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História e Geografia: uma visão crítica sobre o mundo

Os estudantes dos anos iniciais precisam aprender a observar e interpretar a realidade para, assim, interferir nela. Saiba o que fazer para que eles cheguem lá

POR:
Anna Rachel Ferreira

Nos anos iniciais, é recorrente e legítima a preocupação em garantir que os alunos sejam devidamente apresentados ao mundo das letras e dos números. Por isso, muitos professores investem mais tempo nas aulas de Língua Portuguesa e Matemática. Porém, ignorar ou minimizar a importância das Ciências Humanas, traduzidas pelas disciplinas de História e Geografia, faz com que as crianças não explorem todas as possibilidades de interpretar o mundo e se inserir nele de maneira consciente e atuante. O trabalho com as duas áreas desenvolve competências importantes, que vão muito além da capacidade de decorar datas ou nomes de capitais, rios ou heróis, como ainda se vê. 

Os estudos geográficos focam nas mudanças do espaço e em suas representações. "O raciocínio espacial possibilita que a criança estabeleça uma relação descentralizada com o ambiente e perceba que não é o centro do Universo. "A minha relação com o país depende da parte dele em que eu vivo, por exemplo", diz Rafael Straforini, docente da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e autor do livro Ensinar Geografia: O Desafio da Totalidade-mundo nas Séries Iniciais (190 págs., Ed. Annablume, tel. 11/3031-1754, 25,50 reais). 

Já no caso da História, o recorte é sobre o tempo, considerando acontecimentos, seus agentes e suas consequências. "O aluno precisa entender as permanências de elementos históricos, como construções e hábitos que se iniciaram no passado, e as influências deles na atualidade. Além de identificar quais são eles, é necessário enxergar quem os causou e perceber-se como um agente histórico", diz João do Prado Ferraz de Carvalho, professor de Ensino de História da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O cruzamento entre as duas disciplinas é inevitável, visto que as mudanças físicas se dão ao longo do tempo, também por influência humana. Logo, as boas aulas permitem ao estudante comparar o passado com o presente para compreender o que vive hoje e oferecem ferramentas para que projete o futuro. Isso não só no que diz respeito aos limites do bairro ou da história pessoal de cada um. Hoje, graças aos meios de comunicação, é possível fazer ligações entre o que os alunos presenciam e o que acontece em todo o mundo. 

Para iniciar um trabalho nesses moldes, deve-se estabelecer o tema a ser tratado e ouvir atentamente o que os estudantes têm a dizer. Aqui, cabe investigar a lógica do pensamento deles para ampliar conceitos e contrapor ideias. No livro Terra dos Homens (144 págs., Ed. Contexto, tel. 11/3832-5838, 29,90 reais), o geógrafo francês Paul Claval afirma: "(...) a geografia fala de situações que são de tal forma parte integrante da vida das pessoas e do destino dos grupos que todo mundo as conhece". O mesmo raciocínio se aplica à História. No livro Ensino de História: Fundamentos e Métodos (408 págs., Cortez Editora, tel. 11/ 3611 9616, 52,20 reais), Circe Bittencourt explica que uma das tarefas do pesquisador é usar os conceitos da História, de temporalidade e análise de fontes, para organizar e sistematizar o conhecimento comum.

 

Acesso a diversas fontes de pesquisa

Os estudantes dos anos iniciais precisam aprender a observar e interpretar a realidade para, assim, interferir nela. 
Feito o diagnóstico, é hora de ampliar as informações por meio de imagens, objetos, textos literários, documentos e entrevistas com pessoas que viveram o que está sendo investigado. "O que faz o aluno entrar em contato com a memória é o desafio com significado social e individual proposto pelo professor. Voltamos ao passado para investigar algo do presente que nos interessa", diz Maria Auxiliadora Schmidt, professora de Metodologia e Prática do Ensino de História da Universidade Federal do Paraná (Ufpar). É importante estabelecer essas relações sem o juízo de que antes as pessoas eram atrasadas e que agora somos evoluídos, por exemplo. O ideal é entender os fatos como fruto de momentos distintos em que a sociedade se estrutura em outros moldes. Para isso, a turma vai usar diferentes ferramentas e aprender a fazer isso durante as atividades. 

