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Espaço insuficiente, nunca mais

Ao conhecer a ordem de grandeza de bytes, megabytes e gigabytes, a turma aprende a fugir da tentativa e erro ao salvar arquivos

POR:
Wellington Soares, Pedro Annunciato e Patrick Cassimiro

Se um aluno perguntar a você quantos mililitros equivalem a 3,6 litros de água, a resposta está na ponta da língua, certo? E se a turma questionar quantas músicas com 3 megabytes (MB) de tamanho cabem em um smartphone com 8 gigabytes (GB) de espaço disponível?
As unidades de medida de dados trazem a mesma lógica das tradicionais, como a conversão de medidas menores para unidades maiores. Assim como é comum que os jovens calculem os quilômetros com base em um número de metros, eles podem calcular o tamanho de um arquivo em GB sabendo quantos MB ele ocupa. Outra possibilidade é apresentar atividades que envolvam o cálculo de estimativas. Um exemplo de situação-problema: um pendrive com 200 MB livres é suficiente para armazenar 300 fotos de 1 MB cada uma? A resposta não precisa ser exata. ?Vale fazer aproximações, como arrendondar para 1.000 os 1.024 MB que formam 1GB?, diz Joamir Roberto de Souza, mestre em Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e autor de livros didáticos. Os 1.024, aliás, não surgem por acaso. A linguagem digital é binária, composta por 0 e 1. 1024 é o produto de 210, número de base 2 mais próximo de 1.000.
Para quem tem computador em sala, o especialista sugere levar a atividade para a prática: plugar um pendrive, clicar em ?propriedades?, ver o espaço disponível e experimentar a transferência de arquivos. É um jeito prático de trabalhar ordens de grandeza e mostrar que o tamanho dos arquivos depende do tipo de informação: textos são mais leves que fotos, que são mais leves que vídeos (leia quadro abaixo).

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Ilustração: Maíra Valentim