annunciato

O que é hipótese silábica

livro

Coleção Pensadores na Prática

Veja mais em novaescola.org.br/colecoes

imagem: divulgação

Na primeira metade do século passado, pensava-se que alfabetização era mera transmissão. Os alunos deveriam memorizar letras e sons e, pouco a pouco, juntá-las em sílabas, palavras e frases. Mas o que os estudos mostraram é que a criança pensa ativamente sobre o sistema alfabético, imaginando como uma palavra pode ser escrita. Em O Diálogo entre o Ensino e a Aprendizagem, a especialista Telma Weisz defende que as aulas precisam considerar essa ação infantil. No caso da alfabetização, as crianças possuem hipóteses sobre a escrita que precisam ser levadas em conta (conheça-as em: bit.ly/hip-escrita). Partindo da ideia mais simples (a hipótese pré-silábica, em que não há correspondência entre segmentos falados e escritos), elas avançam para a hipótese silábica - um divisor de águas, quando essas relações se estabelecem. As crianças passam a representar cada emissão sonora com uma letra, que pode corresponder ao som (silábica com valor sonoro) ou não (silábica sem valor sonoro). A obra de Telma é o terceiro livro da Coleção Pensadores na Prática, lançada por NOVA ESCOLA com cinco obras essenciais para a aula.

 

DEFINIÇÃO DESCOMPLICADA

Hipótese silábica é o momento em que o aluno passa a fonetizar a escrita, ou seja, faz relações entre a quantidade de sílabas de uma palavra e cada emissão sonora com apenas uma letra.

Exemplo Ao escrever TELEFONE, a criança em hipótese silábica sem valor sonoro produz BJAI - uma letra para cada sílaba, sem relação com o som. Já na silábica com valor sonoro, poderia escrever TLOE - usando letras que correspondem ao som.

 

USO NA PRÁTICA

Como identificar as hipóteses de escrita?

A forma mais comum de sondagem é um ditado. Escolha palavras de um mesmo campo semântico para criar uma unidade de sentido.

Exemplo Um ditado para diagnosticar as hipóteses de escrita pode conter palavras referentes a materiais escolares, como BORRACHA, LÁPIS, PAPEL, ESTOJO, LIVRO, ou frutas, como MELANCIA, LIMÃO, PERA, UVA. O ideal é que o ditado seja feito individualmente. 

Outra opção
Registre as falas da criança durante a atividade para entender o que ela pensa.


Imagem: Reprodução