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Seções | Em Dia


Por: Pedro Annunciato, Patrick Cassimiro e Ana Ligia Scachetti

Será que a ponte entre a universidade e as escolas ruiu?

Estudantes e instituições temem o corte de recursos do Pibid

Um e-mail enviado pela coordenação geral de Programas de Valorização do Magistério da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) caiu como uma bomba na vida de estudantes de licenciatura e estabelecimentos que recebem recursos do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid). O texto informava que o ajuste fiscal que o governo federal vem fazendo poderia ocasionar cortes da ordem de 90% na iniciativa, já a partir do segundo semestre. A informação se tornou pública e a autarquia teve de tentar acalmar os ânimos. Divulgou uma nota em que se limitou a dizer que "nenhum bolsista do Pibid que se encontra no sistema de pagamento da Capes terá sua bolsa descontinuada".

Não foi suficiente. Informações de que o sistema de pagamento seria fechado para a inclusão de CPFs permaneceram circulando. Isso significa que, em poucos meses, a própria dinâmica do programa excluiria milhares de bolsistas. Além disso, o governo chegou a atrasar o pagamento de 50% da verba de custeio a algumas universidades, o que colaborou para aumentar os rumores sobre os problemas.

Em uma reunião no Ministério da Educação (MEC), representantes do Fórum dos Coordenadores Institucionais do Pibid (Forpibid) pediram explicações e tentaram sensibilizar o governo. Saíram da reunião com a garantia (não oficializada) de que não haveria cortes, nem o fechamento do sistema de pagamentos. "O programa se disseminou pelo país inteiro, com enorme aceitação. Enquanto não tivermos a segurança de que vai continuar, vamos nos manter em alerta", avisa Alessandra Santos de Assis, presidente do Forpibid.


Ideologia de gênero

"A intenção era assegurar respeito"

Toni Reis, da Associação Brasileira LGBT, diz que a mobilização contra a questão de gênero nos planos de Educação é fruto de distorções.


 

A reação de grupos conservadores foi surpreendente?
Já havia sinais disso nos debates no Congresso Nacional. Mas a dimensão que a questão tomou na discussão dos planos municipais e estaduais extrapolou as expectativas.

A que você atribui isso?
Ao recrudescimento das forças reacionárias. Pretendia-se diminuir as desigualdades e o machismo. Mas, com o termo ideologia de gênero, elas propagaram a inverdade de que se queria ensinar crianças a ser gays ou lésbicas.

Como a inclusão do tema impactaria a atuação do professor?
Os planos poderiam abrir espaço para a promoção da igualdade entre gêneros, assim como já existem esforços para a igualdade racial, por exemplo. A abordagem apenas colocaria a importância de tratar as pessoas com respeito e dignidade, independentemente da identidade de gênero que elas possuem.


Aprendizagem

Um ano faz diferença

A implantação do Ensino Fundamental de nove anos melhorou a aprendizagem dos alunos? Segundo o movimento Todos pela Educação, a resposta é sim. Um estudo, que compõe o relatório De Olho nas Metas 2013-14, divulgado em julho deste ano, comparou o desempenho na Prova Brasil, entre 2007 e 2011, de escolas que aderiram ao novo sistema e de instituições que mantiveram os oito anos. Um terceiro grupo, que já tinha os nove anos antes da reforma oficial, também foi analisado. A conclusão é que o acréscimo de dois semestres pode ter sido responsável por até 14% do incremento na proficiência média. Confira a seguir o crescimento das notas nos três conjuntos de escolas.


"Quando tivermos um círculo formativo que vá de 0 a 17 anos com qualidade para todo mundo, teremos dado um salto gigantesco na construção de uma sociedade em que ninguém sofra, como disse o senador Cristovam [Buarque], em função do seu CEP."

Renato Janine Ribeiro, ministro da Educação, em audiência
sobre o primeiro ano do PNE


Equidade

Entre 2001 e 2011, a probabilidade de um aluno de 5º ano, pobre, ter professores com nível universitário passou de 30% para 75%.

Fonte Tese Equidade Educacional no Brasil: Análise das Oportunidades
Educacionais em 2001 e 2011, de Lara Elena Ramos Simielli


74,8% dos professores que atuam na Educação Básica brasileira têm Ensino Superior completo.

Fonte Observatório do PNE

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