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Livros para sonhar

Um mundo da fantasia, repleto de fadas, bruxas, duendes, bichos que falam e outros elementos mágicos, é rico em possibilidades para uma aproximação prazerosa com os livros. Nesta faixa etária, cada história contada produz grande encantamento

POR:
NOVA ESCOLA

Adivinhas, trava-línguas, lendas de tradição oral, contos de fadas e poemas curtos são um prato cheio para trabalhar com crianças entre 4 e 5 anos. O faz de conta é a tônica de seu cotidiano. Elas se identificam com os personagens e se deleitam com a própria imaginação, por isso, nada mais atraente do que oferecer livros que as ajudem a brincar com essa capacidade. "Nos contos de fadas, o leitor é transportado para um mundo onde tudo pode: tapetes voam e galinhas põem ovos de ouro. Essa é a magia da fantasia", explica Lilian Mangerona Corneta Rotta, mestre em literatura pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp).

Ao mesmo tempo, quem já observou filhos ou alunos nesta idade, sabe que essa é a típica fase das perguntas. A sede de informações sobre o mundo real e os porquês sobre tudo o que acontece nele abrem uma oportunidade: a de introduzir mais títulos informativos. São livros que ajudam a responder as questões que mais lhes interessam, trazem fotos e informações valiosas sobre animais, fenômenos naturais, os ambientes da Terra e os seres humanos. Cabe a um leitor experiente ajudar a procurar o que é mais relevante para aquele momento de vida ou de acordo com a curiosidade da turma. O desafio da pesquisa pode ser proposto e, não raro, em pouco tempo a criança já saberá diferenciar obras informativas das literárias. Ela também terá prazer em descobrir nos livros brincadeiras novas, receitas ou experimentos.

É fundamental que os professores apresentem aos alunos uma rica diversidade de gêneros. Na base de tudo, claro, muita prática. Para experimentar o jogo com a palavra literária é preciso pôr a mão na massa, é preciso ler - ler para conhecer, ler para saber se gostamos ou não, ler para despertar o desejo de ler mais, ler para pensar, ler para imaginar, ler para fruir... Mas há uma ressalva: não é apenas fazendo uma leitura, que aproximamos a criança da literatura. Não funciona bem assim, é necessário envolvê-la e fazê-la encontrar significado para tal atividade. Os adultos devem compartilhar a sua experiência como leitores. "As práticas de leitura e de escrita do professor não devem somente demonstrar seu interesse, também devem dar conta de sua condição de leitor, como alguém que tem dúvidas, que não sabe tudo, que pode mudar de opinião, que se deixa transformar", diz a colombiana Silvia Castrillon, uma autoridade no desenvolvimento de bibliotecas.

Além de demonstrar seu comportamento e suas emoções como leitor, é imprescindível abrir espaço para as muitas interpretações e leituras que as crianças têm quando acabam de ouvir uma história. Deixe-as comentar livremente. "Um mesmo livro nunca é o mesmo para duas pessoas", diz o poeta Ferreira Gullar. Ao ler ou ouvir uma história, cada criança a reinterpreta de acordo com sua imaginação, suas referências de mundo, suas experiências, necessidades, inquietações. Mas quando ela se identifica com a obra, a leitura extrapola as páginas e faz com que haja um grande e fabuloso encontro.


Literários

  • Felpo Filva

Felpo Filva é um coelho tímido, com uma orelha maior do que a outra. Poeta solitário, certo dia, recebe uma carta contendo a crítica de um de seus poemas. Felpo fica zangado, mas também intrigado com os comentários da desconhecida. Responde à carta e dá início a uma intensa correspondência que vai acabar em casamento. Esse enredo simples é recheado de detalhes que o enriquecem. A correspondência do casal é transcrita em diversos tipos de texto e com letras variadas, de modo a encaixar na história as várias funções da escrita. Além disso, vale destacar a profundidade psicológica dos personagens, a questão do respeito às diferenças, o humor revelado principalmente nas ilustrações e um final feliz que acalenta.
Eva Furnari (texto e ilustração), Ed. Moderna, 56 págs.

