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O jeito do gestor ideal

Nem toda forma de gerir favorece a aprendizagem. Descubra se você está no caminho certo

POR:
Beatriz Vichessi, Daniele Doneda e Fernanda Salla

Geralmente visto com calculadora e planilhas em mãos tentando deixar as contas da escola em ordem, há diretores que mais parecem contadores. Outros gostam de refletir muito sobre o que é educar e, com perfil de filósofo, volta e meia estão envolvidos em debates e reflexões teóricas sobre docência. Em ambos os casos, a aprendizagem dos alunos, meta principal da gestão escolar, corre perigo, porque as principais ações postas em práticas por eles não têm esse fator como norte.

É verdade que muitos coordenadores pedagógicos e diretores ainda não sabem com exatidão seu papel. E por isso não desempenham o que se espera deles. Confundem o que é responsabilidade de um e de outro e se frustram porque a escola parece sempre envolvida com os mesmos problemas. Mas cada um tem ocupações específicas e seu cotidiano deve ser marcado por tarefas diferentes (porém complementares).

"No Brasil, é comum que a dupla gestora aprenda o que cada um deve e não deve fazer no exercício do cargo, aos poucos, em meio a tentativas e erros", diz Beatriz Gouveia, diretora pedagógica da Somos Educação. Para complicar, há muitos nomes para o cargo de coordenador: orientador educacional, pedagogo, supervisor escolar, assistente pedagógico, professor coordenador etc. "Um indício de que a função não está bem definida. Quem se candidata à vaga de coordenador acaba construindo uma ideia do que é a profissão dependendo de como o cargo é chamado na rede", diz Rosaura Soligo, coordenadora de projetos do Instituto Abaporu de Educação e Cultura, em São Paulo. A isso soma-se o fato de cada lugar ter listas próprias de atribuições. "A configuração da função do coordenador depende da legislação, da estrutura da escola (como ela se organiza e com quais funcionários conta) e do sentido que o próprio profissional dá ao trabalho", diz Laurinda de Almeida, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

No caso do diretor, as diferentes formas de escolha (concurso público, eleição pela comunidade escolar ou nomeação política) influenciam nos interesses que vai defender, qual linha pedagógica seguirá e as prioridades curriculares.

Sem ter quem diga especificamente o que cabe a cada gestor, surgem desvios na função. "Para compreender a parte de cada um e ter um perfil adequado, que se encaixe nas atribuições do cargo, é preciso ver a escola como um espaço de construção coletiva. Os profissionais têm de atuar em parceria", diz Marília Novaes, formadora da Comunidade Educativa Cedac, em São Paulo.

Mesmo em países que há formações e exigências específicas para ser diretor de escola, nem todos têm um mesmo perfil de gestão. Na Inglaterra, os pretendentes ao cargo passam por um programa de quase um ano, entrevista e testes para assumir a posição na escola. Mas pesquisadores do Centre for High Performance, no Reino Unido, investigaram os estilos de liderança escolar comparando ações com resultados no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês) e identificaram a existência de cinco estilos. Apenas um se mostrou eficiente na melhoria do desempenho dos estudantes.

 

O lado pedagógico da direção

O diretor tem de criar mecanismos para que questões burocráticas não tenham mais peso que as educativas. Deve organizar as demandas e distribuí-las levando em conta as habilidades e atribuições de cada membro da equipe e fazer a gestão compartilhada da aprendizagem com o coordenador, além de garantir tempo e espaço para que ele forme os docentes. "Ainda cabe a ele articular famílias, funcionários, educadores e alunos para que participem da gestão", diz Ana Benedita Brentano, do Instituto Avisa Lá, em São Paulo. Assim, planeja e constrói, como um arquiteto, uma es- trutra que se sustenta mesmo em sua ausência.

"Não há nada mais administrativo do que o próprio pedagógico, ou seja, o processo de educar. É o fazer pedagógico que dá a razão de ser do fazer administrativo, senão esse se reduz à mera burocratização, fazendo-se fim em si mesmo e negando os fins educacionais a que deve servir", conforme Vitor Paro, da Universidade de São Paulo (USP), em Diretor Escolar: Educador ou Gerente?.

