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Diversão nacional

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NOVA ESCOLA

Você sabe o que é giramundo? E bole-bole? Durante uma viagem que durou cerca de nove meses, Renata Meirelles rodou 4 mil quilômetros pelo Brasil, descobrindo respostas para essas e muitas outras perguntas sobre as brincadeiras que reúnem crianças e adultos de todo o país.

O resultado, ao alcance do grande público, é um livro preciosamente ilustrado com fotografias que mostram turmas cirandando, jogando pião, saquinho e sinuquinha, andando de cavalo de pau...

Os textos, envolventes, explicam o que são as brincadeiras e como se divertir com elas. E também contam histórias de meninos e meninas reais. Paulo César, por exemplo, mora em um sítio no interior de São Paulo e brinca sentado em uma espécie de gangorra giratória, o giramundo. Elen e suas amigas, no Pará, são as hábeis no bole-bole, formado por 12 pedras que são jogadas para cima de diferentes maneiras.

As ilustrações, simples e bastante explicativas, são mais um ponto relevante. Elas mostram como organizar diversas brincadeiras, como o caracol, um tipo de amarelinha que reúne a criançada quilombola no Espírito Santo.

Destaque Para a coletânea de brincadeiras que envolvem canções: no fim do livro, há pautas musicais que ensinam como tocá-las.

Giramundo e Outros Brinquedos e Brincadeiras dos Meninos do Brasil, Renata Meirelles, 208 págs., Ed. Terceiro Nome, tel. (11) 3816-0333, 63 reais


Pontos de vista

Oito artigos sobre a temática do brincar estão reunidos nesta obra, um verdadeiro convite para refletir com base em três ângulos distintos, porém complementares: o sociocultural, o psicológico e o filosófico. Henri Wallon (1879-1862), Lev Vygotsky (1896-1934) e Jacques Lacan (1901-1981) são os teóricos citados pelos autores.
Destaque O texto Friedrich Froebel e a Concepção de Jogo Infantil, sobre a questão do jogar na Educação e a concepção de brincadeira do educador alemão.
O Brincar e Suas Teorias, Tizuko Morchida Kishimoto (org.), 172 págs., Ed. Cengage Learning, tel. (11) 3665-9900, 58 reais


Simplicidade criativa

Com poucos e básicos materiais à disposição, o autor da obra inventou brinquedos em parceria com meninos e meninas de Minas Gerais e da Bahia, provando que qualquer diversão começa quando se tem vontade de brincar. Ilustrações de poucos traços revelam o passo a passo de como construir os objetos.
Destaque A poesia encantadora do diário de bordo de Adelsin, que permeia o livro.
Barangandão Arco-Íris - 36 Brinquedos Inventados por Meninos e Meninas, Adelsin, 96 págs., Ed. Peirópolis, tel. (11) 3816-0699, 27 reais


Espaço reservado

A autora aborda o cotidiano da pré-escola focando o brincar. O cenário da pesquisa é uma escola pública no centro de São Paulo. Perguntas como "qual o espaço e o peso que as brincadeiras têm no dia a dia pedagógico?" e "de que forma as crianças se relacionam com o tema vivendo num ambiente urbano?" são debatidas e alvo de reflexão sobre o fato de brincadeiras e jogos serem uma forma de interação social.
Destaque O segundo capítulo - Por que Se Brinca na Pré-Escola -, que apresenta um resgate histórico do assunto.
Brincar na Pré-Escola, Gisela Wajskop, 120 págs., Ed. Cortez, tel. (11) 3864-0111, 15 reais


Etnografia do brincar

A obra é dividida em dois volumes, que reúnem 13 estudos sobre o brincar no Brasil e revelam a criança como agente cultural desde os primeiros anos de vida.
Destaque O capítulo 7 do volume 2, que revela o que os pequenos das cidades grandes pensam sobre as brincadeiras de rua e de que forma elas estão inseridas no cotidiano deles.
Brincadeira e Cultura: Viajando pelo Brasil que Brinca - O Brasil que Brinca - Volume 1, Ana Magalhães, Fernando Pontes we Ilka Bichara (orgs.), 206 págs., Ed. Casa do Psicólogo, tel. (11) 3034-3600, 37 reais
Brincadeiras de Todos os Tempos - Volume 2, 132 págs., 23 reais


Piaget fala

Por que os jogos em grupo são tão importantes para a aprendizagem das crianças menores de 5 anos? As autoras da obra respondem a essa e a outras questões levando em consideração os pensamentos de Jean Piaget (1896-1980) e apresentam recriações de várias brincadeiras.
Destaque O capítulo 11, que aborda a competição. Constance Kamii reflete sobre algumas objeções clássicas, como "as crianças deveriam competir só consigo mesmas".
Jogos em Grupo na Educação Infantil - Implicações da Teoria de Piaget, Constance Kamii e Rheta DeVries, 385 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444, 66 reais


O espaço do som

A deficiência auditiva não deve ser considerada, como qualquer outra, um empecilho para o brincar ocorrer. Em vez disso, há de se estudarem as peculiaridades de jogos e brincadeiras com a participação de crianças surdas. Uma das questões interessantes a que a autora da obra responde é como a atividade simbólica é estruturada por pequenos que não têm acesso à oralidade.
Destaque A descrição dos episódios de interação com surdos.
Como Brincam as Crianças Surdas, Daniele Nunes Henrique Silva, 120 págs., Ed. Plexus, tel. (11) 3865-9890, 29,60 reais


