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Comunicar o conteúdo com clareza

O professor deve ficar atento ao tom de voz e intercalar sua fala a debates

POR:
NOVA ESCOLA

O ensino da Matemática envolve, entre outros, momentos de apresentação de problemas e de sistematização do conteúdo trabalhado. Em ambos, o professor Paulo Rogério Alves, docente da EE Paulo de Abreu e da EMEF Professor Sidney Santucci, em Itapevi, município da Grande São Paulo, procura usar uma linguagem clara e um tom de voz tranquilo, mas não baixo. Ele se esforça para não alterar o volume mesmo quando há barulho vindo da rua ou dos corredores. "Posso aumentar um pouco quando há necessidade, mas prefiro parar de falar, já que não adianta disputar com os ruídos externos." Além disso, ele mantém um contato visual constante com os adolescentes, evitando também escrever muito no quadro para que não se dispersem.

Alves também usa recursos como o DataShow, jogos e softwares para apoiar suas explanações, por exemplo, na hora do fechamento de um conteúdo - depois que a garotada já resolveu os problemas e discutiu sobre eles. Suas explicações não ficam monótonas nem na hora de abordar temas mais áridos, como as operações com polinômios da álgebra. "Procuro também não falar por muito tempo sem interrupções". Na prática, Alves busca intercalar sua apresentação às discussões em sala. "Uma aula deve ter muito diálogo, pois o professor precisa ouvir as ideias que os alunos apresentam, ajudá-los a expressá-las e conferir se a turma toda compreendeu." Depois da reflexão coletiva, ele retoma a palavra para sistematizar os conceitos mais importantes.

"Uma aula deve ter muito diálogo, pois o professor precisa ouvir as ideias que os alunos apresentam, ajudá-los a expressá-las e conferir se a turma toda compreendeu"


Marina Piedade. Ilustrações Claudio Gil