 

Coordenação em construção

No Brasil, cada vez mais se consolida a importância do coordenador pedagógico como formador de docentes. Mas muitos assumem o cargo sem ter plena noção de que essa é a principal função. "Não é verdade, por exemplo, que o bom professor será necessariamente bom coordenador", diz Adriana Pierini, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Sem ter a consciência de que tem de atuar com formação e sem conhecimentos específicos, alguns podem fazer as formações descoladas da prática escolar", diz Rosaura. A indefinição e desinformação sobre a coordenação também fazem com que acabem agindo como um bombeiro, apagando incêndios ao assumir problemas docentes. O desejável é que o coordenador seja parceiro do diretor e dos professores.

Identificamos cinco perfis de diretor e outros cinco de coordenador e elaboramos testes para você descobrir em qual se encaixa, refletir sobre como exerce a função e ler dicas para se aprimorar. Reponda-os, nas páginas a seguir e considere o que é mais marcante em sua atuação.


Descubra seu perfil de coordenador

Para cada questão, escolha a alternativa que melhor lhe representa

 

1. Como é seu dia a dia na escola?

a) Só atendo a demandas, como receber pais e alunos e lidar com problemas burocráticos.

b) Estudo e planejo formações para os professores com base em autores referências em Educação.

c) Passo o dia resolvendo imprevistos e questões não planejadas. O dia acaba e não faço o planejado.

d) Meu tempo é todo dedicado a ouvir reclamações, angústias e dificuldades dos professores.

e) Tenho tarefas diferentes a cada dia e não abro mão delas: momentos de planejamento, encontros coletivos semanais e observações em sala de aula.

 

2. Como faz para organizar sua rotina?

a) Cumpro com as atribuições dadas pelo diretor e, com ele, divido a burocraria.

b) Divido meu dia entre estudo e planejamento da formação, buscando bibliografia especializada.

c) Por mais que tente me organizar, não consigo ter uma rotina fixa. O cotidiano me atropela.

d) Atendo os professores em todas as suas demandas. Por causa disso, não tenho rotina.

e) Elaboro um plano de trabalho com minhas atribuições, objetivos e ações e a formação docente. Compartilho isso com a direção e a equipe.

 

3. Como gostaria de ser encarado pela equipe docente?

a) Alguém que está de portas abertas e pronto para ajudar toda a comunidade escolar.

b) O professor dos professores.

c) Um parceiro mais experiente dos professores.

d) Alguém em quem a equipe pode confiar e que entende as angústias docentes, jamais fiscal.

e) O parceiro dos docentes na aprendizagem dos alunos, que se corresponsabiliza pelo trabalho pedagógico e pode ajudá-los a refletir sobre a prática.

 

4. O que você faz para se aprimorar como coordenador pedagógico?

a) Participo dos cursos obrigatórios promovidos pela secretaria de Educação.

b) Estudo sozinho, mergulando em livros, artigos e entrevistas dos principais pensadores da Educação e também de outras áreas.

c) Faço formações específicas. Nem sempre tenho tempo, por causa de demandas pedagógicas.

d) Procuro conquistar a confiança da equipe criando laços afetivos.

e) Converso com coordenadores pedagógicos experientes e formadores da secretaria de Educação e busco referenciais teóricos e cursos específicos.

 

5. Como você organiza o trabalho com os professores?

a) Priorizo atendê-los sempre que me procuram. Quando tenho tempo, organizo os encontros coletivos.

b) Planejo momentos de leitura coletiva de artigos de grandes autores da área educacional.

c) Tento sempre atendê-los com base em suas necessidades mais urgentes.

d) Agendo conversas individuais para que possam falar comigo abertamente.

e) Investigo as necessidades da escola e dos alunos com estratégias distintas, como observação da sala, análise das produções dos alunos e conversas com os docentes. Depois, elejo os problemas prioritários e planejo uma rotina de formação periódica. Neles, faço a tematização da prática docente com embasamento teórico.

