O que fazer com estudantes que manifestam preconceitos?

E agora, Telma? - Intolerância

POR:
NOVA ESCOLA
Telma Vinha. Foto: Marina Piedade E agora, Telma?

Telma Vinha é professora de Psicologia Educacional na Unicamp e tira dúvidas sobre comportamento.

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Pergunta enviada por Simone Rodrigues Marques, Teresina, PI

Quando presenciar uma manifestação de preconceito entre os alunos, Simone, reaja imediatamente. Conversei sobre isso com a professora Eliete de Godoy, pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e especialista no assunto. Para ela, é preciso chamar o estudante para uma conversa franca, sem rodeios. Exemplo: "Ouvi você dizer que o cabelo de M parece Bombril. Mas ele é igual ao de milhões de outras pessoas, embora seja diferente do seu. Vamos descobrir como seu colega está se sentindo com esse comentário?" A vítima, segundo Eliete, deve ser confortada, ouvida e estimulada a se posicionar perante o agressor - em ambiente privado, é lógico, e com intervenções construtivas da sua parte. Na sala de aula, você pode propor conteúdos multidisciplinares que tenham a ver com a diversidade e a coexistência. Princesas negras, sociedades indígenas, migrantes e imigrantes, jogos que misturam meninos e meninas... Tudo isso ajuda a criar um ambiente rico e pluricultural.

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