 

  • Se as Coisas Fossem Mães

Se a Lua fosse mãe, seria mãe das estrelas... É com essa frase poética e simbólica que a autora inicia esta história, que apresenta a Terra, a sereia, a fada, a bruxa e alguns objetos como mães. Um universo feminino que representa um continente de afetos e emoções. A mãe que não é perfeita, que também erra, uma mãe titia, uma mãe vovó ou até um pai que é como uma mãe. O enredo desperta várias reflexões e ternura para trabalhar a ambiguidade de sentimentos que convivem na relação entre mãe e filho. Outras obras da autora: Bichos que Tive (Memórias Zoológicas) (Ed. Moderna), Ponto de Tecer (Ed. FTD) e Galo, Galo, Não me Calo (Formato Editorial)
Sylvia Orthof, Ilustrações de Ana Raquel, Ed. Nova Fronteira, 24 págs.

 

  • Boi da Cara Preta

Esta obra de Caparelli, um dos principais nomes da poesia para crianças no Brasil, é um clássico da literatura infantojuvenil e um de seus pontos altos. Explorando principalmente as figuras de sonoridade, como a aliteração e a repetição, os poemas também primam pelo humor, que sempre atrai os pequenos. A publicação oferece um contato rico e prazeroso com esse gênero literário que tanto traduz artisticamente emoções quanto amplia a rede de significações e relações do homem com o mundo.
Sérgio Caparelli, Ilustrações de Caulos, Ed. L&PM, 56 págs.

 

  • Traços Traçados

Publicada originalmente em NOVA ESCOLA, essa é a história de um menino que faz uma importante descoberta: desenhos são feitos de traços, letras são feitas de desenhos traçados e livros são feitos de letras trançadas sem travas. A leitura deste texto em forma de trava-línguas é um desafio divertido, mas o jogo também desvenda um mistério sobre a escrita e a criação artística. A riqueza temática, que a ilustração e o projeto gráfico complementam, é uma boa pedida para o início da alfabetização.
Januária Cristina Alves, Ilustrações de Marcio Koprowski, Ed. Leya, 32 págs.

 

"A história da famosa personagem Chapeuzinho, na visão contemporânea da autora, revela uma garota corajosa e esperta, apresentada com criatividade e humor. O livro propicia às crianças o contato com uma narração mais complexa, por meio da articulação entre texto e imagem. Assim, é um texto para ser escutado, mas também lido e observado. Ele permite aos leitores voltar mais de uma vez para descobrir as relações existentes entre o texto e a ilustração com traçado simples, quase infantil. Um livro com detalhes interessantes de adultos acompanharem a leitura com os pequenos. Além disso, se o leitor já possuir contato com a narrativa clássica, ela ganhará novo sentido e um tom irônico. Por isso, podemos apresentá-la para os maiores também."
Edi Fonseca é pedagoga, narradora oral, atriz e sociocoordenadora da Roda Fiandeira Comunicação e Arte. Realiza rodas de histórias em escolas, livrarias e empresas.
Marjolaine Leray, tradução de Júlia Morits Schwarcz, Ed. Companhia das Letrinhas, 48 págs.

  • Zoo

Apresentar aos pequenos o grande Guimarães Rosa é uma proposta imperdível. Zoo é um livro-objeto que pode ser desvendado de frente ou de reverso. Há vários caminhos para a leitura, num ir e vir entre as ilustrações e a montagem de Roger Mello e as frases do escritor mineiro, escolhidas por Luiz Raul Machado. Um passeio diferente pelo zoológico em que os bichos são apresentados por meio da prosa poética do autor de Grande Sertão: Veredas, para quem "amar os animais é aprendizado da humanidade". Outra opção para mostrar o autor à garotada é o livro As Margens da Alegria, ilustrado por Nelson Cruz e publicado pela mesma editora.
João Guimarães Rosa, seleção e organização de Luiz Raul Machado, ilustrações e projeto gráfico de Roger Mello, Ed. Nova Fronteira, nº de págs. não informado, livro desdobrável.

