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Interagir com os alunos

Bom relacionamento e expectativas positivas em relação a todos são pontos-chave

POR:
NOVA ESCOLA

Um quebra-gelo é o que Ricardo Pessoa dos Santos, professor do Ensino Fundamental e do Médio na EE Carolina Lopes de Almeida e na EE Professora Sueli Aparecida Sé Rosa, em Bauru, a 326 quilômetros de São Paulo, utiliza no início das aulas. Pode ser o futebol, uma notícia ou algo ocorrido na escola. Conversar com os alunos e estabelecer um pacto com eles contribui para a aprendizagem", enfatiza. Sua prática insere os conceitos na realidade, o que ajuda a driblar sentimentos de prevenção contra a disciplina e de incapacidade para aprendê-la.

"Tem de banir da classe essa história de 'não sei' e despertar em todos a vontade e o prazer de ver um problema resolvido." No dia a dia, o professor diz cultivar a proximidade com todos. Quando dá atividades individuais ou em grupo, por exemplo, circula na sala, conversando sobre os diferentes modos de pensar. Se necessário, até se senta para "pensar junto".

Santos sabe que não adianta ficar só ele falando em aula e sempre estimula o debate, mesmo que no começo apenas alguns tomem a iniciativa de intervir. "Tenho como papel fazer todos participarem." Comunicar seu pensamento é algo que os alunos precisam aprender e ele alerta que é preciso conhecer bem o perfil de cada um para essa dinâmica funcionar. "Tem de identificar os que são mais retraídos e evitar com eles situações de exposição pública", pondera. Com esses, ele conta que procura fazer "uma abordagem individual e mais discreta", até que eles se sintam encorajados a colaborar nas aulas.

"Tem de banir da classe essa história de 'não sei' e despertar em todos a vontade e o prazer de ver um problema resolvido"


Calil Neto. Ilustrações Claudio Gil