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Respeitar o tempo de aprendizagem

A aula deve proporcionar a participação e o avanço de todos

POR:
NOVA ESCOLA

"Sempre busco atingir a maioria da classe", afirma Roque Alfredo de Moraes, professor do Ensino Médio da EE Paulo Virgínio, de Cunha, a 225 quilômetros de São Paulo. Ao apresentar um conteúdo, ele começa propondo uma questão para ser resolvida individualmente. "Em média, utilizo dois quintos da aula para a solução de problemas." Nessa hora, é essencial reservar um tempo para que cada aluno reflita sobre o desafio, procure resolvê-lo e até erre. "Peço que se dediquem a pensar, contar aos outros o que descobriram, ouvir os colegas e comparar seu raciocínio com o deles", afirma. O papel de Moraes é fomentar as contribuições e o debate, lançando mais questões. "Conforme todos sugerem soluções, os conceitos mais importantes vão surgindo."

No momento das discussões coletivas, o docente lança perguntas, chamando um ou outro aluno. Assim, faz a turma inteira analisar cada questão. Ele sabe que, para dar oportunidade para que todos coloquem em jogo os seus conhecimentos, deve segurar a ansiedade e não dar logo a resposta certa. Assim, a aula não vira um monólogo.

Moraes tem outra preocupação com relação aos estudantes que não se envolvem espontaneamente nas discussões. Eles podem não estar conseguindo entender o tema e necessitar que ele seja retomado. Por fim, para que todos tenham a oportunidade de progredir, ele propõe desafios com diferentes graus de dificuldade. "Minha função é cuidar para que ninguém desanime de aprender Matemática." 

"Peço que se dediquem a pensar, contar aos outros o que descobriram, ouvir os colegas e comparar seu raciocínio com o deles"


Flávio Pereira. Ilustrações Claudio Gil