 

6. Um professor é inexperiente e o procura para pedir modelos de atividades para a turma. O que você faz?

a) Indico sites que têm bons planos de aula.

b) Sugiro textos de autores conceituados.

c) Elaboro atividades para que ele aplique.

d) Tento ajudá-lo sem deixá-lo desconfortável ou com a sensação de que não valorizo sua prática.

e) Busco entender as dificuldades dele. Caso seja algo que possa ajudar outros docentes, planejo formações coletivas com base nisso.


Os 5 tipos de coordenador

 

Maioria de respostas A

Ajudante

 

Ainda lhe falta clareza sobre suas atribuições. Você assume o que a direção pede e acaba fazendo papel de vice-diretor, resolvendo questões administrativas ou burocráticas, de inspetor de alunos ou orientador pedagógico, atendendo a questões das famílias e dos estudantes. Com isso, não forma os professores.

 

PARA SE APRIMORAR

1. Entenda seu papel Marque reuniões com os técnicos da secretaria de Educação, tire dúvidas, mergulhe na bibliografia da área e busque cursos.

2. Identifique o que mais ocupa tempo e atenção Todos os dias, anote o que fez. Em uma semana, terá um balanço do que tomou tempo. Reorganize as tarefas e priorize o acompanhamento pedagógico. No caso de demandas da direção que não cabem à você, converse com o gestor.

 

Maioria de respostas B

Teórico

 

Você é o coordenador pedagógico que tem consciência de seu papel formador e busca transmitir sua bagagem teórica. Mas ainda não trabalha com base na realidade da escola em que atua. Apesar de a teoria ser essencial, deve ser estudada levando em conta as necessidades reais de aprendizagem dos alunos e as demandas dos educadores. Caso contrário, eles não encontram sentido na formação e não transpõem a teoria para a prática.

 

PARA SE APRIMORAR

1. Conheça as necessidades locais Identifique pontos de atenção na formação, analisando a prática em sala e os alunos e falando com docentes. Depois, pense como ajudar os docentes a melhorar o ensino.

2. Priorize o mais urgente Depois de levantar as necessidades formativas, eleja as mais relevantes.

 

Maioria de respostas C

Bombeiro

 

Na tentativa de reverter os problemas que surgem, acaba assumindo tarefas dos professores. Isso não os ajuda tomar consciência de suas práticas nem se desenvolver profissionalmente.

 

PARA SE APRIMORAR

1. Seja parceiro dos professores Estude para entender seu papel e explicite isso para a equipe. Mesmo que os docentes peçam sugestões de atividades, explique que eles devem elaborá-las e, juntos, vocês podem pensar nas melhores estratégias de trabalho.

2. Levante o que os docentes sabem Priorize encontros de formação coletiva, peça que eles compartilhem observações e registros e faça a tematização da prática. Incentive também registros de experiências em sala, para que nos momentos coletivos todos socializem as impressões.

 

Maioria de respostas D

Amigo

 

Você ressalta boas práticas, mas evita problematizar os equívocos com medo de que os docentes se sintam expostos ou criticados. No final, acaba adotando uma postura permissiva e se comporta mais como um amigo deles do que como formador.

 

PARA SE APRIMORAR

1. Conquiste a confiança da equipe trabalhando Elabore seu plano de trabalho evidenciando os objetivos, o modo de organizar a rotina e estratégias formativas e compartilhe o material. Assuma ser corresponsável pela aprendizagem da turma.

2. Equilibre os focos de estudo, considerando o que deu errado e o que deu certo Problemas de aprendizagem e equívocos que os docentes cometem são importantes para problematizar a prática, tal como atividades bem empregadas. Apresente-as em formações para o grupo refletir.

 

Maioria de respostas E

Parceiro

 

Você desempenha três papéis vitais: formador (o principal), articulador pedagógico e transformador da prática docente. Oferece recursos para os professores se aprofundarem na área que lecionam e transformarem o que sabem em ensino. Promove condições (literatura pedagógica, espaços para trocas de experiências etc.) para que trabalhem coletivamente, articulando o currículo e as pessoas. Como transformador, organiza momentos de reflexão sobre a prática.

