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Utilizar bem o quadro e os recursos tecnológicos

O professor deve buscar todos os meios para enriquecer suas aulas e envolver a classe

POR:
NOVA ESCOLA

Para Valéria Nogueira, que atua no Ensino Médio da EE Coronel Pedro Dias de Campos, em Capela do Alto, a 203 quilômetros de São Paulo, não tem jeito: o professor de Matemática precisa mesmo do quadro-negro. "É uma disciplina visual", afirma. "Não dá para falar de hexágonos e ângulos sem pegar o giz e desenhar." Mas ela procura equilibrar essa necessidade de imagens mesclando a lousa a recursos tecnológicos. "A turma fica mais atenta."

Em 2011, Valéria conheceu em um curso o software Movimentos Complexos, de um portal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que reúne material multimídia. "É perfeito para abordar números complexos, um conteúdo de difícil contextualização e que pode ser massacrante só com o quadro", diz. Ela criou uma atividade para usá-lo e se surpreendeu com a adesão. "O mais apático dos meus alunos foi o primeiro a terminar todas as fases do jogo." Valéria virou fã da tecnologia em aula. "Com softwares, o professor pode apresentar mais possibilidades para os estudantes, que têm a chance de fazer descobertas sozinhos."

Vídeos e experimentos também entram em suas aulas. E ela defende um uso maior do PowerPoint, citando uma atividade com matrizes. Após pedir que cada aluno construísse sua matriz por meio de sentenças matemáticas e identificasse sequências numéricas nela, ela escaneou algumas produções e montou uma apresentação. "Ao projetá-la, as sequências numéricas saltavam aos olhos de todos."

"Com softwares, o professor pode apresentar mais possibilidades para os estudantes, que têm a chance de fazer descobertas sozinhos"


Marina Piedade. Ilustrações Claudio Gil