Ao ensinar os alunos a ler uma fotografia de época, por exemplo, faça perguntas como: "Por que esse lugar está assim?", "Será que isso quer dizer alguma coisa?" e "Como é essa situação hoje?". Na sequência, indique a leitura de textos que contenham dois pontos de vista diferentes sobre um mesmo fato histórico ou tema para que tenham mais informação para fazer inferências sobre o período estudado. 

Para ampliar o conhecimento espacial, as crianças devem ter acesso a imagens e entrevistas também, além de ler textos descritivos e mapas e participar de trabalhos de campo. A observação é a chave. "É essencial que elas notem as mudanças da paisagem também como consequência da ação humana e que saibam identificar de que maneira elas nos afetam", afirma Sueli Furlan, do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP). Uma opção é propor que a turma saia pela cidade e fotografe a paisagem e, em sala, compare as imagens com as de outros locais e discuta temas como limpeza, preservação da natureza e presença de serviços públicos. O trabalho se completa com discussões sobre por que a região visitada está assim e de que forma mantê-la ou mudá-la, conforme o caso. 

"A escola deve levar os alunos a olhar o que ocorre na sociedade e no ambiente, numa intersecção entre História e Geografia, e ensiná-los a perguntar, pesquisar e comparar", conclui Antonia Terra, do Laboratório de Ensino e Material Didático do Departamento de História da USP. A seguir, você conhece o trabalho de dois docentes que levaram isso a sério e permitiram às crianças ter uma nova opinião sobre o que as rodeia.

 

Veja como trabalhar História e Geografia juntas:

 

Nosso bairro e o dos outros 

Um olhar atento permite à sala perceber as mudanças geográficas e o significado delas

Os alunos descobriram de onde vieram os pais e o impacto da migração no município
Foto: Marcos Rosa

Levar os meninos e as meninas do 5º ano da Escola da Prefeitura de Guarulhos Elis Regina, região metropolitana de São Paulo, a se considerar agentes de mudança e entender o que significa estar onde estão. Esse foi o objetivo da sequência didática que a professora Denecir Morais Vieira desenvolveu em parceria com alunos do curso de Pedagogia da Unifesp. Para iniciar o trabalho, pediu que as crianças observassem, em detalhes, o que existe no trajeto da escola para casa e vice-versa, inclusive as condições de calçadas e ruas. "Elas desenharam o caminho como uma planta, indicando a presença de comércio, asfaltamento, serviços públicos, fluxo de carros e transporte público, inclusive destacando se estava lotado ou vazio", ela diz. A ideia era fazê-las pensar na influência da paisagem no cotidiano dos cidadãos. "Tem muito lixo na rua e nos terrenos por onde passo", contou Lúcio Cléber, 10 anos. 

Na sequência, todos entrevistaram os pais, perguntando em que estado nasceram e por que se mudaram para Guarulhos, listando as informações numa tabela escrita em papel pardo. Em um grande mapa do Brasil, a turma observou as distâncias e proximidades entre os locais citados. "É interessante trabalhar percursos em Geografia, pois a produção do espaço geográfico e a vida das pessoas nos lugares estão entranhadas por trajetórias de vida", destaca Sueli Furlan. 

Durante a atividade, as crianças perceberam que muitos familiares vieram do Nordeste, principalmente da Bahia e de Pernambuco, e do Centro-Oeste. Thaiz Souza, 10 anos, contou que seu pai foi para Guarulhos em busca de um emprego melhor e de uma casa para comprar. Para quem já tinha visitado a terra natal dos pais, Denecir pediu que contasse como era a paisagem de lá. "Em Brasília, as ruas são todas retas, sem morros, e as lojas e os mercados são bem perto", explicou Lucas Rodrigues, 10 anos. 

