Seções | do 6º ao 9º ano | E agora, Telma?

Como o professor especialista, que fica pouco com cada turma, lida com os conflitos?

Telma Vinha responde a dúvidas sobre comportamento

POR:
NOVA ESCOLA
Telma Vinha,

Telma Vinha,
professora de Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Pergunta enviada por Sandra Mara Camargo, São Paulo 

De fato, ter poucas aulas semanais dificulta a criação de vínculo e a mediação dos conflitos, Sandra. Para minimizar o problema, é importante estar atenta aos alunos. Aproveite as primeiras aulas para interagir com o grupo, desenvolvendo atividades de conhecimento mútuo. Prepare um carômetro para decorar os nomes e fazer anotações e planeje propostas participativas, que favoreçam as trocas sociais. Antes de iniciar o trabalho com um conteúdo, discuta os objetivos com os estudantes. Após algumas aulas, avalie com eles o que deu certo e o que pode ser mudado, monstrando interesse em ouvi-los. Aproveite também para discutir problemas e combinar regras que organizem melhor a aula. Paralelamente às ações em sala, é interessante pensar em mudanças coletivas. A escola pode implementar um programa de professor tutor, selecionando um docente para acompanhar mais de perto a sala, debater em assembleias as questões coletivas e conversar individualmente com alguns alunos quando for preciso. Esse profissional pode também discutir com os demais docentes os acordos firmados com a turma para que haja coerência nas condutas da equipe. É válido ainda avaliar mudanças nas relações entre educadores e alunos, advindas de uma proposta didática diferenciada. Há escolas que organizam as disciplinas em módulos para o docente atuar de forma mais elaborada e contínua. outras unem turmas e os professores trabalham juntos em propostas integradas.


Foto: Alexandre Battibugli

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