Os alunos não estudam para as provas. O que fazer?

Neurilene Martins responde a dúvidas sobre sala de aula

POR:
NOVA ESCOLA
Neurilene Martins,

Neurilene Martins,
doutora em Educação e professora do curso de Pedagogia do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge)

Pergunta enviada por Patrick dos Santos, Jaguaruna, SC

Antes de qualquer coisa, é necessário abandonar a lógica de que o estudo só tem lugar na véspera de avaliações. Ele tem de ser parte de uma rotina permanente. Estudar é um trabalho ativo de construção de significados que requer disciplina, esforço e apropriação de condutas vinculadas à vida acadêmica, na qual a leitura e a escrita figuram como ferramentas para o aprendizado de novos conhecimentos sobre o mundo social e natural. A escola deve assumir essa prática como conteúdo curricular e ensiná-la às crianças, investindo no fortalecimento do sentido das tarefas escolares, de modo que possam realizá-las no âmbito de um projeto pessoal de aprendizagem. Fazer pesquisas, tomar notas de elementos importantes de um texto escrito ou oral, elaborar esquemas e sínteses com os principais dados de um tema, ter o caderno como um instrumento de revisão e registrar e compartilhar saberes, entre outros comportamentos de estudante, precisam ser garantidos no Ensino Fundamental. Alternando mediações didáticas em situações coletivas, colaborativas e individuais, você deve destinar aulas para o ensino e a aprendizagem de tais práticas de linguagem de modo que os educandos conquistem a autonomia de maneira progressiva. Dessa forma, no período das provas, eles podem revisar os conteúdos com base em registros pessoais, sínteses e apontamentos feitos no decorrer do processo. O suíço Philippe Perrenoud tematiza questões sobre o sentido do trabalho escolar para o estudante no livro Ofício do Aluno e Sentido do Trabalho Escolar (240 págs., Ed. Porto, 16,65 euros).

 


Foto: Valter Pontes

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