O que fazer se a relação entre os docentes e o coordenador é ruim?

Ambiente de trabalho

POR:
NOVA ESCOLA
Telma Vinha. Foto: Marina Piedade E agora, Telma?

Telma Vinha é professora de Psicologia Educacional na Unicamp e tira dúvidas sobre comportamento.

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Pergunta enviada por Reginaldo Borges Lima, Fortaleza

Para melhorá-la, é preciso entender as origens do problema. Por um lado, vale analisar se não há certa resistência por parte dos professores com relação ao coordenador e às mudanças pedidas por ele. A transformação da prática pedagógica é necessária e, às vezes, gera desconforto. Alguns docentes consideram que as sugestões para alterar o trabalho que realizam em classe são um atentado contra seus esforços e conhecimentos. Ao mesmo tempo que o educador deve valorizar sua prática, precisa também estar disposto a refletir sobre ela e aperfeiçoá-la. Por outro lado, há coordenadores que sabem passar boas orientações à equipe, mas não conseguem vivenciá-las no cotidiano. Em alguns casos, princípios como o diálogo e o respeito mútuo, por mais que sejam abordados nas reuniões, não fazem parte do dia a dia do gestor. Cria-se assim um ambiente coercitivo, que gera nos docentes tensão, apatia e revolta, além do medo de errar, de tentar algo novo e de se expressar. Se esse for o caso e se a percepção for coletiva, a equipe deve se unir e conversar com o coordenador, descrevendo fatos e sentimentos e sem fazer referências a características pessoais dele. Retomem os princípios contidos no projeto político-pedagógico (PPP) e o compromisso do grupo. Evidenciem que esse tipo de relação dificulta as inovações, a cooperação, o envolvimento e a participação. Se o problema persistir, busquem conversar com a direção. Vale lembrar que a equipe tende a legitimar o coordenador que atua como parceiro, tem o que acrescentar e quer colaborar com a formação da equipe.

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