 

PARA SE APRIMORAR

1. Estude mais Invista em planejar e incentivar uma prática reflexiva por parte dos professores - como escrever sobre as aulas ou filmá-las - para que sejam analisadas depois.

2. Faça o acervo Relatórios, avaliações e portfólios devem ser revisitados por você e pelos docentes para aprimorar a prática.

 


Descubra seu perfil de diretor

Para cada questão, escolha a alternativa que melhor lhe representa

 

1. Como é seu dia a dia na escola?

a) Estou sempre de olho nos índices das avaliações para traçar estratégias e avançar. É preciso melhorar a imagem da escola perante a comunidade.

b) Passo grande parte do dia resolvendo problemas administrativos e burocracias.

c) Cuido de demandas administrativas e busco investimentos e parcerias com instituições locais.

d) Mostro boas práticas de ensino para os docentes.

e) Cuido de questões administrativas e me reúno com a coordenação e outros grupos para aprimorar o trabalho pedagógico, em prol da aprendizagem.

 

2. Os resultados do Ideb saíram. Você...

a) Se forem bons, mantém o planejamento. Se não, direciona os esforços para melhorar os índices.

b) Deixa a questão mais a cargo da coordenação.

c) Busca parcerias para conseguir recursos suficientes e investir para melhorar o espaço físico ou cria atividades para atrair os estudantes.

d) Investe na discussão de metodologias alternativas de ensino e busca boas práticas de aula.

e) Em parceria com a coordenação, analisa as matrizes das provas e as compara com o plano de ensino para alinhar o que é pedido nos exames com as expectativas de aprendizagem, sem negligenciar outros conhecimentos.

 

3. De que forma as decisões sobre projetos e investimentos são tomadas?

a) Gerencio recursos para aplicá-los no que considero prioridade, como organizar grupos de reforço para alunos que participarão da Prova Brasil.

b) Divido a gestão: cuido das decisões adminis-trativas e dou autonomia para a coordenação tratar de questões pedagógicas.

c) Estou atento para obter investimentos. Inscrevo a escola em programas federais e busco parceiros, para que desenvolvam trabalhos na instituição.

d) Uso meu conhecimento para identificar boas práticas e compartilhar com os professores.

e) Tudo é discutido coletivamente e há colegiados para possibilitar o envolvimento de todos.

 

4. Como é sua relação com o coordenador pedagógico?

a) Ele me ajuda e coloca em prática ações para melhorar os resultados, como organizar o reforço.

b) Nem sempre temos tempo para conversar, mas confio a ele a responsabilidade pela formação docente e melhoria do ensino.

c) Tento garantir os recursos e espaços para que ele possa pôr em prática ações que acha necessárias.

d) Ele é importante para a formação docente, mas também faço essa parte.

e) Temos reuniões para trocar impressões sobre a aprendizagem das crianças e as necessidades pedagógicas da escola. Ele é responsável pela formação, mas estou a par do plano formativo e contribuo com observações.

 

5. Quais suas prioridades na escola?

a) Transformá-la em referência, com índices satisfatórios nas avaliações externas.

b) Cuidar das questões administrativas e otimizar os recursos, para não haver desperdício.

c) Conseguir recursos para oferecer aos alunos experiências diferentes.

d) Ajudar a melhorar o ensino usando minha liderança para buscar e compartilhar boas iniciativas e metodologias pedagógicas por meio da articulação entre a escola e outras instituições.

e) Assegurar as finanças e a gestão do espaço, do tempo e da equipe para proporcionar aprendizagem em parceria com a coordenação pedagógica.

 

6. O que é mais determinante para uma escola ser bem administrada?

a) Os resultados nas avaliações.

b) O equilíbrio financeiro e a infraestrutura.

c) Os recursos para atividades para os alunos.

d) Os professores ensinarem a turma.

e) Toda a comunidade estar envolvida na aprendizagem dos alunos.

