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União para resolver problemas comuns

Rogério Pereira Simões pediu ajuda a colegas diretores quando assumiu o Colégio Estadual de Goiatuba e o trabalho conjunto se tornou constante

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NOVA ESCOLA
AO VIVO E ONLINE Simões e os gestores se reúnem pessoalmente e se comunicam por mensagens no celular (Foto: Raphaela Boch)

?Me tornei diretor do Colégio Estadual de Goiatuba, a 178 quilômetros de Goiânia, em 2011 com várias ideias para solucionar as dificuldades. Mas, como não tinha muita experiência, eu sentia receio de implantá-las. Comecei a telefonar para o gestor do CE Oseas Borges Guimarães, João Batista Oliveira Júnior, que é meu amigo, e pedir a opinião dele sobre o que eu estava pensando em propor. Nos acostumamos a compartilhar informações sobre diversos assuntos.

Em setembro daquele ano, resolvemos fazer um campeonato de futebol de salão entre as escolas estaduais da nossa cidade e de um município vizinho (Panamá, a 170 quilômetros da capital). Cada uma foi sede de uma etapa. A iniciativa deu certo e ajudou os alunos a se conhecerem melhor e se respeitarem. Então, começamos a trocar experiências e discutir soluções para os problemas, afinal muitos deles são semelhantes.

Sempre que possível, nos reunimos e falamos sobre projetos que podem ser desenvolvidos em conjunto. Se alguém tem uma ideia, telefona para um dos outros e pergunta se já fez algo parecido e quais foram as lições aprendidas. Algumas ações são realizadas em todas as escolas e outras são feitas em uma e, após serem analisadas, são compartilhadas para as demais. Recentemente, criamos um grupo no WhatsApp para facilitar o contato.

Parte das decisões são tomadas coletivamente. O planejamento anual, por exemplo, é feito em conjunto com a participação de todos os professores e coordenadores pedagógicos. Isso favorece o trabalho dos docentes que atuam em mais de uma instituição e colabora para o atendimento aos estudantes que precisam mudar de escola. Também pensando nesse aspecto, elegemos livros didáticos em parceria. Dessa maneira, se faltam volumes em uma unidade, ela pode emprestar de uma das outras.

Os jogos continuam a ser feitos em todas as escolas e isso tem colaborado para a socialização dos alunos. Compartilhamos o calendário de ações para que não exista conflito de agendas. Assim, as feiras culturais, por exemplo, ocorrem em semanas ou meses diferentes. Nessas mostras, convidamos estudantes das outras instituições e elas agem da mesma maneira com os nossos jovens. Os professores também atuam em parceria e desenvolvem alguns projetos juntos. Temos um cursinho pré-vestibular gratuito que conta com docentes de outras escolas.

Em fevereiro de 2015, fui eleito para ficar mais três anos na gestão. Nessa mesma época, várias unidades municipais deixaram de atender os anos finais do Ensino Fundamental. Como trabalhamos com essa etapa e o Ensino Médio, precisamos absorver esses alunos. Com tantas mudanças e diretores novos, não conseguimos retomar todos os projetos, mas fizemos o planejamento em conjunto, escolhemos os livros, confirmamos a realização do torneio e retomamos as reuniões para nos fortalecer para os novos desafios. Nos primeiros contatos, priorizamos conversar sobre os diretores que estão assumindo agora e colaborar com a adaptação deles.?


Rogério Pereira Simões é diretor do Colégio Estadual de Goiatuba

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