Menosprezar a maneira como o aluno fala

Assim não dá!

POR:
NOVA ESCOLA

Heloisa responde

Heloisa Ramos é formadora de professores
e responde dúvidas sobre sala de aula.

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São muitas as maneiras de falar uma língua. Do ponto de vista linguístico, todas as variedades são válidas. Muitas vezes, no entanto, a escola reproduz um comportamento social comum: atribuir valor a um estudante pelo seu modo de se expressar. Considera-se inteligente quem domina a variedade de prestígio e limitado aquele que usa a fala popular. A escola deve ensinar linguagem culta - uma exigência para o exercício da cidadania, o ingresso no mercado de trabalho etc. Isso não é sinônimo, no entanto, de menosprezar ou desconsiderar a maneira como as crianças falam no meio social em que vivem. Para um aluno vindo de um ambiente não letrado, apropriar-se da norma de prestígio pode ser difícil. Cabe à escola ajudá-lo nessa trajetória. Sem taxar a fala do estudante de "errada", o professor deve ensiná-lo a traduzir suas expressões para a variedade culta nas modalidades oral e escrita. Esse domínio ocorre de modo gradual, pela intensa e constante relação com diferentes textos e pela reflexão sobre a língua. Para a apropriação das características da escrita, o oral precisa estar presente. Saiba como fazer isso em novaescola.org.br/extras.

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