 

Os 5 tipos de diretor

 

Maioria de respostas A

Cirurgião

 

Você é determinado em melhorar os resultados das avaliações externas, direcionando recursos e estratégias para as turmas que farão a prova e reformula o currículo para enfatizar saberes cobrados nos exames. Mas, ao se pautar nas avaliações para organizar o que se ensina, negligencia aprendizagens importantes.

 

PARA SE APRIMORAR

1. Use os resultados das provas na formação Reflita com o coordenador sobre como os resultados das avaliações podem ser usados para melhorar o trabalho e construir o plano de formação docente.

2. Não limite a aprendizagem à classe Repense os ambientes para que a aprendizagem se desenvolva. Se o maior entrave dos alunos é leitura, uma ação possível pode ser criar cantos de livros.

 

Maioria de respostas B

Soldado

 

Você direciona energias para cumprir com atividades financeiras e administrativas, deixando a área pedagógica a cargo do coordenador. Por isso, fica distante dos assuntos que têm a ver com ensino e aprendizagem. Seu maior foco é zerar a lista de tarefas burocráticas e por isso é comum ficar em sua sala trabalhando.

 

PARA SE APRIMORAR

1. Invista na gestão da aprendizagem Organize reuniões periódicas com a coordenação e fique por dentro da formação. Assegure tempo e espaço para o coordenador exercer sua função formativa e recursos para as ações planejadas para os alunos.

2. Não trate a escola como sua Ela é da comunidade. Suas decisões devem considerar as necessidades de todos, que precisam ser envolvidos nas discussões.

 

Maioria de respostas C

Contador

 

Você sabe bem como lidar com números, a ponto de proteger a verba da escola e investir em muitos projetos para alunos, professores e funcionários. Mas nem sempre quantidade é qualidade. É preciso que as iniciativas revertam em melhorias na aprendizagem dos estudantes.

 

PARA SE APRIMORAR

1. Garanta coesão entre o uso dos recursos e o PPP Atue como líder, articulando a equipe para que todos estejam em sintonia a respeito dos objetivos da instituição e acompanhe o desenvolvimento dos programas para avaliar se eles estão cumprindo sua função pedagógica.

2. Faça a gestão democrática do dinheiro Organize um conselho escolar, de modo que todos sejam envolvidos nas discussões e decisões sobre os investimentos da instituição.

 

Maioria de respostas D

Filósofo

 

Você é um profissional apaixonado pela Educação e acredita ser necessário aprimorar o ensino para que os alunos avancem. Gosta de trocar experiências com outros educadores e discutir metodologias pedagógicas. Mesmo assim, é raro conseguir avanços na aprendizagem da turma.

 

PARA SE APRIMORAR

1. Identifique o problema O uso de estratégias didáticas adequadas é primordial para que a turma aprenda, mas antes de atribuir somente à falta delas os maus resultados, investigue: há materiais e espaços pedagógicos de qualidade?

2. Engaje as famílias Nas reuniões, compartilhe o PPP, as estratégias de ensino, aprendizagens dos alunos e os pontos frágeis. Investigue o melhor horário para se encontrarem, fazendo uma enquete.

 

Maioria de respostas E

Arquiteto

 

Suas ações provocam positivas e profundas transformações na aprendizagem, pois você envolve a comunidade e acredita que a escola deve servir aos interesses dela. Você combina o que há de melhor nos outros perfis. Outra assinatura de seu trabalho é aprimorar os resultados de todas as turmas (não só das que fazem exames). Mesmo muito envolvido com todas as instâncias da escola, tem a ciência de que, ao deixar o cargo, os projetos continuarão.

 

PARA SE APRIMORAR

1. Envolva-se mais nas questões pedagógicas Afine a parceria com o coordendador para melhorar a aprendizagem. Caso seja mais articulador ou administrador, busque formações sobre o processo de aprendizagem.

2. Invista em ações de convivência ética Deixe os alunos se expressarem, como em assembleias estudantis.

 


* Os perfis apresentados são baseados nos tipos de líderes escolares identificados em pesquisa realizada no reino unido pelo Centre for high performance e adaptados por Gestão Escolar para a realidade brasileira.


Ilustrações: Ale Kalko