Seções | Formação | Imperdível

A hora em que a tecnologia atrapalha

POR:
Paula Peres e Gustavo Heidrich

Na sala de aula, você deve ter alunos que não conseguem manter o foco durante uma atividade mais longa e se aborrecem rápido. Ou outros que ficam inquietos nos minutos que antecedem o recreio. Para a pesquisadora canadense Catherine L'Ecuyer, autora do livro Educar na Curiosidade: a Criança como Protagonista da Sua Educação, tanto a apatia quanto a hiperatividade são reflexos de uma mesma condição: o acesso precoce e excessivo às tecnologias e ao pique acelerado de desenhos, programas de TV e filmes. Esse bombardeio fragiliza a curiosidade - movimento natural que vem de dentro, desejo inato de conhecimento, como ela define poeticamente. 

Mas não se trata de um manifesto antitecnológico. Catherine defende equilibrar os estímulos digitais com a exploração do mundo real. Em vez de apostar automaticamente no smartfone contra o tédio, podemos nos deliciar com a criança que explora materiais e cria cabanas de lençóis ao redor da mesa de jantar. A criança, como diz o subtítulo, pode ser protagonista da Educação. Vale o exemplo da brincadeira com blocos de Lego. Não precisamos sugerir o que um pequeno deve construir. Deixamos que ele se posicione, tenha iniciativa e tome decisões por conta própria. Embora os exemplos estejam mais relacionados ao universo da casa, o livro é útil para educadores. Com sua linguagem fácil e citações que vão da Filosofia clássica a pesquisas contemporâneas, é uma boa pedida para quem deseja entender melhor como as crianças descobrem o mundo.

  • Educar na Curiosidade, Catherine L'Ecuyer,  190 págs., 29,90 reais


CELULAR

NOVA ESCOLA no WhatsApp 

Os grupos de inclusão e alfabetização foram um sucesso. A partir do dia 14 de outubro, você pode participar dos novos, sobre PPP e Indisciplina. Adicione (11) 94118-3348 e envie uma mensagem com seu nome completo e o tema que você quer receber dicas. 
 



INFANTOJUVENIL 

Diversidade desde cedo

Um monstro rosa deslocado no mundo de criaturas brancas e um pássaro amarelo que não consegue voar. Esses são os personagens criados e ilustrados pela espanhola Olga de Dios para falar sobre a diversidade, o compartilhamento de saberes e a superação de deficiências motoras. Um convite à reflexão, desde os anos iniciais, sobre os padrões que existem no mundo. 

  • Monstro Rosa e Pássaro Amarelo, Olga de Dios,  40 págs., 39 reais cada livro

 


ARTES PLÁSTICAS

Portinari para  todas as idades

A coleção reúne as principais obras entre as cerca de 5 mil deixadas por um dos maiores pintores do Brasil.  Da Educação Infantil aos anos iniciais do Fundamental, há atividades específicas para cada ano com base em quadros que tratam do mesmo universo (por exemplo, nos livros Brasil Festeiro ou Riquezas do Brasil). Para os professores, o destaque é um guia com perguntas-chave e reflexões que ajudam a iniciar o debate em sala de aula.

  • Coleção Portinari para Crianças, Fátima Miguez, Lucia Fidalgo e Maria Lucia Lima, 40 págs./Educação Infantil ou 60 págs./ Ensino Fundamental, 59 reais cada livro


EXPOSIÇÃO

A incerteza da arte 

Vivemos em tempos de mudanças. Na sociedade, na natureza, nas relações humanas, na política. O terreno que parece sólido pode se tornar instável no passo seguinte - exatamente como acontece na obra interativa Chão (foto),  do artista José Bento. Essa  é a reflexão que a 32ª Bienal de São Paulo quer despertar com o título Incerteza Viva. São obras de cerca de 90 artistas e coletivos jovens que exploram mídias e linguagens diversas. Para os professores que desejam ir em grupos ou levar as turmas para visitas orientadas, há um serviço de agendamento com a Diverte Cultural, pelo telefone (11) 3883-9090.

Foto: Rodrigo Ratier
  • 32ª Bienal de São Paulo, até 11 de dezembro, de terça a domingo, das 9 às 19 horas, no pavilhão da Bienal, Parque do Ibirapuera, Portão 3, São Paulo. Grátis