 

  • Chapeuzinho Vermelho - Anuncie Aqui!

Imagine que, ao folhear uma obra literária, o leitor se depare com anúncios em meio aos capítulos. Neste clássico, a história de Chapeuzinho Vermelho é recontada com bem-humoradas peças publicitárias inseridas na trama. As propagandas - que mostram o Biscoito Original Decasa, os fones de ouvido Sonzão (para orelhas enormes), os seguros Caçador e Cia. e até as dentaduras Mord&Dura (que nunca largam sua presa) - levam à reflexão sobre o papel da publicidade na vida dos pequenos, que bem cedo já estão expostos a ela em todos os lugares. Na última página há um agradecimento às empresas anunciantes.
Charles Perrault, concepção de Alain Serres, tradução de Ana Luiza Baesso, lustrações de Clotilde Perrin e outros, Ed. Scipione, 40 págs.

 

  • Emoções

Sem uma palavra sequer e apoiando-se numa rica narrativa visual, o multifacetado artista plástico Juarez Machado consegue traduzir as emoções de seu personagem. Percebido pelo leitor por meio das suas pegadas, ele passeia por diversos cenários e, a cada um, numa espécie de mimetismo, se vê despertado por uma nova experiência emocional. Quando passa por uma biblioteca, por exemplo, suas pegadas se tornam impregnadas de letras; quando vê um piano, elas passam a ter notas musicais.
Juarez Machado, Ed. Agir, 36 págs.

 

  • Como Ensinar Seus Pais a Gostarem de Livros para as Crianças

Infantil de estreia da editora Pulo do Gato, Como Ensinar... trata, de um modo divertido e inteligente, de alguns preconceitos que as obras para esse público sofrem, seja por parte dos pais ou das próprias crianças. As ilustrações compõem a narrativa de modo leve, estimulando uma reflexão sobre a função da leitura na nossa vida e sobre como ela pode proporcionar um belo encontro entre os adultos e os pequenos. Uma ótima pedida para iniciá-los no mundo dos livros que falam de livros!
Alain Serres, tradução de Dolores Prades, ilustrações de Bruno Heinz, Ed. Pulo do Gato, 64 págs.

 

  • Lá Vem o Luís

Roseana Murray é uma das grandes autoras de poesia para crianças e já recebeu diversos prêmios. Está na Lista de Honra da institituição suíça International Board on Books for Young People - a mais respeitada no mundo na área de literatura infantojuvenil - com o livro Tantos Medos e Outras Coragens (Ed. FTD). Aqui, ela brinda o leitor com a narrativa poética do nascimento de Luís, sua relação com a mãe, suas primeiras descobertas. Outras obras da autora: Classificados Poéticos (Ed. Moderna) e O Traço e a Traça (Ed. Scipione).
Roseana Murray, ilustrações de Oriol San Julián, Ed. Leya, 40 págs.

 

  • O Ursinho Apavorado

Na rotina de um pequeno urso, os barulhos noturnos se transformam em animais ferozes, que saltam das páginas em dobraduras gigantes. A imaginação fértil, o medo e o aconchego paterno são temas bem trabalhados até o surpreendente final. Outra obra dos autores é O Porco Narigudo, em que utilizam o mesmo recurso - os pop-ups de papel - para contar a história de um porquinho que se acha o máximo por ter o maior nariz do mundo. Ambos receberam o selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil na categoria livro-brinquedo.
Keith Faulkner, ilustrações de Jonathan Labert, Ed. Companhia das Letrinhas, 12 págs.

