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Reportagens | Projeto de Formação em Ciências | Reportagens


Por: NOVA ESCOLA

Módulo 1: Observar e explorar

Nesta etapa, o projeto visa a identificar as visões de ensino de Ciências que orientam a prática docente e a reconhecer que, em cada concepção, a visão e o papel do professor, do aluno, do ensino e da aprendizagem são diferentes.

Leitura da entrevista com Melina Furman, publicada no site de NOVA ESCOLA.

 

3ª reunião: Experimentos e investigação

1. Leve para a reunião folhas de jornal, copinhos com diferentes tipos de terra, lupa e pinça. 

2. Organize os professores em grupos de no máximo quatro integrantes para observar e comparar distintos tipos de solos. Explique que deverão forrar a carteira com o jornal, despejar a terra na mesa e observá-la a olho nu e com a lupa. 

3. Percorra os grupos incentivando-os a contar o que identificaram com a lupa que não era visto a olho nu. Verifique se eles perceberam os diferentes tamanhos, formas e cores das partículas que compõem o solo. Pergunte como poderiam separar as menores das maiores. Solicite que discutam e desenhem o procedimento para apresentar para os colegas. 

4. Entregue para os grupos uma mostra de areia e outra de argila (previamente passada por uma peneira fina) e pergunte se há algumas dessas partículas no solo estudado. Após a discussão, peça que observem as novas amostras com a lupa e pergunte se veem diferenças - uma delas é o tamanho dos grãos: os da areia são maiores do que os da argila. Anote as observações no quadro. 

5. Agora é hora de os professores identificarem o solo melhor para plantar: um todo de argila, o de areia e outro que misture os dois (geralmente os de horta têm essa característica). 

Entregue os seguintes materiais a cada grupo:

  • 3 funis feitos com garrafa PET cortada.
  • 3 potes com base de mesmo tamanho e forma.
  • 3 filtros de papel.
  • 3 copos de água.

6. Peça para encaixarem o filtro no funil, posicionado sobre o pote. Em cada funil, vai a mesma quantidade de solo de uma das amostras - solo da horta, areia e argila. Os grupos deverão despejar a água nos funis e registrar o tempo e a quantidade de líquido que cai, fazer anotações e socializá-las. 

7. Pergunte por que a argila deixa passar menos água do que a areia. Desenhe três potes no quadro para explicar essa observação. Escreva que a argila tem menos poros, ou seja, menos espaço entre os elementos constituintes que a areia e que, portanto, é menos permeável. Encerre a atividade perguntando ao grupo: "De acordo com o que aprendemos, o que irá suceder se plantarmos em um solo argiloso? E em um solo com areia?". Recolha o material e solicite que limpem a mesa. Pergunte em que essa atividade favorece a aprendizagem. 

8. Com a ajuda do grupo, sistematize as etapas da atividade:

  • Identificação da composição do solo.
  • Comparação do tamanho das partículas.
  • Observação do efeito da água em cada tipo de solo.
  • Conexão entre o tamanho das partículas e a retenção de água.

Coordenador

A atividade ensina a observar e comparar - duas competências científicas importantes-, permite pensar sobre a propriedade das partículas do solo e a conectá-la a um fenômeno biológico importante (a retenção de água) e proporciona o uso do conhecimento para tomar uma decisão relacionada com a vida cotidiana: como eleger o melhor tipo de terra para plantar. A proposta não parte de definições. Ao contrário, coloca os alunos em contato com os fenômenos e, com base neles, eles vão construir os conceitos. Para que os resultados sejam válidos, os parâmetros devem permanecer constantes - recipientes iguais e mesmo volume de água. Por fim, algumas terminologias são introduzidas, como o nome das partículas do solo.

 

9. Exiba o vídeo A Importância do Ensino de Ciências na Educação Infantil, uma entrevista com Ary Mergulhão, oficial de Ciências e Tecnologia da Unesco. Antecipe algumas das questões levantadas, como a de que a Educação científica forma o cidadão para tomar decisões importantes para a sociedade. Reserve alguns minutos para a discussão. 

10. Indique a leitura do texto de apresentação dos Parâmetros Curriculares de Ciências (PCN), páginas 31 a 37, e peça que tragam na próxima reunião esse documento e o Elementos Conceituais e Metodológicos para Definição dos Diretos de Aprendizagem, do Ministério da Educação (MEC).

4ª reunião: Inserção no currículo

1. Retome as etapas da atividade realizada na reunião anterior e as impressões dos professores. 

2. Pergunte quais aspectos da leitura das páginas 31 a 37 dos PCN foram mais esclarecedores. Leia novamente o terceiro cenário do material trabalhado na primeira reunião. Em que aspectos ele se assemelha aos PCN e ao documento dos direitos de aprendizagem? Registre no quadro o que os docentes acham necessário estudar, discutir e aprender para organizar situações semelhantes à do cenário 3. Isso será importante para avaliar a evolução do grupo. 

3. Tanto os PCN como o documento dos direitos de aprendizagem propõem uma organização por eixos temáticos. Nesta e na próxima reunião será estudado um dos eixos, chamado Vida e Ambiente - os demais serão tema dos módulos das próximas edições. Peça aos docentes que, individualmente, em dupla ou em trio, destaquem o que cada texto traz de específico e de comum sobre o tema. Para tal, construa a seguinte tabela (abaixo).

4. Divida a equipe docente por ciclo ou série. A ideia é que os colegas troquem informações sobre como estão ensinando os conteúdos desse eixo temático e discutam quais aspectos estão em consonância com as orientações dos dois documentos.

Coordenador 

Assista ao vídeo Notícias Univesp - Deficiências do Ensino de Ciências para ajudar nas discussões sobre o tema.

 

5ª reunião: Objetivos de aprendizagem

1. Organize os professores em grupos e convide-os a ler os seguintes textos disponíveis no site de NOVA ESCOLA:

Enumere trechos que exemplifiquem os objetivos de aprendizagens. É importante que você, coordenador, estude os textos previamente. 

2. Depois de cada grupo apresentar as observações, discuta a importância do ensino de Ciências para a formação dos alunos. Com base no esquema (abaixo), explique que a Ciência escolar está na área de intersecção entre duas ciências: a do cotidiano e a acadêmica. Isso quer dizer que ela parte dos conhecimentos do dia a dia e do senso comum - construídos pelas experiências escolares e por meio do contato com outros adultos e informações vinculadas pela mídia - e é tomada como objeto de pesquisa e ampliada pela transposição didática de conhecimentos da academia. Mostre que aprender a pensar cientificamente requer a oportunidade de indagar vários aspectos do mundo natural com a ajuda e mediação do professor.

3. Enfatize a importância de ter conhecimentos não só sobre a metodologia mas também conhecimentos científicos. Do contrário, o docente acabará implementando práticas transmissivas e sem sentido. Encerre a reunião mostrando as duas concepções mais presentes na prática dos professores de Ensino Fundamental no ensino de Ciências, apontadas pelas pesquisas.

  • O professor como fonte de conhecimento e o ensino como transmissão de conteúdos.
  • O professor como guia e o ensino como atividade que influencia ou facilita a compreensão.

Essa concepção deverá guiar as etapas seguintes do projeto de formação, que você acompanha ao longo das edições de GESTÃO ESCOLAR deste ano.


Foto: Sergio Vignes

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