No mapa, a turma viu a divisão da cidade e discutiu o que falta no bairro da escola
Foto: Marcos Rosa

Após as comparações entre a paisagem de várias regiões brasileiras e a de Guarulhos, Denecir propôs a investigação das alterações que a cidade sofreu ao longo dos anos. "É importante os alunos entenderem que o sistema de transporte e as construções no entorno da escola, por exemplo, são produtos de trabalho humano, portanto, históricos", explica Lucas Monteiro de Oliveira, professor de História do Colégio Santi, em São Paulo, e assessor em Ciências Humanas para os anos iniciais. 

Nessa etapa, a educadora pediu que os estudantes perguntassem a um morador como era a região quando chegou e de que mudanças se lembrava. As respostas compuseram textos que narravam a história das pessoas e descreviam o local onde vivem. "Quando Florinda comprou sua casa, só tinha a dela e mais uma na rua. O resto era mato", escreveu Lúcio. "Eles conseguiram ligar as mudanças da paisagem do município com a chegada dos pais e de outros moradores", diz Denecir. 

A professora então mostrou imagens da década de 1980 do subdistrito de Pimentas, onde fica a escola, e pediu que os alunos descrevessem o que viam na imagem e comentassem as diferenças com relação ao que existe lá hoje. "Não tinha asfalto na rua e havia mais casas com poço do que hoje em dia", observaram. Em seguida, analisaram o mapa político do município no Guarulhos 450 Anos - Atlas Escolar Histórico e Geográfico (César Cunha Ferreira, Daniel Carlos de Campos e Elton Soares de Oliveira, 80 págs., Ed. Noovha América, tel. 11/3675-5488, 122 reais) e conversaram sobre as características do subdistrito de Pimentas. 

 

As diferenças entre a periferia e o centro 

Ao aprender que é preciso interferir na cidade, eles pediram uma área de lazer
Foto: Marcos Rosa

"Por que as pessoas confundem o nome do nosso bairro com o de Bonsucesso?", perguntou Denecir. "Por que o shopping aqui do lado tem esse nome", responderam. "E por que chama Bonsucesso se é no Pimentas?", emendou. "Porque Bonsucesso é um nome mais bonito e o bairro também é melhor", concluíram. A conversa continuou com a problematização do que significa morar na periferia. "As crianças refletiram sobre a diferença que existe entre o bairro onde residem e a região central e compreenderam que esta última é mais organizada", explica. 

Em continuidade, elas fizeram um levantamento de tudo o que acreditavam ser necessário ao bairro e do que sentiam falta. "Mais rondas policiais, linhas de ônibus, asfalto nas ruas, saneamento básico e áreas de lazer, como um campo de futebol, estavam entre as reivindicações", diz a professora. Após o levantamento, foi escrita uma carta para o prefeito, na qual as solicitações foram pontuadas. Em casos como esse, é importante que o documento seja efetivamente enviado e que se discuta a burocracia para realizar um pedido formal à administração municipal. 

Para verificar se as impressões da sala eram compatíveis com as dos demais moradores, foram planejadas entrevistas. Antes da saída a campo, porém, Denecir propôs uma atividade de análise de imagens de diferentes paisagens, lançando uma série de perguntas do tipo: "O que essas pessoas estavam fazendo aí?". A dinâmica foi retomada nas ruas. "Por que esse sofá está no meio da calçada?", provocou. A ideia era que a garotada não se acostumasse com o que vê, mas estivesse em constante questionamento. Alguns estudantes tiraram fotos dos lugares pelos quais passaram. Outros fizeram as entrevistas e anotaram as respostas. Tudo foi socializado em sala. 

