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No campo, fechar é solução?

POR:
Alice Vasconcellos, Nairim Bernardo e Rosi Rico

Por que há menos escolas rurais?

Entre 2007 e 2015, o número de escolas no campo caiu 27%, segundo levantamento do Movimento Todos pela Educação. Resultado da política de nucleação, quando os alunos são transferidos de escolas pequenas para instituições maiores e com melhor estrutura, porém mais distantes das  casas das crianças e dos jovens.


Faz sentido? 

Alguns fechamentos tornam o uso do dinheiro público mais eficiente. Mas é preciso avaliar cada caso. Nas estradas precárias da zona rural,  é um risco submeter crianças  a longos deslocamentos,  que podem durar horas. 

 

No Ceará e em Rondônia, quase metade das escolas rurais fechou. São duas justificativas: redução de gastos (com pessoal e infraestrutura) e racionalização de investimentos  (cuidar melhor  das unidades mais bem equipadas).

Sobretudo a Educação de Jovens e Adultos e  o Ensino Fundamental. Em contrapartida, aumentou a oferta de Ensino Médio, um gargalo clássico nas zonas rurais, e de Educação Profisional para o agronegócio. Isso significa um foco maior nas etapas finais da escolarização.
 


Fonte: Todos Pela Educação, com informações do Censo Escolar (Inep/MEC).

Consultoria: Alejandra Velasco, coordenadora-geral do Movimento Todos pela Educação, Aléssio Costa Lima, presidente da Undime, Gaudêncio Frigotto, professor da UERJ, e Jaqueline Pasuch, professora da Unemat.

Fotografia: Getty Images