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Reportagens | Entrevista | Maria Elizabeth de Almeida | Reportagens


Por: Bruna Nicolielo

Apoio ao docente em formação

Favorecer a interação - virtual e presencial - é a saída para dar fim à sensação de isolamento, uma das queixas mais comuns dos alunos da EaD

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A alternância de momentos de contato nos polos e de encontros mediados da tecnologia é a tendência atual no ensino a distância. A estratégia de valorizar a interação em todas as frentes rompe com o modelo do aluno solitário em seu computador, que ainda é frequente - mas restringe o potencial da modalidade. Na entrevista a seguir, a coordenadora do estudo discute as estratégias de interação encontradas.

 

Os alunos valorizam as etapas presenciais. Por que isso ocorre?

MARIA ELIZABETH O dado não é uma característica identificada apenas no grupo analisado. Aparece em outros estudos, como no levantamento nacional da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed). Por isso, observamos uma tendência mundial de oferecer uma formação híbrida, que intercale o contato virtual e presencial. A falta de familiaridade com a tecnologia também favorece a preferência pela segunda opção. Porém, na formação de professores, é importante que os alunos possam vivenciar a ambiência da sala de aula em diferente papéis, como aluno e professor.

 

Quem é o interlocutor nesses momentos?

MARIA ELIZABETH O tutor, que é geralmente um mestrando ou doutorando da instituição ou, ainda, um profissional da rede de ensino local. O ideal é que ele seja um par mais experiente do professor em formação. Ele ministra aulas, aplica provas e corrige exercícios. Em outros momentos, tem funções administrativas. Presencial ou virtualmente, ele faz a ponte entre o professor e o aluno. E a Educação se faz por meio da interação. Sem isso, seria um autoestudo. Por isso, deve receber formação continuada e em serviço e não apenas uma orientação inicial. Por fim, a turma quase não interage com os professores e com o tutor virtual, embora reclame quando este se ausenta.

 

Com que frequência os alunos vão aos polos?

MARIA ELIZABETH Cerca de 50% das instituições propõem encontros semanais. Em outras, os alunos vão muito ao polo e gostam dessa experiência. Alguns, inclusive, usam o computador nessas unidades. Não há uma frequência considerada ideal.

 

Muitos cursos propõem atividades de teleaula nos polos. isso é um contrassenso?

MARIA ELIZABETH Sim. Na maioria das vezes, o projeto pedagógico não prevê como e quando utilizar as teleaulas de forma adequada. Em geral, elas são gravadas e fazem referência a um material impresso. Só teriam sentido se permitissem a interação simultânea entre aluno e professor. Sem ela, não passam de um recurso que poderia estar disponível apenas em uma plataforma virtual.


Foto: Marina Piedade

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