Brincadeiras sem fim

A obra reúne 250 sugestões de jogos bem detalhadas e ilustradas para crianças e adultos brincarem sozinhos, em dupla ou em grupo, faça chuva ou faça sol. Divididas em jogos de raciocínio, de observação, com lápis e papel e de mesa, as propostas estão reagrupadas ao fim do livro em um índice remissivo, que informa a idade indicada para participar da atividade, o número de jogadores necessários, o tempo e a necessidade de material.
Destaque A sugestão dos autores de como organizar uma feira com os mais diversos tipos de jogo.
O Grande Livro dos Jogos, Josep Allué, Lluís Filella e Gloria García, 192 págs., Ed. Leitura, tel. (31) 3379-0620, 48 reais


O objeto em questão

Observar e analisar o brinquedo é o que propõe este livro, levando em consideração os videogames, os itens industrializados, os bélicos e os ditos educativos. Ou seja, é importante também pensar neles não apenas como instrumentos que divertem crianças.
Destaque O quarto capítulo - A Educação e o Brinquedo -, que aborda a questão na categoria educativa.
O que É Brinquedo, Paulo de Salles Oliveira, 71 págs., Ed. Brasiliense, tel. (11) 3087-0000, 19 reais


Qual é a utilidade?

Defendendo que brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento e a Educação do ser humano, a autora discorre sobre o tema, envolvendo pequenos de até 6 anos. Um texto muito bem embasado para comprovar que os conteúdos do eixo de trabalho brincar não devem ser considerados como atividades descontextualizadas.
Destaque O prefácio, escrito pelo especialista francês Gilles Brougère, que ressalta a importância de valorizar o lúdico para ensinar.
O Brincar - 0 a 6 anos, Gisela Wajskop, 64 págs., Ed. Didática Suplegraf, tel. (11) 2942-4200, 20 reais


O estudo do lúdico

A autora da obra conduz o leitor por uma série de reflexões sobre o valor teórico e prático das brincadeiras para o desenvolvimento das crianças levando em consideração os pontos de vista de Piaget e Vygotsky. Apresenta também uma série de estudiosos do tema e definições sobre o lúdico dadas por eles.
Destaque Os quadros Ação Pedagógica, Ação Docente e Ação Reflexiva, ao fim de cada capítulo, para alavancar boas discussões entre os educadores a respeito das práticas.
O Desenvolvimento da Criança Através do Brincar, Adriana Friedmann, 152 págs., Ed. Moderna, tel. 0800-172-002, 33 reais


Reflexões profundas

Pensar no brincar de maneira filosófica é o que propõe o alemão Walter Bejamin (1892-1940) nesta obra, que reúne 19 textos a respeito do assunto. Para ele, enquanto o brinquedo representa uma proposta pedagógica para os educadores, a brincadeira é a resposta dos pequenos.
Destaque O texto Brinquedos e Jogos, que aborda, dentre outras questões, o equívoco na suposição de que as crianças são as únicas a determinar os brinquedos, movidas pelas próprias necessidades.
Reflexões sobre a Criança, o Brinquedo e a Educação, Walter Benjamin, 176 págs., Ed. 34, tel. (11) 3816-6777, 34 reais


Jogando na escola

Como e por que elaborar projetos didáticos envolvendo jogos? E de que forma construir situações-problema produtivas? Essas e outras questões são respondidas por especialistas na temática Educação e jogos, que também sugerem uso de vários deles, apontando suas implicações pedagógicas.
Destaque Os itens Situações-Problema, nos capítulos 2 e 3. Os textos não só dão exemplo de como colocá-las em prática como também explicam o conceito desse tipo de intervenção tão suscetível a equívocos.
Aprender com Jogos e Situações-Problema, Lino de Macedo, Ana Lúcia Sícoli Petty e Norimar Christe Passos, 120 págs., Ed. Artmed, 39 reais


A civilização e o jogo

Johan Huizinga (1872-1945) propõe ao leitor pensar na espécie humana além do Homo sapiens e do Homo faber. Ele apresenta o conceito de Homo ludens, afirmando que é no jogo e por ele que a civilização surge e se desenvolve. Ao longo da obra, ele convida o leitor a integrar o conceito de jogo no de cultura e a enxergar como o instinto dele nutre realizações na lei, na guerra, na filosofia e nas artes.
Destaque O capítulo 3, que discute e problematiza a questão do que é o ganhar e o competir quando se trata de jogos, levando em conta panoramas etmológicos e históricos.
Homos Ludens, Johan Huizinga, 256 págs., Ed. Perspectiva, tel. (11) 3885-8388, 29 reais


Fazendo arte

Mais de 30 obras de arte estão reunidas nas páginas deste livro, que chama a atenção para como grandes artistas - como Sandro Botticelli (1445-1510) e Anita Malfatti (1889-1964) - retrataram o brincar. A autora conta também um pouco da história de brinquedos tradicionais, como a pipa e o pião.
Destaque O casamento do texto A Boneca com a imagem Jogos Infantis, reunindo Olavo Bilac (1865-1918) e Candido Portinari (1903-1962).
Brinquedos e Brincadeiras, Nereide Schilaro Santa Rosa, 32 págs., Ed. Moderna, 30 reais

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