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Faltam para:   

Impor sua convicção política à turma

Assim não dá!

POR:
NOVA ESCOLA
Heloisa Ramos. Foto: Marina Piedade Heloisa responde

Heloisa Ramos é formadora de professores e foi colunista de NOVA ESCOLA até 2013.

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Na tentativa de formar cidadãos socialmente responsáveis, muitos professores impõem suas opiniões políticas aos estudantes sem deixar espaço para questionamentos. Grande engano. A imposição não admite discussão, debate e reflexão. Não ajuda, portanto, a formar sujeitos pensantes e autônomos, capazes de agir segundo crenças e convicções próprias. Como se lê no artigo 6º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os estudantes são "pessoas em desenvolvimento". Eles precisam vivenciar situações em que aprendam a ter opinião e respeitar a pluralidade de ideias. Como se faz isso? É fácil. Se você ficou indignado com algum fato noticiado na imprensa, leve o jornal para a garotada. Em vez de dizer de cara a sua opinião (que certamente você tem e não deve esconder), convide os alunos para um debate. Tome como critério princípios da nossa Constituição Federal - cidadania, dignidade e pluralismo político - e discuta a notícia. Avise que todos são livres para se expressar e defender seus pontos de vista.

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