 

  • Pinóquio

Recomendar clássicos às crianças é algo indispensável para formá-las boas leitoras. Escolher uma versão de qualidade dessas obras é sempre um desafio. Nesta adaptação da obra de Carlo Collodi (1826-1890) Lecticia Dansa faz uma releitura de Pinóquio em versos, sem nada perder do núcleo narrativo original. Este clássico da literatura infantil, no qual o mestre marceneiro Gepeto cria um boneco de madeira que tem vida, faz parte do repertório de muitas gerações. O artista Salmo Dansa trabalhou em superfícies de madeira para que as ilustrações fossem do mesmo material do boneco. Outras versões da obra de Collodi: As Aventuras de Pinóquio (Ed. Cosac Naif), As Aventuras de Pinóquio (Ed. Iluminuras) e As Aventuras de Pinóquio (Ed. Globo).
Carlo Collodi, adaptação de Lecticia Dansa, ilustrações de Salmo Dansa, Ed. Larousse do Brasil, 64 págs.

 

  • Pluft, o Fantasminha

Quem não tem medo de fantasma? Mas você já viu fantasma ter medo de gente? Deliciosa história de amizade, amor, camaradagem e aventura que, inicialmente, foi escrita para os palcos e só depois se tornou livro. Clássico do teatro infantil e uma das obras mais conhecidas e significativas de Maria Clara Machado (1921-2001), apresenta um fantasminha medroso que, por solidariedade, se enche de coragem. Piratas, fantasmas, um esouro e a amizade entre Pluft e a garota Maribel compõem essa trama de aventuras e travessuras. Trabalhar o medo e a coragem com a turma às vezes não é nada fácil, mas Pluft e Maribel serão companheiros das meninas e dos meninos nessa viagem.
Maria Clara Machado, Ilustrações de Graça Lima, Ed. Nova Fronteira, 64 págs.

 

  • O Grúfalo

Para despistar seus predadores, um astuto ratinho inventa um animal monstruoso, o Grúfalo, citando suas características ao encontrar pelo caminho a raposa, a coruja e a cobra. Todos se assustam com as garras incríveis e os dentes horríveis, as pernas ossudas e a verruga cabeluda da fera. Mas, de repente, o rato se surpreende com sua criação em carne e osso, e precisa usar de astúcia para não terminar devorado. A narrativa ritmada, as ilustrações instigantes e as repetições na medida para prender a atenção dos pequenos são os trunfos do título. A sequência, O Filho do Grúfalo, é igualmente criativa e explora a curiosidade do personagem principal.
Julia Donaldson, ilustrações de Axel Scheffler, Ed. Brinque-Book, 32 págs.

 

"A publicação de Vinicius de Moraes é um sucesso dos anos 1970. Uma coletânea de 32 poemas bem-humorados, destinados aos pequenos, mas que agrada leitores de qualquer idade. A Arca de Noé teve alguns poemas musicados por Toquinho, o grande parceiro do poeta, e em 1980, foi transformado em musical pela TV Globo. São várias edições do livro e dos discos, e os versos ficaram na memória daqueles que amam os bichos, as flores, as coisas engraçadas. Quem não se lembra: "...Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada..." Ou: "... Lá vem o pato, pata aqui, pata acolá..." Como toda obra-prima, a leitura é sempre atual. Uma joia da literatura infantil brasileira, com belíssimas ilustrações de Nelson Cruz."
Isis Valéria Gomes é presidente da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, graduada em Literatura Brasileira e Teoria Literária pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de janeiro (PUC-RJ), mestre em Editoração e Marketing pela Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro, e especialista em Literatura Infantil e Juvenil. É consultora nacional e internacional, desde 1994, no campo da política do livro e da leitura.
Vinicius de Moraes, ilustrações de Nelson Cruz, Ed. Companhia das Letrinhas, 64 págs.

  • O Livro Negro das Cores

É por meio dos sentidos que percebemos o mundo. Visão, audição, olfato, paladar e tato, permeados pela subjetividade, delineiam sentimentos e significados. Esta belíssima obra vem escrita também em braile, e suas ilustrações são feitas em relevo, propiciando a experimentação de várias texturas. O que à primeira vista seria uma obra exclusiva para cegos, ganha outra dimensão por meio do texto que passa a ideia de que os sentidos não são herméticos. Eles se inter-relacionam, e isso faz parte das possibilidades humanas, independentemente da deficiência visual. Obra imperdível no contexto de uma educação inclusiva. Outras publicações escritas em português com fonte ampliada e em braile: Capitão Mariano, O Rei do Oceano, de Maurício Veneza (Fundação Dorina Nowill para Cegos) e Benquerer Bem Amar, de Elizete Lisboa (Ed. Paulinas).
Menena Cottin, ilustrações de Rosana Faría, tradução de Rafaella Lemos, Ed. Pallas, 28 págs.

