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Contra a evasão, dar voz e oferecer atividades que interessem aos jovens

Conheça as estratégias de um gestor Nota 10 e de três escolas que resolveram o problema

POR:
NOVA ESCOLA

Como transformar taxas recordes, de 200 alunos evadidos por ano, em índices mínimos, contáveis nos dedos de uma mão? As palavras milagre e impossível vêm à cabeça de qualquer gestor que tenha enfrentado problemas desse tipo. Mas a proeza aconteceu de fato na EM Darcy Ribeiro, em São José do Rio Preto, a 450 quilômetros de São Paulo, e foi capitaneada pelo diretor Diego Mahfouz Faria Lima. O profissional, de apenas 27 anos, encarou o desafio de resgatar a autoestima de alunos, professores e de toda a comunidade escolar por meio de um projeto que começou com uma reforma e teve seu ápice na garantia da gestão democrática, valorizando a participação e o protagonismo dos jovens no dia a dia da instituição. A iniciativa, merecedora do Prêmio Educador Nota 10, realizado pela Fundação Victor Civita (FVC), deixou em papel difícil a repórter Karina Padial e a editora Rosi Rico, que tiveram de resumir em quatro páginas a atuação de Diego ao longo de mais de um ano. Vale a pena entender como ele foi desatando, um a um, os nós que impediam o desenvolvimento pleno de seus estudantes ? antes envolvidos em atos de violência e depredação. 

A repórter Karina ( à esquerda, de preto) com o diretor Diego e os alunos do grêmio estudantil da EM Darcy Ribeiro, em São José do Rio Preto (SP). Foto: Erick Men

Para compreender os motivos de abandono dos estudos, Karina também se debruçou, em outra reportagem que você confere nesta edição, sobre pesquisas nacionais com os números dos anos finais do Fundamental e do Ensino Médio, que concentram as mais altas taxas de evasão. Descobriu que boa parte das razões é culpa do próprio sistema: cerca de 40% dos alunos admite falta de interesse, muitas vezes resultado de um histórico de repetência. Ou porque os conteúdos ensinados não fazem sentido para eles. Buscar aproximar o que se aprende na escola da realidade dos jovens foi a estratégia adotada pela EM Osvaldo Cruz, em Campo Grande. Lá, o currículo inclui aulas de linguagem cênica e visual e um contraturno rico em oficinas esportivas e artísticas. Além disso, o diretor sugeriu que o início das aulas passasse das 7 horas para as 8 horas da manhã, em consideração ao biorritmo dos adolescentes. Leia sobre os resultados da adoção dessa e de outras estratégias, implantadas por uma escola de Glória do Goitá, a 64 quilômetros de Recife e um centro educacional de Rio Bonito, a 79 quilômetros do Rio de Janeiro, para que você colete boas ideias com o objetivo de zerar a evasão também na sua instituição. Desejo determinação para envolver os alunos e a comunidade escolar e muito sucesso!

 

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