No fim da sequência, a professora e os alunos fizeram um comparativo entre o que a sala pensava sobre o bairro e suas necessidades e os pontos levantados pelos moradores. A maioria das opiniões era semelhante. "Retomei que fazemos parte da mesma comunidade. Temos necessidades e deveres para com ela", conta Denecir. 

Os pequenos finalizaram as atividades conversando sobre problemas que os próprios munícipes poderiam resolver, como a questão do lixo espalhado pelas ruas e jogado em terrenos baldios. Também mencionaram o que está nas mãos do prefeito, mas que pode ser motivo de reivindicação. "A escola foi construída porque a comunidade exigiu que a prefeitura atendesse à demanda da região", a professora relembrou a todos.

 

O dia a dia de todos nós 

Trajetórias individuais e marcos da cidade mostram que a história é feita por cada um

 

Em uma saída a campo, a turma observou o catamarã, que afeta o ambiente e a sociedade
Foto: Carol de Góes

Em uma cidade com um sítio histórico, famoso referencial da Revolução Farroupilha, pode parecer difícil desvincular a História de heróis e datas. Mas a professora Ana Paula Reis de Morais, de Guaíba, região metropolitana de Porto Alegre, conseguiu. Em parceria com o Museu da Pessoa, ela desenvolveu um trabalho com os estudantes do 4º ano da EMEF Breno Guimarães para que identificassem o protagonismo do indivíduo e compreendessem como as mudanças ocorridas na cidade e no mundo influenciam a vida social ontem e hoje. Após pesquisar a própria história, as crianças deveriam trazer para a classe o significado de seu nome e por que foi escolhido. "Como vocês podem conseguir essa informação?", perguntou. Elas elencaram os pais, livros e a internet como possíveis fontes. 

"Minha mãe disse que sabia que eu ia iluminar a vida dela e meu nome significa luz", contou Ellen Silva das Chagas, 10 anos. Após todos compartilharem suas descobertas, Ana Paula questionou: "As pessoas, as coisas e os lugares possuem um nome. Por que nosso município se chama Guaíba?". Logo, os estudantes citaram o lago, que tem o mesmo nome, que separa a cidade da capital. Foi o momento de a professora apresentar um livro sobre a história do município em que descobriram que Guaíba quer dizer baía de todas as águas. "O significado do nome de um local pode dizer muito sobre seu processo de formação histórica e geográfica", diz Sueli Furlan. 

Na sequência, eles fizeram várias investigações sobre a cidade, com base em observações do presente. Uma delas focava os meios de transporte. O catamarã, embarcação que faz o percurso de Guaíba a Porto Alegre, havia chegado ao passageiro de número 1 milhão, gerando várias reportagens sobre o assunto nos jornais. Uma delas foi lida por todos, que depois conversaram sobre o transporte hidroviário e as tarifas cobradas. 

Em seguida, a docente mostrou aos estudantes outra reportagem, publicada dois anos antes, quando o catamarã começou a funcionar. Eles ficaram impressionados com o aumento no valor da tarifa. "A professora se baseou no cotidiano da turma para falar das mudanças históricas nos meios de transporte da cidade, explicitando as transformações", comenta Lucas Oliveira. 

 

A capital, seus arredores e sua história 

As crianças andaram de jardineira, um tradicional meio de transporte na cidade
Foto: Carol de Góes

Na sequência, a professora apresentou um mapa de Porto Alegre, que muitos gostariam de conhecer, e indicou que o lago é uma ligação da capital com Guaíba e um limite natural entre elas. E perguntou: "De que outros modos é possível sair de lá e chegar aqui?". No mapa, a garotada identificou estradas e indicou a possibilidade de se locomover de carro e ônibus. "A mediação da professora permite que os alunos relacionem o real ao que está representado no mapa", destaca Sueli. 