 

  • Marcelo, Marmelo, Martelo e Outras Histórias

Este clássico do gênero, que fez de Ruth Rocha uma das escritoras mais queridas dos pequenos, conta a história do menino Marcelo, que era um grande perguntador e queria trocar o nome de todas as coisas. Tanto era assim, que criou sua própria língua. Porém, ficou muito difícil para seus pais e conhecidos entendê-lo. O livro traz também uma trama sobre Teresinha e Gabriela, duas meninas completamente diferentes que, mesmo sem se conhecerem pessoalmente, invertem o modo de agir e vestir. Outra narrativa trata de um menino que tinha tudo, menos amigos, porque na melhor parte do jogo, se ele não gostasse do que estava acontecendo, pegava sua bola e ia embora. Na obra de Ruth Rocha, a convivência social e o respeito ao outro são marcas registradas e com certeza, após essa leitura, a meninada vai querer mais!
Ruth Rocha, ilustrações de Mariana Massarani, Ed. Moderna, 64 págs.


Informativos

  • A Origem dos Números

Houve um tempo em que não havia números. E como as pessoas faziam para contar as quantidades? De acordo com o autor, os antigos usavam partes do corpo - mãos, pés, olhos, boca, nariz e orelhas - para isso. O olho direito, por exemplo, valia 10. Depois, passaram a utilizar objetos, como pedras e gravetos. Até que inventaram os numerais, inspirados no corpo humano. Com o tempo, eles evoluíram e chegaram aos formatos que conhecemos. Opção imperdível para uma introdução dos pequenas no mundo da Matemática.
Majungmul, ilustrações de Ji Won Lee, tradução de Elizabeth Kim, Ed. Callis, 40 págs.

 

  • Canteiro - Músicas para Brincar

A música é parte importantíssima do currículo da Educação Infantil, e esta é uma excelente opção para auxiliar o trabalho com essa linguagem em sala. Ganhador do selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, a obra aborda, por meio de 15 canções, temas ligados às Ciências, à História e à Geografia, bem como à vida dos animais e os meios de transporte, propiciando um encontro prazeroso e divertido entre a informação e a música!
Margareth Darezzo, arquitetura de papel e ilustrações Roberta Asse, direção musical e arranjos Pichu Borrelli, Ed. Ática, 32 págs.

 

  • Você Sabe Tudo sobre Dinossauros?

Ao passear pelos fundos de casa, uma galinha encontra um livro com ilustrações e descrições sobre seus antepassados. Esse é o ponto de partida para uma grande investigação sobre os gigantes que habitaram a Terra milhões de anos atrás. Ao longo das páginas, os pequenos são convidados a conhecer as características dos diferentes dinossauros e seu modo de vida, com destaque especial para os que viveram no Brasil. As crianças aprendem também o que são fósseis e como eles ajudam os pesquisadores a ter informações sobre o passado.
Lila Prap, tradução Elisa Zanetti, Ed. Biruta, 48 págs.

 

  • O Livro da Família

Famílias podem até ser parecidas, mas nenhuma é igual a outra. Com base nessa ideia, o autor mostra que há várias maneiras desse agrupamento se formar, e todas são importantes. Assuntos como as diferenças culturais e raciais, homossexualidade, adoção e morte são tratados com sensibilidade e leveza. O traço marcante de Todd Parr ganhou espaço na TV, e seu programa Toddworld foi exibido no canal Discovery Kids, anos atrás. Do mesmo autor e editora, vale a pena conhecer Tudo Bem Ser Diferente.
Todd Parr, tradução de Kiki Pizante Millan, Ed. Panda Books, 32 págs.

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