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Por: Raissa Pascoal

A escola contribui para formar leitores autônomos e competentes?

Apresentamos situações para que você analise se essa área tem sido priorizada. No fim, não há tabulação dos resultados. Clique nas opções para ler os comentários

Caso 1

Os espaços disponíveis estão tomados pela secretaria, pela sala dos professores e por salas de aula. Onde o acervo de livros deve ficar?

a) Em um armário na sala dos professores, onde os docentes têm mais controle sobre o que sai e o que entra.
Se o armário que guarda o acervo ficar acessível para os estudantes, não há nada que impeça de deixá-lo na sala dos professores. O problema existe se o espaço é restrito aos educadores, sem que os alunos possam conhecer e manusear as obras sozinhos.
b) Na sala de aula, onde os alunos podem escolher os títulos que querem ler e levar para casa.
Quando não há um local exclusivo para o armazenamento e a exposição dos livros, a melhor opção é criar um cantinho de leitura em cada sala de aula. Dessa maneira, os alunos ganham autonomia para selecionar os títulos.

 

Caso 2

O professor de Física procurou textos informativos sobre um fenômeno no acervo da escola e não encontrou. O que deve ser feito?

 

a) Se não há nenhum texto que discuta o conteúdo estudado no acervo, os gestores devem orientar o docente para se ater ao que está no livro didático e planejar outras atividades para ensinar o assunto.
Diversificar as fontes de informação também é uma forma de ampliar o universo leitor dos estudantes. Por isso, limitar o estudo de um conteúdo apenas ao livro didático é impedir que os alunos entrem em contato com textos mais completos e complexos.
b) O coordenador pedagógico pode sugerir fontes de informação alternativas, como textos disponíveis gratuitamente na internet e, junto com o professor, planejar a aquisição de novas obras.
Já é tempo de desconstruir a ideia de que a maior parte do que está disponível na rede não merece crédito. Ao selecionar textos online, o professor só precisa ter o cuidado de conferir se o autor é confiável e quais foram as fontes utilizadas por ele ao escrever.

 

Caso 3

No planejamento de atividades de leitura para uma turma dos anos iniciais do Ensino Fundamental, um dos docentes defendeu que ainda não era hora de trabalhar contos com as crianças, porque esse gênero costuma ter muitas metáforas e isso dificultaria a compreensão. Qual o encaminhamento mais adequado para essa questão?

a) O professor está certo. Existem gêneros mais difíceis do que outros. Por isso, é melhor que os docentes dessa etapa se atenham a escritos menos complexos, deixando o conto para os anos finais ou o Ensino Médio.
É claro que alguns gêneros costumam representar mais obstáculos durante a leitura. No entanto, isso não significa que o professor não deve apresentá-los aos alunos. Pelo contrário, quanto maior a diversidade de textos e estilos conhecidos, maior a variedade de procedimentos leitores que as crianças vão aprender.
b) Não é necessário adiar o contato dos alunos com alguns gêneros textuais. Nesse caso, o que o docente precisa cuidar é escolher contos mais curtos e com uma linguagem menos complexa.
O que realmente deve variar de acordo com a faixa etária dos alunos é a complexidade dos textos. Por isso, é interessante trabalhar com os diferentes gêneros sempre, variando a abordagem para atender as necessidades de aprendizagem do momento.

 

Caso 4 

Os professores dos anos finais do Ensino Fundamental estão reclamando que os alunos não compreendem os textos apresentados nas diferentes disciplinas. O que o coordenador pedagógico deve fazer?

a) Marcar uma reunião de formação e discutir a importância do professor de cada área trabalhar com diversas fontes de informação sobre um assunto e apresentar a temática, os conceitos e o vocabulário particular dos textos.
Se algum professor especialista tiver dúvidas sobre como trabalhar um texto, o coordenador pedagógico deve ajudá-lo a definir estratégias de leitura e levantar possíveis intervenções. Esses temas devem ser objeto de reflexão constante nas formações.
b) Pedir ao professor de Língua Portuguesa que trabalhe com mais textos e ensine diferentes estratégias de leitura. Assim, os alunos conseguirão ler qualquer escrito.
Ensinar a ler não é tarefa apenas do professor de Língua Portuguesa. Na escola, o processo de formação de um leitor é responsabilidade de todas as disciplinas.

 

Caso 5

Durante uma atividade de leitura compartilhada, o professor se queixou que alguns alunos mais autônomos respondem a todas as questões propostas sobre o texto. O que ele pode mudar em sua prática?

a) Para não criar disparidades na turma, o coordenador pedagógico deve orientar o professor para pedir aos alunos mais avançados que deem uma chance para os colegas responderem as perguntas.
Excluir ou limitar a participação de alunos da atividade pode desmotivá-los durante o processo de ensino e aprendizagem.
b) O coordenador pode recomendar ao docente que planeje atividades que aumentem a interação entre os estudantes, fazendo com que leiam o texto em duplas e troquem os conhecimentos da prática de leitura.
Propor desafios constantes é essencial para fazer com que todos os alunos avancem. Portanto, uma das possibilidades é mudar os agrupamentos e permitir que os alunos mais autônomos na leitura proponham as questões sobre o texto para os colegas.

 

 

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