Ana Paula, então, indagou se essas sempre foram as únicas formas de acesso à cidade. Para buscar a resposta, a turma leu um trecho do livro Estudos Guaibenses (Valdivino Rodrigues, edição do autor, 112 págs.,  esgotada) e aprendeu que cavalos e carroças, comuns no passado, ainda são usados para chegar à cidade. Outro meio de transporte presente no local é a jardineira, que hoje é utilizada para passeios turísticos, mas que já foi um transporte público importante. Para ampliar a discussão, a professora trouxe imagens de aviões, navios e trens, que não servem a cidade de Guaíba. "Em Porto Alegre tem avião, que pode levar a gente até para outros países", comentaram. 

No encontro seguinte, as crianças voltaram a analisar o mapa para compreender melhor os limites do município. Elas identificaram que, além da capital, há várias cidades pequenas ao redor de Guaíba. "E se os limites fossem outros?", questionou a professora. Em seguida, todos leram um texto sobre a emancipação do município. "Junto com a nossa, as outras quatro cidades eram uma coisa só e se chamava Pedra Branca, uma grande estância", ela explicou. A turma conversou sobre o que seria diferente se ainda vivessem em Pedra Branca e quais as relações existentes com as cidades vizinhas. Na conversa, ficou evidente a estreita ligação entre os moradores de todas elas, já que muitos contaram frequentar esses locais e ter pais e conhecidos trabalhando neles. 

Na sequência, os estudantes foram ao sítio histórico da cidade para ver as marcas do que haviam visto em sala. No caminho, percorrido de jardineira, observaram outros meios de locomoção, como o catamarã e os automóveis. Após visitarem a casa de José Gomes de Vasconcelos Jardim (1773-1854), um dos líderes da Revolução Farroupilha, foram à rua em que morou o ex-vereador Breno Guimarães (1927-1976), que dá nome à escola. Também tiveram a oportunidade de conhecer a Vitrine Cultural, museu sobre a memória da construção do município. Tudo foi para um relatório em forma de texto e desenho em que se destacou o mais interessante de cada ponto. 

Na volta à sala de aula, todos compartilharam suas impressões e responderam à pergunta da professora sobre como saber ainda mais sobre a cidade. "A gente podia perguntar para alguém", sugeriu Diego Riograndense da Silva, 10 anos. "E quem seria?". As crianças fizeram uma lista com as pessoas que acreditavam poder ajudar. Ela teria de ser mais velha e viver há muito tempo no local. A escolhida foi a bibliotecária da escola, Carmem Regina Maganha Ribeiro. Os alunos se prepararam para a entrevista coletiva e, munidos de lápis e papel, se posicionaram em roda, com Carmem no centro. "Expliquei que eles estavam registrando a história que acontecia naquele momento", lembra Ana Paula. Após a entrevista, as crianças conseguiram mais informações sobre Guaíba e fizeram ligações com o passado. O aspecto das ruas, que antigamente eram poucas e sem asfalto, e os locais que Carmem frequenta, como o sítio histórico, foram temas tratados. "Os pequenos amaram ouvir o que aconteceu ali e eu retomei como era interessante algo do passado fazer parte do nosso presente, tanto como influência quanto fisicamente, da mesma forma que tínhamos visto acontecer com os meios de locomoção", comenta. 

O trabalho foi favorecido pelas discussões em torno do aumento do preço da passagem de ônibus em São Paulo, Porto Alegre e outras capitais brasileiras, palco de diversas manifestações. A turma conversou sobre quem tinha participado das passeatas e concluiu que eram muitas pessoas. "Queria levá-los a compreender que a história não se constrói pela decisão de um único indivíduo. São conjuntos de interesses e necessidades que vão impulsionando mudanças em que todos acabam afetados", ressalta Ana Paula.

No palco da Revolução Farroupilha, a turma compreendeu o peso do passado no cotidiano
Foto: Carol Góes

Foto entrevistada: Arquivo pessoal/Cybelle Amado

Foto abre: Ricardo Toscani

 

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